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Saindo à francesa

A famosa bolsa Kelly, de Hermés. 

 

Blusinha preta básica, bracelete punk, unhas e boca vermelha.

 

As francesas e suas echarpes… também invente um jeito de arrumar a sua.

 

 Boina de tricô + jaqueta jeans justinha + saia camponesa = menina bonita

 

Clássico para todo mundo: trench coat bege + camisa branca + bolsa de tecido com cara de brechó

 

 

Cara de boneca: cabelo chanel escovado (e não chapinhado!) + batom vermelho

 

Dá pra usar babado sem ficar com cara de quermesse: use com uma peça sequinha em baixo (calça skinny, reta ou corsário), prenda os cabelos e coloque brincos geométricos não muito grandes… fica lindo!

 

Repare nos botões forrados do casaco (ótima idéia para customizar) e na boina folgadinha de lã

 

 Fotos do fime À Francesa, comentado no post anterior

 

Ainda na França…

Se Pushing Daisies tem um pé na França do estilo “menina de família”, não deixa também de ter seu lado cinqüentinha, com os chapéus, luvas e penteados elaborados. Se vestir assim dos pés à cabeça não dá certo mas garimpar uma ou outra peça de época de brechó sempre foi uma diversão fashion. Ainda mais agora, que é muito mais eco-correto reutilizar acessórios, roupas e sapatos do que sair por aí gastando um dinheiro que não tem. Fica mais autêntico, original e único, além de mais barato.

O difícil é fazer uma produção que dê certo. Para isso, é simples: costumo combinar uma peça de tecido tecnológico ou com um corte ousado à outra que tem uma cara mais retrô. Como um vestido sessentinha curto com uma ankle boot e luvas. Para isso, tem que ser alta e ter pernas relativamente finas.

Detesto aquele negócio de “para usar roupa assim, tem que ter corpo assim”. É verdade que algumas coisas não vestiriam bem certos corpos (calça legging com blusa justa por cima, por exemplo). Na verdade, costumo sempre achar que não é o que PODE, mas o que é APROPRIADO e valorize o que nosso corpo tem de melhor. Eu não me sinto mal quando vejo adolescentes de balonê curtinho desfilando as pernocas por aí. Tem idade e corpo para tudo. Tenho certeza que elas não segurariam um taileur como eu. A beleza está na valorização do corpo e não em queimar tendência e sair por aí usando o que ainda vai ser usado. Não há nenhuma originalidade nisso.

As francesas tem uma coisa muito delas: o lenço, o foulard, a echarpe. Tá pra fazer um dicionário só com os jeitos que elas amarram o pedacinho de pano no pescoço. Quem viu um filme de 2003 chamado À Francesa, com a maravilhosa Naomi Watts, deve ter se encantado com os figurinos. O filme mesmo é fraquinho, mas vale a pena só para ter idéias de figurino. Muitas, mas muitas listas, boinas e gorros, tricô com pontos grandes, cabelo escovado chanel e batom vermelho. Mas nada de “menina boazinha”: consumismo e grifes de alta-costura. Dá pra pegar o embalo da coisa e vasculhar o guarda-roupa em busca de novas combinações e idéias, sem precisar esvaziar os bolsos.

Enfim, como sempre, dá pra se inspirar e se divertir muito.