Todos os artigos de Renata Tufano

Tradutora, escritora, viajante, curiosa. Essa sou eu.

O conceito de almas gêmeas é quase mítico: as pessoas as procuram por toda a vida e não as encontram, e outros parecem encontrar parceiros perfeitos apenas para se darem conta mais tarde que estavam enganados. Na Grécia antiga, acreditava-se que, no começo de tudo, as pessoas nasciam com quatro braços, quatro pernas, dois pares de olhos, bocas e narizes. Esses seres assustaram tanto os deuses que eles decidiram separar os primeiros humanos, dividindo-os em duas partes, deixando-os desorientados, cegamente à procura da outra metade. Esse mito simboliza quão difícil é encontrar sua alma gêmea, mas também dá esperança às pessoas, pois todos têm uma parte de si mesmos em algum lugar do mundo, apenas esperando para ser descoberta.

Soul mates are a near mythical concept- people can search for them for their whole lives and be unsuccessful, and others seemingly find their perfect match only to realize later that they were wrong about that person. In ancient Greece, it was believed that in the beginning people were four armed, four legged, and had two sets of eyes, mouths, and noses. These beings frightened the gods so much that they split these first human beings into two parts, leaving them disorientated and searching hopelessly for their other half. This myth symbolizes how hard it is to find your soul mate, but also gives people hope, because everyone has another part of himself or herself somewhere in the world just waiting to be discovered.

[via Reluv.co]

arte: lunarnewyear

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Bio

Nasci num lar de professores de língua portuguesa, no bairro italiano da Mooca, em São Paulo, em 1975, a segunda de três meninas. Moramos em São Paulo até 1980, quando nos mudamos para a cidade de Jundiaí, no interior do estado. Ali, tive aquela infância maravilhosa de subir em árvores, brincar no tanque de areia, conviver com cachorros e galinhas e aprender todo tipo de trabalho manual, dentre eles o tricô e a tapeçaria, passatempos deliciosos que ocupam minhas mãos até hoje, quando moro novamente em São Paulo.

Desde muito cedo tive contato com a língua inglesa, a ponto de só mais tarde descobrir que o português e o inglês eram, na verdade, duas línguas diferentes. Do meu avô João, herdei na minha fala a música da língua italiana e a cidadania européia. Meus ouvidos também se acostumaram com o francês falado pelo meu pai e pela minha mãe. Minha avó Yolanda, que também era professora e alfabetizadora, me ensinou a ler quando eu tinha 6 anos, e eu não parei mais.

Todo escritor é, antes de tudo, um leitor. E eu dei meus primeiros passos, literalmente, para alcançar um livro na estante. Meu primeiro amor foi um livro de poemas de Cecília Meireles, “Ou Isto ou Aquilo”, que me abriu as portas para a beleza da literatura.

Antes de ir para a faculdade, viajei muito: fiz intercâmbio na Dinamarca, estudei na Inglaterra e na Itália, conheci lugares maravilhosos que me abriram a mente e o coração. Estudei muito nesses tempos “fora da escola” e garanto: dá para aprender muito em qualquer lugar. Viajar é sempre um aprendizado enorme. E aprender idiomas é abraçar uma cultura inteira! Consigo me virar bem em italiano, francês e, agora que sou casada com um chinês, até em mandarim!

Eu me formei na PUC (Campinas) em Letras – Português e suas Literaturas no ano de 2000. E, três anos mais tarde, concluí a pós-graduação em História da Arte na FAAP.

Minha primeira tradução foi lançada em 2001 (veja a página das minhas Publicações) e é uma grande paixão. É como escrever um livro junto com um autor incrível, que você admira. E eu não me canso de traduzir: já são mais de quarenta títulos.

Meus livros, Quando o Sol Encontra a Lua, e Brigas, Bilhetes e Beijos, são pedaços do meu coração. Sou muito grata à Editora Moderna por ter acreditado na minha escrita e ter feito com que ela chegasse às mãos de tantos leitores maravilhosos pelo país.

O que mais posso dizer? Todos os animais me fazem sorrir, minha flor preferida é o amor-perfeito, meu perfume é o do ciclame, tenho admiração por araucárias, já fui bailarina, amo todas as cores, cheiros me trazem memórias, gosto de decorar poemas, comer pipoca e fazer amigos. Dou presente sem data marcada e paro para olhar o pôr do sol todos os dias.

Foto: Manoel Guimarães

Blogs em Destaque: Renata Tufano

Olha aqui minha entrevista para o WordPress.com Brasil! 🙂

 

WordPress.com em Português (Brasil)

Cercada de livros por todos os lados desde pequena, Renata Tufano não teve muita dificuldade em escolher sua vocação. Entre suas traduções, livros próprios e seu blog a Renata encontrou um tempinho para compartilhar sua história com a gente.

Seu blog atual começou em 2008, é o seu primeiro blog?

E lá se vão quase 10 anos… Sim, foi meu primeiro blog e começou quase como um diário despretensioso. Naquela época eu escrevia sobre tudo que tinha vontade, especialmente moda e artesanato, duas grandes paixões. Há alguns anos, mudei um pouco o foco, para falar mais do meu trabalho com literatura. Mas sempre continuou uma plataforma informal, na qual me sinto à vontade para falar sobre qualquer assunto do meu interesse.

Não tive dificuldades, pelo contrário, a plataforma do WordPress.com sempre foi muito amigável e possibilita edições bonitas para os posts. Escolhi um tema que já não está mais disponível…

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8ª Jornadinha Nacional de Literatura

No começo deste mês de outubro de 2017, tive a honra de participar da 8ª Jornadinha de Literatura em Passo Fundo. Um evento onde pude encontrar leitores, professores, amantes do livro e da leitura e colegas de profissão. Um evento grandioso, fruto de um ano e meio de trabalho de profissionais apaixonados.

O espaço reservado às atividades da 8ª Jornadinha leva o nome de “Espaço Lendas Brasileiras, Clarice Lispector”, composto por quatro tendas com nomes alusivos às personagens de lendas brasileiras transcritas por Clarice Lispector (uma das autoras homenageadas, ao lado de Carlos Drummond de Andrade e Ariano Suassuna) na obra Como nasceram as estrelas (1987): Tenda Yara, Tenda Malazarte, Tenda Negrinho do Pastoreio e Tenda Curupira, lado a lado no Caminho do Saci.

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Nas tendas onde nos revezávamos para conversar com alunos e professores, com lotação de 1250 pessoas, era um misto de emoção, curiosidade e aprendizado. Eles nos faziam perguntas e nós nos conhecíamos melhor a cada resposta. Temas importantes como bullying e a valorização da mulher eram abordados lado a lado com o folclore brasileiro e a importância da leitura.

Conversamos com 4 mil crianças e professores por dia. Olhinhos atentos, sorrisos nos lábios, lágrimas, risadas. A nossa vida muda e a delas também. Todos partem enriquecidos e plenos de gratidão à leitura, que nos proporcionou tudo isso.

 

 

Mais fotos você encontra aqui.

Os números são impressionantes:

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Muito obrigada, Editora Moderna, que me levou até lá!

Muito obrigada, Comissão Organizadora, que me convidou!

Muito obrigada, alunos leitores e professores, que me encheram de alegria por me fazerem ver que vale a pena todo o esforço e encantamento deste ofício!

Espero viver essa maravilhosa experiência novamente em 2019… ❤