Arquivo da categoria: literatura

eu gosto do meu corpo quando está com seu 

corpo. É tudo tão completamente novo.

Os músculos bem e os nervos melhores.

eu gosto do seu corpo. eu gosto do que ele faz,

gosto dos jeitos. gosto de sentir a espinha

do seu corpo e seus ossos, e o tremor

firme e macio que irei beijar

e beijar, e beijar, e beijar,

e de novo, gosto de beijar isso e mais isso em você,

eu gosto, de sentir o choque ao acariciar

devagar sua pele elétrica, e o que acontece

quando as carnes se separam… E olhos grandes migalhas de amor,

E possivelmente eu gosto do arrepio

de dentro de mim você de novo principia.

 

i like my body when it is with your
body. It is so quite new a thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body.  i like what it does,
i like its hows.  i like to feel the spine
of your body and its bones,and the trembling
-firm-smooth ness and which i will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the,shocking fuzz
of your electric furr,and what-is-it comes
over parting flesh….And eyes big love-crumbs,

and possibly i like the thrill

of under me you so quite new

E. E. Cummings

Arte:

1. Ugolino and Sons (1867) by Jean-Baptiste Carpeaux (detail) MET, New York;

2. The Rape of Proserpina (1622) – Bernini (detail) – Galleria Borghese, Rome

Bio

Nasci num lar de professores de língua portuguesa, no bairro italiano da Mooca, em São Paulo, em 1975, a segunda de três meninas. Moramos em São Paulo até 1980, quando nos mudamos para a cidade de Jundiaí, no interior do estado. Ali, tive aquela infância maravilhosa de subir em árvores, brincar no tanque de areia, conviver com cachorros e galinhas e aprender todo tipo de trabalho manual, dentre eles o tricô e a tapeçaria, passatempos deliciosos que ocupam minhas mãos até hoje, quando moro novamente em São Paulo.

Desde muito cedo tive contato com a língua inglesa, a ponto de só mais tarde descobrir que o português e o inglês eram, na verdade, duas línguas diferentes. Do meu avô João, herdei na minha fala a música da língua italiana e a cidadania européia. Meus ouvidos também se acostumaram com o francês falado pelo meu pai e pela minha mãe. Minha avó Yolanda, que também era professora e alfabetizadora, me ensinou a ler quando eu tinha 6 anos, e eu não parei mais.

Todo escritor é, antes de tudo, um leitor. E eu dei meus primeiros passos, literalmente, para alcançar um livro na estante. Meu primeiro amor foi um livro de poemas de Cecília Meireles, “Ou Isto ou Aquilo”, que me abriu as portas para a beleza da literatura.

Antes de ir para a faculdade, viajei muito: fiz intercâmbio na Dinamarca, estudei na Inglaterra e na Itália, conheci lugares maravilhosos que me abriram a mente e o coração. Estudei muito nesses tempos “fora da escola” e garanto: dá para aprender muito em qualquer lugar. Viajar é sempre um aprendizado enorme. E aprender idiomas é abraçar uma cultura inteira! Consigo me virar bem em italiano, francês e, agora que sou casada com um chinês, até em mandarim!

Eu me formei na PUC (Campinas) em Letras – Português e suas Literaturas no ano de 2000. E, três anos mais tarde, concluí a pós-graduação em História da Arte na FAAP.

Minha primeira tradução foi lançada em 2001 (veja a página das minhas Publicações) e é uma grande paixão. É como escrever um livro junto com um autor incrível, que você admira. E eu não me canso de traduzir: já são mais de quarenta títulos.

Meus livros, Quando o Sol Encontra a Lua, e Brigas, Bilhetes e Beijos, são pedaços do meu coração. Sou muito grata à Editora Moderna por ter acreditado na minha escrita e ter feito com que ela chegasse às mãos de tantos leitores maravilhosos pelo país.

O que mais posso dizer? Todos os animais me fazem sorrir, minha flor preferida é o amor-perfeito, meu perfume é o do ciclame, tenho admiração por araucárias, já fui bailarina, amo todas as cores, cheiros me trazem memórias, gosto de decorar poemas, comer pipoca e fazer amigos. Dou presente sem data marcada e paro para olhar o pôr do sol todos os dias.

Foto: Manoel Guimarães

8ª Jornadinha Nacional de Literatura

No começo deste mês de outubro de 2017, tive a honra de participar da 8ª Jornadinha de Literatura em Passo Fundo. Um evento onde pude encontrar leitores, professores, amantes do livro e da leitura e colegas de profissão. Um evento grandioso, fruto de um ano e meio de trabalho de profissionais apaixonados.

O espaço reservado às atividades da 8ª Jornadinha leva o nome de “Espaço Lendas Brasileiras, Clarice Lispector”, composto por quatro tendas com nomes alusivos às personagens de lendas brasileiras transcritas por Clarice Lispector (uma das autoras homenageadas, ao lado de Carlos Drummond de Andrade e Ariano Suassuna) na obra Como nasceram as estrelas (1987): Tenda Yara, Tenda Malazarte, Tenda Negrinho do Pastoreio e Tenda Curupira, lado a lado no Caminho do Saci.

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Nas tendas onde nos revezávamos para conversar com alunos e professores, com lotação de 1250 pessoas, era um misto de emoção, curiosidade e aprendizado. Eles nos faziam perguntas e nós nos conhecíamos melhor a cada resposta. Temas importantes como bullying e a valorização da mulher eram abordados lado a lado com o folclore brasileiro e a importância da leitura.

Conversamos com 4 mil crianças e professores por dia. Olhinhos atentos, sorrisos nos lábios, lágrimas, risadas. A nossa vida muda e a delas também. Todos partem enriquecidos e plenos de gratidão à leitura, que nos proporcionou tudo isso.

 

 

Mais fotos você encontra aqui.

Os números são impressionantes:

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Muito obrigada, Editora Moderna, que me levou até lá!

Muito obrigada, Comissão Organizadora, que me convidou!

Muito obrigada, alunos leitores e professores, que me encheram de alegria por me fazerem ver que vale a pena todo o esforço e encantamento deste ofício!

Espero viver essa maravilhosa experiência novamente em 2019… ❤

Brigas, Bilhetes, Beijos e… Bullying.

É lei: escolas e clubes devem adotar medidas de prevenção e combate ao bullying. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro, o texto que entrou em vigor no dia 11 de fevereiro de 2016 institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática em todo o território nacional.

Meu segundo livro, BRIGAS, BILHETES E BEIJOS, toca nesta questão falando do ponto de vista de uma adolescente que está passando por essa violência. O que pode ser feito? Como reagir? Deve-se envolver a escola, os pais? Vale a leitura para começar uma reflexão em casa ou na escola!

Mais sobre a lei aqui. Mais sobre o livro, aqui.