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Mural by Syrian artist Tammam Azzam photoshop art

Todo mundo diz que o amor dói, mas isso não é verdade. Solidão dói. Rejeição dói. Perder alguém dói. Inveja dói. Todos confundem essas coisas com amor, mas, na verdade, só o amor elimina toda a dor do mundo e faz com que uma pessoa se sinta maravilhosa novamente. O amor é a única coisa nesse mundo que não dói.

Everyone says love hurts, but that is not true. Loneliness hurts. Rejection hurts. Losing someone hurts. Envy hurts. Everyone gets these things confused with love, but in reality love is the only thing in this world that covers up all pain and makes someone feel wonderful again. Love is the only thing in this world that does not hurt.

Mehmed Meša Selimović

Photoshop art do artista sírio Tammam Azzam

Inspiração para abrir o coração

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Por muitos anos, profissionais da área de saúde mental ensinaram as pessoas que elas poderiam ser psicologicamente saudáveis sem o apoio de outras pessoas. A máxima era “a não ser que você se ame, ninguém mais irá amá-lo”. A verdade é que você não consegue se amar a não ser que você tenha sido amado e continue sendo amado e saiba o que é amar. Não é possível construir a capacidade de amar em isolamento. 

For years mental health professionals taught people that they could be psychologically healthy without social support, that “unless you love yourself, no one else will love you.”…The truth is, you cannot love yourself unless you have been loved and are loved. The capacity to love cannot be built in isolation.

Bruce D. Perry

Eu sempre vou dizer “eu te amo”

Eu sempre vou dizer “eu te amo”. Algumas pessoas tem medo de dizer, outras tem medo de ouvir. Eu, não. Eu não tenho medo das palavras porque não tenho medo do que sinto.

Há uma economia generalizada de amor. As pessoas não falam, não praticam, não se vê. O amor se esconde e se esgueira pelas beiradas porque o mundo ficou pequeno. Engraçado que era o amor que tornava tudo grande e lindo e agora, as coisas parecem encolher.

Quando se falava de amor, a gente arregalava os olhos, sentia o coração crescer dentro do peito. Era uma força incontrolável, imbatível. Era um poder tão grande que “fazia o mundo girar”, não era isso que diziam? E agora, o que temos? Onde foram parar os grandes atos de amor? Onde estão as lágrimas de emoção? Por que tudo ficou tão passageiro?

É preciso inventar de novo o amor. É preciso dizer mais “eu te amo”, é preciso ouvir mais “eu te amo”. É preciso não ter vergonha de amar, como se fosse uma fraqueza. É preciso saber que se pode confiar a ponto de se expandir e abrir os braços.

Se uma flor consegue nascer em meio a tanto concreto, abrindo o asfalto com a força impositiva da vida, talvez possamos relembrar como se ama. A flor, tão delicada, tão frágil, vence o asfalto duro e frio. Seria fácil arrancá-la, suas raízes não estão firmes. Seria fácil matá-la: ali, ela está em risco.

Mas quero acreditar que ela cumprirá o tempo de sua semente. Quero acreditar que uma florzinha, aquela que não serve pra nada, aquela coisinha que desafiou o asfalto, mudou a história daquela calçada. Assim como um “eu te amo” pode ajudar a mostrar o caminho.