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O conceito de almas gêmeas é quase mítico: as pessoas as procuram por toda a vida e não as encontram, e outros parecem encontrar parceiros perfeitos apenas para se darem conta mais tarde que estavam enganados. Na Grécia antiga, acreditava-se que, no começo de tudo, as pessoas nasciam com quatro braços, quatro pernas, dois pares de olhos, bocas e narizes. Esses seres assustaram tanto os deuses que eles decidiram separar os primeiros humanos, dividindo-os em duas partes, deixando-os desorientados, cegamente à procura da outra metade. Esse mito simboliza quão difícil é encontrar sua alma gêmea, mas também dá esperança às pessoas, pois todos têm uma parte de si mesmos em algum lugar do mundo, apenas esperando para ser descoberta.

Soul mates are a near mythical concept- people can search for them for their whole lives and be unsuccessful, and others seemingly find their perfect match only to realize later that they were wrong about that person. In ancient Greece, it was believed that in the beginning people were four armed, four legged, and had two sets of eyes, mouths, and noses. These beings frightened the gods so much that they split these first human beings into two parts, leaving them disorientated and searching hopelessly for their other half. This myth symbolizes how hard it is to find your soul mate, but also gives people hope, because everyone has another part of himself or herself somewhere in the world just waiting to be discovered.

[via Reluv.co]

arte: lunarnewyear

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Ural Owls - Hokaido Japan by Rick Andrews

O amor não é um caminho que traz de volta pra casa. O amor é a casa.

Love is not the way home. Love is home. 

[Sri Sri Ravi Shankar]

 

Amar é morar dentro da gente.

[Mário Quintana]

 

Photo: Ural Owls in Hokaido (Japan) by Rick Andrews

Eu quero te amar como um campo aberto. Um lugar amplo o suficiente para que você liberte as criaturas terríveis do seu coração. Um lugar grande o suficiente para que você possa andar sem destino e, por quilômetros e quilômetros, enxergar apenas eu. 

I want to love you like an open field. A place large enough for you to release the heavy creatures of your heart. A place large enough for you to wander and all you see for miles and miles is me.

[Kelsey Danielle]

art: Christina’s World (1948) – Andrew Wyeth (MoMA – NY)

Posse

DerSpaziergang by Marc Chagall

A gente tem que começar a entender o conceito de posse. E como a posse é ruim.

“Ter” alguma coisa é sempre uma ilusão. Se a gente tem coisas, objetos, imóveis, carros, a gente, na verdade, tem meios utilitários para determinados fins. Eles ficam obsoletos, quebram, se tornam desnecessários. Fazem parte de um universo temporal, maior ou menor que o nosso, podem durar mais que a nossa vida, podem durar menos. Logo, não são nossos, apenas passam por nós.

Uma pessoa nunca é nossa. Pessoas se aproximam, se afastam, ficam, vão. Estão conosco, mas também estão com o mundo. Não estamos fisicamente dentro do corpo de ninguém, ninguém precisa de outra pessoa pra sobreviver (a não ser claro, num caso de doação de órgãos, mas não é bem o foco aqui). Apreciamos a companhia, abraçamos o momento, aquela pessoa que mora no nosso coração está sempre ali, mas não é nossa. Não temos o direito de trancá-la numa gaiola e, mesmo se o fizéssemos, ela definharia e deixaria de ser aquela criatura linda que amamos.

Não possuímos o planeta, nem a natureza, nem os animais. Estamos aqui para dividir esta atmosfera, para tentar conviver. Existem animais que buscam a companhia humana, outros estão aqui para o equilíbrio da vida e não necessariamente precisam de nós. Eles querem ser deixados em paz.

Tudo é mais bonito quando há harmonia. Se um leopardo das neves é maravilhoso escondidinho no meio das montanhas mais altas, é lá que ele deve ficar. Quando se retira o leopardo de lá, ele perde metade de sua identidade. Quando se arranca um pedaço de uma pedra preciosa para se fazer um pingente de colar que apenas uma pessoa irá usar, a pedra deixa de ser parte de um planeta que é de todos. Na sua mão é ganância, na caverna é de todos.

Por que a gente acha que precisa tomar posse? Por causa de um sentimento que outra pessoa pode tirar algo de mim. É horrível que os humanos ainda não aprenderam que quando ninguém tem, todo mundo ganha. Ninguém mais sabe dividir, apenas repartir em cotas geralmente injustas.

Que sonho o dia em que olhar, muito de longe, um tigre andando lá longe, em toda sua beleza, nos dará o sentido de completude e não de cobiça. Que lindo o amor que deixa o outro livre. Que lindo passear pela vida de mãos dadas com quem nos deixa voar.

[arte: Marc Chagall – La Promenade, 1917/18]

Yelena Bryksenkova 09

A capacidade de ficar sozinho é a capacidade de amar. Pode parecer paradoxal, mas não é. É uma verdade existencial: apenas aquelas pessoas que são capazes de ficar sozinhas são capazes de amar, de compartilhar, de penetrar o âmago de outra pessoa — sem possuir o outro, sem se tornar dependente do outro, sem reduzir o outro a um objeto, e sem se tornar viciado no outro.

The capacity to be alone is the capacity to love. It may look paradoxical to you, but it is not. It is an existential truth: only those people who are capable of being alone are capable of love, of sharing, of going into the deepest core of the other person—without possessing the other, without becoming dependent on the other, without reducing the other to a thing, and without becoming addicted to the other.

[Osho (Bhagwan Shree Rajneesh)]

arte: Yelena Bryksenkova – Dancing Alone