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Sa Dingding

 

Essa menina linda aí em cima é uma chinesa de 25 anos que é a mais nova sensação do pop asiático. A música me agrada bastante, uma espécie de “Enya confucionista” como os críticos a estão chamando.

Mas o que eu mais gostei até agora é sua personalidade no palco. Uma coisa assim, meio Björk, com trajes de princesa asiática que ela mesma desenha. Ela mistura muitas referências, inclusive biográficas, em suas roupas e em sua música.

“Meu pai é Han (etnia majoritária na China) e minha mãe é mongol. Canto em mandarim, tibetano, sânscrito e lugu lugu, e ainda me sinto completamente chinesa”. Ela esteve quatro vezes no TIbet, onde gravou um videoclipe para seu disco, de uma canção tibetana. “Tenho vários amigos tibetanos, eles nunca demonstraram nenhuma raiva contra os chineses”, diz ela.

Além de ter vivido na China e como nômade na Mongólia Interior, Sa ainda viveu na Europa. Imagine como tudo isso se mistura na música e no visual: o resultado é encantador.

Isso me deu uma idéia boa: porque não substituir os botões daquela camisa branca por alamares de tecido? Arrematar um corte de musseline com um galão bordado e criar um lindo lenço? Prender o cabelo com palitinhos? Inspiração chinesa… Divirta-se!

Aliás, se você quiser ouvir a música hipnótica de Sa Dingding, visite o myspace da moça.

 

Os novelos da minha infância

 Minha paixão por tricô e crochê é hereditária. Passando uns dias na casa dos meus pais, descobri uma preciosidade sem tamanho: a primeira revista Mon Tricot, de 1973. Isso mesmo, a primeiríssima, absolutamente bem conservada, cheirando à infância. Confesso que me emocionei ao me deparar com os projetos da minha mãe, anotações à beira das receitas, quando grávida de minha irmã mais velha. Vestidos justinhos de crochê, acessórios baratinhos, pequenas distrações.

Chamou-me a atenção a foto de três moças, com suas calças boca de sino, costurando uma colcha feita de infinitos quadradinhos tecidos com agulhas de crochê e tiras de pano. “Um projeto para ser feito entre amigas”, dizia a legenda da foto. As moças/mulheres pareciam cheias de tempo, já completados seus afazeres, para se dedicarem a uma tarde de crochê com as amigas. Tudo parecia mais calmo e mais macio… ou seriam meus olhos de criança?

Revendo aquelas revistas descobri que minha paixão pelo tricô talvez seja um resgate daquele tempo feliz da infância, no apartamento pequeno da Mooca, onde tudo era simples. Nas tardes de frio, novelos de lã. Nas tardes de calor, suco de fruta e bordados em bastidores pequenos. Tudo isso me conforta, inconscientemente, quando me sento para fazer meu tricô. A cada peça que surge, pronta, volta aquela sensação de aconchego e a certeza de que está tudo bem ou que pelo menos dará certo.

A ligação afetiva com as agulhas e novelos começou cedo e sei que continuará assim. Graças a minha mãe, que veio de uma família de “arteiras”. Espero também fazer minha parte nessa “correntinha” do bem e passar esse amor para as gerações seguintes.

Entre as receitas que encontrei e me encantei, na revista Mon Tricot número 3, uma muito atual e fácil, compartilho aqui:

 

Bolsa Carteira de tricô

Tamanho: 27cm x 14 cm.

Material: 120g de Pingouin Família de qualquer cor, ag. para tricô número 4 1/2.

Pontos empregados: ponto arroz: * 1 m., 1 t. *, desencontrando os pontos em cada carr.. A bolsa é feita com dois fios da lã juntos.

Execução: Montar 39 pontos e tric. em ponto arroz. A 28 cm do começo, rem.

Modo de armar: Dobrar a parte inferior do retângulo em 14 cm e fechar os dois lados. Dobrar a tampa da bolsa. Pregar colchetes de pressão para fechar a bolsa.

 

Toque pessoal: coloque um broche ou uma flor de crochê na aba da bolsa. Se quiser, também faça uma alcinha para colocar no pulso como uma pulseira, assim ela vira uma capanga. Faça numa cor bem viva, um azul royal ou vermelho, e coloque esse acessório numa cor contrastante. Fica linda!!