Chica Chica Bum Chic!

Carmen Miranda faria 100 anos esta semana, precisamente no dia 9 de fevereiro.

 

 

Não vou ficar falando da história dela e de como ela foi importante para passar um pouco da cultura brasileira para o mundo. Isso qualquer um acha no Google. Vou falar de como eu gosto de Carmen Miranda.

 

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Primeiro, acho que ela tem um carisma enorme, um sorriso maravilhoso e um olhar vivo e brilhante, que nem uma película de filme em preto e branco conseguiram esconder. Imagine na década de 40, uma mulher sai do Brasil para prosseguir a vida como artista nos Estados Unidos, pois já era uma intérprete de sucesso por aqui. Seu grande hit veio na década de 30, cantando “O que é que a baiana tem?”, de Dorival Caymmi. Se é complicado agora, imagine só naquela época! Mas ela foi. E tornou-se a artista estrangeira mais bem paga do cinema.

Além disso, acho o máximo o que ela fez com o figurino. Ela sabia que o personagem não está completo sem o figurino adequado. Por isso, desenhava e costurava as próprias roupas, os adereços de cabelo e o monte de balangandãs (é assim que se escreve?). E para compensar a baixa altura, 1,53m, inventou as plataformas gigantescas. Figurinos riquíssimos, cheios de bordados e caprichos, que ela guardava com carinho e que hoje moram no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro.

 

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Sua irmã, Aurora, dizia que, se não tivesse sido cantora e artista, teria sido estilista. Ela adorava pesquisar tecidos, inventar modelagens, experimentar.  Parecia ligada no 220V, gesticulava muito e falava alto. Seus olhos verdes pareciam duas esmeraldas e irridiavam um brilho difícil de imaginar apagado.

Mesmo assim, apagou-se. Cedo demais. No documentário produzido pela irmã, “Banana is my business”, podemos ver um pouco da tristeza dessa portuguesinha brasileira que ria tanto. Na biografia de Ruy Castro, “Carmen”, também.

Desde pequena, ouvia as músicas de Carmen Miranda, especialmente “Taí” e “Alô, Alô”, que sei de cor. Aquela vozinha aguda e simpática nunca mais me deixou. E acho que ela também não deixa mais o imaginário cultural brasileiro.

Ainda bem.

 

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 Clique para ouvir Taí e Adeus Batucada

 

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6 comentários a “Chica Chica Bum Chic!”

  1. Rê, querida, que lindo o que escreveu. Como sempre.

    Também sou fã incondicional da pequena notável desde o dia que assisti a uma peça sobre ela aqui no Rio, South American Way, de 2001. Fiquei fascinada. Já assisti seus filmes, documentários, pesquisei em livros. Ela era incrível. E tb era triste, principalmente por não ter o reconhecimento merecido no Brasil.
    O Ruy Castro disse numa entrevista que por causa de Carmen, o rádio e a vitrola foram difundidos no Brasil…todos queriam ouvi-la.
    Minha vó tem umas fotos da época que era cantora dos cassinos e restaurantes aqui no Rio. Fotos de 1950, que ela estava carcterizada como a musa da época, Carmen Miranda. Um barato.

    Taí, venha logo pra irmos no tão esquecido Museu da Carmen Miranda, aqui no Flamengo!

    beijocas!

    1. Ana!
      Passear no Museu da Carmen com vc! Que delícia!
      E essas fotos da sua avó eu adoraria ver! Deve ser tão legal ter artistas na família! ehehe
      E vc, já foi no museu??

      Beijinhos, saudade!!

  2. Olá Renata, tbém sou muito fâ da pequena notável!
    estou cursando design de moda e tenho ela como tema para o meu tgi, vou produzir uma coleção de jóias inpiradas nela …
    gostaria de receber mais curiosidades sobre ela .. pois a história ja sabemos ..
    beijosss

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