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Alfred Hitchcock

Hoje se completam 30 anos da morte do famoso diretor inglês, que mudou a história do suspense na tela.  Hitchcock não mudou apenas a maneira de fimar e de contar histórias, mas mexeu muito com a moda. Quem não se lembra das musas loiras do mestre do suspense? Dos conjuntinhos de Doris Day em O Homem que Sabia Demais aos vestidos glamurosos de Grace Kelly em Ladrão de Casaca? E seu ator preferido, Cary Grant, sempre elegantemente vestido e com o cabelo impecável, até quando era perseguido por um helicóptero, em North by Northwest?

 

 A legenda diz: “Cary Grant não está correndo para se exercitar!”

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Tippi Hedren, a protagonista de Os Pássaros, acabou até virando Barbie!

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O casal protagonista mais lindo de todos: Cary Grant e Ingrid Bergman em Interlúdio

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É praticamente impossível escolher um favorito. Na fase inglesa, meu voto vai para Os 39 Degraus.

E depois disso, qualquer um com Cary Grant e Jimmy Stewart é pra rever indefinidamente.

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 Pra ver todas as loiras de Hitchcock, dá uma olhada na página oficial dele neste site especializado em cinema.

E assista a reportagem especial do Jornal Hoje, que apresenta, entre muitas coisas, mais um dos grandes mistérios de Janela Indiscreta.

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Tem sempre uma pegadinha nos filmes de Hitchcock: ele sempre aparecia de figurante numa cena qualquer. É um grande barato tentar encontrá-lo durante o filme. Alguns, até hoje, eu nunca consegui achar! E você? Qual é o seu filme preferido e em qual cena mais insólita viu o diretor? Eu já respondo a minha: repare no começo de Os Pássaros que Hitchcock sai de uma loja que vende pássaros como se tivesse acabado de comprar dois cachorros enormes!

 

O Almodóvar do Líbano

 

Um salão de cabeleireiro… quer um universo mais feminino do que este? Pois foi exatamente onde Nadine Labaki centralizou a ação de Caramelo, um belíssimo filme de 2007 que trata, principalmente, do universo feminino. As mulheres lindas, ou nem tanto, exageradamente maquiadas e enfeitadas, enfrentam dilemas comuns a todas as mulheres do mundo. A paixão pelo homem errado, a escolha, o medo de envelhecer, o medo de ficar sozinha… é quase um Almodóvar libanês. Metáforas delicadas, como o caramelo, o sangue e a pomba (preste atenção) e os cabelos, produzem momentos de delicadeza e poesia. Repare também como a música e o figurino conversam com o diretor espanhol e suas mulheres fortes. Nadine, aliás, é também a protagonista e dona de uma beleza hipnotizante. Lindo demais. Pra assistir muitas vezes e reparar nos detalhes. Heloui, Ya Habibi!

 

 

 

Burda Moden, Primavera/Verão, Outono/Inverno, 1956

A revista alemã Burda é famosa no mundo inteiro por ensinar gerações e gerações a costurar. Uma das primeiras revistas do mundo a encartar moldes prontos em tamanho natural, também era responsável por ‘popularizar’ técnicas de costura, moldes de grandes costureiros europeus e dar dicas para montar looks completos, incluindo o chapéu e as luvas. Eu sou fã desde criança e aprendi muito com suas páginas, mesmo estando em alemão, francês ou espanhol, como é mais fácil de encontrar (a revista em português de Portugal é raríssima). Aqui ficam algumas imagens dos croquis e algumas fotos da coleção de 1956, com toda a elegância e estilo Burda. Inspire-se!

Burda - 1956

 

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Burda - 1956 - 8

Burda - 1956 - noiva

 

E olha o que também estava acontecendo em 1956: Hitchcock filmava a segunda versão de O Homem que Sabia Demais, e Doris Day dava até palhinha na voz e no piano ao lado de Jimmy Stewart, cantando em português!

 

 

 

A saga dos filmes sobre nazismo…

… continua! Mais um que entra pra lista:

Bastardos Inglórios é do brilhante Tarantino. A história é 100% ficção mas você vai desejar que ela tivesse sido real. Com todo Tarantino, é um filme bem violento mas cuja violência tem contexto e razão de ser. Eu sempre fico com um pé atrás com relação ao filmes dele, devido justamente à violência explícita que se tornou sua marca. Mas é uma fantasia maluca, divertida (por mais incrível que isso pareça) e com uma ótima estrutura narrativa.

E por falar nisso, você viu o que tá acontecendo lá em Auschwitz, o mais famoso de todos os campos de concentração, e virou notícia nos jornais alemães?

Assista e tire suas próprias conclusões…

E depois de ver tanta coisa horrível, morra de rir com isso e tome cuidado pra não derreter diante de tanta fofura com isso

Sobre a Alemanha Nazista e seus arredores

Recentemente, assisti 3 filmes que abordavam, direta ou indiretamente, o nazismo.

 

 

Não se deixe enganar pelo elenco estrelar de Operação Valkiria. O filme é fantástico. Trata da última das 13 tentativas feitas por alemães de assassinar Hitler. No papel principal, Tom Cruise está ótimo. Repare nas caracterizações perfeitas, tanto de figurino, quanto de cenário e locação, as mesmas da história real. O figurino, em particular, foi feito com tanto capricho nos detalhes (a lã usada nos uniformes veio da mesma fábrica da época de Hitler) que quando Tom Cruise se viu caracterizado pela primeira vez no espelho ele passou mal a ponto de vomitar. Não perca.

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A Espiã não é um filme alemão, mas holandês. É interessante porque quase não se ouve falar da Holanda nesse período. A maioria das narrativas envolvendo nazismo e 2ª Guerra se passa na Alemanha, Polônia, Áustria… Enfim, a história é bem verossímil e as interpretações vicerais (Sebastian Koch, do ótimo A Vida dos Outros, faz parte do elenco). Bom pra conhecer um pouco mais a história do ponto de vista dos holandeses e ouvir um pouco essa língua diferente de quase tudo que você já ouviu. E preste atenção ao figurino… Lindoooo!!!

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Baseado no best seller homônimo, O Garoto de Pijama Listrado é um dramalhão. Releve algumas interpretações forçadas, umas escorregadas na verossimilhança e concentre-se na fábula de amizade e tolerância, que tem como protagonistas dois meninos de 8 anos: um alemãozinho, filho de um comandante, e um judeu, filho de um relojoeiro. Segure-se e vá até o final. Ah, prepare os lenços. Mesmo…

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Tá, esse já tem um tempinho, mas se você ainda não assistiu, assista já! Kate Winslet arrebatou o Oscar de Melhor Atriz por O Leitor, esse filme que ela leva nas costas brilhantemente. Também baseado em romance homônimo. Lindo, lindo, lindo… Não tem muito mais o que falar.

 

Bom “cinema”!

 

 

 

Não parece Shakespeare… mas é!

Falando em Sonho de uma Noite de Verão, nada melhor do que assitir Shakespeare, não é? Das montagens e filmes mais fiéis, que usam o texto original, roupas de época e locação certa, aos mais moderninhos. A seguir estão dois filmes que nem parecem, mas são puro Shakespeare!

 

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Sim, esse filme nada mais é do que a comédia  Noite de Reis. A roupa moderninha funcionou muito bem: o filme é divertidíssimo, Amanda Bynes dá um show no papel de menina que se passa por menino e as confusões são hilárias. Os nomes dos personagens foram mantidos e alguns apenas mudaram de ‘forma’: Malvolio, por exemplo, um cara que só arranja confusão na peça, virou uma aranha de estimação!

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10_Things_I_Hate_About_You

Aqui está A Megera Domada. Com toques de modernidade, mas está tudo aí. Os protagonistas estão ficando cada vez mais jovens…

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Durante as peças, muitas vezes eram executadas músicas num interlúdio. Cantadas por um dos personagens ou por um coro, a música às vezes substituía uma cena, contava o passado de um personagem ou simplesmente expressava o sentimento de um dos personagens naquele momento. Minhas preferidas são The Willow Song, cantada por Desdêmona em Otelo, e In Youth when I did love, cantada por Ofélia em Hamlet. Essa última, além de outras duas, podem ser ouvidas no site do professor Douglas Tufano.

 

Bom Shakespeare pra vocês!