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Burda – Customizando…

A edição francesa da Burda sempre dedica 4 páginas à projetos de customização. Nunca me deparei com um projeto difícil… É tudo fácil e rápido de fazer. E o que é melhor: fruto de muito olho atento no que está acontecendo e, sempre, bom gosto. Dá uma olhada.

Sabe o jeans manchado, delavê, que o Balmain desfilou e todo mundo amou? Pegue uma calça escura, enrole não muito apertado, coloque no tanque ou num balde grande. Coloque uns 4 litros de água e 1 litro de água sanitária. Deixe de 5 a 8 horas e voilá! Sua calça Balmain está pronta!

Enfeite de correntes multi-uso! Dá pra usar na cintura, no colete, como colar, na blusa de babados (que ficou linda)… Você inventa. Seis correntinhas diferentes presas à uma argola. Mais fácil impossível…

Já essa ideia é pra transformar uma bolsa de tecido com uma decoração folk. Aplicação de tecido, enfeites e brochinhos…

Essa também é fácil e dá um super efeito. Parecida com os colarzões poderosos que aparecerem por aí. Aliás, o molde do meu saiu daí. Uma gola, com um furinho acabado com ilhós de cada lado, cheia de broches e enfeites. Corte a sua em feltro ou lã e junte todos os brochinhos que você tem em casa. Mas lembre-se que deve haver um mínimo de harmonia de cor.

Que tal tentar um desses projetos no final de semana?

Burda – Hoje

Eu já tinha mostrado o esplendor da Revista Burda na década de 50, mas a revista não parou lá atrás, não. Ainda hoje, os modelos continuam inspirando e ensinando. O estilo Burda é inconfundível: bem europeu, atemporal, clássico e muito, muito elegante. A edição francesa também sempre traz um passo a passo com customizações super atualizadas, seguindo o que há de mais recente nos desfiles internacionais (amanhã falo disso falo disso aqui). Abaixo, um pouquinho do último editorial da Burda França, inspirado nas divas de Hitchcock. Lindo…

 

 

 

Burda Moden, Primavera/Verão, Outono/Inverno, 1956

A revista alemã Burda é famosa no mundo inteiro por ensinar gerações e gerações a costurar. Uma das primeiras revistas do mundo a encartar moldes prontos em tamanho natural, também era responsável por ‘popularizar’ técnicas de costura, moldes de grandes costureiros europeus e dar dicas para montar looks completos, incluindo o chapéu e as luvas. Eu sou fã desde criança e aprendi muito com suas páginas, mesmo estando em alemão, francês ou espanhol, como é mais fácil de encontrar (a revista em português de Portugal é raríssima). Aqui ficam algumas imagens dos croquis e algumas fotos da coleção de 1956, com toda a elegância e estilo Burda. Inspire-se!

Burda - 1956

 

Burda - 1956 - 2

Burda - 1956 - 3

Burda - 1956 - 4

Burda - 1956 - 5

Burda - 1956 - 6

Burda - 1956 - 7

Burda - 1956 - 8

Burda - 1956 - noiva

 

E olha o que também estava acontecendo em 1956: Hitchcock filmava a segunda versão de O Homem que Sabia Demais, e Doris Day dava até palhinha na voz e no piano ao lado de Jimmy Stewart, cantando em português!

 

 

 

Acho que dá…

Modelo da Burda Moden - 1956

Enquanto se leva mais tempo e, às vezes, se gasta mais, para encontrar algo que não incomode suas posturas éticas, está muito em voga a moda vintage. Acho isso ótimo, como já comentei neste blog, porque é uma atitude anticonsumista e extremamente inteligente. Não precisa ter marca famosa, mas pode ter uma ligação afetiva, o que é muito mais relevante.

Se você usa o vestido da sua avó, reformado ou não, esse vestido tem uma história que você está ajudando a contar. Não é sair por aí caçando num brechó de marca um vestido que não tem nada a ver com sua história de vida e seu gosto, e ainda por cima é meio caro. Essa busca é boa quando é feita dentro de casa, sozinha ou com amigas (mãe, pai, irmãos e irmãs também podem ser amigos). Redescobrir a história daquela peça, daquele anel, reencontrar uma foto de alguém usando aquele vestido (“quando e para quem foi essa festa?”) é muito mais do que simplesmente se vestir bem. É viver bem.

Aliás, amei a sapatilha aí de cima e o tom do verde é fantástico… É só tirar o tutu!