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Customizando com Zíper

Todo mundo viu como o zíper apareceu nos últimos desfiles brasileiros. Menos como aviamento, mais como enfeite, seguindo a tendência dos metais. Eu aproveitei a onda e inventei o meu brochinho:

 

 

Pra fazer a flor, temos que começar fazendo pequenos elos de pedaços de 9 cm (mais ou menos a metade do zíper). Daí é só ir fazendo os elos e costurando uns nos outros com potinhos simples. Tem gente que usa cola quente, também dá certo, mas eu sou tradicional e sempre prefiro costurar. Além disso, estava experimentando, por isso desmanchei várias vezes pra saber o que ficava mais bonito. Se eu tivesse usado cola, teria perdido todo o material. Por isso, eu sempre digo que, com linha e agulha, não tem erro! O tecido do zíper é bem resistente e aguenta super bem ser “desmanchado”, se for o caso.

Pra fazer o miolinho, enrolei um pedacinho de zíper e fui dando um ponto a cada meia volta. Depois que a flor estava pronta, costurei o miolinho.

No total, usei 3 zíperes de 18cm cada. Como não consegui encontrar o tipo destacável, tive que cortar o “carrinho” e aparar as pontinhas, mas ficou bom. A marca do meu zíper é YKK e cada um custou R$0,84. Atrás, coloquei um fecho de broche, que é facilmente encontrado em lojas de peças de montagem de bijuteria. Esse fecho pode ser substituído por um alfinete.

E também inventei um enrolado de zíperes que pode ser usado como broche ou como pingente, alfinetado numa fita:

 

E como tem gente criativa nesse mundo! A Dri postou um broche de lacinho lindinho feito com zíper! E no site dela tem outros links, inclusive um vídeo, em inglês, de uma crafter ensinando a fazer flor de zíper com cola quente no programa da Martha Stewart e uma designer incrível que faz peças inacreditáveis.

Aproveite o feriadão e faça o seu! 🙂

 

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Camiseta customizada com paetês

Na onda do paetê, camiseta customizada muito fácil de fazer!

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 Material

1 camiseta de algodão

1 metro de tecido paetizado ou bordado

linha e agulha

Como Fazer

 Coloque a camiseta sobre uma mesa e estique o tecido de paetê por cima. Prenda com alfinetes. Use a camiseta como molde e corte o tecido de paetês ao redor, com 1 cm de folga em toda a volta. Dobre essa folguinha para dentro, para dar acabamento, e prenda toda a volta com alfinetes. Com agulha e linha de costura da cor do tecido paetizado, costure com pontinhos de alinhavo (começa no avesso, sobe e desce, bem fácil!) ao redor. Faça pontos curtos e não aperte a linha, pra malha da camiseta não perder a elasticidade. Pronto! A decoração é feita só na parte da frente. Eu deixei um “babado” de paetê na frente, sem o forro da camiseta, mas o tecido também está costurado na barra. Se você não quiser, dobre essa folga para dentro e costure.

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tecido paetizado

A camiseta que eu usei é da Hering, 100% algodão, corte tradicional. Eu queria uma mais comprida, pra usar com legging, por isso comprei a GG. O tecido de paetês que eu usei é o mais simples: os paetês são plastificados no tecido. Existe um tecido bordado com paetês, que é um tule e sai bem mais caro. Só pra ter uma ideia, na loja onde comprei esse tecido, pude ver as duas opções e os dois preços: tecido paetizado R$4,99 o metro; tule bordado com paetês R$55 o metro. Você pode investir ou apenas customizar uma modinha, a escolha é sua! 😀 O custo total da minha camiseta foi R$10,90 (camiseta) + R$4,99 (tecido) = R$15,89.

Maria Bonita Extra - Fashion Rio Verão 2010 - 04 Osklen - SPFW Verão 2009-10 - 11

Look da Maria Bonita Extra, no Fashion Rio Verão 2010 e da Osklen, no SPFW Verão 2010.

O que você tem feito?

Gente, tem uma pesquisa bem legal do site Planeta Sustentável acontecendo: trata-se de conhecer e medir qual o seu grau de engajamento com o tema da sustentabilidade. É só clicar aqui e responder até o dia 06 de abril. Vale a pena.

Às vezes, a gente pode pensar que precisa mover mundos e fundos pra fazer alguma coisa e pode nem perceber que atitudes bem pequenininhas, como fechar a torneira enquanto escova os dentes e tomar banhos mais rápidos, pode fazer muita diferença. Conversa e convença outras pessoas a reciclar. Coloque a mão na massa. Pesquise antes de comprar, pra saber como funciona aquela empresa ou se a propaganda de sustentabilidade e preocupação ecológica que ela alardeia não fica só na peça publicitária. Evite comprar produtos de origem animal. Pense antes de comer.

Pare e pense. Não cede facilmente à tentação e ao desejo consumista. Você não é o que você veste ou calça. Você é você. Não deixe ninguém te convencer do contrário. Você é o que você consome no sentido daquilo mostrar quais são as suas prioridades. Ande com a cabeça leve e a consciência tranquila. O problema é enorme e vai atingir todo mundo se não pararmos agora.

Por falar em problema, quem estiver em São Paulo está convidado para a exposição INTEMPÉRIES – O FIM DO TEMPO. Vinte e nove artistas de dezesseis países refletem sobre a relação entre o homem, a arte e a situação climática do mundo. Os suportes utilizados na coletiva são vídeos e fotografias. Entre os participantes estão o mineiro radicado no Rio de Janeiro Thiago Rocha Pitta, o paulistano Paulo Climachauska, o chinês Yang Shaobin e o inglês Simon Faithfull. Na Oca. Parque do Ibirapuera, portão 3, 5083-0519. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 12 de abril.

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Vai lá e depois tente não fazer nada…

As Cores e Flores da Farm

Rua Harmonia 57, em plena Vila Madalena. No endereço, um enorme painel anuncia: Harmonia gera Harmonia, Amor gera Amor, Gentileza gera Gentileza. Por trás da mensagem, surge a novidade: o terceiro espaço da grife Farm em São Paulo, inaugurado há duas semanas.

A gerente Renata vem me receber com seus faiscantes olhos verdes e seu delicioso sotaque carioca. As meninas que atendem os clientes (todas lindas!) vem nos receber na porta com um sorriso. A sensação é de chegar na casa de amigas, que mais parece um oásis num dia de muito calor: o espaço é refrescante, o verde repousa os olhos, é tudo aberto e ventilado…

A loja – que por causa da localização ganhou o nome de Farm Harmonia – ocupa uma casa de 1060 m2, que segue o conceito de “arquitetura verde”. Lá tudo respira natureza e transpira a alma carioca: da enorme escada feita com tronco de reflorestamento aos provadores em meio a uma mini floresta.

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Os provadores ficam aí dentro, em cubículos que parecem boxes com duchas. Aliás, reparem nas duchas…

A casa, um projeto de escritório franco-brasileiro Triptyque – premiado  no concurso NAJA 2008 – tem um processo de captação da água da chuva  que é tratada e reaproveitada no próprio espaço, através de um sistema de tubulação aparente que irriga a vegetação que adorna o prédio.

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Sua arquitetura é bem peculiar e criativa: são dois enormes blocos envidraçados, unidos por uma passarela metálica sob um área interna que se abre como uma clareira. As cores que predominam no projeto da Farm Harmonia são o amarelo e o verde. Bem brasileiro!

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A praia nos recebe na entrada, com areia e muito espaço. Uma árvore com 500 borboletas dá as boas-vindas aos visitantes. Ao fundo, ainda no primeiro piso, a Farm Harmonia entra no clima da Vila Madalena e vai oferecer um programa inusitado aos domingos: um refrescante banho de mangueira  – com água captada pelos tubos da casa – regado a samba de raiz, cerveja e água de coco, num clima bem carioca.

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Além de roupas da coleção atual, peças únicas (piloto) de coleções passadas também estarão à venda, além de um bazar, no terceiro andar. Outra inovação do espaço é promover, através de exposições e palestras, uma integração maior entre moda e arte.

As roupas são fresquinhas, larguinhas e cheias de detalhes cuidadosos, como bordados e aplicações.

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As havaianas customizadas são de-li-ci-o-sas! Pra comprar e usar muito! Aliás, os preços, tanto da coleção nova, “Rosa dos Ventos”, quanto do bazar, estão muito bons.

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Fico contente de ter aqui na Vila um projeto que reúne moda, bem viver e ecologia. Fico ansiosa pelos cursos e projetos culturais que possam estar chegando por aí. E ter um pedacinho do Rio aqui perto é um privilégio.

Dá uma passadinha: Farm Hamonia – Rua Harmonia, 57, na Vila Madalena. Também dê uma olhada no site, que tem um blog delicioso.

Faça sua Bermuda Saruel!

Pra sair por aí, no verão, e aproveitar uma peça que com certeza você já tem: uma canga!  Acompanhe o passo a passo e faça a sua!

 

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Pegue uma canga que você já tenha. A parte mais estreita tem que ser larga o suficiente para dar a volta na sua cintura.

 

 

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Passe por trás e dê um nó na frente.

 

 

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Agora, pegue o tecido e passe pelo meio das pernas, amarrando na cintura e dando um nó atrás.

 

 

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Dê uma arrumadinha no tecido, para não ficar muito largo. Enfie um pouquinho dentro do primeiro nozinho e faça franzidos.

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Pronto! Taí sua nova bermuda saruel! Fica linda também com um cinto de macramê ou trançado por cima e sandálias rasteiras.

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Se eu quiser ser bem chata, essa não é bem uma saruel, mas é chamada de calça envelope. É muito usada na Índia e no norte da África. A semelhança com a saruel é que ela também tem o característico cavalo baixo. Olha ela aí no desfile da Iódice no SPFW Primavera/Verão 2009:

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Brechó Varal do Beco – Reflexões

 

Em novembro do ano passado, a Revista Cláudia publicou um especial de roupas de festa por até R$380. E só deu Varal do Beco!

Confira as fotos:

 

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Vendo essas fotos, podemos tirar algumas conclusões sobre roupa de brechó:

  • A não ser que você esteja indo para uma festa temática, não se vista inteiramente com peças de época. Misture elementos bem contemporâneos com as peças antigas. Reparou na primeira foto? A blusa de renda do brechó foi usada com uma calça saruel.
  • Cuide do cabelo e da maquiagem. Arrume-se, faça um penteado e uma maquiagem caprichada. Senão, vai ficar com uma cara triste e isso vai passar para a roupa, que como num passe de mágica (muito do mal) acaba parecendo “velha” em vez de “antiga” ou “de época”.
  • Não tenha medo. Mesmo peças bem datadas (como o vestido de seda anos 70 de mangas bufantes aí em cima) podem fazer milagres por você numa produção bem feitinha. Quando é o caso de uma peça inteira, como um vestido, capriche nos acessórios: sapatos e bolsas impecáveis.
  • Não se engane: fazer uma boa combinação com peças vintage exige tempo e paciência. Se você não está a fim, não force. É preciso gostar de garimpar para entrar nesse mundo maravilhoso dos brechós!

 

Brechó Varal do Beco

Nesse sábado, eu, Lily e Lou fizemos um passeio bem legal: fomos conhecer os brechós da Vila Madalena.

Quer dizer, a intenção era conhecer vários brechós mas acabamos ficando num único endereço: o Brechó Varal do Beco.

E não é pra menos. O brechó é enorme, tem milhares de peças, super organizado e limpo. Nossa impressão foi das melhores. Logo que entramos, já soubemos que seria uma boa garimpagem.

 

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Mensagem no provador... Esse lugar é pra entrar e descobrir aos pouquinhos...

 

“Realmente é uma voltinha ao passado com muita surpresa e diversão,e acima de tudo memória e originalidade. Entre nossas araras você volta no tempo e automaticamente já entra no clima da sua festa de Época ao tocar em uma roupa antiga e perceber pela textura,estamparia e modelo que se trata de um tecido que deixou de ser fabricado; com modelos estruturados ,muitos dos quais de alfaiataria e de grifes passadas que já não mais existem (nutrisport, poolsport, daruma, sela, karibé, captólio, lumiéri e ustop e etc),com cores e estampas impactantes e surpreendentes”, diz o site do brechó, aliás, site super organizado que vale uma visita atenta.

E o site continua: “Um brechó com um apurado gosto vintage, onde o forte são as araras, com relíquias, que se renovam constantemente. Nosso vício é a necessidade e o prazer de garimpar peças raras diariamente. Sempre buscando novas fontes, não apenas em São Paulo, mas em todo o brasil e exterior. Com estes frequentes achados nosso acervo cresce dia após dia. E além de locarmos, também vendemos. E o preço é uma bagatelinha….. Um brechó de bom gosto; fácil para localizar as peças,todas organizadas por categoria e estilo, higienizadas, onde o cliente, se quiser, pode até sair vestido, pois a roupa estará sem defeito,limpa e liiiiiinda!!!!”.

É tudo verdade! O brechó Varal do Beco é especializado em peças dos anos 50, 60 e 70 e tem mais de 1000 peças em seu acervo. Veja o que separamos de mais bonito:

 

Renata veste:

 

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Coletinho de renda e babados (duas tendências fortes!) – R$21

 

 

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Batinha de veludo – R$38 (VENDIDA)

 

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Vestido tubinho com estampa imitando tingimento – R$44 (VENDIDO)

 

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Babados e Bolinhas – R$64 (somente para aluguel)

 

 

Lily veste:

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Vestido de chiffon – R$68 (VENDIDO)

Cinto – R$21

Bolsinha – R$68

 

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Vestido tubinho – R$69 (VENDIDO)

No detalhe, bolsinha rígida, original dos anos 80 – R$32

 

 

Lou veste:

 

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Faixa com rosas de tecido para a cintura – R$8 (somente aluguel)

 

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Mistura de estampas!

Blusa de tricô – R$22

Saia de tafetá – R$36

 

Só posso dizer que, se brechó é bom, brechó com as amigas é melhor ainda! Fora todas essas roupas lindas, ainda contamos com a ajuda e a simpatia total da Sandra, que nos ajudou a escolher acessórios, deu palpites e sugestões muito bem vindas e aceitas e teve a maior paciência do mundo nas 3 horas que ficamos ali! Sandra, você é um amor!

 

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Sandra, com seu jeitinho calmo e sorridente!

 

Outros achados surpreendentes:

 

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Vestido de babados – R$68

 

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Vestido tipo chemisier da Zara – R$68

 

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Vestido de jersey, com busto forrado e detalhe de trancinhas – R$98

 

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Vestido xadrez com babados no decote – R$44

 

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Saia com estampa de lacinhos – R$38

 

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Carteira de mão marrom – R$23

 

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Carteira de mão vermelha – R$26

 

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Carteira de mão preta – R$24

 

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Carteira de mão azul-marinho – R$22

 

 

Apareçam por lá:

O Brechó Varal do Beco fica na rua Cardeal Arcoverde,1771.
Entre as ruas Mourato Coelho e Fradique Coutinho.
Com estacionamento conveniado na Rua Cardeal Arcoverde, 1745.

Qualquer dúvida:  Tel: (11) 3032-5074 / 8294-6802

E olhem a Vitrine Virtual que eles também entregam na sua casa!

 

Para mais fotinhas e making of, dá uma olhada no Flickr.