Arquivo da categoria: Brechó

Lições Básicas de Fotografia para Blogs e para a vida – IN/OUT

 

Há muitas diferenças entre fotos de interior e fotos de exterior. Fotos de interior são sempre mais difíceis por causa da luz adequada: na maioria das vezes, teremos que usar luz artificial ou flash. Mas tudo depende do clima que você quer passar. Vamos lá!

.

TIRE FOTOS AO AR LIVRE

Karla karla 02

Sempre que possível, tente tirar fotos num ambiente externo. Melhor ainda seria se esse ambiente conversasse com sua produção. Repare nas fotos da Karla: na primeira foto, a meinha verde conversa com as árvores lá atrás e, na segunda, os tijolinhos conversam com o casaco e a sandália. Não, nada disso é acidental. Foi pensado e calculado. É isso que faz uma simples foto virar uma imagem de impacto.

.

CRIANDO UM CLIMA

cherry 01

Nessa foto, tudo contribuiu para o clima intimista e sensual inspirado pelo casaco fofo: a maciez da roupa, do lençol e a luz suave que entra pela janela. Não é à toa que o lençol é branco: ele serve como rebatedor senão o rosto dela ficaria muito escuro. Refletindo a luz, ele equilibra o contraste. Mas repare: a proposta da roupa e da foto combinam! É nisso que se tem que pensar na hora de montar uma composição. Foto daqui.

 

Anúncios

Encontrinho!

A Anah postou as fotos do encontrinho delícia de sábado! A delícia de ter um blog e fazer amigas de verdade! Passa lá pra ver mais fotos!

 Frans Cafe 2

 

Aproveitando, a gente passou no Brechó Toco Sol e no Brechó Varal do Beco, velhos conhecidos e recomendados deste blog! 😉

 

Brechó Varal do Beco – Reflexões

 

Em novembro do ano passado, a Revista Cláudia publicou um especial de roupas de festa por até R$380. E só deu Varal do Beco!

Confira as fotos:

 

brecho-claudia-08

 

brecho-claudia-07

 

brecho-claudia-06

 

brecho-claudia-05

 

brecho-claudia-04

 

brecho-claudia-031

 

brecho-claudia-02

 

brecho-claudia-01

 

Vendo essas fotos, podemos tirar algumas conclusões sobre roupa de brechó:

  • A não ser que você esteja indo para uma festa temática, não se vista inteiramente com peças de época. Misture elementos bem contemporâneos com as peças antigas. Reparou na primeira foto? A blusa de renda do brechó foi usada com uma calça saruel.
  • Cuide do cabelo e da maquiagem. Arrume-se, faça um penteado e uma maquiagem caprichada. Senão, vai ficar com uma cara triste e isso vai passar para a roupa, que como num passe de mágica (muito do mal) acaba parecendo “velha” em vez de “antiga” ou “de época”.
  • Não tenha medo. Mesmo peças bem datadas (como o vestido de seda anos 70 de mangas bufantes aí em cima) podem fazer milagres por você numa produção bem feitinha. Quando é o caso de uma peça inteira, como um vestido, capriche nos acessórios: sapatos e bolsas impecáveis.
  • Não se engane: fazer uma boa combinação com peças vintage exige tempo e paciência. Se você não está a fim, não force. É preciso gostar de garimpar para entrar nesse mundo maravilhoso dos brechós!

 

Lavou, Tá Novo

O maravilhoso mundo dos brechós

“Sempre fui muito vaidosa, desde mocinha, e foi uma forma fácil de conseguir tudo o que eu queria por um preço bom”. É com essa simplicidade que a adorável Magaly Camargo explica a origem do seu brechó Passado Presente que, aos 30 anos de idade, é um dos mais antigos da cidade de São Paulo.

A julgar pela quantidade de peças amontoadas nas araras e prateleiras da loja, dá para ver que dona Magaly leva a sério essa história de ter “tudo o que eu queria”. Casacos, corseletes, chapéus, bolsas, bijuterias, jogos de chá, castanholas, quadros antigos: no Passado Presente há de tudo um pouco (de tudo um muito, na verdade; é tanta coisa que fica difícil decidir para onde olhar primeiro).

 

No começo você pode ficar confuso, mas mesmo quem nunca foi a um brechó pode se divertir e encontrar peças bacanas. Vide o caso de Márcia Keller, marinheira de primeira viagem com quem topamos no dia da reportagem. “É a primeira vez que venho a um brechó; tem muita coisa linda aqui”, ela comentou, enquanto experimentava uma boina da década de 1930.

Hoje em dia, não é difícil encontrar brechós modernosos, “de luxo”, que só vendem roupas e acessórios de grifes famosas e de coleções recentes. O Passado Presente da dona Magaly faz parte do grupo de brechós tradicionais, que têm de tudo e trabalham com peças vintage (originais das décadas de 1930, 40, 50 e 60). Seja qual for o seu estilo – e orçamento -, confira as dicas para aproveitar ao máximo o maravilhoso mundo dos brechós:

 

– O legal desses lugares é ver, remexer, vasculhar; deixe para ir quando você estiver com tempo livre

– Antes de comprar, experimente a peça e confira se ela está em bom estado. Brechós geralmente não aceitam devolução
– Está difícil encontrar roupas legais? Invista nos acessórios! Óculos escuros, chapéus, boinas, gravatas e bijuterias vintage chamam a atenção e garantem um look bacana que não custa os olhos da cara
– O esquema é “gostou-comprou”. Cada peça é única, e se você deixar para comprar uma outra vez, ela pode não estar mais lá

 

SERVIÇO

Passado Presente
Rua Augusta, 2690, lojas 17 e 21
(11) 3081-6253

Quer mais opções de brechós em São Paulo? Confira o guia e boas compras!

Minha Avó Tinha
Especialidade:
Roupas vintage, até os anos 80
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Mais de 10 mil peças
Preço: Varia muito
Provador: Sim
Endereço: Rua Dr. Franco da Rocha, 74. (11) 3865-1759. Seg. das 12h às 19h30; ter. a sex. das 10h às 19h30; sáb. das 10h às 17h. Filial na Rua Itapicuru, 766

Spazio 1717
Especialidade:
Roupas de época, da década de 10 à de 80
Aluguel ou venda: Grande parte do acervo é só para locação, mas também trabalha com vendas
Acervo: “Definitivamente mais de 3 mil peças”
Preço: Locação de R$ 36 a R$ 150; venda a partir de R$ 90
Provador: Sim
Endereço: Rua Rodésia, 76, Vila Madalena, São Paulo. (11) 3815-8480. De seg. a sáb., das 10h às 19h

Juisi by Licquor
Especialidade:
Roupas vintage – até os anos 90
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Cerca de 2,5 mil peças
Preço: De R$ 10 (acessórios) a R$ 2,5 mil
Provador: Sim
Endereço: Al. Tietê, 43, loja 08. (11) 3063-5766, São Paulo. Seg. a sáb. das 11h às 19h.

Capricho à toa
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes de luxo, nacionais e internacionais, tudo de coleções recentes. Também tem cama, mesa e banho e eletrônicos
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 55 mil
Preço: A partir de R$ 6 (uma bermuda)
Provador: Sim
Endereço: Rua Heitor Penteado, 1.096, casa 8. (11) 2137-5926. De seg. a sáb. das 9h30 às 18h30

Vó Judith
Especialidade:
Moda feminina
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Não soube estimar
Preço: A partir de R$ 10
Provador: Sim
Endereço: Rua do Carmo, 122. (11) 3105-4753. De seg. a sex., das 9h às 18h30

Camarim
Especialidade:
De tudo um pouco roupas, sapatos, acessórios, cama, mesa e banho
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Não soube estimar
Preço: Varia muito
Provador: Sim
Endereço: Rua Antonio de Macedo Soares, 1.554. (11) 5543-5304. De seg. a sexta das 10h às 20h; sáb. das 9h às 19h
(Vânia)

Trash Chic
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes internacionais de luxo (Armani, Balenciaga, Chanel, Dior, etc)
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 1,5 mil peças
Preço: De R$ 49 a R$ 2,5 mil
Provador: Sim
Endereço: Rua Capitão Prudente, 223. (11) 3815-3202. De seg. a sex. das 10h às 18h; sáb. das 10h às 15h
(Paloma – gerente)

Re Portela Depot
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes internacionais de luxo (Chanel, Dior, Valentino, etc). Destaque para as bolsas de coleções recentes
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 800 peças
Preço: De R$ 60 a R$ 3100
Provador: Sim
Endereço: Rua Oscar Freire, 686, cj 06. (11) 3081-5083. De seg. a sex. das 10h às 18h; sáb. das 11h às 17h
(Renata Portela – dona)

Degriffée
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes de luxo, nacionais e internacionais, tudo de coleções recentes
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 3 mil peças
Preço: De R$ 19 (um cinto) a R$ 1000 (bolsa Dolce & Gabbana), mas varia muito
Provador: Sim
Endereço: Av. Ibirapuera, 1.110. (11) 5083-4747. De ter. a sex. das 10h às 19h; Sáb. das10h às 17h

por Sarah Lee, do msn.onne.com.br

ANTES de Comprar, Pare Pra Pensar

Toda essa avalanche de bazares e liqüidações me deixou um pouco aflita. Não sei se é simplesmente a necessidade de pelo menos ver tudo o que estão liqüidando ou a oportunidade de fazer um negócio da China mas, fato é que é um pouco aflitivo acompanhar tudo.

É engraçado mas acabo achando que liqüidação é pra gastar um dinheiro que eu não tenho numa coisa que eu não preciso. É diferente sair de casa para passear, não levar carteira, simplesmente para dar uma volta por aí. Outra, bem diferente, é ir ver o bazar do fulano ou a liqüidação daquela loja, pra tentar encontrar uma peça que seria uma “oportunidade”.

O que eu vejo, e muito, é um monte de roupas caras, a maioria delas com pequenos defeitos (que, se você reclamar, ainda tem que encarar uma cara feia). Escrevo isso motivada por uma visita que eu fiz a um bazar de um estilista fa-moSSSSSSÉEEERRRRi-mo e acabei com a cara no chão. Um festival de roupas feias, mal acabadas, com tecidos de péssima qualidade, e CARAS. Sim, era um bazar com vestidos de malha fria xuê custando mais de R$100 (vestidos que no Bom Retiro você compra por R$19,90), camisetas horrorosas, estampas pavorosas e roupas de frio para um inverno escandinavo, incluindo aí blusas de lã e casacos tããããooo pesados que mal dava pra manter a pose.

Havia, claro, pouquíssimas exceções, entre elas um vestido de seda pura por R$135 (com um rasgo na costura e manchas de ferrugem). Nada, absolutamente NADA que justificasse a minha ida. Confesso que fui movida a propaganda e pela fama do tal estilista. Já tinha ido a um bazar dele ano passado e também não tinha comprado nada. Pensei que este ano daria mais sorte, mas só me fez ter a certeza que ano que vem vou me “poupar a fadiga”.

Por isso, fiz essa reflexão: será que precisamos comprar SÓ porque está em liqüidação? Ou pior, só para ter a chande de carregarmos a etiqueta do fulano no avesso de uma roupa horrorosa? Claro que sou super a favor do bom negócio e, ao encontrar uma peça que valha a pena, eu sou a favor da compra. Mas temos que pensar em pelo menos 3 coisas:

  • Quantas vezes vou usar isso?
  • Estou comprando só porque está em liqüidação? Ou seja, essa peça me chamaria a atenção numa vitrine?
  • O preço é REALMENTE de liqüidação? Não se deixe enganar pelos 70% OFF da etiqueta. Pagar R$100 por uma camiseta ou R$300 por um vestidinho de malha que antes chegavam a preços estratosféricos não vale a pena.

Me lembro de uma coisa que o Kenzo disse quando estava aqui no SPFW: “Roupa no Brasil é muito cara. Na Europa, é fácil se vestir bem e ser elegante mesmo com pouca grana”. O que me faz pensar: o povo brasileiro trabalha até o meio do ano só para pagar impostos, ganha mal e ainda tem que pagar uma fortuna por roupas mal feitas, com tecidos de péssima qualidade, que alcançam um valor altíssimo só por causa da fama dos que as desenharam?

Por isso, brechó e trocas são legais. Mas o mais legal mesmo é não jogar fora uma roupa eterna, tipo aquele vestidinho preto que nunca faz feio, aquela bolsa que sua avó usou quando namorava seu avô, ou aquele broche que já passa de geração em geração. Fuçar o guarda-roupa, tentar combinações diferentes, investir em acessórios que mudam a cara da produção, como meias coloridas e cintos.

Marca e fama não são nada. Tenho dó de pessoas que economizam a vida toda (ou pelo menos alguns anos) só pra comprar a bolsa daquela marca, provavelmente feita de couro ou algum produto de origem animal (mas nem vou entrar nesse mérito). Será que sua bolsa vai dizer quem você é? Não é melhor você mesmo dizer quem você é? Senão, outras pessoas podem falar por você, coisas que você talvez até discorde. E algumas pessoas acabam como a foto acima, sem identidade nenhuma, escondidas atrás dos pacotes.

Temos que começar a pensar que marca não é nada e nossa identidade não pode ser definida por outra pessoa. Tudo bem comprar algo que te agrade, com o qual você se identifica, mas só comprar porque é do fulano, desculpe-me, mas é burrice. E há grupos de pessoas que vivem assim, se reproduzem assim, e conduzem um grupo de pessoas que pensa e vive assim. Num mundo de aparências que não dizem nada, apenas propagam um modo de vida materialista e consumista.

Li no site de tendências WGSN que, no futuro, os jovens consumidores de moda serão materialistas, consumistas desenfreados, com muito poder aquisitivo e conhecimento. Parece um futuro sombrio querer agradar a um bando de mimados.

Enquanto isso, será que não podemos resgatar o que já estava guardado lá no fundo do armário, vestir-se com personalidade e nos assumir? É preciso coragem, mas sei que teremos. John Lennon já deu a fórmula do sucesso há 40 anos: “Pense globalmente, aja localmente”.