Arquivo de etiquetas: Bem-estar

Se uma pessoa tem pensamentos feios, isso começa a aparecer em seu rosto. E quando essa pessoa tem pensamentos feios todos os dias, todas as semanas e todos os anos, seu rosto começa a ficar cada vez mais feio até que se torna insuportável olhar para ele.

Uma pessoa que tem pensamentos bons não consegue ficar feia. Pode até ter um nariz pontudo, uma boca torta, um queixo duplo e seus dentes podem estar mal encaixados, mas se seus pensamentos forem bons, seu rosto irá brilhar como um raio de sol e ela será sempre linda. 

Roald Dahl

artwork by Henrietta Harris

Sabores da Grécia

IMG_9508 mark
Um mundo de azeites no Mercado Municipal de Chania – Creta

 

aIMG_8411 mark
Pão é item obrigatório em qualquer refeição grega.

 

aIMG_9870 mark
Pão, azeite, azeitona e patê à base de iogurte.

 

aIMG_5873 mark
Frutas e legumes no Mercado Municipal de Atenas.

 

aIMG_5910 mark
Azeitonas frescas no Mercado Municipal de Atenas.

 

aIMG_8888 mark
Café e condimentos numa oficina especializada no preparo da bebida e da moagem do grão de café – Cidade Velha de Rodes.

 

aIMG_9509 mark
Mel para todos os gostos… Tem até mel amargo! – Mercado Municipal de Chania – Creta.

 

aIMG_9510 mark
Azeitonas frescas – Mercado Municipal de Chania – Creta.

Olhe para o céu

Quando penso na arte romântica, nas paisagens bucólicas europeias do século 18 e 19, na figuração não geométrica e não abstrata, nas metáforas visuais do mundo ideal, idílico e por vezes alegórico dos quadros de enormes proporções desse período, eu sempre acabo fugindo do espaço entre molduras. A arte romântica de Turner, por exemplo, com suas aquarelas macias, quase palpáveis, me dão vontade de fechar o livro e correr para a janela. Especialmente quando o dia está acabando naquela luz avermelhada e quente, naquele azul quase lilás que aparece entre nuvens, como se fosse o vento refrescante suavizando as matizes solares.

Sempre me lembro de um ditado francês que diz: “Quand le doigt montre le ciel, l’imbécile regarde le doigt”. “Quando o dedo aponta o céu, o imbecil olha para o dedo”. A arte, para mim, é o dedo. Especialmente a arte romântica das grandes paisagens de proporções monumentais, os jardins assimétricos, as fontes de água que borbulham, representando o sem-fim dos ciclos da vida. Quando olho para Turner, tenho vontade de olhar para o céu.

De uma forma menos literal, entretanto, pode-se entender que o objetivo maior da arte é, também, apontar para coisas mais difíceis de enxergar: medos, dúvidas, verdades. Transcender a arte é treinar o olhar para fazer o caminho do dedo para o céu. Quem se estratifica no contexto e na interpretação olha demais para o dedo. Sim, essas duas coisas são importantes mas não são o principal. Elas apontam o caminho do olhar, do coração, do verdadeiro propósito de toda e qualquer obra de arte: expandir horizontes. Mesmo que sejam os horizontes dentro da gente.

A gente nunca fica do mesmo tamanho depois de olhar para uma obra de arte.