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Liquidações Mil

Nessa época de liquidações e bazares a perder de vista o que não podemos é esquecer o bom senso. Comprar por impulso é um erro bobo que causa arrependimentos e muita chateação.

 

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Separei dois artigos muito bons sobre o consumo e como se planejar para não estourar o orçamento:

 

SEM LIQUIDAR O BOLSO

 

Reserve só uma hora para a compra.

Caso contrário, vira passeio, você vê algo em que não havia pensado e, zapt, lá se foi o planejamento

 

VOCÊ, LEITOR, voltou de férias coletivas, depois de comer peru no Natal e beber champanhe no Ano-Novo. Gastou muito, é claro, porque quem consegue viajar, fazer ceia e comprar presentes com pouco dinheiro? Ninguém.

No retorno ao trabalho, percebe que suas gravatas têm cara de inimigo secreto. As meias estão no fim da vida e falta um terno decente para reuniões de negócios.

Ou você, leitora, se dá conta de que o armário está cheio. Mas que também não tem roupas apresentáveis para seminários, workshops e outros eventos de trabalho.

Comprar, nesses casos, é fundamental. Mas como não torrar o que ainda nem foi ganho? Como não virar náufrago do cartão de crédito?
Bem, há as liquidações de janeiro, período fraco para as vendas, porque muitos estão em férias, na praia ou na serra, preocupados com o lazer, não com o trabalho. Mas liquidação não é uma palavra abençoada, que absolve qualquer compra. Antes de pisar na loja, responda algumas perguntas básicas:

1 Do que preciso mesmo?

2 Quais tecidos e cores pretendo comprar?

3 Tenho sapatos que combinam com essas roupas?

4 Quantos arranjos posso fazer com o que comprarei?

5 Quanto pretendo gastar?

6 Quanto posso gastar?

7 Em que condições vou pagar?

Respondeu tudo, sinceramente? Então você está pronto (a) para comparar preços, condições de pagamento etc. Só vale a pena fechar a compra depois de conhecer a média de preços cobrados pelas lojas.

Não aposte nos quilos que perderá no futuro. Resigne-se em comprar roupas que sirvam de verdade em você. Cuidado com cores exóticas: ficam “marcadas” rapidamente e não combinam com nada que você já tem. Prefira peças clássicas.

É bem mais fácil para os homens: terno azul-marinho ou preto, gravata vermelha ou azul, camisa social branca ou azul-claro. Talvez um blazer azul, para usar com calça de sarja ou jeans. Mas nós, mulheres, não temos o terno como uniforme. Então, é necessário planejar ainda mais o que comprar. Normalmente, ambientes de trabalho pedem roupas mais sóbrias.

Uma dica: depois de decidir tudo, reserve uma hora, no máximo, para a compra. Caso contrário, virará um passeio, você verá algo interessante em que não havia pensado, e, zapt, lá se foi o planejamento das compras.

Atenção às falsas liquidações. Aquelas que indicam reduções de até 50% do preço. Mas que reduziram produtos muito caros. Ou que colocam um valor baixo na vitrine, por exemplo, R$ 50, e, em tamanho quase ilegível, dez vezes.

Liquidação, para valer a pena, tem que dar descontos reais, para bons produtos. Nem é preciso dizer que oferecer uma roupa que será pouco usada por um preço mais ou menos é enganação pura.

Portanto, olho vivo, planeje, compare, escolha e boas compras.

http://mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br

 

 

ARTIGO DA INFOMONEY

 

Janeiro chegou e nesta época do ano muita gente aproveita para renovar o guarda-roupa, trocar a mobília da casa ou comprar aquele eletrodoméstico que estava namorando há tempos tentando aproveitar os baixos preços das liquidações de início de ano. Entretanto, entidades de defesa do consumidor alertam que o que seria uma tentativa de economizar, pode se tornar uma grande dor de cabeça, se o consumidor não estiver atento.
De acordo com o técnico em defesa do consumidor do Procon-SP, Raúl Dalaneze, neste período, é muito comum a compra por impulso, que consequentemente, mais tarde, resulta em arrependimento. “Por ser ostensivamente exposto a propagandas de ofertas e liquidações, o consumidor é levado a adquirir, muitas vezes, produtos que não está precisando e nem vai utilizar posteriormente. Por isso, é preciso pensar bem antes de comprar e verificar se a mercadoria é realmente necessária”, diz. A advogada da ProTeste – Associação de Consumidores, Vanessa Vieira, concorda e acrescenta: “É muito importante que mesmo quando se trata de liquidações, o consumidor faça uma boa pesquisa de preços para verificar se realmente a compra é vantajosa.”

Direitos e liquidações

Vanessa também alerta para a necessidade do cliente avaliar com cuidado se o que está comprando se encontra realmente em boas condições, já que é muito comum a oferta de produtos do mostruário ou com pequenos defeitos nestas promoções. Segundo ela, se a loja anunciou e especificou com detalhes na nota fiscal que a mercadoria possui algum problema, o consumidor não poderá exigir troca depois.

Por outro lado, diz o técnico do Procon-SP, se o problema constatado não estiver especificado em nota, o consumidor poderá cancelar a compra, pedir abatimento no preço ou mesmo a troca do produto, se o caso não for resolvido pelo fornecedor em um período máximo de 30 dias.

Liquidações virtuais

No caso de compras realizadas em saldões virtuais, mesmo que na descrição conste os eventuais defeitos ou problemas do objeto, o consumidor poderá desistir da compra em até sete dias, pois, segundo os especialistas, o comprador não teve a oportunidade de manusear a mercadoria em questão.

Independente se a compra foi presencial ou não, é importante que o consumidor sempre peça nota fiscal e guarde panfletos, e-mails ou anúncios que comprovem a oferta anunciada, caso tenham algum problema posteriormente.

Para tirar melhor proveito das liquidações, a ProTeste listou alguns cuidados, que podem ser conferidos abaixo:

  • Não tenha pressa. Avalie com cuidado os produtos. No caso de roupas, prefira modelos mais clássicos e cores neutras;
  • Não compre por impulso, só porque é barato, pois esta atitude pode comprometer o orçamento familiar;
  • Faça pesquisa de preço para verificar se não se trata de “falsa liquidação”;
  • Avalie se realmente compensam as promoções do tipo “pague dois, leve três”, ou que dêem brindes e descontos em uma segunda compra;
  • Tenha cuidado redobrado com o estado das mercadorias, especialmente aquelas em exposição. Confira se não há defeitos que comprometam a utilização.

 

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ANTES de Comprar, Pare Pra Pensar

Toda essa avalanche de bazares e liqüidações me deixou um pouco aflita. Não sei se é simplesmente a necessidade de pelo menos ver tudo o que estão liqüidando ou a oportunidade de fazer um negócio da China mas, fato é que é um pouco aflitivo acompanhar tudo.

É engraçado mas acabo achando que liqüidação é pra gastar um dinheiro que eu não tenho numa coisa que eu não preciso. É diferente sair de casa para passear, não levar carteira, simplesmente para dar uma volta por aí. Outra, bem diferente, é ir ver o bazar do fulano ou a liqüidação daquela loja, pra tentar encontrar uma peça que seria uma “oportunidade”.

O que eu vejo, e muito, é um monte de roupas caras, a maioria delas com pequenos defeitos (que, se você reclamar, ainda tem que encarar uma cara feia). Escrevo isso motivada por uma visita que eu fiz a um bazar de um estilista fa-moSSSSSSÉEEERRRRi-mo e acabei com a cara no chão. Um festival de roupas feias, mal acabadas, com tecidos de péssima qualidade, e CARAS. Sim, era um bazar com vestidos de malha fria xuê custando mais de R$100 (vestidos que no Bom Retiro você compra por R$19,90), camisetas horrorosas, estampas pavorosas e roupas de frio para um inverno escandinavo, incluindo aí blusas de lã e casacos tããããooo pesados que mal dava pra manter a pose.

Havia, claro, pouquíssimas exceções, entre elas um vestido de seda pura por R$135 (com um rasgo na costura e manchas de ferrugem). Nada, absolutamente NADA que justificasse a minha ida. Confesso que fui movida a propaganda e pela fama do tal estilista. Já tinha ido a um bazar dele ano passado e também não tinha comprado nada. Pensei que este ano daria mais sorte, mas só me fez ter a certeza que ano que vem vou me “poupar a fadiga”.

Por isso, fiz essa reflexão: será que precisamos comprar SÓ porque está em liqüidação? Ou pior, só para ter a chande de carregarmos a etiqueta do fulano no avesso de uma roupa horrorosa? Claro que sou super a favor do bom negócio e, ao encontrar uma peça que valha a pena, eu sou a favor da compra. Mas temos que pensar em pelo menos 3 coisas:

  • Quantas vezes vou usar isso?
  • Estou comprando só porque está em liqüidação? Ou seja, essa peça me chamaria a atenção numa vitrine?
  • O preço é REALMENTE de liqüidação? Não se deixe enganar pelos 70% OFF da etiqueta. Pagar R$100 por uma camiseta ou R$300 por um vestidinho de malha que antes chegavam a preços estratosféricos não vale a pena.

Me lembro de uma coisa que o Kenzo disse quando estava aqui no SPFW: “Roupa no Brasil é muito cara. Na Europa, é fácil se vestir bem e ser elegante mesmo com pouca grana”. O que me faz pensar: o povo brasileiro trabalha até o meio do ano só para pagar impostos, ganha mal e ainda tem que pagar uma fortuna por roupas mal feitas, com tecidos de péssima qualidade, que alcançam um valor altíssimo só por causa da fama dos que as desenharam?

Por isso, brechó e trocas são legais. Mas o mais legal mesmo é não jogar fora uma roupa eterna, tipo aquele vestidinho preto que nunca faz feio, aquela bolsa que sua avó usou quando namorava seu avô, ou aquele broche que já passa de geração em geração. Fuçar o guarda-roupa, tentar combinações diferentes, investir em acessórios que mudam a cara da produção, como meias coloridas e cintos.

Marca e fama não são nada. Tenho dó de pessoas que economizam a vida toda (ou pelo menos alguns anos) só pra comprar a bolsa daquela marca, provavelmente feita de couro ou algum produto de origem animal (mas nem vou entrar nesse mérito). Será que sua bolsa vai dizer quem você é? Não é melhor você mesmo dizer quem você é? Senão, outras pessoas podem falar por você, coisas que você talvez até discorde. E algumas pessoas acabam como a foto acima, sem identidade nenhuma, escondidas atrás dos pacotes.

Temos que começar a pensar que marca não é nada e nossa identidade não pode ser definida por outra pessoa. Tudo bem comprar algo que te agrade, com o qual você se identifica, mas só comprar porque é do fulano, desculpe-me, mas é burrice. E há grupos de pessoas que vivem assim, se reproduzem assim, e conduzem um grupo de pessoas que pensa e vive assim. Num mundo de aparências que não dizem nada, apenas propagam um modo de vida materialista e consumista.

Li no site de tendências WGSN que, no futuro, os jovens consumidores de moda serão materialistas, consumistas desenfreados, com muito poder aquisitivo e conhecimento. Parece um futuro sombrio querer agradar a um bando de mimados.

Enquanto isso, será que não podemos resgatar o que já estava guardado lá no fundo do armário, vestir-se com personalidade e nos assumir? É preciso coragem, mas sei que teremos. John Lennon já deu a fórmula do sucesso há 40 anos: “Pense globalmente, aja localmente”.