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Encontrinho!

A Anah postou as fotos do encontrinho delícia de sábado! A delícia de ter um blog e fazer amigas de verdade! Passa lá pra ver mais fotos!

 Frans Cafe 2

 

Aproveitando, a gente passou no Brechó Toco Sol e no Brechó Varal do Beco, velhos conhecidos e recomendados deste blog! 😉

 

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Roupa de Elite

Passeando por sites de moda de rua, descobri que, especialmente na Europa, as pessoas usam roupas de marcas famosas, como jeans Diesel e tênis Vans, sem parecer montadinhas. Explico: lá, a roupa, além de ser mais barata proporcionalmente ao que as pessoas ganham, também é encarada de outra forma.

Na Europa, é comum as pessoas entrarem nas lojas que querem, olharem à vontade e, se quiserem, levar uma ou outra peça. (quase) Não existe um preconceito de que aquela pessoa que acaba de entrar pela porta não poderá comprar uma roupa daquela loja ou marca. As vendedoras atendem todo mundo, pracaticamente não julgam pela aparência, especialmente em cidades como Roma e Paris, sempre cheia de turistas que estão vestindo suas roupas mais confortáveis e que não representam, necessariamente, seus estilos quando não estão fazendo um city tour. E o que é mais diferente: as roupas são proporcionamente muito, mas muuuito mais baratas. Lembro-me de passar em frente a uma vitrine do Kenzo, em Veneza, que estava em liquidação. Um vestido de seda estampada, florida, bem estilo Kenzo mesmo, ou seja, um sonho de lindo, custava 130 euros. Pra um europeu, isso equivale a pagar uns R$130 pelo vestido. É muito barato!

 

moda de rua espanha

A foto é do UOL e foi tirada na Espanha

 

Aqui no Brasil, além dos preços exorbitantes, temos que aguentar a audácia das pessoas que lidam com as vendas. Não importa se você tem dinheiro pra pagar, é importante que você também tenha projeção, destaque na tv e nas revistas de fofocas da vida. Se você não for uma boa “vitrine” pra aquele produto, você não é o consumidor que aquela marca está buscando.

Com a crise, esse cenário está mudando um pouco. Agora, dinheiro no caixa tá valendo um pouco mais do que simplesmente vender para as pessoas certas. Vendedoras estão sorrindo mais, subestimando menos e tratando melhor qualquer pessoa que se digne a pisar na loja, porque querem vender. Demorou, né?

Outra coisa é o mercado de pulgas e os brechós. Se em qualquer barraquinha em Paris você consegue comprar um vestido lindo por 1 euro, uma calça Diesel usada (que parece nova) por 10 euros, uma bolsa Chanel por 50 euros, aqui você vai ter que desembolsar pelo menos uns R$30 por um vestido qualquer e R$400 por uma Chanel bem usada. Os donos de brechós estão ganhando muito bem em cima das peças. Era pra ser uma ideia mais popular, a preços que nem de longe conseguiriam concorrer com o preço de uma roupa nova, justamente pra compensar o fato daquela roupa já ter sido usada e estar com algum sinalzinho. Parece que, infelizmente, aqui no Brasil, as pessoas estão vendo o brechó como mais uma forma de explorar e não de negociar. Pena… isso tem que mudar, né?

Brechó Varal do Beco – Reflexões

 

Em novembro do ano passado, a Revista Cláudia publicou um especial de roupas de festa por até R$380. E só deu Varal do Beco!

Confira as fotos:

 

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Vendo essas fotos, podemos tirar algumas conclusões sobre roupa de brechó:

  • A não ser que você esteja indo para uma festa temática, não se vista inteiramente com peças de época. Misture elementos bem contemporâneos com as peças antigas. Reparou na primeira foto? A blusa de renda do brechó foi usada com uma calça saruel.
  • Cuide do cabelo e da maquiagem. Arrume-se, faça um penteado e uma maquiagem caprichada. Senão, vai ficar com uma cara triste e isso vai passar para a roupa, que como num passe de mágica (muito do mal) acaba parecendo “velha” em vez de “antiga” ou “de época”.
  • Não tenha medo. Mesmo peças bem datadas (como o vestido de seda anos 70 de mangas bufantes aí em cima) podem fazer milagres por você numa produção bem feitinha. Quando é o caso de uma peça inteira, como um vestido, capriche nos acessórios: sapatos e bolsas impecáveis.
  • Não se engane: fazer uma boa combinação com peças vintage exige tempo e paciência. Se você não está a fim, não force. É preciso gostar de garimpar para entrar nesse mundo maravilhoso dos brechós!

 

Brechó Varal do Beco

Nesse sábado, eu, Lily e Lou fizemos um passeio bem legal: fomos conhecer os brechós da Vila Madalena.

Quer dizer, a intenção era conhecer vários brechós mas acabamos ficando num único endereço: o Brechó Varal do Beco.

E não é pra menos. O brechó é enorme, tem milhares de peças, super organizado e limpo. Nossa impressão foi das melhores. Logo que entramos, já soubemos que seria uma boa garimpagem.

 

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Mensagem no provador... Esse lugar é pra entrar e descobrir aos pouquinhos...

 

“Realmente é uma voltinha ao passado com muita surpresa e diversão,e acima de tudo memória e originalidade. Entre nossas araras você volta no tempo e automaticamente já entra no clima da sua festa de Época ao tocar em uma roupa antiga e perceber pela textura,estamparia e modelo que se trata de um tecido que deixou de ser fabricado; com modelos estruturados ,muitos dos quais de alfaiataria e de grifes passadas que já não mais existem (nutrisport, poolsport, daruma, sela, karibé, captólio, lumiéri e ustop e etc),com cores e estampas impactantes e surpreendentes”, diz o site do brechó, aliás, site super organizado que vale uma visita atenta.

E o site continua: “Um brechó com um apurado gosto vintage, onde o forte são as araras, com relíquias, que se renovam constantemente. Nosso vício é a necessidade e o prazer de garimpar peças raras diariamente. Sempre buscando novas fontes, não apenas em São Paulo, mas em todo o brasil e exterior. Com estes frequentes achados nosso acervo cresce dia após dia. E além de locarmos, também vendemos. E o preço é uma bagatelinha….. Um brechó de bom gosto; fácil para localizar as peças,todas organizadas por categoria e estilo, higienizadas, onde o cliente, se quiser, pode até sair vestido, pois a roupa estará sem defeito,limpa e liiiiiinda!!!!”.

É tudo verdade! O brechó Varal do Beco é especializado em peças dos anos 50, 60 e 70 e tem mais de 1000 peças em seu acervo. Veja o que separamos de mais bonito:

 

Renata veste:

 

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Coletinho de renda e babados (duas tendências fortes!) – R$21

 

 

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Batinha de veludo – R$38 (VENDIDA)

 

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Vestido tubinho com estampa imitando tingimento – R$44 (VENDIDO)

 

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Babados e Bolinhas – R$64 (somente para aluguel)

 

 

Lily veste:

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Vestido de chiffon – R$68 (VENDIDO)

Cinto – R$21

Bolsinha – R$68

 

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Vestido tubinho – R$69 (VENDIDO)

No detalhe, bolsinha rígida, original dos anos 80 – R$32

 

 

Lou veste:

 

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Faixa com rosas de tecido para a cintura – R$8 (somente aluguel)

 

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Mistura de estampas!

Blusa de tricô – R$22

Saia de tafetá – R$36

 

Só posso dizer que, se brechó é bom, brechó com as amigas é melhor ainda! Fora todas essas roupas lindas, ainda contamos com a ajuda e a simpatia total da Sandra, que nos ajudou a escolher acessórios, deu palpites e sugestões muito bem vindas e aceitas e teve a maior paciência do mundo nas 3 horas que ficamos ali! Sandra, você é um amor!

 

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Sandra, com seu jeitinho calmo e sorridente!

 

Outros achados surpreendentes:

 

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Vestido de babados – R$68

 

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Vestido tipo chemisier da Zara – R$68

 

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Vestido de jersey, com busto forrado e detalhe de trancinhas – R$98

 

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Vestido xadrez com babados no decote – R$44

 

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Saia com estampa de lacinhos – R$38

 

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Carteira de mão marrom – R$23

 

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Carteira de mão vermelha – R$26

 

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Carteira de mão preta – R$24

 

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Carteira de mão azul-marinho – R$22

 

 

Apareçam por lá:

O Brechó Varal do Beco fica na rua Cardeal Arcoverde,1771.
Entre as ruas Mourato Coelho e Fradique Coutinho.
Com estacionamento conveniado na Rua Cardeal Arcoverde, 1745.

Qualquer dúvida:  Tel: (11) 3032-5074 / 8294-6802

E olhem a Vitrine Virtual que eles também entregam na sua casa!

 

Para mais fotinhas e making of, dá uma olhada no Flickr.

 

 

Acho que dá…

Modelo da Burda Moden - 1956

Enquanto se leva mais tempo e, às vezes, se gasta mais, para encontrar algo que não incomode suas posturas éticas, está muito em voga a moda vintage. Acho isso ótimo, como já comentei neste blog, porque é uma atitude anticonsumista e extremamente inteligente. Não precisa ter marca famosa, mas pode ter uma ligação afetiva, o que é muito mais relevante.

Se você usa o vestido da sua avó, reformado ou não, esse vestido tem uma história que você está ajudando a contar. Não é sair por aí caçando num brechó de marca um vestido que não tem nada a ver com sua história de vida e seu gosto, e ainda por cima é meio caro. Essa busca é boa quando é feita dentro de casa, sozinha ou com amigas (mãe, pai, irmãos e irmãs também podem ser amigos). Redescobrir a história daquela peça, daquele anel, reencontrar uma foto de alguém usando aquele vestido (“quando e para quem foi essa festa?”) é muito mais do que simplesmente se vestir bem. É viver bem.

Aliás, amei a sapatilha aí de cima e o tom do verde é fantástico… É só tirar o tutu!