Roupa de Elite

Passeando por sites de moda de rua, descobri que, especialmente na Europa, as pessoas usam roupas de marcas famosas, como jeans Diesel e tênis Vans, sem parecer montadinhas. Explico: lá, a roupa, além de ser mais barata proporcionalmente ao que as pessoas ganham, também é encarada de outra forma.

Na Europa, é comum as pessoas entrarem nas lojas que querem, olharem à vontade e, se quiserem, levar uma ou outra peça. (quase) Não existe um preconceito de que aquela pessoa que acaba de entrar pela porta não poderá comprar uma roupa daquela loja ou marca. As vendedoras atendem todo mundo, pracaticamente não julgam pela aparência, especialmente em cidades como Roma e Paris, sempre cheia de turistas que estão vestindo suas roupas mais confortáveis e que não representam, necessariamente, seus estilos quando não estão fazendo um city tour. E o que é mais diferente: as roupas são proporcionamente muito, mas muuuito mais baratas. Lembro-me de passar em frente a uma vitrine do Kenzo, em Veneza, que estava em liquidação. Um vestido de seda estampada, florida, bem estilo Kenzo mesmo, ou seja, um sonho de lindo, custava 130 euros. Pra um europeu, isso equivale a pagar uns R$130 pelo vestido. É muito barato!

 

moda de rua espanha

A foto é do UOL e foi tirada na Espanha

 

Aqui no Brasil, além dos preços exorbitantes, temos que aguentar a audácia das pessoas que lidam com as vendas. Não importa se você tem dinheiro pra pagar, é importante que você também tenha projeção, destaque na tv e nas revistas de fofocas da vida. Se você não for uma boa “vitrine” pra aquele produto, você não é o consumidor que aquela marca está buscando.

Com a crise, esse cenário está mudando um pouco. Agora, dinheiro no caixa tá valendo um pouco mais do que simplesmente vender para as pessoas certas. Vendedoras estão sorrindo mais, subestimando menos e tratando melhor qualquer pessoa que se digne a pisar na loja, porque querem vender. Demorou, né?

Outra coisa é o mercado de pulgas e os brechós. Se em qualquer barraquinha em Paris você consegue comprar um vestido lindo por 1 euro, uma calça Diesel usada (que parece nova) por 10 euros, uma bolsa Chanel por 50 euros, aqui você vai ter que desembolsar pelo menos uns R$30 por um vestido qualquer e R$400 por uma Chanel bem usada. Os donos de brechós estão ganhando muito bem em cima das peças. Era pra ser uma ideia mais popular, a preços que nem de longe conseguiriam concorrer com o preço de uma roupa nova, justamente pra compensar o fato daquela roupa já ter sido usada e estar com algum sinalzinho. Parece que, infelizmente, aqui no Brasil, as pessoas estão vendo o brechó como mais uma forma de explorar e não de negociar. Pena… isso tem que mudar, né?

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11 comentários a “Roupa de Elite”

  1. Tem que mudar, com certeza!!!
    Esse lance de imagem é uma palhaçada!!! Tava conversando com a Ana e ela comentou que mesmo a C&A, que é uma loja de fast fashion, parece não querer associar a imagem da loja aos meros mortais, como nós, mas a fashionistas conhecidos ou requintados (prefiro não citar nomes), estilistas respeitados, e acho que ela tem certa razão…
    É por isso que estou “cagando” pra nome e monogramas. Vou comprar a roupa se eu gostar, achar que vou usar muuuuuuuuuuuito, seja no brechó mais xexelento, na mão de uma amiga, numa loja bacana…
    Esse negócio de ficar ostentando marca é uma bobagem, que adoro dessacralizar! É por isso que visto MBExtra (de off, sempre!!! ) com Lojas Americanas, me sentindo a mais estilosa do planeta!!!
    A propósito, tô doida pra vasculhar os brechós de SP!!!

    Beijoca!!!

  2. Sabe pq as coisas não mudam? Pq o brasileiro compra. Faz dívidas malucas, mas compra, porque acha que ter uma roupa com a etiqueta de fulano vai lhe trazer status. Sabe aquele papo de “você recebe aquilo que transmite”? É isso aí, se brasileiro vive de aparência, se topa gastar o salário do mês em um sapato ou em uma bolsa usada de um brechó, pq o comerciante vai mudar? Quantas vezes vi por aí gente dizendo que não entra em Renner e C&A, que não compra em liquidação. Tem alguma explicação para isso? Só o fato de acharem que são menos importantes que as etiquetas.

    E, falando em brechó, estou com aquele vestido aindaaaaa! A gente precisa ir lá, Rê. Quer dizer, eu preciso, vc não tem nada a ver com isso, mas eu gosto da sua compania! rs…

    B-jinho.

  3. Oi Re! Conversei um pouco sobre isso no blog hj. Uma leitora comentou q estou deixando de ser “off”. Achei o questionamento válido, mas ta dificil achar boas roupas a bons preços! Mais um motivo que deixei de comprar, acho um absurdo isso.
    Mas olhe ao redor aqui no Rio: qq roupa de brechó custa o preço de uma roupa nova. Bazares como esses de Sampa são praticamente nulos. Teve um dia que andei por várias liquidações e bazares com a Lauren, do Moda Trash e ficamos horrorizadas com os preços.
    Minha mãe disse q em qq brechó de londres e paris vc compra malas, bolsas, vestidos e tals suuuper baratos e muitos revertem uma parte das vendas pra ajudar abrigos de animais.
    God, isso sim é primeiro mundo.

    Só aqui q pagar mais é ter mais status. E que as pessoas tem “nojinho” de comprar em brechó. Valhei-me.

    Beijocas

  4. Concordo c as meninas, o que tem q mudar é a cabeça e a auto estima do consumidor. Não adianta achar que estar grifado vai t deixar mais in, mais amado, mas com amigos…

  5. Gente que tem bosta na cabeça faz esse tipo de coisa!
    Mas como diria minha amiga-diaba Dianna Vreeland (histórica editora da vogue américa ): “DINHEIRO TE PERMITE TOMAR CAFÉ NA CAMA, MAS ATÉ PARA DESCER UMA ESCADA VOCÊ PRECISA DE ELEGANCIA, E ISSO NÃO É ALGO QUE SE COMPRA NA FARMÁCIA”.

    Adianta comprar na Daslu e ter milhões de preconceitos?
    É justamente por causa de pessoas que tem “nojinho” de brechós que ás vezes eles precisam vender roupas usadas com precinhos um pouco salgado, se não como eles conseguem manter a coisa funcionando, né?
    Se aqui no Brasil as coisas fossem como na Europa, ninguém compraria uma bolsa chanel mega usada por 400 paus e olhe que as fia que compra uma chanel usada por esse preço deve passar um apuro danado, só pra falar e mostrar que tem.

    E sobre as vendedoras e lojas no brasil, que horror de atendimento,heim? Principalmente num Iguatemi da vida.
    Eu tenho vontade de esganar a vendedoras chatas que olham pra você com cara de bosta! Eu tenho truques malignos e terriveis pra deixar esse tipo de gente no chinelo…rááááááááá!

    nossa que texto.
    kiss

  6. Salve Renata, quanto tempo … tenho tido muito trabalho e pouco tempo para bater-papo virtual. Estamos no verão e temos que aproveitar. Lendo agora mesmo esse seu post, gostaria de fazer alguma retificações. Compro roupas em brechó há quase 10 anos e pela Internet há 6 anos. Conheço quase todos os brechós da Suíça e alguns de Nova York, Paris et Londres. Posso te garantir que o brechó que vende Jeans Diesel por 1 Euro, Dolar ou Franco não vai ter Chanel a menos que seja falsa. Mas você encontra roupas vintage Dior, YSL, Kenzo, Balmain e outros mais, futucando e sendo un ” connaisseur”. Senão a bolsa Chanel de segunda mão, você encontra em boutiques de consignação que podem ser vistas como brechós de luxo. Não é para qualquer um e muitas roupas foram usadas äs vezes uma só vez. Há pouco tempo vi uma calça corsário em python verdadeiro cor de rosa do Dior. Gente, onde que alguém poderia usar isso aqui na cidade onde moro, na beira do Lago Léman? E ainda fosse em Picadilly Circus … lá todo dia é festa e a fauna toda se diverte desde o pôr do sol. Senão, eu como brasileira expatriada, não compro mais nada quando volto ao Brasil, fora claro algumas camisetinhas Hering, sandalinhas Havaianas e biquines de marcas cariocas. O mercado fashion tupiniquim é um verdadeiro delírio finaceiro para a carteira. Até a Zara, por aí, é bem mais cara. Vai saber porque.
    Para terminar, estou fazendo umas transações na Internet para ir passar duas semans de férias trocando casa com outras pessoas inscritas em sites de home exchange. Estou adorando. Tem muita gente no Brasil inscrita nesses sites, você sabia? Imagina ir para a praia sem necessariamente ir para a frente de um hotel e frequentar restaurantes mais baratos fora do circuito turístico. Viu? Roupas vintage, móveis vintage, férias home exchange … pena que aqui não tem xepa na feira. Hahaha. Beijos mil. Está no hora do almoço e amanhã é feriado. Vamos fechar o escritório. Bisous, bisous. Daniela

  7. Oi Renata, tudo bem?
    Gostei da sua opinião sobre o preço das marcas no Brasil. Por isso, queria convidar você a fazer parte do clube de vendas privada online Privalia, onde poderá encontrar as melhores marcas em moda e acessórios com um desconto de até 70%. Lá tem várias campanhas por semana, todas sensacionais. Você vai adorar!
    Você pode entrar no clube através do link da assinatura.

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