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Brechó Varal do Beco

Nesse sábado, eu, Lily e Lou fizemos um passeio bem legal: fomos conhecer os brechós da Vila Madalena.

Quer dizer, a intenção era conhecer vários brechós mas acabamos ficando num único endereço: o Brechó Varal do Beco.

E não é pra menos. O brechó é enorme, tem milhares de peças, super organizado e limpo. Nossa impressão foi das melhores. Logo que entramos, já soubemos que seria uma boa garimpagem.

 

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Mensagem no provador... Esse lugar é pra entrar e descobrir aos pouquinhos...

 

“Realmente é uma voltinha ao passado com muita surpresa e diversão,e acima de tudo memória e originalidade. Entre nossas araras você volta no tempo e automaticamente já entra no clima da sua festa de Época ao tocar em uma roupa antiga e perceber pela textura,estamparia e modelo que se trata de um tecido que deixou de ser fabricado; com modelos estruturados ,muitos dos quais de alfaiataria e de grifes passadas que já não mais existem (nutrisport, poolsport, daruma, sela, karibé, captólio, lumiéri e ustop e etc),com cores e estampas impactantes e surpreendentes”, diz o site do brechó, aliás, site super organizado que vale uma visita atenta.

E o site continua: “Um brechó com um apurado gosto vintage, onde o forte são as araras, com relíquias, que se renovam constantemente. Nosso vício é a necessidade e o prazer de garimpar peças raras diariamente. Sempre buscando novas fontes, não apenas em São Paulo, mas em todo o brasil e exterior. Com estes frequentes achados nosso acervo cresce dia após dia. E além de locarmos, também vendemos. E o preço é uma bagatelinha….. Um brechó de bom gosto; fácil para localizar as peças,todas organizadas por categoria e estilo, higienizadas, onde o cliente, se quiser, pode até sair vestido, pois a roupa estará sem defeito,limpa e liiiiiinda!!!!”.

É tudo verdade! O brechó Varal do Beco é especializado em peças dos anos 50, 60 e 70 e tem mais de 1000 peças em seu acervo. Veja o que separamos de mais bonito:

 

Renata veste:

 

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Coletinho de renda e babados (duas tendências fortes!) – R$21

 

 

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Batinha de veludo – R$38 (VENDIDA)

 

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Vestido tubinho com estampa imitando tingimento – R$44 (VENDIDO)

 

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Babados e Bolinhas – R$64 (somente para aluguel)

 

 

Lily veste:

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Vestido de chiffon – R$68 (VENDIDO)

Cinto – R$21

Bolsinha – R$68

 

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Vestido tubinho – R$69 (VENDIDO)

No detalhe, bolsinha rígida, original dos anos 80 – R$32

 

 

Lou veste:

 

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Faixa com rosas de tecido para a cintura – R$8 (somente aluguel)

 

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Mistura de estampas!

Blusa de tricô – R$22

Saia de tafetá – R$36

 

Só posso dizer que, se brechó é bom, brechó com as amigas é melhor ainda! Fora todas essas roupas lindas, ainda contamos com a ajuda e a simpatia total da Sandra, que nos ajudou a escolher acessórios, deu palpites e sugestões muito bem vindas e aceitas e teve a maior paciência do mundo nas 3 horas que ficamos ali! Sandra, você é um amor!

 

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Sandra, com seu jeitinho calmo e sorridente!

 

Outros achados surpreendentes:

 

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Vestido de babados – R$68

 

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Vestido tipo chemisier da Zara – R$68

 

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Vestido de jersey, com busto forrado e detalhe de trancinhas – R$98

 

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Vestido xadrez com babados no decote – R$44

 

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Saia com estampa de lacinhos – R$38

 

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Carteira de mão marrom – R$23

 

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Carteira de mão vermelha – R$26

 

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Carteira de mão preta – R$24

 

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Carteira de mão azul-marinho – R$22

 

 

Apareçam por lá:

O Brechó Varal do Beco fica na rua Cardeal Arcoverde,1771.
Entre as ruas Mourato Coelho e Fradique Coutinho.
Com estacionamento conveniado na Rua Cardeal Arcoverde, 1745.

Qualquer dúvida:  Tel: (11) 3032-5074 / 8294-6802

E olhem a Vitrine Virtual que eles também entregam na sua casa!

 

Para mais fotinhas e making of, dá uma olhada no Flickr.

 

 

Brincadeira de Verão

Pra fazer no final de semana e usar na praia: bijus de palitinho de sorvete. Isso mesmo! Pazinhas e palitinhos de sorvete viram acessórios divertidos pra usar no pescoço, na cintura e até como broches no chapéu, no top, na saída de praia…  Até numa produção mais descontraída na cidade.

Ah, é fácil colorir: é só comprar uma tinta pra artesanato em madeira. Faça os furinhos com um prego assim: coloque o palitinho sobre uma superfície de madeira que pode ser danificada e martele o prego sobre o palitinho ou a pazinha pra fazer o furinho. E pronto! É só ir juntando tudo com linha de pescador ou cola quente. A Salinas fez a brincadeira no desfile mas as clientes começaram a procurar o mimo nas lojas da marca e pronto! Sucesso total! Dá uma olhada no desfile da Salinas, no Rio Summer e inspire-se!

 

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Lavou, Tá Novo

O maravilhoso mundo dos brechós

“Sempre fui muito vaidosa, desde mocinha, e foi uma forma fácil de conseguir tudo o que eu queria por um preço bom”. É com essa simplicidade que a adorável Magaly Camargo explica a origem do seu brechó Passado Presente que, aos 30 anos de idade, é um dos mais antigos da cidade de São Paulo.

A julgar pela quantidade de peças amontoadas nas araras e prateleiras da loja, dá para ver que dona Magaly leva a sério essa história de ter “tudo o que eu queria”. Casacos, corseletes, chapéus, bolsas, bijuterias, jogos de chá, castanholas, quadros antigos: no Passado Presente há de tudo um pouco (de tudo um muito, na verdade; é tanta coisa que fica difícil decidir para onde olhar primeiro).

 

No começo você pode ficar confuso, mas mesmo quem nunca foi a um brechó pode se divertir e encontrar peças bacanas. Vide o caso de Márcia Keller, marinheira de primeira viagem com quem topamos no dia da reportagem. “É a primeira vez que venho a um brechó; tem muita coisa linda aqui”, ela comentou, enquanto experimentava uma boina da década de 1930.

Hoje em dia, não é difícil encontrar brechós modernosos, “de luxo”, que só vendem roupas e acessórios de grifes famosas e de coleções recentes. O Passado Presente da dona Magaly faz parte do grupo de brechós tradicionais, que têm de tudo e trabalham com peças vintage (originais das décadas de 1930, 40, 50 e 60). Seja qual for o seu estilo – e orçamento -, confira as dicas para aproveitar ao máximo o maravilhoso mundo dos brechós:

 

– O legal desses lugares é ver, remexer, vasculhar; deixe para ir quando você estiver com tempo livre

– Antes de comprar, experimente a peça e confira se ela está em bom estado. Brechós geralmente não aceitam devolução
– Está difícil encontrar roupas legais? Invista nos acessórios! Óculos escuros, chapéus, boinas, gravatas e bijuterias vintage chamam a atenção e garantem um look bacana que não custa os olhos da cara
– O esquema é “gostou-comprou”. Cada peça é única, e se você deixar para comprar uma outra vez, ela pode não estar mais lá

 

SERVIÇO

Passado Presente
Rua Augusta, 2690, lojas 17 e 21
(11) 3081-6253

Quer mais opções de brechós em São Paulo? Confira o guia e boas compras!

Minha Avó Tinha
Especialidade:
Roupas vintage, até os anos 80
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Mais de 10 mil peças
Preço: Varia muito
Provador: Sim
Endereço: Rua Dr. Franco da Rocha, 74. (11) 3865-1759. Seg. das 12h às 19h30; ter. a sex. das 10h às 19h30; sáb. das 10h às 17h. Filial na Rua Itapicuru, 766

Spazio 1717
Especialidade:
Roupas de época, da década de 10 à de 80
Aluguel ou venda: Grande parte do acervo é só para locação, mas também trabalha com vendas
Acervo: “Definitivamente mais de 3 mil peças”
Preço: Locação de R$ 36 a R$ 150; venda a partir de R$ 90
Provador: Sim
Endereço: Rua Rodésia, 76, Vila Madalena, São Paulo. (11) 3815-8480. De seg. a sáb., das 10h às 19h

Juisi by Licquor
Especialidade:
Roupas vintage – até os anos 90
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Cerca de 2,5 mil peças
Preço: De R$ 10 (acessórios) a R$ 2,5 mil
Provador: Sim
Endereço: Al. Tietê, 43, loja 08. (11) 3063-5766, São Paulo. Seg. a sáb. das 11h às 19h.

Capricho à toa
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes de luxo, nacionais e internacionais, tudo de coleções recentes. Também tem cama, mesa e banho e eletrônicos
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 55 mil
Preço: A partir de R$ 6 (uma bermuda)
Provador: Sim
Endereço: Rua Heitor Penteado, 1.096, casa 8. (11) 2137-5926. De seg. a sáb. das 9h30 às 18h30

Vó Judith
Especialidade:
Moda feminina
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Não soube estimar
Preço: A partir de R$ 10
Provador: Sim
Endereço: Rua do Carmo, 122. (11) 3105-4753. De seg. a sex., das 9h às 18h30

Camarim
Especialidade:
De tudo um pouco roupas, sapatos, acessórios, cama, mesa e banho
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Não soube estimar
Preço: Varia muito
Provador: Sim
Endereço: Rua Antonio de Macedo Soares, 1.554. (11) 5543-5304. De seg. a sexta das 10h às 20h; sáb. das 9h às 19h
(Vânia)

Trash Chic
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes internacionais de luxo (Armani, Balenciaga, Chanel, Dior, etc)
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 1,5 mil peças
Preço: De R$ 49 a R$ 2,5 mil
Provador: Sim
Endereço: Rua Capitão Prudente, 223. (11) 3815-3202. De seg. a sex. das 10h às 18h; sáb. das 10h às 15h
(Paloma – gerente)

Re Portela Depot
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes internacionais de luxo (Chanel, Dior, Valentino, etc). Destaque para as bolsas de coleções recentes
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 800 peças
Preço: De R$ 60 a R$ 3100
Provador: Sim
Endereço: Rua Oscar Freire, 686, cj 06. (11) 3081-5083. De seg. a sex. das 10h às 18h; sáb. das 11h às 17h
(Renata Portela – dona)

Degriffée
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes de luxo, nacionais e internacionais, tudo de coleções recentes
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 3 mil peças
Preço: De R$ 19 (um cinto) a R$ 1000 (bolsa Dolce & Gabbana), mas varia muito
Provador: Sim
Endereço: Av. Ibirapuera, 1.110. (11) 5083-4747. De ter. a sex. das 10h às 19h; Sáb. das10h às 17h

por Sarah Lee, do msn.onne.com.br

Omaguás – Uma Praça com Arte e Muitas Histórias

Tem uma pracinha em Pinheiros que passa quase despercebida nos dias da semana para os mais desatentos. Cheia de árvores frondosas e antigas, é um ótimo lugar para ler um livro ou revista, já que fica bem em frente da Fnac Pinheiros. Também é um bom lugar para namorar, bater um papo… Seria melhor se fosse um pouco mais policiado, pois em algumas ocasiões há pessoas ali que podem causar distúrbio a essa paz.

Mas vamos para o lado bom: no fim de semana, mais precisamente no domigo, acontece ali uma feira de artesanato diferente, pois junta também música ao vivo, sempre com convidados muito especiais. Neste domingo, foi a vez do Chorinho na Praça com o Conjunto Retratos:

 

 

Mas o meu maior interesse é na produção artística mesmo, encontrar produtos interessantes e pessoas brilhantes e aqui estão elas:

 

Marlene – Arte em Seda

Há 8 anos, a Marlene vive de pintar seda. Começou como estagiária num atelier de pintura, desenvolveu a própria técnica e voilá! Além do panô ao lado dela na foto, ela também faz cintos, faixas para a cabeça, vestidos, camisetas e roupas para criança. Um trabalho finíssimo. Além da Praça dos Omaguás no domingo, também expõe na Benedito Calixto aos sábados. Tem site e manda a peça pra você: www.lilimarlene.com.br

 

 

Paulina – Arte em Vidro

A Paulina é uma chilena que ja mora no Brasil há 19 anos e trabalha com vidro, reciclado ou reaproveitado. Utiliza duas técnicas diferentes para confeccionar as peças: a Barcelona, que imita vitral, e a Murano, que imita as decorações dos famosos vidros italianos. Também faz bordado e aplicações de vidro. O que eu achei mais legal é o trabalho com garrafas de vidro antigas, como essas de Coca-Cola. Além disso, se você tiver uma garrafa de estimação, pode levar pra ela que ela pinta e borda! Contato: (11) 8204-2325 ou paulina.ateliertrazluz@hotmail.com. Também expõe na Benedito Calixto aos sábados.

 

 

Hilton – Arte em Havaianas

 

Somos todas loucas por sandálias Havaianas, né? Então pode pirar no trabalho do Hilton! Esse pernambucano que está em São Paulo há 9 anos faz tiras de havainas de tecido, encapa pulseiras e colares de bolinhas que dão um up em qualquer produção basiquinha! E como agora liberou geral a bijuteria grande, se jogue mesmo nos colarzões! E havainas nos pés! Pode mandar email que ele manda as havaianas pra você onde você estiver: pedechineloacessorios@hotmail.com ou (11) 9661-5748. Também expõe na Benedito Calixto aos sábados.

 

 

Maria Helena – Arte em Customização de Bolsas

 

A D. Maria Helena tem uma história linda: depois de fazer dois anos da faculdade de direito, largou tudo e foi seguir seu sonho: ser artista. Começou se formando em Educação Artística e dando aula. Até que um dia, a vida lhe pregou um susto: foi diagnosticada com Mal de Parkison. Os alunos começaram a perceber sua mão tremendo e pediam pra ela não ficar nervosa. E aí que ela ficava! “Cansei de explicar! E resolvi parar de dar aula”, conta ela. Isso foi há 8 anos. Numa véspera de Natal, achou um saquinho de juta que tinha sido embrulho de presente e começou a decorá-lo. Gostou tanto da brincadeira que comprou 50 saquinhos e decorou-os todos num só dia! E, no dia seguinte, vendeu 35 de uma vez! Depois disso, não parou mais. Hoje, compra bolsas prontas e “cruas” e customiza, utilizando o que estiver à mão. Além disso, também trabalha com restos de confecções de lingerie e sobras de tecido. Mas ela também faz as próprias bolsas, como essa de babados cor de rosa logo em primeiro plano na foto. Todas peças únicas. Pra encontrar com ela e conhecer seu trabalho, tem que ir pessoalmente na Benedito Calixto aos sábados ou na Praça dos Omaguás aos domingos. Garanto que vale a pena! Além do trabalho ser LIN-DO (pasmem, ela já fez bolsas pra Ópera Rock e outras grifes badaladas da Oscar Freire) a D. Maria Helena é uma simpatia total! Estava acompanhada da mãe, uma sorridente senhora de 92 anos! Lindas!

 

 

Larrisa – Arte em Crochê

 

Desde menina, Larissa já brincava com fios e linhas. Fez macramê, camisetas, tie-dye e, quando ficou grávida, há seis anos, descobriu o crochê. E não largou mais. Algumas de suas peças misturam crochê com chita e ela tem um ponto lindo! Tudo certinho, sem nenhuma linha pendurada! Os bolerinhos, então, são um primor! Agora, pra primavera/verão, arrasam em cima de qualquer vestidinho básico ou mesmo em cima de uma camiseta. Já confeccionou peças para marcas famosas, inclusive a francesa Rossignol, que é a marca das Olimpíadas de Inverno. Vale muito a pena conhecer o trabalho dela, que é formada em Turismo e Yoga. Linda desse jeito, ficou toda tímida na hora da foto! Contato: (11) 9870-1125 ou larissakarpo@yahoo.com

 

 

Fim (por enquanto) das minhas aventuras na Praça dos Omaguás. Mas com certeza ainda vou falar muito dessa feirinha tudo-de-bom, onde a gente conhece histórias geniais e trabalhos lindos. Ou seria histórias lindas e trabalhos geniais? A feira também tem site: www.feiraomaguas.com.

 

Lindo, meigo, fofolete!! Detalhe do trabalho da Dona Maria Helena
Lindo, meigo, fofolete!! Detalhe do trabalho da Dona Maria Helena

Artesanato é arte?

Existe um projeto há mais de dez anos voltado para a pesquisa, divulgação e documentação da produção artesanal e de design brasileiros chamado A Casa – Museu do Objeto Brasileiro, dirigida por Renata Mellão. O trabalho deles é bem legal, porque discute as união do design com o artesanato.

Sempre pensei que o artesanato nascia da improvisação, do acaso: da linha que sobrava, do pedacinho de pano que, junto com outros, virava um patchwork, do número da agulha maior ou menor que causava um efeito inesperado. Ultimamente, tenho visto que o calor das mãos que produzem artesanato se juntam às peças de design aparentemente frias ou artificiais, que são feitas de materiais como aço inox ou plástico. Quantas vezes já não me deparei com projetos de luminárias feitas de garrafas pet recobertas de crochê? Ou um emaranhado de fios de metal recobertos por uma lã felpuda, formando um biombo?

Acredito que um mínimo de projeto deve haver nas nossas “artes” diárias, nos nossos projetos de tricô, nos moldes das roupas, nas medidas. Mas também acho que às vezes o melhor surge sem querer, naquela idéia luminosa numa tarde de chuva. Gosto da sensação de improviso, de surpresa.

Aliar o design bem estudado com o artesanato parece uma idéia que tem tudo para dar certo. Logo, os dedinhos calejados das rendeiras do nordeste estarão por aí, viajando o mundo em projetos premiados, ecologicamente viáveis e, principalmente, lindos.

O espaço A Casa fica na rua Cunha Gago, 807, em São Paulo ou visite o site www.acasa.org.br

Você sabe qual o tamanho do estrago que você causa ao ambiente?

 

Normalmente, não ligo para datas. Aniversários, dia dos namorados, dos pais e das mães passam em branco. Ultimamente, tenho pensado nos aniversários, apenas. Acabou me ocorrendo que seria legal comemorarmos a passagem do tempo, o tempo do amadurecimento, pensar nas conquistas da vida. Acho que eu amadureci um pouco e parei de pensar como um poeta romântico, que o tempo só acaba trazendo o inevitável: a velhice e a morte. Que papo depressivo! Mas confesso que pensava assim, e por isso evitava aniversários. Hoje, olho para essas datas com carinho e agradecimento, por um amadurecimento que veio e que fez diferença na maneira de viver e enxergar as coisas.

Por que estou falando tudo isso? Simples, porque hoje é uma data que deveria ser considerada. Hoje, 5 de maio, é dia do Meio Ambiente. Sempre pensei que se algo tinha UM dia dedicado a ele, é porque no resto do tempo era esquecido, maltratado e até mesmo humilhado. Pensava assim do dia as mulheres e do dia do índio. Agora, o meio ambiente passa a ser objeto de homenagem por um dia.

Todos os dias podemos reciclar o lixo. Todos os dias podemos reutilizar sacolas. Todos os dias podemos evitar sujar as ruas, lavar a louça sem deixar a torneira aberta, plantar ou cuidar de alguma planta. Todos os dias podemos valorizar a vida, respirar e ser um pouco mais consciente do planeta que nos cerca. Parece papo de ecochato mas é verdade. Só porque professores de yoga e vegetarianos falam assim, não significa necessariamente que todo mundo precisa fazer yoga e parar de comer carne (se bem que eu não veria nenhum problema nisso…). Não precisamos ser “esquisitões” para pensar de maneira ecologicamente correta, não sujar a rua, não poluir o ar, não ter preguiça de buscar alternativas.

Enquanto isso, coloco a seguir a matéria da redação do UOL sobre a data e um link para calcular qual é o dano que estamos causando ao planeta. Não se trata do que vamos deixar para as futuras gerações. As conseqüências do nosso comportamento recairão sobre nós mesmos.

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Neste dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a ONG WWF-Brasil lança oficialmente em seu site uma calculadora de “pegada ecológica”. O conceito, criado na década de 1990 pelos especialistas William Rees e Mathis Wackernagel, ajuda a identificar a quantidade de recursos da natureza que usamos toda vez que fazemos compras, comemos, andamos de carro e assim por diante.

O tamanho de uma “pegada” varia de acordo com o país em que se vive. Os parâmetros analisados no cálculo incluem dados como o tamanho da população, a quantidade de florestas existentes no território, áreas de pastagens e agricultura, além das diversas formas de consumo dos habitantes

“Pesquisas mostram que o ser humano, atualmente, utiliza 25% a mais do que o planeta pode oferecer em recursos naturais”, explica Irineu Tamaio, coordenador do programa de educação para sociedades sustentáveis do WWF-Brasil. Ou seja, precisamos de um planeta e mais um quarto dele para sustentar nosso estilo de vida atual.

No Brasil, o índice segue a tendência. Já nos Estados Unidos, o estilo de vida proporciona um impacto muito maior. “Se todas as pessoas do mundo tivessem os mesmos hábitos do americano, seriam necessários cinco planetas para nos sustentar”, diz.

O cálculo da “pegada ecológica” pode ser feito no site www.pegadaecologica.org.br.