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Customização de camisetas

Como seu sempre digo: temos que nos preparar para o verão antes de o verão chegar, claro. Por isso, já andei customizando umas camisetas. Bem fácil e simples, idéias que, quando feitas com capricho, produzem um visual lindo!

 

Camiseta Verde com Chitão

 

 

Idéia legal e econômica: a camiseta foi uma oferta do Carrefour (isso mesmo, o hipermercado) e me custou apenas R$5,99. Para a estampa, meio metro de chitão a R$4,99 o metro, lantejoulas pretas, miçangas vermelhas e vidrilhos em lilás. Contando as linhas de cada cor para costura, todo o material, incluindo a camiseta, saiu por mais ou menos R$15,00. Comece recortando a estampa. Escolha uma estampa não muito certinha, para que o efeito fique mais bonito e produza mais impacto. O recorte é o que dá mais trabalho. Use uma tesourinha para bordado e cuidado se for usar chita porque desfia muito. Depois de lavar e passar a camiseta e o tecido, eu usei a cola para tecido da Maryander, especialmente nas bordas, para evitar que o tecido desfiasse. Espere 72 horas para a cola secar totalmente. Agora, escolha pontos atrativos do seu desenho e use-os como molde para bordar as miçangas, os vidrilhos e as lantejoulas. Pode usar outras pedras também, como chatons e canutilhos, dependendo da sua estampa. Deixe algumas partes do tecido sem bordado, para não ficar muito pesado. E pronto! Aí está sua linda camiseta estampada e bordada, digna de qualquer vitrine de bom gosto! Veja abaixo alguns detalhes do bordado:

 

 

 

 

Camiseta Regata branca com Paetês

 

 

Esta camiseta é muito fácil também. Escolha o tom que você quiser de paetê (pode ser dourado ou prateado) e borde usando miçanguinhas transparentes (a agulha entra por baixo, por dentro do paetê, passa pela miçanguinha e volta por dentro do paetê – é a miçanguinha que segura o paetê). Escolha um paetê de tamanho médio ou pequeno (número 6 ou menos) porque fica mais bonito. Borde apenas um pedaço da peça para dar destaque: eu bordei apenas as alças na parte da frente. Mas podia ser a barra, só uma das alças, uma faixa no meio, você decide!

 

Blusa Verde com Vidrilhos e Paetês

 

 

 

Essa é para quem já tem alguma intimidade com bordado com pedrarias. A faixa que destaca o busto foi contornada com vidrilhos no ponto torçaide, em cima e embaixo. Uma fileira com paetês dourados número 4, em cima e embaixo, e uma fileira de paetês quadrados no meio para destacar. O torçaide fica bonito porque fica em alto relevo e é os vidrilhos são perfeitos para usar com esse ponto. Já o brilho dos paetês é quase líquido, dando um contraste bem legal com a textura dos vidrilhos. Dá uma olhada no detalhe:

 

 

 

Agora é com vocês! Procurem uma peça dentro do guarda-roupa que esteja precisando de um carinho…

E mãos à obra!

Artesanato é arte?

Existe um projeto há mais de dez anos voltado para a pesquisa, divulgação e documentação da produção artesanal e de design brasileiros chamado A Casa – Museu do Objeto Brasileiro, dirigida por Renata Mellão. O trabalho deles é bem legal, porque discute as união do design com o artesanato.

Sempre pensei que o artesanato nascia da improvisação, do acaso: da linha que sobrava, do pedacinho de pano que, junto com outros, virava um patchwork, do número da agulha maior ou menor que causava um efeito inesperado. Ultimamente, tenho visto que o calor das mãos que produzem artesanato se juntam às peças de design aparentemente frias ou artificiais, que são feitas de materiais como aço inox ou plástico. Quantas vezes já não me deparei com projetos de luminárias feitas de garrafas pet recobertas de crochê? Ou um emaranhado de fios de metal recobertos por uma lã felpuda, formando um biombo?

Acredito que um mínimo de projeto deve haver nas nossas “artes” diárias, nos nossos projetos de tricô, nos moldes das roupas, nas medidas. Mas também acho que às vezes o melhor surge sem querer, naquela idéia luminosa numa tarde de chuva. Gosto da sensação de improviso, de surpresa.

Aliar o design bem estudado com o artesanato parece uma idéia que tem tudo para dar certo. Logo, os dedinhos calejados das rendeiras do nordeste estarão por aí, viajando o mundo em projetos premiados, ecologicamente viáveis e, principalmente, lindos.

O espaço A Casa fica na rua Cunha Gago, 807, em São Paulo ou visite o site www.acasa.org.br

Sa Dingding

 

Essa menina linda aí em cima é uma chinesa de 25 anos que é a mais nova sensação do pop asiático. A música me agrada bastante, uma espécie de “Enya confucionista” como os críticos a estão chamando.

Mas o que eu mais gostei até agora é sua personalidade no palco. Uma coisa assim, meio Björk, com trajes de princesa asiática que ela mesma desenha. Ela mistura muitas referências, inclusive biográficas, em suas roupas e em sua música.

“Meu pai é Han (etnia majoritária na China) e minha mãe é mongol. Canto em mandarim, tibetano, sânscrito e lugu lugu, e ainda me sinto completamente chinesa”. Ela esteve quatro vezes no TIbet, onde gravou um videoclipe para seu disco, de uma canção tibetana. “Tenho vários amigos tibetanos, eles nunca demonstraram nenhuma raiva contra os chineses”, diz ela.

Além de ter vivido na China e como nômade na Mongólia Interior, Sa ainda viveu na Europa. Imagine como tudo isso se mistura na música e no visual: o resultado é encantador.

Isso me deu uma idéia boa: porque não substituir os botões daquela camisa branca por alamares de tecido? Arrematar um corte de musseline com um galão bordado e criar um lindo lenço? Prender o cabelo com palitinhos? Inspiração chinesa… Divirta-se!

Aliás, se você quiser ouvir a música hipnótica de Sa Dingding, visite o myspace da moça.

 

Ainda dá tempo…

Ponto Alto - Aslan

O frio está indo embora (pelo menos de São Paulo) mas ainda dá tempo de tricotar algumas coisas. Agora, sim, achei a lã grossa que todos procuravam: é a Ponto Alto, da Aslan. Um detalhe, porém, relevante: é caríssima. Não são novelos, são meadas, e leva-se pelo menos umas 20 para tricotar um cachecol pequeno. mas tá valendo. Faça o seu rapidinho.

Outra idéia é tricotar uma gola. Essa seria a minha sugestão, porque além de ficar mais barata, dá pra brincar com ela em vários looks, mudando a cara de outras blusas de lã ou usando como “cachecol”.

Encomende a sua pelo site: www.aslan.com.br. Ou vá até a 25 e divirta-se.

Vamos à receita da gola:

Material: 5 meadas de lã Ponto Alto da Aslan. Agulha para tricô 15mm.

Ponto Empregado: barra 2/2 (2 t., 2 m.)

Execução: O número de pontos vai depender de quão frouxa você quer a gola. Se você quiser que ela fique caidinha, calcule mais ou menos 40 pontos. Tricote até atingir uns 25 centímetros, mais ou menos. Se quiser que fique uma gola rulê, dobre a quantidade de lã, acrescente mais uns 10 pontos e tricote por pelo menos 50 cm. Fica farta e bonita. É muito fácil de fazer.

Outras receitas que podem ser adaptadas. É só fazer uma amostra usando agulhas 15, 18 ou 20:

 

Miniponcho Splendor – Tamanho 30 cm x 80 cm

MATERIAL – PINGOUIN SAFIRA: 3 nov. na cor 1841 (m. asteróide); ag. para tricô PINGOUIN nº 8.

PONTOS EMPREGADOS – Ponto Arroz: Direito: * 1 t.; 1 m. *. Avesso: desencontrar os p. *1 m.; 1 t. *.

AMOSTRA – Um quadrado em p. arroz com o fio usado triplo e ag. nº 8  = 10 p. x 18 carr.

EXECUÇÃO: Montar 30 p.  com o fio usado triplo e tric. em p. arroz durante 80 cm. Rem. acompanhando os p.

MODO DE ARMAR: Fechar a peça conforme o diagrama, costurando o final da peça tricotada  na lateral. Unir na lateral e a peça está pronta. É muito fácil!

 

 

Pala Manzoni – Tamanho único

MATERIAL – PINGOUIN SAFIRA: 2 novelos na cor 5305 (m. júpiter); ag. para tricô PINGOUIN nº 5; 5 botões.

PONTOS EMPREGADOS – Cordão de tricô direito e avesso em t.

AMOSTRA – Um quadrado de 10 cm em cordão de tricô = 19 p. x 30 carr.

EXECUÇÃO: A peça é feita começando pela beirada do lado direito. Montar 50 p. e tric. em cordão de tricô. A 2 cm do início, formar as 5 casas para botão trabalhando da seguinte maneira: 3 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 8 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 9 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 9 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 9 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 2 t. Trabalhar mais 2 carr. em t. Em seguida, trabalhar em carr. encurtadas da seguinte maneira: 1ª carr. (avesso): 22 t., voltar. 2ª carr.: 22 t. 3ª carr.: 34 t., voltar. 4ª carr.: 34 t. 5ª carr.: 50 t. 6ª carr.: 50 t. Repetir da 1ª à 6ª carr. mais 44 v. Trabalhar agora em cordão de tricô sobre todos os p. por 3 cm. Rem.

MODO DE ARMAR: Pregar os botões.

É só isso!!! Fácil demais!!! E junta duas tendências: o tricô e os botões.

Pontos de tricô e crochê para cachecol

Cisne Passion

Se alguém tem alguma dúvida sobre com que peça começar no tricô, a resposta é sempre a mesma: comece com um cachecol! Super fácil, não requer contas nem cálculos, é reto toda a vida e fica sempre bonito. É uma peça básica e nunca sai de moda.

Então, eu fiz alguns e a diferença entre eles foram os pontos e as lãs. Algumas lãs, como a Pingouin Fricote ou a Cisne Passion, são lindas sozinhas e podem ser tricotadas com pontos simples que já fica um visual lindo. Outras são mais fininhas, como a Pingouin Cristal, requerem pontos mais elaborados, com tranças e bolas. Nota: embora a Passion seja trabalhada, fica melhor executar o trabalho com uma agulha fina, 3 ou 4, para que não fique esburacado.

Aliás, o ponto bola ou pipoca é super fácil de fazer: é só tricotar o mesmo ponto seis vezes, sempre voltando o ponto na agulha, assim: 1 t., 1 m., 1 t., 1m., 1 t., 1 m. Uma boa idéia é tricotar seu cachecol todo em ponto meia ou cordão de tricô e colocar umas bolas de vez em quando. Simples e lindo.

Pontos fáceis para tricotar seu cachecol:

 

PONTO TRICÔ OU MEIA
Material: Pingouin Sedificada : 3 nov. ravina (1076); ag. para tricô Pingouin nº 6 1/2; ag. para crochê Pingouin nº 4.
Pontos empregados : Ponto tricô : tric. todas as carr. em meia ou tricô. Franja em crochê: seguir o passo a passo.
Amostra – Um quadrado de 10 cm em ponto tricô nas ag. nº 6 ½  = 12 p. x 20 carr.
Realização: Montar 38 p. nas ag. nº 6 ½  e tric. em p. tricô. A 150 cm do começo, rem.. Fazer nas duas laterais menores a franja em crochê seguindo o passo a passo.

Cachecol JK - Pingouin 

PONTO BARRA 1/1

Veja dois posts atrás.

 

PONTO BARRA 2/2
Material: Pingouin Cristal, 100g na cor desejada, agulha para tricô n. 3
Pontos Empregados: Barra 2/2: *2 t., 2 m. *
Amostra: Um quadrado de 10 cm em barra 2/2 na ag. 3: 26 p. x 32 carr..
Realização: Montar 82 p. nas ag. n. 3 e tricotar por 152 cm. em barra 2/2. Rematar.

 

Cachecol Básico Pingouin

Cachecol simples de crochê também fica legal. Veja que simples. Você pode usar essa idéia e também fazer de uma cor só.

 

CORRENTINHA
Material: Pingouin Kalú: 1 nov. preto (100); 1 nov. cru (004); 1 nov. delírios (1250) e 1 nov. nínive (701) ; 1 nov. terracota (2737); ag. para crochê Pingouin nº 2.
Pontos empregados: Correntinha(corr.).Ponto baixo(p.b.): introduzir a ag.; laç.; puxar o p. e com outra laç.; rem. todos os p..Ponto fantasia : seguir o gráfico.
Amostra: Um quadrado de 10 cm em p. fantasia com a ag. nº 2 = 28 p. x 29 carr.
Realização: Fazer uma corr. de aproximadamente 528 p. mais uma corr. para virar e trabalhar em p. fantasia seguindo o gráfico deixando de cada lado 12 cm de fio sem trabalhar para formar as franjas. Trabalhar uma carr. de cada cor na seguinte ordem: preto; terracota; nínive; cru; terracota; 
delírios; nínive; preto; cru; nínive; cru; terracota; delírios; preto; cru; ninive; cru; nínive; terracota; preto; cru; nínive; delírios; cru; nínive; terracota; cru; nínive; cru; nínive; delírios; terracota; preto; cru; nínive; cru; terracota; nínive; cru; delírios; nínive; cru; preto; nínive; cru; nínive; cru; nínive; cru; terracota; delírios; preto; cru; nínive; cru; delírios; nínive; cru; nínive; preto; cru; nínive; terracota; cru; nínive; cru; delírios; terracota; preto; cru; nínive; cru; delírios; terracota; nínive; cru e nínive. A 28 cm do começo, parar.

Cachecol Pingouin

Esquema cachecol

Para fazer as franjas, lembre-se do esquema simples de colocação das franjas. Não faça franjas muito compridas, senão vai ficar parecendo um faroeste! Nem tão curtas, senão ficam espetadas. O melhor é fazer uma franja que fique com 4 a 5 cm. de comprimento. Eis o esquema:

Franja Crochê

 

Tenho umas receitas de cachecol para quem já tem um pouco mais de prática. Já vou postar…

Enquanto isso, divirtam-se!

 

Os novelos da minha infância

 Minha paixão por tricô e crochê é hereditária. Passando uns dias na casa dos meus pais, descobri uma preciosidade sem tamanho: a primeira revista Mon Tricot, de 1973. Isso mesmo, a primeiríssima, absolutamente bem conservada, cheirando à infância. Confesso que me emocionei ao me deparar com os projetos da minha mãe, anotações à beira das receitas, quando grávida de minha irmã mais velha. Vestidos justinhos de crochê, acessórios baratinhos, pequenas distrações.

Chamou-me a atenção a foto de três moças, com suas calças boca de sino, costurando uma colcha feita de infinitos quadradinhos tecidos com agulhas de crochê e tiras de pano. “Um projeto para ser feito entre amigas”, dizia a legenda da foto. As moças/mulheres pareciam cheias de tempo, já completados seus afazeres, para se dedicarem a uma tarde de crochê com as amigas. Tudo parecia mais calmo e mais macio… ou seriam meus olhos de criança?

Revendo aquelas revistas descobri que minha paixão pelo tricô talvez seja um resgate daquele tempo feliz da infância, no apartamento pequeno da Mooca, onde tudo era simples. Nas tardes de frio, novelos de lã. Nas tardes de calor, suco de fruta e bordados em bastidores pequenos. Tudo isso me conforta, inconscientemente, quando me sento para fazer meu tricô. A cada peça que surge, pronta, volta aquela sensação de aconchego e a certeza de que está tudo bem ou que pelo menos dará certo.

A ligação afetiva com as agulhas e novelos começou cedo e sei que continuará assim. Graças a minha mãe, que veio de uma família de “arteiras”. Espero também fazer minha parte nessa “correntinha” do bem e passar esse amor para as gerações seguintes.

Entre as receitas que encontrei e me encantei, na revista Mon Tricot número 3, uma muito atual e fácil, compartilho aqui:

 

Bolsa Carteira de tricô

Tamanho: 27cm x 14 cm.

Material: 120g de Pingouin Família de qualquer cor, ag. para tricô número 4 1/2.

Pontos empregados: ponto arroz: * 1 m., 1 t. *, desencontrando os pontos em cada carr.. A bolsa é feita com dois fios da lã juntos.

Execução: Montar 39 pontos e tric. em ponto arroz. A 28 cm do começo, rem.

Modo de armar: Dobrar a parte inferior do retângulo em 14 cm e fechar os dois lados. Dobrar a tampa da bolsa. Pregar colchetes de pressão para fechar a bolsa.

 

Toque pessoal: coloque um broche ou uma flor de crochê na aba da bolsa. Se quiser, também faça uma alcinha para colocar no pulso como uma pulseira, assim ela vira uma capanga. Faça numa cor bem viva, um azul royal ou vermelho, e coloque esse acessório numa cor contrastante. Fica linda!!