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Peças em Tricô – Gola e Miniponcho

Acabei mais dois projetinhos de tricô para usar já!

 

 

Este não é bem tricô, mas é muito interessante. Pode ser usado também como idéia pra fazer uma super gola. Usei o fio Rusticolor da Aslan, que é macio e tem um caimento perfeito. A receita está aqui.

 

 

 

Esse miniponcho ficou mais bonito do que eu imaginava. Foi feito com a mesma lã da bolsinha verde de tranças, que é a Festa, da Aslan (saiu de linha), mas fica perfeito com qualquer lã que seja um pouco mais grossinha e tenha bom caimento. Já tinha postado a receita aqui no blog faz uns dois meses. Veja aqui no site da Pingouin.

 

Os projetos não param! Estou acabando um coletão preto e uma blusa super diferente com o Pingouin Marte. Quando acabar, posto aqui!

Bolsinhas tricotadas

Dentre os meus projetos de tricô, recentemente incluí algumas bolsinhas. Achei muito legal porque dá pra tricotar rápido e da cor exata que a gente quer pra combinar com aquela roupa! Olha só:

 

Bolsinha vinho de linha

 

Para esta bolsinha, usei a Pingouin Bella. Muito fácil: cordões de tricô e uma trança no meio. As alças eu comprei prontas. Minha mãe me ajudou a colocar um forro e fechou a bolsa com uma carreira de pontos baixos de cada lado.

 

 

Carteira de fio de malha

 

Essa carteira de mão foi tricotada com fio de malha, aqueles usados para tricotar tapetes. Os pontos usados foram: cordão de tricô, arroz e barra 2/2. Porque foi feita com agulhas n.4 e o ponto bem apertado, o trabalho ficou firme e não precisou de forro. O toque especial ficou por conta do botão gigante.

 

 

Bolsa de lã verde

 

 

Achava que ia ficar estranho uma bolsa de lã, mas não é que ficou legal? A combinação de pontos eu fui inventando na hora e pegando algumas idéias de um livro de pontos japonês. Ficou leve e macia. O forro de chitão estampado com fundo verde e a alça transparente deixaram a bolsa brejeira e arrumadinha!

Customização de camisetas

Como seu sempre digo: temos que nos preparar para o verão antes de o verão chegar, claro. Por isso, já andei customizando umas camisetas. Bem fácil e simples, idéias que, quando feitas com capricho, produzem um visual lindo!

 

Camiseta Verde com Chitão

 

 

Idéia legal e econômica: a camiseta foi uma oferta do Carrefour (isso mesmo, o hipermercado) e me custou apenas R$5,99. Para a estampa, meio metro de chitão a R$4,99 o metro, lantejoulas pretas, miçangas vermelhas e vidrilhos em lilás. Contando as linhas de cada cor para costura, todo o material, incluindo a camiseta, saiu por mais ou menos R$15,00. Comece recortando a estampa. Escolha uma estampa não muito certinha, para que o efeito fique mais bonito e produza mais impacto. O recorte é o que dá mais trabalho. Use uma tesourinha para bordado e cuidado se for usar chita porque desfia muito. Depois de lavar e passar a camiseta e o tecido, eu usei a cola para tecido da Maryander, especialmente nas bordas, para evitar que o tecido desfiasse. Espere 72 horas para a cola secar totalmente. Agora, escolha pontos atrativos do seu desenho e use-os como molde para bordar as miçangas, os vidrilhos e as lantejoulas. Pode usar outras pedras também, como chatons e canutilhos, dependendo da sua estampa. Deixe algumas partes do tecido sem bordado, para não ficar muito pesado. E pronto! Aí está sua linda camiseta estampada e bordada, digna de qualquer vitrine de bom gosto! Veja abaixo alguns detalhes do bordado:

 

 

 

 

Camiseta Regata branca com Paetês

 

 

Esta camiseta é muito fácil também. Escolha o tom que você quiser de paetê (pode ser dourado ou prateado) e borde usando miçanguinhas transparentes (a agulha entra por baixo, por dentro do paetê, passa pela miçanguinha e volta por dentro do paetê – é a miçanguinha que segura o paetê). Escolha um paetê de tamanho médio ou pequeno (número 6 ou menos) porque fica mais bonito. Borde apenas um pedaço da peça para dar destaque: eu bordei apenas as alças na parte da frente. Mas podia ser a barra, só uma das alças, uma faixa no meio, você decide!

 

Blusa Verde com Vidrilhos e Paetês

 

 

 

Essa é para quem já tem alguma intimidade com bordado com pedrarias. A faixa que destaca o busto foi contornada com vidrilhos no ponto torçaide, em cima e embaixo. Uma fileira com paetês dourados número 4, em cima e embaixo, e uma fileira de paetês quadrados no meio para destacar. O torçaide fica bonito porque fica em alto relevo e é os vidrilhos são perfeitos para usar com esse ponto. Já o brilho dos paetês é quase líquido, dando um contraste bem legal com a textura dos vidrilhos. Dá uma olhada no detalhe:

 

 

 

Agora é com vocês! Procurem uma peça dentro do guarda-roupa que esteja precisando de um carinho…

E mãos à obra!

Ainda dá tempo…

Ponto Alto - Aslan

O frio está indo embora (pelo menos de São Paulo) mas ainda dá tempo de tricotar algumas coisas. Agora, sim, achei a lã grossa que todos procuravam: é a Ponto Alto, da Aslan. Um detalhe, porém, relevante: é caríssima. Não são novelos, são meadas, e leva-se pelo menos umas 20 para tricotar um cachecol pequeno. mas tá valendo. Faça o seu rapidinho.

Outra idéia é tricotar uma gola. Essa seria a minha sugestão, porque além de ficar mais barata, dá pra brincar com ela em vários looks, mudando a cara de outras blusas de lã ou usando como “cachecol”.

Encomende a sua pelo site: www.aslan.com.br. Ou vá até a 25 e divirta-se.

Vamos à receita da gola:

Material: 5 meadas de lã Ponto Alto da Aslan. Agulha para tricô 15mm.

Ponto Empregado: barra 2/2 (2 t., 2 m.)

Execução: O número de pontos vai depender de quão frouxa você quer a gola. Se você quiser que ela fique caidinha, calcule mais ou menos 40 pontos. Tricote até atingir uns 25 centímetros, mais ou menos. Se quiser que fique uma gola rulê, dobre a quantidade de lã, acrescente mais uns 10 pontos e tricote por pelo menos 50 cm. Fica farta e bonita. É muito fácil de fazer.

Outras receitas que podem ser adaptadas. É só fazer uma amostra usando agulhas 15, 18 ou 20:

 

Miniponcho Splendor – Tamanho 30 cm x 80 cm

MATERIAL – PINGOUIN SAFIRA: 3 nov. na cor 1841 (m. asteróide); ag. para tricô PINGOUIN nº 8.

PONTOS EMPREGADOS – Ponto Arroz: Direito: * 1 t.; 1 m. *. Avesso: desencontrar os p. *1 m.; 1 t. *.

AMOSTRA – Um quadrado em p. arroz com o fio usado triplo e ag. nº 8  = 10 p. x 18 carr.

EXECUÇÃO: Montar 30 p.  com o fio usado triplo e tric. em p. arroz durante 80 cm. Rem. acompanhando os p.

MODO DE ARMAR: Fechar a peça conforme o diagrama, costurando o final da peça tricotada  na lateral. Unir na lateral e a peça está pronta. É muito fácil!

 

 

Pala Manzoni – Tamanho único

MATERIAL – PINGOUIN SAFIRA: 2 novelos na cor 5305 (m. júpiter); ag. para tricô PINGOUIN nº 5; 5 botões.

PONTOS EMPREGADOS – Cordão de tricô direito e avesso em t.

AMOSTRA – Um quadrado de 10 cm em cordão de tricô = 19 p. x 30 carr.

EXECUÇÃO: A peça é feita começando pela beirada do lado direito. Montar 50 p. e tric. em cordão de tricô. A 2 cm do início, formar as 5 casas para botão trabalhando da seguinte maneira: 3 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 8 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 9 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 9 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 9 t., 1 laç., 2 p. juntos em t., 2 t. Trabalhar mais 2 carr. em t. Em seguida, trabalhar em carr. encurtadas da seguinte maneira: 1ª carr. (avesso): 22 t., voltar. 2ª carr.: 22 t. 3ª carr.: 34 t., voltar. 4ª carr.: 34 t. 5ª carr.: 50 t. 6ª carr.: 50 t. Repetir da 1ª à 6ª carr. mais 44 v. Trabalhar agora em cordão de tricô sobre todos os p. por 3 cm. Rem.

MODO DE ARMAR: Pregar os botões.

É só isso!!! Fácil demais!!! E junta duas tendências: o tricô e os botões.

Falando em tricô… pink!

Lã Pink

Taí uma cor que, se você gosta, favorece todo tipo de mulher. Qualquer idade e corpo pode usar uma peça ou um look total em pink. Fica divertido, feminino sem ser garotinha e chama a atenção. Acho interessante colocar essas cores de primavera num figurino de frio. Além de dar uma esquentada, lembra que ainda há pouco foi primavera e logo, logo o calor estará aí de novo. Uma nostalgia boa.

Se você quiser escolher uma cor para tricotar seu cachecol, estola ou etc, etc, talvez seja uma boa opção. É uma cor “ame-a ou deixe-a”, portanto, caia de cabeça ou fuja. Não existe meio termo com pink.

Vi por aí uma série de fotos de famosas em alta usando look total, peças ou acessórios em pink. Mas não acho, como já disse antes, que isso seja, por si só, uma definição do que nós podemos ou queremos usar. Se alguém nunca gostou dessa cor e viu a Sarah Jessica Parker com um bolero pink, não precisa sair correndo para comprar um. Claro que o que a gente vê mexe com a nossa cabeça, mas é o fim do mundo querer uma coisa só porque “todo mundo está usando”. Há quem viva assim, eu não. Engraçado, comentei com uma amiga minha quando, no auge do verão e da onda azul “bic”, fomos comprar uma saia e a vendedora mostrou logo a azul. Reproduzo o diálogo, muito simples:

– Olha a azul! Tá todo mundo usando! (vendedora)

– É por isso mesmo que eu não quero! rs (eu)

Não é uma questão de princípios, nem de ser do contra. É simplesmente a vontade de não usar uma coisa SÓ porque todo mundo está usando. Moda não é só isso e não é assim que a gente mostra personalidade. Se eu gostasse da cor azul bic, compraria a saia e faria uma customização para que ela ficasse com a minha cara: colocaria uma flor em algum lugar, passamanarias ou sianinhas coloridas e, de repente, a sainha azul que “todo mundo estava usando” teria ficado só com a minha cara.

Dá pra pegar algumas peças chave da estação, como cintura alta ou manga e saia balonê, e não parecer um clone de um editorial de moda. Dá pra usar com personalidade. Quer uma balonê? Use. Casaquinho fofinho? Tudo bem. Mas arrume o cabelo, faça uma maquiagem, coloque um brinco de 20 anos atrás junto. O que você veste tem que contar um pouco da sua história de vida e mostrar quem é você. Um corpo coberto de um monte de “tendências” enterra a personalidade de vez.

Tricô!!

 

2nd Floor - Lucas Nascimento

Eu AMO tricô. Se o dia tivesse 50 horas, passaria pelo menos 30 delas sentada, tricotando. Numa semana dessas, passei tantos dias fazendo tricô que meus dedos ficaram doloridos e com calos. Fui obrigada a dar um tempo mas aquelas agulhas me chamavam insistentemente…

Tem um ponto bem grandão feito com uma agulha que mais parece um cabo de vassoura que é a cara nova da malha tricotada. É linda e, vantagem das vantagens, facílima de fazer. Iniciantes na arte, como eu, sempre procuram peças de grande impacto e pouca complicação, para não desanimar logo de cara.

Uma sugestão que funcionou muito comigo: pegue uma lã ou linha bem grossa, agulhas largas e trabalhe em cordões de tricô (se você já tem alguma noção sabe do que estou falando). Trabalhe peças retas, como cachecóis, estolas e ponchos, assim você não vai precisar quebrar a cabeça contando pontos e fazendo diminuições e aumentos. Eu sou uma negação para números e evito-os ao máximo.

Essas peças grandes, de pontos gigantescos, dão um efeito bárbaro em qualquer produção basiquinha: uma cacharel, uma calça justa, uma sapatilha e, elemento surpresa, uma estola de tricô feita por você! Ainda dá tempo de tricotar uma para o inverno deste ano…

Leia a matéria sobre o Lucas Nascimento, tricoteiro fashion, publicada na Folha de São Paulo no dia 8 de abril de 2008:

 

Um tricoteiro de mão cheia – Com suas maxilãs, Lucas Nascimento fascina os fashionistas brasileiros e estrangeiros

por Camila Yahn, em Londres

 

É normal que os profissionais da moda sejam reconhecidos por seu talento como estilistas, por sua beleza ou até mesmo por suas amizades com celebridades e pessoas influentes. No caso de Lucas Nascimento, o que o colocou no centro das atenções foram seus megatricôs e cachecóis vistos nos desfiles das grifes 2nd Floor e Amapô, na São Paulo Fashion Week, em janeiro. Isso mesmo. Lucas é tricoteiro. Aos 28 anos e radicado na Inglaterra, ele aposta alto na profissão, pouco reconhecida e muito menos badalada.

Em Londres, onde vive desde 2001, Lucas cursa o último período da faculdade Fashion Design for Knitwear (design em tricô), no London College of Fashion, uma das escolas de moda mais prestigiosas da Inglaterra. Quando terminar, ele planeja fazer o mestrado, a convite da diretora do colégio.

Paralelamente, ele é assistente do mestre do tricô Sid Bryan, que cria e produz peças para grifes como Alexander McQueen e Prada. Com Sid, Lucas participou da criação de roupas para Giles Deacon, Jonathan Saunders, Armand Basi e Jasper Conran, todos nomes quentes da moda britânica.

Na última edição da London Fashion Week Lucas assinou seus primeiros trabalhos solo. Fez os tricôs da marca Theatre de la Mode e a jaqueta de fitas de videocassete para o desfile da dupla Basso & Brooke. A jaqueta demorou uma semana para ficar pronta. “E isso porque trabalhei 14 horas por dia”, ele conta, em seu estúdio no descolado bairro de Shoreditch.

Para fazer os megatricôs grossos vistos nos desfiles da 2nd Floor e da Amapô, Lucas usa agulhas gigantes de até 25 mm de diâmetro. A lã muito grossa, como a usada para a Ellus, chama-se Merino Wool e pode custar até R$ 500 o rolo. Portanto, suas peças são sempre muito caras. “No verão é mais fácil de vender, pois uso materiais mais leves, e as peças levam menos tecido, o que diminui o custo”, diz.

O gosto de Lucas pelo tricô é quase hereditário. Desde criança, quando ainda morava em Bonito (MS), ele observava sua mãe “tricotar sem parar”. Aos 11 anos, já era um minitricoteiro.

Adolescente, sabia muito bem o que queria fazer da vida e, aos 20 anos, mudou-se para Londres, a fim de aperfeiçoar seu trabalho. Passou os três primeiros anos como assistente do designer Ziad Ghanem e, de lá, foi trabalhar em um dos brechós mais disputados da cidade, o Beyond Retro.

Nessa época começou a estudar e largou o emprego. Durante o dia frequentava o colégio e, à noite, trabalhava atrás do balcão do George & Dragon, um pub pequenino e original, frequentado por stylists, artistas, modelos e estilistas famosos. Esse contato com tanta gente interessante, e a sua cabeleira negra, colocou Lucas no mapa fashion da cidade. Ele já foi um dos escolhidos para participar de um editorial da revista “Pop” que apontava as personalidades mais bacanas da moda. Apareceu na revista ao lado de Kate Moss e Raquel Zimmermann.

Aos poucos, começou a conquistar seus próprios clientes. “Estou numa posição privilegiada, em que posso desenvolver vários projetos para marcas diferentes. É fascinante como cada designer tem um processo criativo diferente do outro. Estou aprendendo muito.”

Voltar a morar no Brasil, por enquanto, não faz parte de seus planos. “Estou completamente adaptado em Londres e muito feliz por poder trabalhar para marcas brasileiras mesmo vivendo fora do país”, afirma.