Todos os artigos de Renata Tufano

Tradutora, escritora, viajante, curiosa. Essa sou eu.

Minha vida com as palavras

Estou de volta. Deixei este espaço por um momento, mas senti saudades. Estou aqui para dividir minhas experiências, momentos e palavras.

Palavras.

Há mais de dez anos, trabalho com as palavras. Na verdade, me apaixonei pelo exercício da palavra no momento que traduzi a primeira frase. A profissão me escolheu. A profissão de escritora. Traduzo literatura infanto-juvenil, minha paixão, amo o que leio e amo o processo da tradução. E foi através dele que a escrita começou a entrar nas minhas veias. Pois traduzir é escrever, criar. Todo tradutor é também escritor.

Na aba Tem coisa que só sai da gente por escrito lá em cima, tem um pouco do meu trabalho. Dá uma olhada!

Em 2012, publiquei minhas primeiras palavras, Quando o Sol Encontra a Lua, pela Editora Moderna. Uma história de amor, uma história universal, uma paixão adolescente daquelas que nos fazem acreditar que podemos mudar o mundo.

CAPA qnd o sol-1 menor

Eu, quando escrevo, me apaixono. E só consigo escrever porque estou apaixonada. É essa sensação que eu gostaria que meus leitores tivessem: esse momento, mesmo que seja apenas um instante, que acreditamos que tudo tem jeito, que a vida é linda e que tudo vai dar certo.

Então, este blog vai dar uma mudada. Para melhor. Porque mudar faz parte da vida e faz muito bem. E eu espero que você me acompanhe. Vai ser bom. 🙂

Viajar pra dentro da gente

 A gente viaja pra conhecer lugares novos, comer comidas novas e, se der sorte, até conhecer pessoas novas. A gente vai com a certeza que encontraremos um monte de coisas diferentes e que vamos trazer lembranças e várias histórias pra contar. Mas o que eu vejo, na maioria das vezes, é que uma viagem, dessas de verdade, que tiram a gente da zona de conforto e nos colocam em situações que às vezes nem gostaríamos muito, muda mesmo o lugar de onde a gente saiu. Quando voltamos, o apartamento não é mais o mesmo, nossas roupas encontraram outro significado, até o gosto da mesma comida de sempre é diferente. Viajar muda o mundo dentro da gente. E é por isso que faz tão bem: a gente traz com a gente outros mundos pra morar embaixo do mesmo teto, pessoas, gostos, paisagens, que nunca mais sairão de dentro de nós. Quando a gente começa a viajar, a gente não para mais. E isso não significa ir para a Europa todo ano ou até pro interior, ou pra praia, ou até mesmo sair do lugar. Com tantos lugares dentro da gente, conseguimos projetar na nossa vida uma mudança diária, um maravilhamento, uma sensação que as coisas estão, sim, diferentes. Muitas vezes pra melhor. E se a gente parou pra fotografar o por do sol em Santorini, porque não parar para observar o por do sol que se desenrola todos os dias bem diante da nossa janela?