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Omaguás – Uma Praça com Arte e Muitas Histórias

Tem uma pracinha em Pinheiros que passa quase despercebida nos dias da semana para os mais desatentos. Cheia de árvores frondosas e antigas, é um ótimo lugar para ler um livro ou revista, já que fica bem em frente da Fnac Pinheiros. Também é um bom lugar para namorar, bater um papo… Seria melhor se fosse um pouco mais policiado, pois em algumas ocasiões há pessoas ali que podem causar distúrbio a essa paz.

Mas vamos para o lado bom: no fim de semana, mais precisamente no domigo, acontece ali uma feira de artesanato diferente, pois junta também música ao vivo, sempre com convidados muito especiais. Neste domingo, foi a vez do Chorinho na Praça com o Conjunto Retratos:

 

 

Mas o meu maior interesse é na produção artística mesmo, encontrar produtos interessantes e pessoas brilhantes e aqui estão elas:

 

Marlene – Arte em Seda

Há 8 anos, a Marlene vive de pintar seda. Começou como estagiária num atelier de pintura, desenvolveu a própria técnica e voilá! Além do panô ao lado dela na foto, ela também faz cintos, faixas para a cabeça, vestidos, camisetas e roupas para criança. Um trabalho finíssimo. Além da Praça dos Omaguás no domingo, também expõe na Benedito Calixto aos sábados. Tem site e manda a peça pra você: www.lilimarlene.com.br

 

 

Paulina – Arte em Vidro

A Paulina é uma chilena que ja mora no Brasil há 19 anos e trabalha com vidro, reciclado ou reaproveitado. Utiliza duas técnicas diferentes para confeccionar as peças: a Barcelona, que imita vitral, e a Murano, que imita as decorações dos famosos vidros italianos. Também faz bordado e aplicações de vidro. O que eu achei mais legal é o trabalho com garrafas de vidro antigas, como essas de Coca-Cola. Além disso, se você tiver uma garrafa de estimação, pode levar pra ela que ela pinta e borda! Contato: (11) 8204-2325 ou paulina.ateliertrazluz@hotmail.com. Também expõe na Benedito Calixto aos sábados.

 

 

Hilton – Arte em Havaianas

 

Somos todas loucas por sandálias Havaianas, né? Então pode pirar no trabalho do Hilton! Esse pernambucano que está em São Paulo há 9 anos faz tiras de havainas de tecido, encapa pulseiras e colares de bolinhas que dão um up em qualquer produção basiquinha! E como agora liberou geral a bijuteria grande, se jogue mesmo nos colarzões! E havainas nos pés! Pode mandar email que ele manda as havaianas pra você onde você estiver: pedechineloacessorios@hotmail.com ou (11) 9661-5748. Também expõe na Benedito Calixto aos sábados.

 

 

Maria Helena – Arte em Customização de Bolsas

 

A D. Maria Helena tem uma história linda: depois de fazer dois anos da faculdade de direito, largou tudo e foi seguir seu sonho: ser artista. Começou se formando em Educação Artística e dando aula. Até que um dia, a vida lhe pregou um susto: foi diagnosticada com Mal de Parkison. Os alunos começaram a perceber sua mão tremendo e pediam pra ela não ficar nervosa. E aí que ela ficava! “Cansei de explicar! E resolvi parar de dar aula”, conta ela. Isso foi há 8 anos. Numa véspera de Natal, achou um saquinho de juta que tinha sido embrulho de presente e começou a decorá-lo. Gostou tanto da brincadeira que comprou 50 saquinhos e decorou-os todos num só dia! E, no dia seguinte, vendeu 35 de uma vez! Depois disso, não parou mais. Hoje, compra bolsas prontas e “cruas” e customiza, utilizando o que estiver à mão. Além disso, também trabalha com restos de confecções de lingerie e sobras de tecido. Mas ela também faz as próprias bolsas, como essa de babados cor de rosa logo em primeiro plano na foto. Todas peças únicas. Pra encontrar com ela e conhecer seu trabalho, tem que ir pessoalmente na Benedito Calixto aos sábados ou na Praça dos Omaguás aos domingos. Garanto que vale a pena! Além do trabalho ser LIN-DO (pasmem, ela já fez bolsas pra Ópera Rock e outras grifes badaladas da Oscar Freire) a D. Maria Helena é uma simpatia total! Estava acompanhada da mãe, uma sorridente senhora de 92 anos! Lindas!

 

 

Larrisa – Arte em Crochê

 

Desde menina, Larissa já brincava com fios e linhas. Fez macramê, camisetas, tie-dye e, quando ficou grávida, há seis anos, descobriu o crochê. E não largou mais. Algumas de suas peças misturam crochê com chita e ela tem um ponto lindo! Tudo certinho, sem nenhuma linha pendurada! Os bolerinhos, então, são um primor! Agora, pra primavera/verão, arrasam em cima de qualquer vestidinho básico ou mesmo em cima de uma camiseta. Já confeccionou peças para marcas famosas, inclusive a francesa Rossignol, que é a marca das Olimpíadas de Inverno. Vale muito a pena conhecer o trabalho dela, que é formada em Turismo e Yoga. Linda desse jeito, ficou toda tímida na hora da foto! Contato: (11) 9870-1125 ou larissakarpo@yahoo.com

 

 

Fim (por enquanto) das minhas aventuras na Praça dos Omaguás. Mas com certeza ainda vou falar muito dessa feirinha tudo-de-bom, onde a gente conhece histórias geniais e trabalhos lindos. Ou seria histórias lindas e trabalhos geniais? A feira também tem site: www.feiraomaguas.com.

 

Lindo, meigo, fofolete!! Detalhe do trabalho da Dona Maria Helena
Lindo, meigo, fofolete!! Detalhe do trabalho da Dona Maria Helena

Peças em Tricô – Gola e Miniponcho

Acabei mais dois projetinhos de tricô para usar já!

 

 

Este não é bem tricô, mas é muito interessante. Pode ser usado também como idéia pra fazer uma super gola. Usei o fio Rusticolor da Aslan, que é macio e tem um caimento perfeito. A receita está aqui.

 

 

 

Esse miniponcho ficou mais bonito do que eu imaginava. Foi feito com a mesma lã da bolsinha verde de tranças, que é a Festa, da Aslan (saiu de linha), mas fica perfeito com qualquer lã que seja um pouco mais grossinha e tenha bom caimento. Já tinha postado a receita aqui no blog faz uns dois meses. Veja aqui no site da Pingouin.

 

Os projetos não param! Estou acabando um coletão preto e uma blusa super diferente com o Pingouin Marte. Quando acabar, posto aqui!

Tricomania

Encontrei um site A-LU-CI-NAN-TE com receitas e idéias de tricô e crochê maravilhosas! Embora seja todo em inglês, mesmo para quem não conhece o idioma mas já tem uma certa intimidade com linhas e agulhas, pode arriscar sem medo! Receitas explicadinhas, muita criatividade e até algumas lãs e receitas à venda, pra quem não se contentar com pouco.

Dá uma olhada nessas bolsinhas e veja se não são apaixonantes:

 

CORRE LÁ!

Como as pessoas se vestiam

Mary Cassatt - Lydia fazendo crochê
Mary Cassatt – Lydia fazendo crochê

Para quem estuda literatura ou mesmo para quem gosta de ler, é muito interessante prestar atenção à descrição dos detalhes e costumes do passado. Lendo os clássicos da literatura universal, podemos pescar algumas coisas que exemplificam esses hábitos, hoje desaparecidos, que antigamente até mesmo “classificavam” a classe e origem social da pessoa.

As mulheres deviam ser prendadas, saber costurar, bordar, consertar e isso nem faz tanto tempo assim. Fora a parte que denota uma certa imposição de fazer as mulheres ficarem dentro de casa, acho super útil que saibamos costurar, bordar e consertar. Para nós mesmas, para podermos ser auto-suficientes e não ficar dependendo de alguém para dar um simples pontinho ou pregar um botão. Claro que hoje não é mais exigência que uma boa moça de família borde todo o seu enxoval – incluindo lençóis e toalhas com monogramas – mas acho lindo quem tem disposição e arruma um pouco de tempo para bordar aos pouquinhos um detalhe aqui e outro ali da sua casa.

“Mas as mulheres trabalham, são sempre tão ocupadas, quem consegue bordar???”, perguntariam alguns. Eu respondo: nós arranjamos tempo para o que queremos, fazemos nossos planos e arranjos para contemplar nossos desejos. Quando uma pessoa diz que não teve tempo para fazer algo que ela deseja muito, é necessário se perguntar o que está faltando para o desejo se concretizar. Planos simples, como fazer ginástica ou começar um hobby, dependem da nossa força de vontade. Temos que mandar a preguiça ir passear e começar a nos organizar.

Organização, para algumas pessoas, acabou virando sinônimo de chatice. Eu acho que a organização, além de ser necessária inclusive para o nosso prazer, não deve ser encarada como uma vilã. É bom organizar, ter as coisas arrumadinhas, tempo para nós mesmos, disposição para experimentar coisas novas. Temos que assumir a responsabilidade por nossa própria organização de vida, e não deixar que outras pessoas assumam o ônus de cuidar da gente (isso serve para todos aqueles que já tenham condições e formação suficientes).

Por outro lado, ajuda, carinho e uma dose de interesse alheio não fazem mal nenhum. Mal é sentir-se confortável em depender do outro, não buscar seus próprios méritos e não retribuir com carinho o carinho do outro. Para alguns, carinho é dar um presente. Para outros, é dispender uma hora do dia para ouvir o problema de um amigo. Temos que saber entender o carinho do outro.

Puxa, isso foi longe. Comecei falando de como as pessoas se vestiam no passado e acabei falando de relacionamento. Engraçado é que, sempre que falo do passado, essas pequenas atenções me vêem à mente, sorrateiras. Será que tudo isso ficou no passado? Tenho certeza que não. Meus amigos (pouquíssimos, claro) me provam todos os dias que ainda dá pra amar sem grudar, ter carinho sem dar presentes milionários e ajudar um pouquinho, nem que seja emprestando o ombro e o ouvido.

Bolsinhas tricotadas

Dentre os meus projetos de tricô, recentemente incluí algumas bolsinhas. Achei muito legal porque dá pra tricotar rápido e da cor exata que a gente quer pra combinar com aquela roupa! Olha só:

 

Bolsinha vinho de linha

 

Para esta bolsinha, usei a Pingouin Bella. Muito fácil: cordões de tricô e uma trança no meio. As alças eu comprei prontas. Minha mãe me ajudou a colocar um forro e fechou a bolsa com uma carreira de pontos baixos de cada lado.

 

 

Carteira de fio de malha

 

Essa carteira de mão foi tricotada com fio de malha, aqueles usados para tricotar tapetes. Os pontos usados foram: cordão de tricô, arroz e barra 2/2. Porque foi feita com agulhas n.4 e o ponto bem apertado, o trabalho ficou firme e não precisou de forro. O toque especial ficou por conta do botão gigante.

 

 

Bolsa de lã verde

 

 

Achava que ia ficar estranho uma bolsa de lã, mas não é que ficou legal? A combinação de pontos eu fui inventando na hora e pegando algumas idéias de um livro de pontos japonês. Ficou leve e macia. O forro de chitão estampado com fundo verde e a alça transparente deixaram a bolsa brejeira e arrumadinha!

Customização de camisetas

Como seu sempre digo: temos que nos preparar para o verão antes de o verão chegar, claro. Por isso, já andei customizando umas camisetas. Bem fácil e simples, idéias que, quando feitas com capricho, produzem um visual lindo!

 

Camiseta Verde com Chitão

 

 

Idéia legal e econômica: a camiseta foi uma oferta do Carrefour (isso mesmo, o hipermercado) e me custou apenas R$5,99. Para a estampa, meio metro de chitão a R$4,99 o metro, lantejoulas pretas, miçangas vermelhas e vidrilhos em lilás. Contando as linhas de cada cor para costura, todo o material, incluindo a camiseta, saiu por mais ou menos R$15,00. Comece recortando a estampa. Escolha uma estampa não muito certinha, para que o efeito fique mais bonito e produza mais impacto. O recorte é o que dá mais trabalho. Use uma tesourinha para bordado e cuidado se for usar chita porque desfia muito. Depois de lavar e passar a camiseta e o tecido, eu usei a cola para tecido da Maryander, especialmente nas bordas, para evitar que o tecido desfiasse. Espere 72 horas para a cola secar totalmente. Agora, escolha pontos atrativos do seu desenho e use-os como molde para bordar as miçangas, os vidrilhos e as lantejoulas. Pode usar outras pedras também, como chatons e canutilhos, dependendo da sua estampa. Deixe algumas partes do tecido sem bordado, para não ficar muito pesado. E pronto! Aí está sua linda camiseta estampada e bordada, digna de qualquer vitrine de bom gosto! Veja abaixo alguns detalhes do bordado:

 

 

 

 

Camiseta Regata branca com Paetês

 

 

Esta camiseta é muito fácil também. Escolha o tom que você quiser de paetê (pode ser dourado ou prateado) e borde usando miçanguinhas transparentes (a agulha entra por baixo, por dentro do paetê, passa pela miçanguinha e volta por dentro do paetê – é a miçanguinha que segura o paetê). Escolha um paetê de tamanho médio ou pequeno (número 6 ou menos) porque fica mais bonito. Borde apenas um pedaço da peça para dar destaque: eu bordei apenas as alças na parte da frente. Mas podia ser a barra, só uma das alças, uma faixa no meio, você decide!

 

Blusa Verde com Vidrilhos e Paetês

 

 

 

Essa é para quem já tem alguma intimidade com bordado com pedrarias. A faixa que destaca o busto foi contornada com vidrilhos no ponto torçaide, em cima e embaixo. Uma fileira com paetês dourados número 4, em cima e embaixo, e uma fileira de paetês quadrados no meio para destacar. O torçaide fica bonito porque fica em alto relevo e é os vidrilhos são perfeitos para usar com esse ponto. Já o brilho dos paetês é quase líquido, dando um contraste bem legal com a textura dos vidrilhos. Dá uma olhada no detalhe:

 

 

 

Agora é com vocês! Procurem uma peça dentro do guarda-roupa que esteja precisando de um carinho…

E mãos à obra!