Inspiração para a coragem

O Talibã tentou me matar e fracassou. Agora estou certa de que as pessoas não querem me matar. Eles entenderam que minha causa é a educação. Mesmo se eu for baleada, a minha causa não deve mudar com a minha morte. Essa causa nunca vai morrer. Além disso, as pessoas não precisam temer a morte. Eu vi a morte na minha frente e agora já não tenho mais medo dela. 

Leia aqui a entrevista completa.

Leia aqui o primeiro capítulo de “Eu Sou Malala”, a autobiografia de Malala Yousafzay, a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz.

O Presente de Anna

Minha tradução mais recente já está disponível nas livrarias!

download

Anna é uma menina de nove anos que vive com a família na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Embora não sejam judeus, o pai percebe que a situação pode ficar complicada para qualquer pessoa que estiver no país, e uma oportunidade aparece: um tio morre no Canadá, deixando uma herança e uma casa para a família, que se muda para lá. Anna nunca foi perfeita como seus irmãos: ela é considerada esquisita e desajeitada. Ninguém perde a oportunidade de zombar dela, nem em casa nem na escola. Diante da mudança, Anna se vê desesperada: como ela vai aprender a viver num novo lar e falar uma nova língua, num país com hábitos desconhecidos, quando nem mesmo conseguiu ser aceita no país em que nasceu? Anna ainda não sabe, mas um médico, uma professora e um grupo de alunos especiais vão mudar não apenas sua vida, mas a de toda a sua família.

Publicação da Editora Melhoramentos.

Disponível para pronta-entrega pela Saraiva.

Olhe para o céu

Quando penso na arte romântica, nas paisagens bucólicas europeias do século 18 e 19, na figuração não geométrica e não abstrata, nas metáforas visuais do mundo ideal, idílico e por vezes alegórico dos quadros de enormes proporções desse período, eu sempre acabo fugindo do espaço entre molduras. A arte romântica de Turner, por exemplo, com suas aquarelas macias, quase palpáveis, me dão vontade de fechar o livro e correr para a janela. Especialmente quando o dia está acabando naquela luz avermelhada e quente, naquele azul quase lilás que aparece entre nuvens, como se fosse o vento refrescante suavizando as matizes solares.

Sempre me lembro de um ditado francês que diz: “Quand le doigt montre le ciel, l’imbécile regarde le doigt”. “Quando o dedo aponta o céu, o imbecil olha para o dedo”. A arte, para mim, é o dedo. Especialmente a arte romântica das grandes paisagens de proporções monumentais, os jardins assimétricos, as fontes de água que borbulham, representando o sem-fim dos ciclos da vida. Quando olho para Turner, tenho vontade de olhar para o céu.

De uma forma menos literal, entretanto, pode-se entender que o objetivo maior da arte é, também, apontar para coisas mais difíceis de enxergar: medos, dúvidas, verdades. Transcender a arte é treinar o olhar para fazer o caminho do dedo para o céu. Quem se estratifica no contexto e na interpretação olha demais para o dedo. Sim, essas duas coisas são importantes mas não são o principal. Elas apontam o caminho do olhar, do coração, do verdadeiro propósito de toda e qualquer obra de arte: expandir horizontes. Mesmo que sejam os horizontes dentro da gente.

A gente nunca fica do mesmo tamanho depois de olhar para uma obra de arte.

Design a site like this with WordPress.com
Iniciar