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Inspiração para ‘vestir a memória de momentos mágicos’

 

“As roupas são composições que protegem e agasalham o corpo, mas que também podem (e devem) vestir a nossa memória de momentos mágicos. A roupa não é silenciosa. Ela dialoga. Mas apenas com quem entende sua linguagem. A roupa é como a música, o perfume ou uma obra de arte: imediatamente nos traz uma lembrança, uma sensação, uma emoção…”

Paula Acioli

no livro A menina que conversava com as roupas – Editora Memória Visual

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Você está comprando o quê?

 

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Quando você compra uma roupa nova, está comprando o quê? Auto-estima pret-a-porter? Felicidade em 3 prestações? Alguns pontinhos num coração partido?

Conheço muitas pessoas que sabem que compram como mecanismos de compensação. “Ninguém me comprou um presente, então me dou um”, “Eu estou infeliz, vou me fazer feliz”, “Não cabe mais nada no meu guarda-roupa, mas eu adorei e vou levar”, “Não tenho onde usar, mas quero comprar”. Frases assim podem ser repetidas à exaustão mas isso não as transformará em verdades.

Comprar uma roupa, um sapato ou uma bolsa pode ser uma necessidade ou um gosto, mas cuidado se você perceber que está sendo uma muleta pra manter você andando apesar de alguns problemas que poderiam ser resolvidos ou contornados de outra maneira. Uma conta no vermelho ou endividar-se até o pescoço não me parece uma boa solução para nenhum tipo de aflição.

Na hora da compra, do pseudo-alívio imediato, PARE e pense. Pense no seu guarda-roupa, pense nas suas combinações, pense no que você tem e que é até parecido com isso que você quer comprar. Um guarda-roupa arrumadinho e organizado vai deixar esse mecanismo mais fácil. E pense: se você mora num lugar pequeno, provavelmente não tem um tipo de vida que exija trajes e mais trajes (comigo é assim e fico satisfeita com isso). Saber rearranjar o guarda-roupa e montar looks e combinações diferentes é uma arte que requer treino e organização. Mas vale MUITO a pena e te deixa mais esperta. 😉

Se nada disso te fez parar, pense de novo em como você está se sentindo e em como você se sentirá amanhã, depois de fazer as contas. Se mesmo assim, você ainda decidir entrar, experimentar (aqui também dá pra pensar muuito) e comprar, aí é com você. Não precisamos de rios de dinheiro para andarmos bem vestidas, precisamos de inteligência e sagacidade pra perceber que não é porque o vestido está R$39,90 que precisamos dele. Comprar uma coisa que está barata SÓ porque está barata não é ser esperta.

Da próxima vez que sair pra olhar e se interessar por algo, pense no que está comprando: uma peça bonita, que combina com o que você já tem, que está num preço justo e que você pode fazer bom uso, ou um quase remedinho anti-alguma coisa que está te incomodando? Isso vai fazer uma baita diferença.