Amor romântico e amor genuíno
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Amor romântico e amor genuíno
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“Sentir solidão não é estar só; é estar vazio.”
Sêneca*
* Lúcio Aneu Séneca ou Sêneca foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano.
(4 a.C., Córdova, Espanha – 65 d.C., Roma, Itália)
A gente viaja pra conhecer lugares novos, comer comidas novas e, se der sorte, até conhecer pessoas novas. A gente vai com a certeza que encontraremos um monte de coisas diferentes e que vamos trazer lembranças e várias histórias pra contar. Mas o que eu vejo, na maioria das vezes, é que uma viagem, dessas de verdade, que tiram a gente da zona de conforto e nos colocam em situações que às vezes nem gostaríamos muito, muda mesmo o lugar de onde a gente saiu. Quando voltamos, o apartamento não é mais o mesmo, nossas roupas encontraram outro significado, até o gosto da mesma comida de sempre é diferente. Viajar muda o mundo dentro da gente. E é por isso que faz tão bem: a gente traz com a gente outros mundos pra morar embaixo do mesmo teto, pessoas, gostos, paisagens, que nunca mais sairão de dentro de nós. Quando a gente começa a viajar, a gente não para mais. E isso não significa ir para a Europa todo ano ou até pro interior, ou pra praia, ou até mesmo sair do lugar. Com tantos lugares dentro da gente, conseguimos projetar na nossa vida uma mudança diária, um maravilhamento, uma sensação que as coisas estão, sim, diferentes. Muitas vezes pra melhor. E se a gente parou pra fotografar o por do sol em Santorini, porque não parar para observar o por do sol que se desenrola todos os dias bem diante da nossa janela?
A Espera – Cícero Dias – 1932 – Acervo do Itaú Cultural
Às vezes, existe um vazio dentro da gente. Ele pode ser grande, enorme ou apenas um pequeno incômodo. Geralmente, todos nós queremos preencher esse vazio.
Muitos preenchem com roupas, acessórios e coisas que a gente pode colocar sobre o corpo. Essa é uma forma perigosa de preencher o que falta, porque quanto mais você se enche de coisas, mais vazio vai ficar o seu bolso. E o que é pior: vai sempre faltar algo.
Outra forma é tentar saber tudo, ler tudo, assimilar tudo. Ver todos os filmes, ler todos os livros, conhecer todas as pessoas ‘relevantes’. Também é uma busca sem fim. Sempre vai haver algum assunto no qual vamos ser ignorantes ou algum autor de quem nunca ouvimos falar. Entendam bem, não sou contra o conhecimento. Sou contra o esnobismo intelectual que exclui pessoas e faz com que esqueçamos de nós mesmos. Pensar demais pode ser um problema…
Mas, na maioria das vezes, esse vazio que todo mundo tenta preencher loucamente precisa existir. É parte do equilíbrio. Aceitar esse vazio é aceitar a dualidade de todas as coisas; é aceitar o silêncio de não dizer nada; é aceitar a perda quando não se ganha; é aceitar o fim que não queremos.
Aceitar o vazio também é aceitar uma parte de nós que precisa ser e ficar leve, talvez à espera, quando chegar alguma coisa realmente importante. Deixe um espaço vazio na estante, na parede, não ocupe uma cadeira. Faça um exercício de espera, de assentamento, de contemplação.
O vazio pode ocupar um espaço importante na sua vida. E isso não é triste: é deixar aberta uma porta para uma oportunidade que ainda não recebemos.
“Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, mas não vai sozinha e nem nos deixará só, porque leva um pouco de nós e deixa um pouco de si.
Há os que levam muito e deixam pouco, há os que levam pouco e deixam muito.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que não nos encontramos por acaso.”
CHARLES CHAPLIN
😉
“… that only was a cat”.
“A maior doçura do mundo era apenas um gato”. Esse poema reflete muito bem o que eu penso dessas criaturas independentes, inteligentes e, sobretudo, fofas. Gosto muito de cachorros também, mas gatos são especiais por viverem uma vida só deles, uma vida em segredo, que não compartilham conosco. Quem nunca conviveu com um gato talvez não saiba como pode ser especial aquele momento que ele/ela vem te receber quando você chega em casa, quase ‘como um cachorro’. Aquele ronronar aconchegante quando ele/ela se enrola quentinho no seu colo. A lição de tolerância e liberdade que o gato dá quando sinaliza que quer ficar sozinho, sem toques nem carinhos. Ter gatos é aprender a conviver e eles ensinam até mesmo a suportar o inesperado que vem de qualquer relacionamento. A surpresa de todo dia. O surpreendente de qualquer ser vivo, seja ele humano ou felino.
Então, por favor, tire 5 minutinhos do seu dia e conheça Maru, Pancake e Cooper, algumas das criaturas mais encantadoras desse mundo. E pode ter certeza: cada gato é um ser único, dotado de personalidade, desejos, rotinas e ‘manias’. Eles são lindos, mas o gato que mora no seu coração sempre será “a maior doçura do mundo”.
Maru
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Pancake
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Cooper
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Cooper e Pancake, além das outras fofuras que moram com eles, tem um blog cheio de fotos e mais vídeos. Vá se derreter!