Arquivo de etiquetas: Estilo

Faça e Use: Cintinho de Corrente

 

 

Correntes! Além de terem aparecido aqui nos desfiles de verão, apareceram também lá no hemisfério norte nos desfiles de inverno. O brilho do dourado é atual e chique, conversa com as bolsinhas estilo chanel com alças de corrente e marca a cinturinha nos vestidos leves de verão. Fazer seu próprio cintinho de corrente é muito fácil!

Você vai precisar de fita de cetim ou gorgurão fininha, uma corrente grossa, linha e agulha. Marque na sua cintura quantos centímetros você vai usar pra dar uma volta (ou duas) e ainda um tanto de fita para fazer um laço. Corte esse pedaço e comece a passar pelos elos da corrente, por cima e por baixo.

 

 

Você vai ter que calcular quanto quer deixar logo no começo porque depois a fita não vai poder ser “arrastada” pela corrente, entende? Não dá pra puxar no final o que falta! Então, logo no primeiro elo da corrente, já deixe o comprimento certo sobrando e vá passando a fita até o outro lado. Corte um pedaço mais ou menos 30% maior do que você acha que vai precisar (ex.: se acha que 1 metro dá, corte 1 metro e 30 centímetros).

 

 

Passada toda a fita, arrume a corrente bem bonitinha, certificando-se que nenhum elo ficou torto ou virado. A fita também não pode ficar virada. Em cada ponta, dê vários pontinhos para a fita não escapar mais. Use uma agulha fina e linha da mesma cor da fita.

 

 

Pronto! Agora é só usar sua obra de arte! Pode ser cinto, colar, pode até virar pulsiera ou enfeite de cabeça.

 

 

O bonito da corrente é que ela conversa com tachinhas e tendência fluo (usar uma fita fluo com corrente dourada fica lindo), que são tendências marcantes do verão.

 

 

Belezinhas da Farm

 

Minhas Mãos na Moda Moldes

capa_3099_22986g

A Moda Moldes deste mês oferece aos seus leitores uma proposta de customização para aproveitar a tendência dos paetês e que também serve de sugestão para uma virada de ano na praia ou num ambiente descontraído. Eu fui encarregada de transformar uma camiseta regata branca em uma regatinha especial!

.

90536547ml042_mercedes_benz.jpg_cmyk

A peça da coleção desfilada na Semana de Moda de NY de BCBG Max Azria foi a inspiração…

.

IMG_8138b

…para criar esta belezinha!

 

Como toda boa customizadora, assim que ela ficou pronta tive mais algumas ideias para usar os aviamentos. Você pode:

  • Passar as tiras de aviamentos do lado esquerdo do decote em direção à barra direta, como se fosse uma faixa de miss;
  • Cortar todos os aviamentos do mesmo tamanho;
  • Prender os aviamentos no decote e na barra;
  • Fazer a franja em volta de todo o decote;
  • Prender os aviamentos em volta do decote, como se fosse um colar…

Enfim, use a criatividade! O passo a passo (só minhas mãos aparecem!) tá todo na revista, assim como a lista de materiais. Compre a sua aqui!

.

IMG_8135 IMG_8136

Na primeira foto, Fernanda (fotógrafa) e Rebeca (redatora). Na outra foto, eu, blusinha e Rebeca.

.

IMG_8141 IMG_8142

Prensa antiga no hall de entrada lindo do prédio da Editora On Line.

 

Renda

As arteiras do Superziper fizeram dois posts recentes sobre renda, um com um tutorial pra fazer um colarzinho e outro pra fazer um cinto. Engraçado como essas coisas são… Eu tinha feito um colarzinho muito parecido, inspirado numa matéria de uma revista Manequim de 2002 e deixei o coitadinho encostado porque não achei que o caimento tinha ficado bom. Aí, lendo lá no Superziper que elas usaram uma rend sintética, me deu um estalo: minha renda era 100% algodão, então eu podia engomar! Assim, ressuscitei meu colarzinho!

IMG_8162

A renda pode ser facilmente encontrada na 25 de março ou armarinhos. É renda para acabamento de decote, como é conhecida. Para transformá-la em pingente, eu primeiro tive que engomá-la, pra ela ficar certinha e não ficar dobrando para os lados. Como engomar?? Veja as dicas do blog http://alemdecriar.blogspot.com/

 Receita com goma líquida vendida em supermercado (Goma Pox):

• 2 colheres de sopa de Goma Pox

• 1 copo de água ( 250ml)

• Bacia

Dissolva bem as 2 colheres de sopa de Goma Pox em um copo de água ( copo de requeijão). Despeje na bacia e mergulhe o tecido encharcando-o bem. Deixe escorrer e coloque para secar em lugar plano. Quando estiver quase seco, passe bem a ferro.

Receita com amido de milho (Maizena é uma das marcas):

• 1 colher de sobremesa de amido de milho

• 1 copo de água ( 250ml)

• 1 panelinha

• Colher para mexer

Dissolva bem o amido de milho na água fria e leve ao fogo, mexendo sempre. Quando levantar fervura, continue mexendo até perceber que engrossou e desligue o fogo (fica como um mingau bem ralinho). Deixe baixar a fervura e mergulhe o tecido até encharcar bem. Tire-o com cuidado para não se queimar, porque vai estar bem quente. Coloque o tecido em uma superfície plana para secar completamente, depois passe bem a ferro na temperatura adequada ao tecido escolhido.

Receita com termolina leitosa:

• 1 tampinha de termolina leitosa

• ½ tampinha de água

• Plástico para proteger a mesa

• Trincha ou pincel largo

Coloque a termolina e a água em um copo e misture bem até dissolver completamente. Mergulhe a trincha nesta solução e passe sobre o tecido espalhando bem, até molhá-lo completamente. Deixe secar e passe a ferro na temperatura adequado ao tecido e cobrindo-o com um pano limpo. Lave bem o pincel em água corrente depois de usá-lo.

Receita com cola branca:

• 1 parte de água

• 2 partes de cola branca

• bacia

Essa receita é indicada para se fazer trabalhos maiores, porque o tecido fica mais firme. Despeje a cola e a água em uma bacia e misture bem até dissolver completamente a cola. Mergulhe o tecido, cuidando para todo ele fique bem molhado. Retire da bacia e coloque para secar. Passe bem a ferro na temperatura adequada ao tecido. Se for fazer esta receita apenas para um pedacinho de tecido, faça como na receita com termolina.

Devidamente engomada, coloquei duas argolinhas de bijuteria de cada lado. Não coloquei na pontinha porque a minha renda era relativamente larga e ia ficar dobrando. Mas, dependendo da sua renda, pode colocar bem na pontinha mesmo.

IMG_8164

Uma das argolinhas foi colocada diretamente dentro da argola do fecho da corrente. Repare na foto que a argolinha de montagem é a que está meio aberta. Ela fica fixa.

IMG_8163

  A argola do outro lado foi presa para que o fecho da corrente encaixasse nela.

 

Assim, o colar é abotoado na frente mesmo e é super fácil de ser ‘desfeito’, se por acaso a renda tiver que ser lavada ou mesmo se você se cansar e quiser fazer outra coisa com a renda ou com a corrente. Fica lindinho usado sobre regatas ou sobre blusas com decote em V.

IMG_8243

Quanto ao cinto de renda, minha sugestão é simplesmente pegar um bico de renda vendido a metro, ou comprar um pacote com pelo menos 2 metros, dar duas voltas na cintura e fazer um laço. Deixe as pontas caídas. Fica lindo sobre vestidos ou blusinhas de seda. Faça parecido com os lencinhos de Wilson Ranieri, nos desfiles da SPFW Verão 2010. Lindo, né?

Wilson Ranieri - SPFW Verão 2009-10 - 01 Wilson Ranieri - SPFW Verão 2009-10 - 05

Peças fáceis e rápidas de tricotar – Coletes

 

As peças a seguir foram metade baseadas em receitas e metade adaptadas. Por isso, não tenho receita delas mas espero que sirvam de inspiração pois são peças fáceis e ótimas para as intermediárias, digamos assim…

 

IMG_7747 IMG_7749

Esse é um colete bem diferente. As costas são um grande retângulo em meia e só. A frente são duas tiras cruzadas e costuradas nas laterais. Fica muito aconchegante, porque a modelagem abraça o corpo. Usei o fio Pingouin Marte, que é bem grosso e sem torção, o que o torna extremamente delicado e um pouco difícil de tricotar, já que não pode ser puxado nem esticado. Algumas tricoteiras odeiam esse fio justamente por causa disso mas eu gostei. Ficou bem leve e macio, mas o caimento é um pouco rígido. Usei 5 novelos e agulhas 10.

 

IMG_8091 IMG_8095

Esse é basicão e facílimo. As costas são um grande retângulo, calculado na sua medida. Cada lado da frente deve corresponder a 1/3 das costas, ou um pouquinho mais se você quiser fechar mais o pescoço. É só costurar as partes e pronto! Para este colete me baseei numa receita tradicional de quimono, que é tricotado assim, com retângulos, sem diminuições nem aumentos. O capuz fiz porque sobrou lã. O ponto é o tijolinho (tijolinhos alternados em meia e tricô) e eu soltei um ponto a cada 8 para as laçadas na horizontal, desfiando-os até a barra. O acabamento em ponto caranguejo (crochê) é a mão da minha mãe! Eu (vergonha!!) ainda não aprendi a fazer crochê! Só sei fazer ponto baixo, ponto alto e corretinha… mas um dia eu chego lá! A lã é a Pingouin Família e agulhas 6.

 

IMG_8096 IMG_8100

Este colete foi adaptado de uma receita da revista Manequim. Ele é tricotado na horizontal, em ponto barra 3/2, o que o deixa com um caimento incrível. A receita original pedia o fio Pingouin Sedificada usado triplo, mas eu usei Pingouin Fricote e ficou ótimo! Muito fofo! O franzido da frente é conseguido na hora de costurar a gola. Foram quase 5 novelos e agulhas 10. Pra quem quiser, reproduzo abaixo a receita da Manequim:

 

Colete Azul

Tamanho: 40

Material
Pingouin Sedificada (usado triplo) – 6 novelos na cor 525 (m. blue); ag. para tricô PINGOUIN nº 10.

Pontos empregados: Ponto Fantasia – 1ª carr.: * 3 m., 2 t. *; repetir de * a * até o final. 2ª carr.: tric. acompanhando o p.Repetir sempre as 1ª e 2ª carr. Cordão de tricô – direito e avesso em t.

Amostra: um quadrado de 10 cm em cordão de tricô e 3 fios tricotados juntos = 8 p. x 14 carr.

Como fazer

A peça é feita com 3 fios trabalhados juntos.
Montar 30 p. e trabalhar em p. fantasia, aum. à esquerda, cada 2 carr. 2 p. (9 v.). A 17 cm do início, formar a abertura da cava dividindo o trabalho da seguinte maneira: trabalhar sobre os primeiros 24 p. e deixar o p. restantes à espera. A 37 cm do início, deixar esses p. à espera e retomar os 24 p. da esquerda. Trabalhar em p. fantasia até obter 37 cm do início. Juntar os 48 p. na mesma ag. e continuar trabalhando em p. fantasia. A 83 cm do início, formar a abertura da outra cava da mesma maneira que a primeira. A 103 cm do início retomar todos os p. na mesma ag. e dim. à esquerda, cada 2 carr. 2 p. (9 v.). A 120 cm do início, rem. acompanhando o p. Para formar a beirada inferior da peça, unir o fio no p. do canto da Frente Esquerda, levantar 66 p. até o p. central das Costas e trabalhar em cordão de tricô. A 12 cm do início, rem. Unir o fio novamente no p. central das Costas, levantar 66 p. até o p. do canto da Frente Direita e trabalhar em cordão de tricô. A 12 cm do início, rem. Unir as beiradas no centro das Costas com p. invisíveis.

Colete - Manequim

 

 

 

 

Amigas e tachas

Sábado teve encontrinho delícia de amigas blogueiras! Lily, Anah e eu nos encontramos pra almoçar e “tachar” peças. Graças à muitas ideias coletadas por aí que serviram de inspiração, muita criatividade e nenhuma preguiça, mudamos a cara de nossas roupas!!

 

IMG_7957 IMG_7958

Baguncinha sobre a mesa: fotos inspiradoras, o pacotão de tachas e muitas peças à espera de customização

 

IMG_7964 IMG_7960 IMG_7965 IMG_7976  IMG_7972

Anah customizou a bermudinha boyfriend com tachinhas no recorte das costas e um detalhe fofo no bolso da frente

 

IMG_7963 IMG_7967

IMG_7971

Lily e o colete com a gola tachada

  

 IMG_7975 IMG_7974

IMG_7973

A bermuda da Lily recebeu detalhes no interior dos bolsos e nos passantes

 

IMG_7962 IMG_7968

IMG_7978

Meu colete ganhou tachas na frente e atrás 

 

Pra quem se interessar, as tachas de latão (não enferrujam e não descascam) são da Eberle. Usamos a niquelada fosca, tamanho 8mm, que é bem legal pra customizações mais delicadas em roupas. Pra tênis, acabamos achando que ficaria melhor a de 10mm, mas a Anah levou as tachinhas que sobraram do pacotão de 1000 pra colar com cola de sapateiro num All Star preto. Eu ainda tenho outras peças pra tachar, mas vai ter que ser outro dia porque caaaansa…

Mais do que as peças lindas, gostoso mesmo foi prosear a tarde toda com amigas queridas! Essa é a verdadeira beleza de tudo!

 

Ciclo Cinema Corpo e Moda – Identidade de Nós Mesmos

Último filme do ciclo foi o documentário Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.

 

yohji-1

 

Wim Wenders acompanha Yohji Yamamoto em seu atelier, durante as provas para a coleção que será apresentada em Paris. Seu processo criativo é exposto de maneira delicada, silenciosa. Nós e o documentarista somos quase testemunhas de um momento especial, que Yamomato nos deixa assistir.

Além, é claro, do grande assunto do filme — o processo criativo de Yamamoto — há muitas argumentações paralelas: as cidades e como elas influenciam o processo, a roupa e a imaginação; o olhar do documentarista e sua avaliação da imagem que produz; a roupa e a mulher que a veste.

Trata-se de um documentário, não de uma história com começo, meio e fim. Há argumentações, não narrativas. A única coisa que tem começo, meio e fim é a produção e o desfile do estilista em Paris. Perguntar-se sobre as semelhanças e diferenças entre Paris e Tóquio, o ato de documentar, a forma como se fotografa e filma, tudo é questionado pelo diretor/narrador.

Mas vamos falar de Yamamoto… Um artista, mesmo. Um universo inteiro. Ao começar a criar para a mulher européia, ele comenta sobre as diferenças de proporção em relação ao corpo da japonesa. Além da diferença física, outros aspectos relevantes para a criação são percebidos: as emoções, a geografia, os pensamentos, o modo de vida daquela outra mulher. É outro mundo.

O processo de criação começa com a escolha do material ou com a escolha da forma. Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções. Por isso ele só cria em cima do preto, que para ele traz emoções mais condensadas, como a junção de todas as cores. Depois ele escolhe a matiz que será feita a peça. Mas sua paleta possui poucas cores, geralmente muito preto, algum branco e toques de vermelho.

 

Yohji_Yamamoto_paris_fashion_week_fw09_1

Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções.

Repare no tecido estruturado do blazer e das formas drapeadas do vestido/casaco. À cada um, seu material.

 

Yohji gosta de ressaltar que é japonês mas não é apenas japonês. Suas roupas não tem nacionalidade. Seu estilo é a expressão de um sentimento. Por isso, é impossível copiá-lo. Sua linguagem é única e reconhecível. Ao criar uma roupa, ele busca descobrir a “essência” dela no processo de fabricação. Gosta de ser chamado de costureiro, gosta de se debruçar sobre os moldes, presta atenção nas costuras. Adora explorar as assimetrias: lembra que quando algo é simétrico, incomoda. O ser humano não é simétrico em suas emoções, em seus pensamentos e até mesmo em seu corpo. Suas peças de roupa são tão convidativas que ele gostaria que as pessoas “morassem” nelas e se identificassem a tal ponto que, se alguém visse o casaco de alguém jogado no chão, não diria “é o casaco do fulano” mas sim “é o fulano”.

 

jacket

Os pespontos, o preto e o branco e as assimetrias: marcas de Yamamoto.

 

Sobre estilo, ele deu uma aula: estilo pode ser uma prisão de repetições. Mas aceitar seu estilo te dá a chave para abrir essa prisão e tornar-se o guardião dela, deixando entrar somente o que você quer. Nesse aspecto, temos que pensar também no que passa e no que fica, o efêmero e o permanente. Vítimas do consumismo geralmente só enchem os armários de efemeridades, coisas que passarão, roupas que em nada se parecem com quem as comprou. O permanente é não apenas o clássico, mas algo prático, que dá a liberdade para quem o veste ser e exercer as funções que se propõe. Pessoas não deveriam consumir roupas, deveriam ser aquelas roupas. Claro que a moda movimenta o mundo. E moda não é apenas roupa: podem ser pessoas, filmes, livros, músicas e até mesmo prédios. E muitas vezes, moda também acomoda a necessidade: se você está morrendo de frio vai precisar de um casaco. Ele pode ser até assim ou assado, mas em primeiro lugar vem sua necessidade de não morrer de frio. Assim que as pessoas deveriam consumir. Consumindo tudo o que podem, acabam consumindo a vida e tudo que podem comprar como objetos, sem ter nem ao mesmo consciência desses objetos. No minuto em que estão na mão, já se tornam obsoletos. O consumista só quer o que ainda não tem, mesmo que já tenha muito. “Felicidade seria obrigar as pessoas a viverem de forma simples e sem comprar”, frase de Yamamoto que me soou como marketing, porque se todos obedecessem ele iria à falência. Mas concordo com a primeira parte: viver de forma simples também significa comprar menos e com mais consciência das suas necessidades.

 

yohji-yamamoto-fall-07

 

 

Reparem que em suas criações a mulher aparece sempre muito verticalizada, altiva, oferecendo um destaque para o colo e o rosto. Yamamoto significa “ao pé da montanha”. Talvez seja assim que Yohji se coloque: aos pés dessa mulher ativa, trabalhadora, executiva, guerreira. Mulheres como sua mãe, que o criou sozinha depois que seu pai morreu na guerra. Aliás, a guerra incomoda Yohji. “A guerra ainda não acabou dentro de mim”, diz ele. O sentimento de luto e de falta de futuro parece assombrá-lo e revoltá-lo. Mas ele sublima a guerra dessa forma: vivendo o presente, “desenhando o tempo”, vivendo na moda de forma atemporal e anti-glamurosa. “A simetria perfeita é feia. Precisamos quebrar, destruir um pouco”. Desconstruindo linhas, construindo sonhos. Assim segue Yamamoto.

 

Pra conhecer mais sobre o estilista, visite o site oficial. As fotos foram tiradas daqui, daqui, daqui e daqui. Essa menina é fã dos japoneses e escreve coisas lindas. Pra pensar muito.

 

Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver os palestrantes e seus currículos, clique aqui.

 

Obrigada ao pessoal da PUC-SP, por promover com tanto comprometimento e profissionalismo um evento com tanta qualidade. E também por me convidar! Até o próximo!

 

Inspiração cinematográfica

Já que quarta-feira é o momento inspiração e eu só estou pensando na relação moda/cinema esta semana, inspiração de looks cinematográficos que todo mundo já copiou ou quis ter na vida, desejos em suas épocas ou até hoje… Deleitem-se!

 

kate-titanic

Kate Winslet e o luxo de Titanic, 2001.

.

julieta-franco-zefirelli

Os cabelos lisos e repartidos no meio, a cintura alta e os bordados da Julieta de Franco Zefirelli, 1968.

.

 

marilyn-monroe

Marylin e seu vestido voador em O Pecado Mora ao Lado, 1955.

.

mia-farrow1

O cabelo joãozinho e os vestidos delicados de Mia Farrow em O Bebê de Rosemary, 1964.

.

audrey_hepburn

O pretinho de Givenchy em Audrey – Bonequinha de Luxo, 1961.

.

gilda

Rita Hayworth e o strip-tease mais memorável do cinema – Gilda, 1946.

.

blowup_detail

O figurino futurista de Blow Up – Depois daquele beijo, 1966.

.

dolce-vitta

Anita e seu decote coração na Fontana di Trevi – La Dolce Vita, 1960.

.

theda-bara-cleopatra

Olhando pra essa cara de brava, você pode não acreditar. Mas Theda Bara, com sua Cleópatra (1917), foi uma das primeiras divas a lançar moda: o cabelinho chanel negro com franja e os vestidos franzidos. Até Elizabeth Taylor, quase 50 anos depois, se inspirou nela para fazer a rainha do Egito.

.

grease_frock

As pin-ups safadinhas e os bad boys de Grease (1978). Gente, olha a wet legging aí!!!

.

Amelie

O filme francês O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de 2001, não só influenciou a moda, como também a decoração, a música e a fotografia.

.

.

E você? Lembra de mais algum?