Tudo por um “like”

Dias desses vi na televisão dois comerciais seguidos de produtos femininos cuja protagonista usava os tais produtos, fazia uma selfie, postava e sorria vendo o número de curtidas disparar. Primeiramente, não foram campanhas eficientes, pois nem me lembro dos produtos anunciados. Fiquei apenas com a imagem da pessoa sozinha fazendo a selfie e postando a foto, aguardando aprovação alheia. Fora o incômodo pela falta de criatividade das duas campanhas, vejo cada vez mais acontecer por aí esse “momento solitário de aprovação coletiva”, como se sentir-se bonita só fosse possível se mais algumas pessoas validassem.

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Complicado pensar que só o espelho não serve mais, só a autoestima não convence. Além disso, a contradição: falta segurança e sobra exibicionismo? Quem quer ver o que você está comendo, o que você está vestindo, o que você está vendo? Tudo me parece superficial e inútil. Há pessoas com milhares de seguidores em tudo que é rede social que não divulgam nada, absolutamente nada, de relevante. Claro que a vida não é só coisas sérias mas passar horas e horas gastando tempo precioso da nossa vida assistindo um show de egocentrismo e auto-promoção me parece ridículo.

Cada vez mais invisto no encontro, na amizade sem “likes”, nos passeios sem fotos, nas conversas sem interrupções dos bips dos celulares. Quando a gente perde a hora porque não perdeu tempo, quando o olho brilha não porque recebemos centenas de curtidas mas porque sabemos que aquela pessoa que está ali dedicou um tempo pra gente e que isso é a coisa mais preciosa do mundo.

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“A vida é importante demais para ser levada a sério.”

Napoleon Sarony (American, born Canada), 1821–1896) Oscar Wilde, 1882. Coleção do Metropolitan Museum of Art.
Napoleon Sarony (American, born Canada), 1821–1896) Oscar Wilde, 1882. Coleção do Metropolitan Museum of Art. Quando esta fotografia foi feita, em janeiro de 1882, Oscar Wilde ainda não tinha escrito “O Retrato de Dorian Gray” e as peças que o tornariam famoso na próxima década.

A criança que nasceu no dia 16 de outubro de 1854 em Dublin, na Westland Row, número 21, e que o mundo logo iria conhecer como o glorioso Oscar Wilde – tanto por seu gênio literário quanto por suas aventuras mundanas – tinha inicialmente um nome com consonâncias ainda mais prestigiosas: Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde. Pois foi assim que seus pais, William Robert Wilde e Jane Francesca Elgee, ambos pertencentes à antiga burguesia irlandesa protestante e fervorosos nacionalistas, chamaram seu segundo filho, batizado com esse patrônimo pelo reverendo Ralph Wilde, seu tio paterno, em 26 de abril de 1855. De fato, tal nome de batismo traduz toda uma doutrina, enraizada num poderoso contexto histórico. Oscar, na mitologia céltica, é o filho de Ossian, rei de Morven, na Escócia; enquanto Fingal, irmão de Ossian, é um herói do folclore irlândes. (Trecho inicial de Oscar Wilde, Série Biografias L&PM)

Famoso pelas frases célebres, pela ironia e pela inteligência aguçada, este é um escritor que todo mundo deveria ler. Tive o prazer de traduzir O Retrato de Dorian Gray, publicado pela Editora Paulus, uma ótima introdução à obra de Oscar Wilde.

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Sabores da Grécia

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Um mundo de azeites no Mercado Municipal de Chania – Creta

 

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Pão é item obrigatório em qualquer refeição grega.

 

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Pão, azeite, azeitona e patê à base de iogurte.

 

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Frutas e legumes no Mercado Municipal de Atenas.

 

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Azeitonas frescas no Mercado Municipal de Atenas.

 

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Café e condimentos numa oficina especializada no preparo da bebida e da moagem do grão de café – Cidade Velha de Rodes.

 

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Mel para todos os gostos… Tem até mel amargo! – Mercado Municipal de Chania – Creta.

 

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Azeitonas frescas – Mercado Municipal de Chania – Creta.
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Inspiração para a coragem

O Talibã tentou me matar e fracassou. Agora estou certa de que as pessoas não querem me matar. Eles entenderam que minha causa é a educação. Mesmo se eu for baleada, a minha causa não deve mudar com a minha morte. Essa causa nunca vai morrer. Além disso, as pessoas não precisam temer a morte. Eu vi a morte na minha frente e agora já não tenho mais medo dela. 

Leia aqui a entrevista completa.

Leia aqui o primeiro capítulo de “Eu Sou Malala”, a autobiografia de Malala Yousafzay, a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz.

O Presente de Anna

Minha tradução mais recente já está disponível nas livrarias!

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Anna é uma menina de nove anos que vive com a família na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Embora não sejam judeus, o pai percebe que a situação pode ficar complicada para qualquer pessoa que estiver no país, e uma oportunidade aparece: um tio morre no Canadá, deixando uma herança e uma casa para a família, que se muda para lá. Anna nunca foi perfeita como seus irmãos: ela é considerada esquisita e desajeitada. Ninguém perde a oportunidade de zombar dela, nem em casa nem na escola. Diante da mudança, Anna se vê desesperada: como ela vai aprender a viver num novo lar e falar uma nova língua, num país com hábitos desconhecidos, quando nem mesmo conseguiu ser aceita no país em que nasceu? Anna ainda não sabe, mas um médico, uma professora e um grupo de alunos especiais vão mudar não apenas sua vida, mas a de toda a sua família.

Publicação da Editora Melhoramentos.

Disponível para pronta-entrega pela Saraiva.

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