“A vida é importante demais para ser levada a sério.”

Napoleon Sarony (American, born Canada), 1821–1896) Oscar Wilde, 1882. Coleção do Metropolitan Museum of Art.
Napoleon Sarony (American, born Canada), 1821–1896) Oscar Wilde, 1882. Coleção do Metropolitan Museum of Art. Quando esta fotografia foi feita, em janeiro de 1882, Oscar Wilde ainda não tinha escrito “O Retrato de Dorian Gray” e as peças que o tornariam famoso na próxima década.

A criança que nasceu no dia 16 de outubro de 1854 em Dublin, na Westland Row, número 21, e que o mundo logo iria conhecer como o glorioso Oscar Wilde – tanto por seu gênio literário quanto por suas aventuras mundanas – tinha inicialmente um nome com consonâncias ainda mais prestigiosas: Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde. Pois foi assim que seus pais, William Robert Wilde e Jane Francesca Elgee, ambos pertencentes à antiga burguesia irlandesa protestante e fervorosos nacionalistas, chamaram seu segundo filho, batizado com esse patrônimo pelo reverendo Ralph Wilde, seu tio paterno, em 26 de abril de 1855. De fato, tal nome de batismo traduz toda uma doutrina, enraizada num poderoso contexto histórico. Oscar, na mitologia céltica, é o filho de Ossian, rei de Morven, na Escócia; enquanto Fingal, irmão de Ossian, é um herói do folclore irlândes. (Trecho inicial de Oscar Wilde, Série Biografias L&PM)

Famoso pelas frases célebres, pela ironia e pela inteligência aguçada, este é um escritor que todo mundo deveria ler. Tive o prazer de traduzir O Retrato de Dorian Gray, publicado pela Editora Paulus, uma ótima introdução à obra de Oscar Wilde.

aIMG_7958 mark

Sabores da Grécia

IMG_9508 mark
Um mundo de azeites no Mercado Municipal de Chania – Creta

 

aIMG_8411 mark
Pão é item obrigatório em qualquer refeição grega.

 

aIMG_9870 mark
Pão, azeite, azeitona e patê à base de iogurte.

 

aIMG_5873 mark
Frutas e legumes no Mercado Municipal de Atenas.

 

aIMG_5910 mark
Azeitonas frescas no Mercado Municipal de Atenas.

 

aIMG_8888 mark
Café e condimentos numa oficina especializada no preparo da bebida e da moagem do grão de café – Cidade Velha de Rodes.

 

aIMG_9509 mark
Mel para todos os gostos… Tem até mel amargo! – Mercado Municipal de Chania – Creta.

 

aIMG_9510 mark
Azeitonas frescas – Mercado Municipal de Chania – Creta.
GTY_malala_yousafzai_jt_131006_16x9_992

Inspiração para a coragem

O Talibã tentou me matar e fracassou. Agora estou certa de que as pessoas não querem me matar. Eles entenderam que minha causa é a educação. Mesmo se eu for baleada, a minha causa não deve mudar com a minha morte. Essa causa nunca vai morrer. Além disso, as pessoas não precisam temer a morte. Eu vi a morte na minha frente e agora já não tenho mais medo dela. 

Leia aqui a entrevista completa.

Leia aqui o primeiro capítulo de “Eu Sou Malala”, a autobiografia de Malala Yousafzay, a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz.

O Presente de Anna

Minha tradução mais recente já está disponível nas livrarias!

download

Anna é uma menina de nove anos que vive com a família na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Embora não sejam judeus, o pai percebe que a situação pode ficar complicada para qualquer pessoa que estiver no país, e uma oportunidade aparece: um tio morre no Canadá, deixando uma herança e uma casa para a família, que se muda para lá. Anna nunca foi perfeita como seus irmãos: ela é considerada esquisita e desajeitada. Ninguém perde a oportunidade de zombar dela, nem em casa nem na escola. Diante da mudança, Anna se vê desesperada: como ela vai aprender a viver num novo lar e falar uma nova língua, num país com hábitos desconhecidos, quando nem mesmo conseguiu ser aceita no país em que nasceu? Anna ainda não sabe, mas um médico, uma professora e um grupo de alunos especiais vão mudar não apenas sua vida, mas a de toda a sua família.

Publicação da Editora Melhoramentos.

Disponível para pronta-entrega pela Saraiva.

1007px-Joseph_Mallord_William_Turner_012

Olhe para o céu

Quando penso na arte romântica, nas paisagens bucólicas europeias do século 18 e 19, na figuração não geométrica e não abstrata, nas metáforas visuais do mundo ideal, idílico e por vezes alegórico dos quadros de enormes proporções desse período, eu sempre acabo fugindo do espaço entre molduras. A arte romântica de Turner, por exemplo, com suas aquarelas macias, quase palpáveis, me dão vontade de fechar o livro e correr para a janela. Especialmente quando o dia está acabando naquela luz avermelhada e quente, naquele azul quase lilás que aparece entre nuvens, como se fosse o vento refrescante suavizando as matizes solares.

Sempre me lembro de um ditado francês que diz: “Quand le doigt montre le ciel, l’imbécile regarde le doigt”. “Quando o dedo aponta o céu, o imbecil olha para o dedo”. A arte, para mim, é o dedo. Especialmente a arte romântica das grandes paisagens de proporções monumentais, os jardins assimétricos, as fontes de água que borbulham, representando o sem-fim dos ciclos da vida. Quando olho para Turner, tenho vontade de olhar para o céu.

De uma forma menos literal, entretanto, pode-se entender que o objetivo maior da arte é, também, apontar para coisas mais difíceis de enxergar: medos, dúvidas, verdades. Transcender a arte é treinar o olhar para fazer o caminho do dedo para o céu. Quem se estratifica no contexto e na interpretação olha demais para o dedo. Sim, essas duas coisas são importantes mas não são o principal. Elas apontam o caminho do olhar, do coração, do verdadeiro propósito de toda e qualquer obra de arte: expandir horizontes. Mesmo que sejam os horizontes dentro da gente.

A gente nunca fica do mesmo tamanho depois de olhar para uma obra de arte.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 194 outros seguidores