“Muita gente gasta o que não ganhou, para comprar coisas que não quer, para impressionar gente de quem não gosta”
Will Rogers, comediante americano (1879-1935)
“Muita gente gasta o que não ganhou, para comprar coisas que não quer, para impressionar gente de quem não gosta”
Will Rogers, comediante americano (1879-1935)
LAÇO

Material
• Pingouin flocos: 3 nov.m.gris (835)
• Ag. Para tricô Pingouin n° 5
Ponto empregado
• Barra 1/1: * 1 m.; 1 t.*.
Ponto tricô: tric. Todas as carr. em meia.
Amostra – Um quadrado de 10 cm em p. tricô nas ag. n° 5 = 15 p. x 24 carr.
Realização
Montar 40 p. nas ag. n° 5 e tric. em p. tricô. A 13 cm do começo, dividir os p. em 2 ag. do seguinte modo: * 1 p. na 1ª ag.; 1 p. na 2ª ag. * (ficam 17 p. intercalados em cada ag.); trabalhar separadamente os p. da ag. n° 1 em barra 1/1. A 20 cm do começo, deixar à espera. Fazer o mesmo trabalho com as p. da ag. n° 2 . Nesta altura, retomar todos os p. para uma ag. intercalando os p. uma vez de uma ag. outra vez de outra, e trabalhar em p. tricô. A 60 cm do começo, trabalhar com os p. divididos em 2 ag. como anteriormente. Estando todos os p. novamente em 1 ag. trabalhar em p. tricô. A 70 cm do começo, rem.
COM ABA

Material (tamanho único)
• Pingouin Treviso: 3 nov. ressaca (1620)
• Ag. para tricô Pingouin n° 8
Ponto empregado
Barra 2/2: * 2 m.; 2 t. *.
Ponto tricô: tric. todas as carr. em meia.
Realização
Montar 60 p. nas ag. n° 8 e tric. em barra 2/2. A 23 cm do começo, tric. em p. tricô distribuindo 14 aum. na 1ª carr. Ir aum. em cada 2 carr.: 2 p. (20 v.). A 35 cm do começo, rem.
Modo de armar
Costurar a gola com p. invisíveis.
RULÊ

Material – (tamanho único)
• Pingouin Treviso: 2 nov. cherry (1356)
• Ag. para tricô Pingouin n° 8
Ponto empregado
Barra 2/2: * 2 m.; 2 t. *.
Realização
Montar 68 p. nas ag. n° 8 e tric. em barra 2/2. A 30 cm do começo, rem.
Modo de armar
Costurar a gola com p. invisíveis
DEGAGÊ

Material – (tamanho único)
• Pingouin Cristal: 100 g vermelho (315)
• Ag. para tricô Pingouin n° 2 ½
Ponto empregado
Barra 3/3 : * 3 m.; 3 t. *.
Realização
Montar 276 p. nas ag. n° 2 ½ e tric. em barra 3/3. A 36 cm do começo, rem.
Modo de armar
Costurar a a gola com p. invisíveis.
COMO USAR
As novas golas soltas, em geral, são feitas de tricô e foram criada à moda das echarpes. Por seu estilo despojado, ficam perfeitas por baixo de casacões ou jaquetas ou simplesmenete jogadas sobre camisetas ou tops básicos.
Variando os modelos
Se quiser ficar com os mais simples, basta tricotar uma peça reta, em forma de cilindro. Quanto mais estreito for, mais rente ficará ao pescoço. Caso prefira uma gola de estilos soltinho, faça o cilindro mais largo e com fio mais maleável.
Para ir além…
Algumas têm uma aba que desce pela parte superior do peito e das costas. Se quiser um look discreto, faça-as de uma cor neutra e jogue sobre tops do mesmo tom. Outras são como laços, feitas em forma de tiras que se entrelaçam.

Novos materiais
A ideia é a mesma, ou seja, fazer uma gola que se adapte a qualquer tipo de blusa. Estas são feitas de pelo de coelho, mas você pode fazer com pelinho falso, à venda em armarinhos, e entremear com fios de couro sintético ou veludo. Fazem um estilo mais chique e ficam bem tanto sobre camisa básica como sobre vestido a rigor.
Caimento diferente
Ao contrário dos modelos de tricô, estes são em forma de V, o que alonga a silhueta. Estas golas ficam mais bonitas acompanhando as linhas de decote que tenham este formato.
Ideias da Revista Manequim
Eu sempre passo aqui receitas bem facinhas para principiantes do tricô fazerem sem problemas. Mas algumas leitoras me escreveram pedindo uma coisa que vem antes mesmo de começar a tricotar: colocar os pontos na agulha! Nada mais justo! Quer aprender? Assista o vídeo!
Boas tricotadas!! 😉
Diversas técnicas de tingimento apareceram nos últimos desfiles nacionais, tanto de verão quanto de inverno. Então, se você quer aprender um pouco da técnica pra customizar algumas peças, pode arregaçar as mangas!
Pra parte mais teórica, o site das Tintas Guarany é ótimo: dá todas as dicas de que tinta usar, como fixar, pintar, tingir e fazer efeitos especiais de cor, além de sugestões de trabalhos.
Aqui, apresento algumas criações da minha mãe, que já está craque no tingimento doméstico!
Que tal aproveitar o final de semana e colocar mais cor naquela blusinha que já está precisando de um carinho? 😉
Já que ontem falei de renda, escolha a sua e customize uma camiseta neste final de semana, que tal?
A seguir, algumas sugestões fáceis ou que requerem um pouco mais de prática, pra você se inspirar!

Ideia linda e fácil de fazer da Antes de Paris. Recorte numa renda sintética o formato de uma camiseta regata (pode até usar uma como molde). Depois, costure com pontinhos pelo contorno em cima de outra camiseta, de preferência 100% algodão ou que tenha a mesma elasticidade da renda de cima. E pronto! Se quiser sofisticar, borde umas miçangas, vidrilhos ou paetês por cima da renda já costurada.
.

Outra ideia da Antes de Paris: uma golinha de renda, sobreposta ao decote. Pode ser uma popeline coberta de renda sintética preta, pra ficar firminha. Ou pode ser um recorte na própria camiseta, imitando gola (aí já é mais difícil…)
.

Ideia linda (que eu não me lembro onde peguei!! Se alguém reconhecer, grita!!), de renda guipure. Sobreponha a renda no decote da regata. A renda guipure é cheia de bicos e, se você recortar com jeitinho, não precisa arrematar, fica lindo! Costure com pontinhos bem discretos, da cor da renda. Fica lindo também colocar a renda branca sobre a blusa preta ou ao contrário.
.

Essa blusa é de uma marca chamada Nanette e olha que ideia: fazer uma “blusinha” de renda por cima do top tomara-que-caia! A renda acaba no cinto, que também é costurado na peça. É uma ideia ótima pra aproveitar uma sobra de renda, inclusive daquela camisola que não serve mais! Acrescente acessórios mais pesados (reparou que o cinto é de veludo?) pra não ficar com muita cara de lingerie.
.


Nessas duas blusinhas acima, a ideia é a mesma: pala de renda numa batinha. A da esquerda (Victoria’s Secret) parece renda guipure e a da direita (Forever 21) é um bordado sobre tule. Pra fazer essas, é preciso saber um pouquinho de costura. Mas nada extravagante! Num final de semana dá pra se divertir! 😉
Tem um artigo legalzinho sobre renda aqui, explicando as tendências e o que foi mostrado nos desfiles este ano, no Brasil e no Mundo.
Bons trabalhos rendados! 😉
Os delicados fios trançados são valorizados pela moda romântica, artesanal e vintage. Conheça um pouco da história desse nobre tecido
Renda Filé (leia-se filê)

Este tipo de renda é como se fosse uma versão feminina das redes de pesca feitas pelos homens e muito usada em saídas de praia, xales e lenços. Sobre uma rede feita à mão, o artesão preenche os espaços vazados. As feitas com fibras naturais, como seda, linho e fios de algodão, são as mais valiosas.
.
.
Renda Guipure

De origem francesa, é formada por arabescos em ponto túnel, unidos por finas correntes de fios, com o fundo vazado. Pode ser artesanal ou industrial e, em geral, é feita de linho, algodão ou qualquer outro fio bem fino. É muito usada em vestidos de noiva e roupas de festa.
.
.
Renda Renascença

Muito trabalhosa, feita à mão com agulha de costura, é uma das rendas mais valiosas. Comum em Recife, a Renascença está ainda mais apreciada hoje por causa da moda artesanal e é exportada para muitos países, incluindo Europa, Emirados Árabes, Estados Unidos e Japão.
.
.
Renda Richelieu

Usada em saídas de praia e mantas, ela lembra um crochê bem fino. É formada em tela, com formas arredondadas e desenhos delicados, como um bico. O ponto é feito enrolando a linha na agulha, com um fio passando por dentro e formando cordões em diferentes volumes.
.
.
Renda de Bilro
Originária da Itália, esta renda é muito popular no Nordeste brasileiro. Totalmente artesanal, é feita com o uso de uma almofada onde as agulhas são fixadas para guiar a trama, elaborada pelos movimentos dos bilros (pecinhas de madeira presas aos fios), orientadas pela posição das agulhas. Presença forte na moda e na exportação.

Vestido com renda de bilro, criação de Walter Rodrigues, 2001. Aplicações de renda de bilro produzidas pelas rendeiras da Associação das Rendeiras de Morros da Mariana, Piauí, no projeto Moda e Artesanato. Crédito da foto.

As mãos da artesã tecendo a renda. Crédito da foto.
.
.
Renda Soutache

Feita de materiais sintéticos, é uma renda rebordada com o fio soutache, um fio chato e fino, evidenciando os contornos da renda de baixo. É uma renda em alto-relevo e, embora cubra apenas pedaços do tecido, tem um caimento pesado. Fica ótima em detalhes, como golas e punhos.
.
.
Renda Chantilly

Uma das mais nobres e conhecidas, a renda chantilly é um misto de viscose e poliamida, o que a deixa com um caimento incrível e um toque aveludado. É um bordado em cima de um tule bem fininho e geralmente tem um pouco de elasticidade. Pode chegar a valores astronômicos: a da foto acima custa módicos R$670 o metro (!).

Olha ela aí, no desfile do Samuel Cirnansck, no SPFW 2008.
.
.
Rendas Sintéticas

Mais baratas e fáceis de encontrar em diversos desenhos e cores. As de poliéster são bem populares mas não tem elasticidade e são ásperas. Boas para usar em detalhes em cima da roupa, sem contato com a pele. As rendas feitas com poliamida, como a da foto acima, são mais texturizadas e macias.
.
.
E você, gosta de renda e looks com renda? Qual é a sua preferida? 😀
Algumas das informações acima foram retiradas de uma revista Manequim de 2006.