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Fim de Ano

Então, o ano já está acabando. É nessa época que a maioria das pessoas fica estressada e desesperada com a quantidade de dinheiro que vai gastar com presentes que nem sabe ao certo se vão agradar. Pior ainda, também não sabe se vai gostar do que vai ganhar.

Uma pesquisa feita nos EUA concluiu que 64% dos presentes de Natal vão parar no fundo do armário. Além disso, imagine a quantidade de energia, combustível e sola de sapato que se gasta andando por aí. Pensando bem, é um desgaste desnecessário.

Por isso, minha pequena mensagem agora é: dê um presente que valha muito. Já pensou que levar uma amiga pra uma almoço caprichado, conversar bastante e trocar afeto pode ser melhor do que uma blusa que ela vai duas ou três vezes na vida? Uma lembrancinha, acompanhada de uma carta carinhosa, é melhor do que um “vale qualquer coisa” totalmente impessoal? Uma coisa feita pelas suas mãos, pequena e graciosa, será algo que será apreciado durante o ano com carinho? Presentes são uma delícia de dar e receber quando conhecemos quem os vai receber e sabemos que a pessoa vai gostar. Mas se não for isso, serve pra quê? Desperdício…

Agora que quase todo o mundo para pra comemorar o ano que está chegando, também é uma chance (e uma boa desculpa) pra retomar relacionamentos que lamentamos ter deixado pra trás, refazer laços que não deveriam ter se rompido, doar nosso tempo e nosso carinho. Mais do que presentes caros, mais do que uma casa enfeitada, ganhar uma família feliz e sorrisos sinceros vale mais que qualquer coisa.

 Abracem, beijem e sorriam!

Nos vemos em 2010!

Inspiração para olhar as estrelas

 

Tenho dó das estrelas

Luzindo há tanto tempo,

Há tanto tempo…

Tenho dó delas.

 

Não haverá um cansaço

Das coisas,

De todas as coisas,

Como das pernas ou de um braço?

 

Um cansaço de existir,

De ser,

Só de ser,

O ser triste brilhar ou sorrir…

 

Não haverá, enfim,

Para as coisas que são,

Não a morte, mas sim

Uma outra espécie de fim,

Ou uma grande razão –

Qualquer coisa assim

Como um perdão?

 

Fernando Pessoa, poeta português

 

Inspiração para lembrar e para esquecer

 

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

 

Cecília Meireles