Peças em Tricô – Gola e Miniponcho

Acabei mais dois projetinhos de tricô para usar já!

 

 

Este não é bem tricô, mas é muito interessante. Pode ser usado também como idéia pra fazer uma super gola. Usei o fio Rusticolor da Aslan, que é macio e tem um caimento perfeito. A receita está aqui.

 

 

 

Esse miniponcho ficou mais bonito do que eu imaginava. Foi feito com a mesma lã da bolsinha verde de tranças, que é a Festa, da Aslan (saiu de linha), mas fica perfeito com qualquer lã que seja um pouco mais grossinha e tenha bom caimento. Já tinha postado a receita aqui no blog faz uns dois meses. Veja aqui no site da Pingouin.

 

Os projetos não param! Estou acabando um coletão preto e uma blusa super diferente com o Pingouin Marte. Quando acabar, posto aqui!

Vamos Comprar Menos?

É legal correr atrás de produtos baratinhos, ficar feliz em comprar uma roupinha nova ou descobrir aquela liqüidação ou ponta de estoque. Mas, muitas vezes, deixamos de descobrir como é legal não comprar.

Isso mesmo! Todos os dias, somos bombardeados por propaganda de tudo quanto é coisa, de roupas, a maquiagem, cremes, eletrodomésticos. A maioria desses produtos que a gente viu sem querer a gente nunca ia precisar e talvez nunca iríamos querer comprar se não soubéssemos que não existia. A publicidade cria em nós uma necessidade. Ela não existia antes e, provavelmente, não existiria se houvesse uma pílula de esquecimento imediato.

Porque nos deixamos ser convencidas que seremos mais bonitas, mais “antenadas”, mais desejadas, se possuirmos isso ou aquilo? Há alguns anos estavam na moda uns óculos de sol que eram praticamente transparentes, lembra? Onde já se viu isso? Óculos de sol que não protegem do sol? É o cúmulo do supérfluo.

Sim, precisamos nos vestir. Sim, é bom usar adornos, brilhos e cores. Maquiagem também pode ser tratamento de pele e faz uma baita diferença na nossa aparência e na nossa auto-estima. Mas se todo mundo está usando sombra verde, porque está na moda, e você detesta verde, porque usar? Não dá pra usar uma coisa só porque está na moda. Agora, se você viu algo que combina com você e, pra ajudar, também está na moda, aproveite.

Não acho desperdício comprar um agrado. Só acho desperdício comprar tanta maquiagem a ponto de os produtos estragarem porque não se tem tempo de usar tudo; entupir o guarda-roupa de peças que não têm muito a ver com você e só foram usadas duas ou três (ou nenhuma) vezes.

Qual foi a última vez que você olhou para o seu guarda-roupa? Quando foi a última vez que você separou o que você usava, o que precisava de ajustes de costura para voltar a ser usado e o que podia sair? Quando foi a última vez que você pensou qual era o seu estilo, que imagem você queria passar para o mundo, quem era você e como suas roupas traduziam isso?

Digo isso porque, com a ajuda prestimosa e indispensável de minha mãe, arrumei meu guarda-roupa. Primeiro, tirei tudo o que estava velho demais, que não tinha mais a ver comigo (tinha peças que estavam comigo há mais de dez anos!) ou que não me serviam mais. Depois, fui selecionando o que ainda estava bonito e me cabia, mas não tinha mais a ver comigo. Inacreditavelmente, foram duas malas grandes lotadas de roupas e, surpresa!, meu guarda-roupa continua cheio!

Olhando tudo arrumadinho, percebi que não preciso de tanto. Foi difícil, devo confessar, me despedir de algumas peças que guardava por puro apego afetivo: peças que me faziam lembrar de ocasiões agradáveis. Mas depois que elas saíram, senti-me mais leve. A boa lembrança que elas me traziam ainda está comigo e isso não ocupa espaço em meu pequeno apartamento de 55m2. Apego traz sofrimento e dá um trabalho danado!

Hoje mesmo, me deparei com um vestido (R$39,90), um cardigan (R$29,90) e uma blusinha (R$24,90) que olhei, gostei e pensei: “Hum… está baratinho”. Não levei. São quase cem reais que eu não preciso gastar, pois já tenho vários vestidinhos, posso tricotar um cardigan ainda mais bonito (tenho muitos novelos pedindo para serem tricotados) e uma blusinha que vai disputar espaço com outras tantas que eu usei pouquíssimas vezes. Já pensou se eu guardar esse dinherinho ao invés de gastá-lo com roupas e acessórios toda vez que eu tiver essas vontades? Dá pra fazer uma viagem, comer num restaurante especial e até presentear alguém querido.

Melhor que entupir o guarda-roupa, é encher o coração de aconchego, a cara de sorrisos, e ainda se sentir mais leve!

Moda Gótica

 

 

Quando era adolescente, gostava de heavy metal e roupas pretas. Usava coisas pavorosas, me achando a rebelde (totalmente sem causa, diga-se de passagem). Mas quem não fez sua loucura adolescente que atire a primeira pedra!

Até mais ou menos um mês atrás tinha um vestido preto de veludo até o pé, que era a própria Morticia Adams! Hoje eu vejo muita gente gótica mas extremamente fashion, cheia de estilo e até com uma pitada de cor aqui e ali – geralmente os meninos nos acessórios e as meninas nas unhas e na maquiagem.

Bem, o estilo gótico agora é arte. O FIT Museum em Nova York abriu uma exposição chamada “Gothic: Dark Glamour”. O mais legal é que, além de mostrar as roupas, o visitante experimenta uma sensação que é a inspiração de quem cria e veste essas roupas: a cenografia é composta de castelos abandonados, laboratórios à lá Frankestein e labirintos angustiantes. As peças de estilistas famosos contracenam com o ambiente e o espectador, criando uma atmosfera inesquecível.

Pena não poder estar lá pra ver! E pena nenhum museu ou galeria moderninha tomar uma iniciativa assim por aqui! Por enquanto, deleitemo-nos com as figurinhas interessantes que passeiam pelo centro da cidade ou pelo bairro da Liberdade aos domingos…

Tricomania

Encontrei um site A-LU-CI-NAN-TE com receitas e idéias de tricô e crochê maravilhosas! Embora seja todo em inglês, mesmo para quem não conhece o idioma mas já tem uma certa intimidade com linhas e agulhas, pode arriscar sem medo! Receitas explicadinhas, muita criatividade e até algumas lãs e receitas à venda, pra quem não se contentar com pouco.

Dá uma olhada nessas bolsinhas e veja se não são apaixonantes:

 

CORRE LÁ!

Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa: tem que saber

 

Todo mundo quer escrever e falar bem. Eu, pelo menos, gosto de escrever tudo certinho, sem aquelas abreviações que as pessoas costumam usar quando escrevem em blogs ou em conversas instantâneas. Leva mais tempo e prova que temos cuidado com nossos leitores e prezamos a compreensão textual. Esse papo de professora (o que posso fazer? É a minha vocação…) surgiu porque a língua portuguesa vai passar por uma reforma ortográfica, que vai mexer em algumas coisinhas chatas que nunca incomodaram ninguém e nos privar da companhia de um grande amigo: o trema. Sim, esse sinalzinho (¨) que tanto incomoda quem está começando a escrever (não sei bem o porquê de tanto incômodo) era o que nos ajudava a pronunciar as palavras de forma correta. Com o trema, o u é pronunciado, sem o trema, não. Será que, com o tempo, as pessoas vão esquecer de como se pronuncia sagüi? Ou ficarão em dúvida quanto à pronúncia de adquirir? Afinal, ficou tudo igual. Em alguns dicionários, o trema continua no verbete para explicar aos leitores a pronúncia da palavra. Em outros, o sinalzinho é substituído por uma frase inteira: “o u é pronunciado”.

A maioria dos especialistas diz que essa reforma só veio para complicar. Imagine quantos livros precisarão ser revisados, quantas apostilas refeitas, quantos profissionais envolvidos nesse processo?

Qualquer que seja sua opinião, uma coisa é certa: temos que saber o que vai mudar. O autor do Michaelis Português Fácil, da Melhoramentos, e de mais de 30 livros didáticos, Douglas Tufano, explica tudo: www.douglastufano.multiply.com

Como as pessoas se vestiam

Mary Cassatt - Lydia fazendo crochê
Mary Cassatt – Lydia fazendo crochê

Para quem estuda literatura ou mesmo para quem gosta de ler, é muito interessante prestar atenção à descrição dos detalhes e costumes do passado. Lendo os clássicos da literatura universal, podemos pescar algumas coisas que exemplificam esses hábitos, hoje desaparecidos, que antigamente até mesmo “classificavam” a classe e origem social da pessoa.

As mulheres deviam ser prendadas, saber costurar, bordar, consertar e isso nem faz tanto tempo assim. Fora a parte que denota uma certa imposição de fazer as mulheres ficarem dentro de casa, acho super útil que saibamos costurar, bordar e consertar. Para nós mesmas, para podermos ser auto-suficientes e não ficar dependendo de alguém para dar um simples pontinho ou pregar um botão. Claro que hoje não é mais exigência que uma boa moça de família borde todo o seu enxoval – incluindo lençóis e toalhas com monogramas – mas acho lindo quem tem disposição e arruma um pouco de tempo para bordar aos pouquinhos um detalhe aqui e outro ali da sua casa.

“Mas as mulheres trabalham, são sempre tão ocupadas, quem consegue bordar???”, perguntariam alguns. Eu respondo: nós arranjamos tempo para o que queremos, fazemos nossos planos e arranjos para contemplar nossos desejos. Quando uma pessoa diz que não teve tempo para fazer algo que ela deseja muito, é necessário se perguntar o que está faltando para o desejo se concretizar. Planos simples, como fazer ginástica ou começar um hobby, dependem da nossa força de vontade. Temos que mandar a preguiça ir passear e começar a nos organizar.

Organização, para algumas pessoas, acabou virando sinônimo de chatice. Eu acho que a organização, além de ser necessária inclusive para o nosso prazer, não deve ser encarada como uma vilã. É bom organizar, ter as coisas arrumadinhas, tempo para nós mesmos, disposição para experimentar coisas novas. Temos que assumir a responsabilidade por nossa própria organização de vida, e não deixar que outras pessoas assumam o ônus de cuidar da gente (isso serve para todos aqueles que já tenham condições e formação suficientes).

Por outro lado, ajuda, carinho e uma dose de interesse alheio não fazem mal nenhum. Mal é sentir-se confortável em depender do outro, não buscar seus próprios méritos e não retribuir com carinho o carinho do outro. Para alguns, carinho é dar um presente. Para outros, é dispender uma hora do dia para ouvir o problema de um amigo. Temos que saber entender o carinho do outro.

Puxa, isso foi longe. Comecei falando de como as pessoas se vestiam no passado e acabei falando de relacionamento. Engraçado é que, sempre que falo do passado, essas pequenas atenções me vêem à mente, sorrateiras. Será que tudo isso ficou no passado? Tenho certeza que não. Meus amigos (pouquíssimos, claro) me provam todos os dias que ainda dá pra amar sem grudar, ter carinho sem dar presentes milionários e ajudar um pouquinho, nem que seja emprestando o ombro e o ouvido.

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