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Havaianas com Guardanapos

Muitas pessoas me pediram pra explicar essa técnica, mas eu não conheço. Pois recebi hoje num comentário este link, que compartilho com vocês.

A Ely faz havaianas e bolsas usando a técnica do decoupage. E a moça arrasa!

Vejam o Flickr dela e deliciem-se com os modelos! Ah, ela também dá aulas e vende apostilas!! Aliás, pra quem está em São Paulo no final de semana, ela vai dar um curso! Corre e se inscreve!

 

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Havaianas de Amarrar

   

Finalmente, estão aqui as Havaianas gladiadoras!

Depois de muito matutar, resolvi fazer assim, de forma que, se você quiser, dá pra trocar o tecido. Vamos à receita!

 

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Material

0,50 m de chitão com 1,40 de largura

1 par de chinelos Havaianas

Linha e agulha para costura ou máquina de costura

Botões ou enfeites

 

Modo de Fazer

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Corte tiras de 6 cm de largura na lateral do tecido, sendo que ficarão com 1,40 m de comprimento. Emende mais um pedaço de 70 cm e você terá uma tira com 2,10 m. É necessário uma para cada pé.

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Dobre a fita ao meio e costure, à mão ou à máquina, emendando aquele pedaço de 70 cm à tira de 1,40m.

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Pegue a fita costurada e passa pelo meio das tiras da sandália e faça um nó. Tem que sobrar um pedaço igual de cada lado.

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Vá enrolando, cobrindo toda a tira. Depois de cobrir tudo, dê um nó na última volta.

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Um lado já está pronto.

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Faça o outro lado igual.

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Para cobrir o pedacinho da tira que ficou sem tecido, faça um lacinho ou um fuxico. Se quiser, decore com botões ou chatons.

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Pronto! Aqui estão suas havaianas de amarrar! Eu não gostei do efeito do laço na minha então eu acabei não colocando nada. Acho que o laço lá de cima já dá conta. Mas um fuxiquinho ficaria bonitinho…

 

Dicas

  • Chitão é um tecido que não desliza. Então fica firme na perna e segura bem. Mas, em compensação, é mais trabalhoso de por e tirar se você quiser ficar trocando. Nesse caso, opte por uma malha.
  • Por ser um chinelo bem colorido, é próprio para o verão em situações bem informais.
  • As tiras podem ser amarradas subindo a perna ou mais embaixo, somente no tornozelo. Quanto mais ela sobe, mais curta deve ser a roupa que você está usando, pra não dar a impressão que suas pernas estão achatadas. Ficam lindas com shortinhos.
  • Depois de passar a tira com o tecido, você pode bordar por cima: chatons, vidrilhos, miçangas, pequenas aplicações, florzinhas… 
  • Pra vender, você pode passar cola de contato na tira antes de enrolar o tecido. Aí, ele não sai mais.
  • Usando cola, também dá pra usar tecidos mais finos, como cetim sintético. Use cores escuras pra não manchar.
  • Se quiser, também é legal colocar contas nas pontas das tiras, fazendo um arremate.

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Tenho que agradecer minha mãezinha querida, que costurou a tira à máquina para mim!

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Divirtam-se!!

 

Brincadeira de Verão

Pra fazer no final de semana e usar na praia: bijus de palitinho de sorvete. Isso mesmo! Pazinhas e palitinhos de sorvete viram acessórios divertidos pra usar no pescoço, na cintura e até como broches no chapéu, no top, na saída de praia…  Até numa produção mais descontraída na cidade.

Ah, é fácil colorir: é só comprar uma tinta pra artesanato em madeira. Faça os furinhos com um prego assim: coloque o palitinho sobre uma superfície de madeira que pode ser danificada e martele o prego sobre o palitinho ou a pazinha pra fazer o furinho. E pronto! É só ir juntando tudo com linha de pescador ou cola quente. A Salinas fez a brincadeira no desfile mas as clientes começaram a procurar o mimo nas lojas da marca e pronto! Sucesso total! Dá uma olhada no desfile da Salinas, no Rio Summer e inspire-se!

 

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Na Primavera/Verão, Flores!

 

Não há nada mais fácil e mais lindo do que uma flor. Enfeitando o cabelo, a blusa, o cinto, a bolsa ou qualquer outro lugar onde você queira, uma flor de tecido ou de linha acaba sempre virando o centro das atenções.

Da mais simples à mais sofisticada, tudo depende do seu estilo. Se você tem um jeito mais menininha, vai ficar linda com uma flor de cores vivas e formas simples. Experimente confeccioná-la em tecidos mais firmes, como brim ou popeline, ou até mesmo feltro bem colorido. Veja a sugestão da Manequim, que pode ser confeccionada em uma só cor ou toda colorida, você escolhe!

 

Material

• 1 pedaço de tecido de sua escolha de 20 x 20 cm
• 17 contas de acrílico ou 1 botão niquelado
• 1 pedaço pequeno de papel
• cartão
• cola de tecido
• agulha
• linha da cor do tecido
• tesoura 

 

Como fazer
• Em um pedaço de papelcartão, desenhe e recorte um molde de pétala, conforme o esquema ao lado. • No avesso do tecido escolhido, faça os desenhos de quatro pétalas usando o molde. Recorte.
• Faça as pregas da pétala dobrando 0,5 cm da lateral direita verticalmente, em seguida dobre de novo ao meio e prenda com um alfinete. Faça o mesmo com o lado esquerdo. Costure a base da prega com alguns pontos.
• Para unir duas pétalas, primeiro prenda com alfinetes e depois costure toda a extensão da base. Faça o mesmo com o outro par. Em seguida, passe cola de tecido no centro dos pares e sobreponha um ao outro, formando a flor.
• Por fim, costure o centro da flor para reforçar a montagem e espere a cola secar totalmente.

PALETÓ Seiki e CARTEIRA Lorraci

DICAS
• Utilize, como material para fazer a flor, couro sintético ou tecidos bem encorpados, como veludo e camurça.
• Para o miolo da flor, aplique contas de acrílico, que podem ser coladas desde as pétalas até o centro. Outra opção é costurar um botão no centro da peça.

Na hora de usar
• O enfeite pode ser aplicado como um broche em carteiras, echarpes e casacos. Para isso, cole um fecho na parte de trás das pétalas.
• Se quiser usar a flor no cabelo, finalize com um grampo de metal. “Faça as aplicações em um pedaço de tecido, que deve ser colado sobre as costuras”, ensina a designer responsável pela confecção da peça, Bida Thomazini.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fazendo várias florzinhas, dá pra usar como acessório, um colar de várias voltas ou um cinto, uma tiara… Veja as sugestões da Refazenda:

 

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Para aquelas que já têm mais intimidade com as agulhas, sugestão de pingente (que pode ser um chaveiro ou um pingente de colar) da Pingouin:

 

Chaveiro Rosita Material
Pingouin Bella: fios nas cores: tomate; ipê; seiva; cru; camelo;ag. para crochê Pingouin nº 2; contas em vários tamanhos; 1 fecho para chaveiro; 6 contar de ½ cm de diâmetro para revestir de crochê.

Pontos empregados
Correntinha (corr.).Ponto baixíssimo (p.bxmo.): introduzir a ag.; laç.; puxar o p. e passa-lo diretamente no p. da ag.. Ponto baixo (p.b.): introduzir a ag. laç.; puxar o p. e com outra laç. rem. todos os p..
Meio ponto (m.p.): laç.; introduzir a ag.; laç.; puxar o p. e com outra laç.; rem. todos os p.. Ponto alto (p.a.):  laç.;introduzir a ag. laç.; puxar o p.; laç. rem. 2 p. e com outra laç. rem. todos os p..
Flor: seguir o passo 1 e 2. Bola : seguir o gráfico.
Miolo : seguir o gráfico. Laço : seguir o gráfico.
Folhas : seguir o gráfico.
Amostra – A flor mede 6 cm de diâmetro. 

Realização
Fazer uma flor seguindo o passo a passo 1 e 2 com o fio vermelho.
Bola – Fazer uma corr. de 4 p. fechar em círculo e trabalhar a bola seguindo o gráfico. Fechar a bola na última carr. deixando a conta de ½ cm dentro para o enchimento (fica bem justo). Revestir as 6 contas de ½ cm sendo 2 com o fio seiva e 4 com o fio camelo. Com o fio ipê fazer o miolo seguindo o gráfico. Com o fio seiva fazer as folhas seguindo o gráfico.

Modo de armar
Prender o miolo na flor com uma conta no centro. Prender o fecho do chaveiro nas folhas com uma carr. de p.b.. Fazer 3 corr. crú com 18 cm cada intercalando contas e laço durante a execução. Prender as bolas de crochê com o fio seiva no centro de duas corr.. Com o fio seiva fazer uma corr. de 5 cm e prender uma bola (fio camelo) de crochê na ponta.
Fazer mais 3 corr. com o fio seiva com 18 cm cada intercalando contas e laço durante a execução. Prender as bolas de crochê com o fio camelo no centro de duas corr.. Prender todas as pontas das corr. juntas por trás da flor. Em seguida prender as folhas com o fecho por trás das corr..

 

 

 As minhas flores, eu fui inventando:

 

A simples sacolinha de feira fica mais alegre com o bordado de lantejoulas. Usei fio de nylon e desenhei a flor com giz de costura à mão livre.
A simples sacolinha de feira fica mais alegre com o bordado de lantejoulas. Usei fio de nylon e desenhei a flor com giz de costura à mão livre.

 

Já a saiona preta fica bem menos séria com a aplicação de flores de feltro, com linha de pesponto. Na frente, duas; atrás, uma. Se quiser, borde uma só, bem grande, numa das laterais. A mesma idéia pode ser aproveitada para uma saia jeans, mas não com feltro.
Já a saiona preta fica bem menos séria com a aplicação de flores de feltro, com linha de pesponto. Na frente, duas; atrás, uma. Se quiser, borde uma só, bem grande, numa das laterais. A mesma idéia pode ser aproveitada para uma saia jeans, mas não com feltro.

 

Ah, claro, tem também na camiseta.

 

Agora, mãos à obra e vá florear por aí!

 

Impressões sobre a 5ª Semana de Moda e Cultura

As palestras da 5ª Semana de Moda e Cultura realizadas na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na semana passada foram dirigidas principalmente para profissionais e estudantes de moda, além de áreas afins, como jornalismo, arte, fotografia.

Os palestrantes eram todos destaques do cenário da moda brasileira atual, entre eles Paulo Borges, idealizador e realizador da São Paulo Fashion Week.

Quero destacar a palestra de Fábia Bercsek, que falou de criatividade e customização. O que ficou foi: moda é cada vez mais identidade e é preciso descobrir-se antes de descobrir sua moda. Quem é você? Do que você gosta? Que imagem você quer passar? Sem isso, fica impossível ter estilo. Estilo é, antes de tudo, quem você é e de que forma você escolheu mostrar-se para o mundo. Para isso, é preciso conhecer-se.

Parece fácil? Não é, porque requer um exercício de olhar para dentro antes de olhar para fora. É preciso, às vezes, coragem, para assumir escolhas e definir sua visão de mundo. Mas vale a pena pois é um exercício além de moda, além de roupa. É um exercício de sabedoria. Isso me lembra a entrevista que eu vi com o cineasta David Lynch que disse que a meditação, prática que o acompanha há mais de 20 anos, abriu sua mente para dentro e para fora e que, depois disso, ficou muito mais fácil saber o que ele queria em todos os sentidos: profissionalmente, pessoalmente, emocionalmente… Quase ninguém nos diz isso mas a maioria das neuras que temos e dos problemas que enfrentamos não existiriam se soubéssemos fazer escolhas apropriadas e tomar os rumos certos para nós mesmos.

 

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 Fábia Bercsek

 

Depois da palestra, fomos para a customização de camisetas, e nem preciso dizer que foi uma delícia. A minha ficou assim, depois que eu voltei pra casa e acrescentei algumas coisinhas do meu repertório:

 

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Outro destaque foi a palestra/bate-papo com o estilista André Lima, a jornalista e editora da l’Officiel Brasil Silvana Holzmeister e o fotógrafo Bob Wolfenson sobre Moda, Jornalismo e Fotografia. Uma hora de uma conversa inteligente, multidisciplinar (falou-se até das eleições americanas e do estilo de Michelle Obama) e inspiradora, daquelas que a gente sai com milhares de idéias na cabeça. Não consigo e nem tenho a pretensão de resumir tudo aqui mas acho que consigo expressar a idéia principal em apenas uma frase: moda é referência e não cópia. Claro que existe o fast fashion, aquela idéia das Lojas Marisa ou C&A, mas o legal é usar essas informações para ser criativo, usar suas próprias referências para construir uma imagem (de novo, descobrir-se) e, principalmente, ser curioso. Assista filmes (mesmo os que você acha “esquisitos”), ouça músicas novas, vá ao teatro, ao balé, enfim, faça coisas diferentes do que costuma fazer. Esse quebra-cabeças de informações, sua visão de mundo e suas experiências vão ajudar na criação de um estilo próprio e de um olho treinado para o que é bom. Olhe tudo: desde o mendigo na rua até as nuvens no céu. Tudo é inspiração. Lembro que uma vez o Alexandre Herchcovitch disse que “adorava a combinações de estampas das velhinhas que ele via na rua”. Ele até fez um desfile com essa inspiração. Ou seja, ABRA OS OLHOS!

 

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 André Lima, Silvana Holzmeister e Bob Wolfenson

 

Posso dizer que valeu muito a pena e que saí das palestras com a cabeça a mil, cheia de idéias. Além disso, foi tudo de graça! Precisamos de mais eventos assim, que não selecionam a partir da conta bancária, mas do interesse genuíno em participar e querer adquirir conhecimento.

Os alunos de moda da FMU, do Senac e da Belas Artes tiveram seus trabalhos de conclusão de curso expostos na livraria também. Olha que bonito…

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Customização de tudo

Aqui, sempre falamos de roupas e acessórios, mas a moda hoje é customizar tudo. Há um novo conceito de morar, que inclui a customização da planta dos apartamentos, customização dos carros e acessórios destes e daqueles pequenos aparelhos que carregamos conosco todos os dias, como celular, notebook ou notepad.

Acho legal poder imprimir nossa marca e deixar as coisas com a nossa cara. O problema é quando a gente pensa que não pode haver um evento aleatório na nossa vida. Quantas vezes não fomos buscar um novelo de uma cor e chegamos na loja, não tinha a tal cor e, muitas vezes, nem a tal lã e acabamos voltando com outra  coisa, que virou a nossa blusa preferida? Ou aqueles eventos ainda mais dramáticos que, andando na rua, podemos acabar tropeçando num futuro melhor amigo?

Eventos ocorridos ao acaso tem sua beleza. Filhos são o maior exemplo disso, quando concebidos pelas vias naturais: quem pode prever que célula encontrará aquela que está esperando? Quem pode prever a cor dos olhos, a exata tonalidade da pele, o dente tortinho ou a mania de abrir as mãos? Pois fiquem sabendo que agora a moda é customizar os filhos também. Isso mesmo: em algumas clínicas, dá pra escolher a cor dos olhos e algumas outras características que ficavam apenas na torcida dos pais.

Claro que, por um lado, isso é ótimo, porque dá pra “programar” uma criança quase perfeita, sem problemas genéticos nem síndromes, que causariam sofrimento. Mas não é um pouco estranho poder controlar tudo? Como os chineses estão tentando fazer, programar o tempo e a chuva para disfarçar e maquiar a poluição que eles mesmos jogaram na atmosfera? Deixo a China pra lá, por enquanto, porque tenho muitas críticas para fazer.

Mas acho o aleatório, o supreendente, parte da vida e gostaria que algumas coisas apenas existissem do jeito que são, “descontroladas” no melhor sentido do termo. Não sabemos quando vai chover (pelo menos não exatamente), não sabemos quando será o próximo beijo nem o próximo abraço (podemos tomar a iniciativa), não sabemos quando será inevitável.  A foto acima é uma arte zen chamada Wabi Sabi, que significa “beleza na imperfeição”. O Wabi Sabi encontra a beleza na natureza e na aceitação do ciclo natural da vida. Temos que parar de associar o que é belo ao que é perfeito. Tudo que produz alegria e paz é lindo. Como o ocasional “Abraço das Folhas” acima.

Por isso me deixo surpreender todos os dias e é necessário que nos empenhemos em surpreender a quem amamos, pois podem até já conseguir programar a cor dos olhos, mas ainda não sabemos o que será amanhã.