Arquivo de etiquetas: poesia

Desligue o PC e Vá Ler um Livro!

Sugestões de clássicos fáceis de achar e baratinhos…

Pra gelar a espinha…

poe

CONTOS DE TERROR, DE MISTÉRIO E DE MORTE
de Edgar Allan Poe

Pra mudar a sua vida…

guimaraes

GRANDE SERTAO – VEREDAS
de Guimarães Rosa

Pra ver poesia todos os dias, com olhos de criança…

cecilia

OU ISTO OU AQUILO
de Cecília Meirelles

Pra se apaixonar por literatura…

victor_hugo

O CORCUNDA DE NOTRE DAME
de Victor Hugo

Pra rir e se emocionar…

calvin-e-haroldo

QUALQUER LIVRO/TIRA DO CALVIN E DO HAROLDO

Pra se divertir e aprender…

stevenson

A ILHA DO TESOURO
de Robert Louis Stevenson

Recomendo a edição da editora Melhoramentos, que tem um monte de notas e ilustrações sobre o mundo dos piratas. É bem melhor que Piratas do Caribe…

Pra ter sonhos bons…

vinicius

CANCIONEIRO
de Vinicius de Moraes

Boa leitura!  😉

Inspiração para uma semana curta…

 

edificios-distorcidos1

 

Mário de Andrade escreveu, em Paulicéia Desvairada (1922):

 

Horríveis as cidades!
Vaidades e mais vaidades…
Nada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria!

 

E eu, muito petulante, vou discordar um pouco dele… Verdade que são horríveis e poluídas. Verdade que só há vaidade. Mas… A poesia pode estar em nossos olhos, a alegria em nosso coração e, além de Red Bull, um pouco de imaginação pode te dar asas!

 

Ah, corram pra participar do Concurso do Verson, Minha meia me faz féchonn!!!, só até domingo!! Clica aqui!

 

Bom feriado com muito chocolate! 😉

Inspiração para voltar

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas “sou gaivota e fui sereia”
ri-me de ti “então porque não voas?”
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos

A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho “olá”,
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste “ainda bem que voltaste”

A Noite Passada – Sérgio Godinho