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Teen in the 80’s

Eu vivi os anos 80. Como diz meu pai, o que para alguns é história, pra mim é memória! E digo que não havia nada mais perigoso em termos de look do que ser adolescente nos anos 80. Era cabelón, cintura altíssima, saia justérrima, calça baggy e por aí vai. Mas existem coisas que sempre me fazem lembrar dessa época com carinho especial.

Uma delas é a música. Algumas coisas realmente ficaram. Bon Jovi é uma delas. Aquele Bon Jovi, com cabelo de poodle selvagem, calças mais justas que Deus, ombreiras gigantes, muito brilho e muito sex appeal. Imagine o que uma imagem dessas não causa na cabeça de uma menina de 13 anos, minha idade na época do lançamento de Born to be my baby. O toque folk das músicas de Slippery when wet, até hoje meu álbum mais querido, é de arrepiar. A trilha sonora de Jovens Pistoleiros também marcou época. As letras realmente diziam alguma coisa, eram poesia pura.

Sempre que tenho saudade do vigor e da vontade de vencer, eu me lembro da frase de Living on a Prayer, do mesmo álbum: “We’re half way there” – Estamos quase lá. E aquela corridinha que o Jon sempre dava nos palcos, incansável, com a voz absolutamente irretocável. Naquela época era no gogó, nada de playback! Pra guardar no coração.

 

Olha que tudo a jaqueta tipo Balmain do David (sim, eu sei os nomes), as tachas, correntes, ombreiras e wet leggings!

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Comecinho da década: montação com cores e estampas. Rolava até make!

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Posso falar? Ele tava muito mais bonito assim do que trabalhado na chapinha como tá agora.

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Que época boa… Pra relembrar, passa no canal Jon Bon Jovi no Vevo pra assistir tudo em alta resolução.

Still de Wanted Dead or Alive, uma das melhores (se não a melhor) músicas de todos os tempos do Bon Jovi.

 

Inspiração para escolhas difíceis

 

Ou se tem chuva e não se tem sol

ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,

quem fica no chão não fica nos ares.

É uma grande pena que não se possa

estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isso ou aquilo: ou isso ou aquilo…

e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui saber ainda

qual é melhor: se isso ou aquilo!

Cecília Meireles – Ou Isto ou Aquilo

Inspiração para trocar de lugar

Imagine que sua casa foi invadida por uma lama preta, oleosa e fedida.

Imagine seu corpo imundo e você ser incapaz de limpá-lo para sentir-se confortável.

Imagine que o seu alimento mudou de cor e de gosto e tornou-se insuportável.

Imagine que você está cansado e não consegue mais encontrar o lugar onde costumava descansar.

Imagine que você está com frio, com fome, desconfortável e com uma incontrolável falta de ar.

Imagine que você não entende porque se sente assim.

Imagine que você nem sabe como sua vida é importante.

Imagine que quem tem o poder de tirar ou manter a sua vida simplesmente não aparece.

 

Não é horrível?

Luto

 

Parece impossível que uma coisa dessas ainda aconteça. Parece impossível que as pessoas ainda lavem a calçada com mangueira durante horas e peguem o carro pra ir até a esquina, o mesmo carro que anda com o petróleo que está sendo derramado na água onde vivem milhares de seres e que vai chegar na praia. Parece mentira que ninguém pensa nisso. No dia das crianças no Japão, uma tradição pede que se pendurem carpas para elas, para que cresçam grandes e lindas como esses peixes cheios de cores. Os peixes estão morrendo, o mundo está pedindo socorro… em que mundo essas crianças vão viver? Do que mais a gente precisa pra mudar nossos hábitos e perceber o que é realmente importante e necessário?

Inspiração de Outono

 

A chuva chove…

A chuva chove mansamente…como um sono
Que tranquilize, pacifique, resserene…
A chuva chove mansamente…Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine… E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono…
Véspera triste como a noite, que envenene
A alma, evocando coisas líricas de outono…

 

Cecília Meireles