Arquivo da categoria: elegância

Minhas Mãos na Moda Moldes

capa_3099_22986g

A Moda Moldes deste mês oferece aos seus leitores uma proposta de customização para aproveitar a tendência dos paetês e que também serve de sugestão para uma virada de ano na praia ou num ambiente descontraído. Eu fui encarregada de transformar uma camiseta regata branca em uma regatinha especial!

.

90536547ml042_mercedes_benz.jpg_cmyk

A peça da coleção desfilada na Semana de Moda de NY de BCBG Max Azria foi a inspiração…

.

IMG_8138b

…para criar esta belezinha!

 

Como toda boa customizadora, assim que ela ficou pronta tive mais algumas ideias para usar os aviamentos. Você pode:

  • Passar as tiras de aviamentos do lado esquerdo do decote em direção à barra direta, como se fosse uma faixa de miss;
  • Cortar todos os aviamentos do mesmo tamanho;
  • Prender os aviamentos no decote e na barra;
  • Fazer a franja em volta de todo o decote;
  • Prender os aviamentos em volta do decote, como se fosse um colar…

Enfim, use a criatividade! O passo a passo (só minhas mãos aparecem!) tá todo na revista, assim como a lista de materiais. Compre a sua aqui!

.

IMG_8135 IMG_8136

Na primeira foto, Fernanda (fotógrafa) e Rebeca (redatora). Na outra foto, eu, blusinha e Rebeca.

.

IMG_8141 IMG_8142

Prensa antiga no hall de entrada lindo do prédio da Editora On Line.

 

Renda

As arteiras do Superziper fizeram dois posts recentes sobre renda, um com um tutorial pra fazer um colarzinho e outro pra fazer um cinto. Engraçado como essas coisas são… Eu tinha feito um colarzinho muito parecido, inspirado numa matéria de uma revista Manequim de 2002 e deixei o coitadinho encostado porque não achei que o caimento tinha ficado bom. Aí, lendo lá no Superziper que elas usaram uma rend sintética, me deu um estalo: minha renda era 100% algodão, então eu podia engomar! Assim, ressuscitei meu colarzinho!

IMG_8162

A renda pode ser facilmente encontrada na 25 de março ou armarinhos. É renda para acabamento de decote, como é conhecida. Para transformá-la em pingente, eu primeiro tive que engomá-la, pra ela ficar certinha e não ficar dobrando para os lados. Como engomar?? Veja as dicas do blog http://alemdecriar.blogspot.com/

 Receita com goma líquida vendida em supermercado (Goma Pox):

• 2 colheres de sopa de Goma Pox

• 1 copo de água ( 250ml)

• Bacia

Dissolva bem as 2 colheres de sopa de Goma Pox em um copo de água ( copo de requeijão). Despeje na bacia e mergulhe o tecido encharcando-o bem. Deixe escorrer e coloque para secar em lugar plano. Quando estiver quase seco, passe bem a ferro.

Receita com amido de milho (Maizena é uma das marcas):

• 1 colher de sobremesa de amido de milho

• 1 copo de água ( 250ml)

• 1 panelinha

• Colher para mexer

Dissolva bem o amido de milho na água fria e leve ao fogo, mexendo sempre. Quando levantar fervura, continue mexendo até perceber que engrossou e desligue o fogo (fica como um mingau bem ralinho). Deixe baixar a fervura e mergulhe o tecido até encharcar bem. Tire-o com cuidado para não se queimar, porque vai estar bem quente. Coloque o tecido em uma superfície plana para secar completamente, depois passe bem a ferro na temperatura adequada ao tecido escolhido.

Receita com termolina leitosa:

• 1 tampinha de termolina leitosa

• ½ tampinha de água

• Plástico para proteger a mesa

• Trincha ou pincel largo

Coloque a termolina e a água em um copo e misture bem até dissolver completamente. Mergulhe a trincha nesta solução e passe sobre o tecido espalhando bem, até molhá-lo completamente. Deixe secar e passe a ferro na temperatura adequado ao tecido e cobrindo-o com um pano limpo. Lave bem o pincel em água corrente depois de usá-lo.

Receita com cola branca:

• 1 parte de água

• 2 partes de cola branca

• bacia

Essa receita é indicada para se fazer trabalhos maiores, porque o tecido fica mais firme. Despeje a cola e a água em uma bacia e misture bem até dissolver completamente a cola. Mergulhe o tecido, cuidando para todo ele fique bem molhado. Retire da bacia e coloque para secar. Passe bem a ferro na temperatura adequada ao tecido. Se for fazer esta receita apenas para um pedacinho de tecido, faça como na receita com termolina.

Devidamente engomada, coloquei duas argolinhas de bijuteria de cada lado. Não coloquei na pontinha porque a minha renda era relativamente larga e ia ficar dobrando. Mas, dependendo da sua renda, pode colocar bem na pontinha mesmo.

IMG_8164

Uma das argolinhas foi colocada diretamente dentro da argola do fecho da corrente. Repare na foto que a argolinha de montagem é a que está meio aberta. Ela fica fixa.

IMG_8163

  A argola do outro lado foi presa para que o fecho da corrente encaixasse nela.

 

Assim, o colar é abotoado na frente mesmo e é super fácil de ser ‘desfeito’, se por acaso a renda tiver que ser lavada ou mesmo se você se cansar e quiser fazer outra coisa com a renda ou com a corrente. Fica lindinho usado sobre regatas ou sobre blusas com decote em V.

IMG_8243

Quanto ao cinto de renda, minha sugestão é simplesmente pegar um bico de renda vendido a metro, ou comprar um pacote com pelo menos 2 metros, dar duas voltas na cintura e fazer um laço. Deixe as pontas caídas. Fica lindo sobre vestidos ou blusinhas de seda. Faça parecido com os lencinhos de Wilson Ranieri, nos desfiles da SPFW Verão 2010. Lindo, né?

Wilson Ranieri - SPFW Verão 2009-10 - 01 Wilson Ranieri - SPFW Verão 2009-10 - 05

Pelo mundo e pela moda – 01

 

DSCF2683

Londres, 1996.

 .

Esse blazer de lã azul foi meu fiel companheiro em muitas viagens. Modelagem eterna, cor linda. Ficou pequeno e foi dar uma volta por aí, contar mais aventuras com outras pessoas.

 

DSCF2684

Look escocês, Edimburgo, Escócia, 1996.

.

Olha o Castelo de Edimburgo ao fundo. O mesmo blazer da foto acima. Eram 10 da noite e estava bem frio.

 

blazer azul Rochas

Qualquer semelhança não é mera coincidência… Olha um blazer quase irmão, desfilado na semana de moda de Paris 2010, que aconteceu na semana passada. Desfile do Rochas.

 

Moda… tudo volta…

 

Ciclo Cinema Corpo e Moda – Identidade de Nós Mesmos

Último filme do ciclo foi o documentário Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.

 

yohji-1

 

Wim Wenders acompanha Yohji Yamamoto em seu atelier, durante as provas para a coleção que será apresentada em Paris. Seu processo criativo é exposto de maneira delicada, silenciosa. Nós e o documentarista somos quase testemunhas de um momento especial, que Yamomato nos deixa assistir.

Além, é claro, do grande assunto do filme — o processo criativo de Yamamoto — há muitas argumentações paralelas: as cidades e como elas influenciam o processo, a roupa e a imaginação; o olhar do documentarista e sua avaliação da imagem que produz; a roupa e a mulher que a veste.

Trata-se de um documentário, não de uma história com começo, meio e fim. Há argumentações, não narrativas. A única coisa que tem começo, meio e fim é a produção e o desfile do estilista em Paris. Perguntar-se sobre as semelhanças e diferenças entre Paris e Tóquio, o ato de documentar, a forma como se fotografa e filma, tudo é questionado pelo diretor/narrador.

Mas vamos falar de Yamamoto… Um artista, mesmo. Um universo inteiro. Ao começar a criar para a mulher européia, ele comenta sobre as diferenças de proporção em relação ao corpo da japonesa. Além da diferença física, outros aspectos relevantes para a criação são percebidos: as emoções, a geografia, os pensamentos, o modo de vida daquela outra mulher. É outro mundo.

O processo de criação começa com a escolha do material ou com a escolha da forma. Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções. Por isso ele só cria em cima do preto, que para ele traz emoções mais condensadas, como a junção de todas as cores. Depois ele escolhe a matiz que será feita a peça. Mas sua paleta possui poucas cores, geralmente muito preto, algum branco e toques de vermelho.

 

Yohji_Yamamoto_paris_fashion_week_fw09_1

Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções.

Repare no tecido estruturado do blazer e das formas drapeadas do vestido/casaco. À cada um, seu material.

 

Yohji gosta de ressaltar que é japonês mas não é apenas japonês. Suas roupas não tem nacionalidade. Seu estilo é a expressão de um sentimento. Por isso, é impossível copiá-lo. Sua linguagem é única e reconhecível. Ao criar uma roupa, ele busca descobrir a “essência” dela no processo de fabricação. Gosta de ser chamado de costureiro, gosta de se debruçar sobre os moldes, presta atenção nas costuras. Adora explorar as assimetrias: lembra que quando algo é simétrico, incomoda. O ser humano não é simétrico em suas emoções, em seus pensamentos e até mesmo em seu corpo. Suas peças de roupa são tão convidativas que ele gostaria que as pessoas “morassem” nelas e se identificassem a tal ponto que, se alguém visse o casaco de alguém jogado no chão, não diria “é o casaco do fulano” mas sim “é o fulano”.

 

jacket

Os pespontos, o preto e o branco e as assimetrias: marcas de Yamamoto.

 

Sobre estilo, ele deu uma aula: estilo pode ser uma prisão de repetições. Mas aceitar seu estilo te dá a chave para abrir essa prisão e tornar-se o guardião dela, deixando entrar somente o que você quer. Nesse aspecto, temos que pensar também no que passa e no que fica, o efêmero e o permanente. Vítimas do consumismo geralmente só enchem os armários de efemeridades, coisas que passarão, roupas que em nada se parecem com quem as comprou. O permanente é não apenas o clássico, mas algo prático, que dá a liberdade para quem o veste ser e exercer as funções que se propõe. Pessoas não deveriam consumir roupas, deveriam ser aquelas roupas. Claro que a moda movimenta o mundo. E moda não é apenas roupa: podem ser pessoas, filmes, livros, músicas e até mesmo prédios. E muitas vezes, moda também acomoda a necessidade: se você está morrendo de frio vai precisar de um casaco. Ele pode ser até assim ou assado, mas em primeiro lugar vem sua necessidade de não morrer de frio. Assim que as pessoas deveriam consumir. Consumindo tudo o que podem, acabam consumindo a vida e tudo que podem comprar como objetos, sem ter nem ao mesmo consciência desses objetos. No minuto em que estão na mão, já se tornam obsoletos. O consumista só quer o que ainda não tem, mesmo que já tenha muito. “Felicidade seria obrigar as pessoas a viverem de forma simples e sem comprar”, frase de Yamamoto que me soou como marketing, porque se todos obedecessem ele iria à falência. Mas concordo com a primeira parte: viver de forma simples também significa comprar menos e com mais consciência das suas necessidades.

 

yohji-yamamoto-fall-07

 

 

Reparem que em suas criações a mulher aparece sempre muito verticalizada, altiva, oferecendo um destaque para o colo e o rosto. Yamamoto significa “ao pé da montanha”. Talvez seja assim que Yohji se coloque: aos pés dessa mulher ativa, trabalhadora, executiva, guerreira. Mulheres como sua mãe, que o criou sozinha depois que seu pai morreu na guerra. Aliás, a guerra incomoda Yohji. “A guerra ainda não acabou dentro de mim”, diz ele. O sentimento de luto e de falta de futuro parece assombrá-lo e revoltá-lo. Mas ele sublima a guerra dessa forma: vivendo o presente, “desenhando o tempo”, vivendo na moda de forma atemporal e anti-glamurosa. “A simetria perfeita é feia. Precisamos quebrar, destruir um pouco”. Desconstruindo linhas, construindo sonhos. Assim segue Yamamoto.

 

Pra conhecer mais sobre o estilista, visite o site oficial. As fotos foram tiradas daqui, daqui, daqui e daqui. Essa menina é fã dos japoneses e escreve coisas lindas. Pra pensar muito.

 

Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver os palestrantes e seus currículos, clique aqui.

 

Obrigada ao pessoal da PUC-SP, por promover com tanto comprometimento e profissionalismo um evento com tanta qualidade. E também por me convidar! Até o próximo!

 

Ciclo Cinema, Corpo e Moda – A Duquesa

Segundo filme dos encontros promovidos pela PUC-SP.

 Pra saber um pouco do enredo, dá uma olhada aqui neste post que eu escrevi por ocasião do lançamento do filme na Inglaterra.

Impossível assistir esse filme sem pensar e considerar a parte histórica. E impossível não lembrar de Lady Diana Spencer, descendente da Duquesa do título e também vitimizada pelas circunstâncias e pelo peso da tradição da nobreza.

Mas vamos ao que interessa: figurino! Claro que o mais chama a atenção é o figurino da Duquesa. Rico, detalhado, inovador para a época, romântico e sedutor. A duquesa representa o poder do duque, o poder da posição dele na hierarquia real e na sociedade. A maioria das palestrantes chamou a atenção para esse fato: enquanto o duque se veste de maneira tão sóbria e tradicionalista, à duquesa cabe exercer a sedução. O poder dele vem do sangue e da posição; o dela, de quanto consegue seduzir.

arts_duchess_584

As roupas do duque são tradicionais, feitas de tecidos pesados e estruturados, como veludo e tafetá. Sua peruca não é tão empoada e seus movimentos, até por conta dos tecidos, são pequenos e discretos. Até sua voz é baixa. Sua movimentação também é pouca, oscilante, desconfortável. Tudo o que ele passa despercebido visualmente (e todas as habilidades sociais que ele não tem), ele se impõe no poder e na palavra. O que ele quer, acontece. Ele não precisa gritar, gesticular ou se expor. Sua “frieza” é tanta que na época comentava-se que todo o país era apaixonado pela sua esposa, menos ele.

A duquesa, sua esposa, uma mulher tão cheia de enfeites e adornos, apenas demonstra visualmente o poder dele próprio que é, na verdade, o “dono” dela. Sua única função é ser esposa e providenciar um herdeiro homem. Mesmo sendo constantemente referenciada como “Imperatriz da Moda” e lançadora de tendências, saindo caricaturada nos jornais da época e constantemente exposta publicamente, na prática não tinha nenhum poder de decisão sobre sua vida.

Agora, pensando bem: se naquela época a mulher mostrava-se mais enfeitada e sedutora, porque demonstrava, na verdade, o poder de seu “dono”, porque a moda hoje foca muito mais a mulher? Eu acredito que agora porque ela escolhe demonstrar seu próprio poder através da roupa e não tem apenas a roupa para se expressar. Se hoje a mulher não tem dono e ela escolhe o que fazer, vestir, usar, talvez hoje, mais do que nunca, a moda seja um acessório de poder para as mulheres.

 The_Duchess-2-Ralph_Fiennes 2008_the_duchess_006 large%20the%20duchess%20blu-ray12

Sua aparência e atitude contrastavam radicalmente com o homem que Georgiana amou, Charles Gray. Seus cabelos despenteados, sua roupa despojada, seus gestos grandes e sua energia em movimentar-se não apenas demonstram sua personalidade enérgica, mas seu desapego à tradição e sua vontade de mudança. Essa atitude também muda quando ele decide ajustar-se ao sistema, não brigar mais pelo seu amor e continuar jogando o jogo do poder, para chegar aonde quer: ser primeiro-ministro, o que ele acaba conseguindo.

 keira_knightley_the_duchess_movi-1_0_0_0x0_450x675 theduchess4

 Essa reflexão nos leva ao tema de discussão do encontro: o papel temático das pessoas no mundo. Todo sistema social é baseado em poderes e esse poder/posição social também pode ser demonstrado pela roupa hoje em dia, num movimento que começou após a revolução industrial da Inglaterra do séc. 19. A roupa definia, naquele momento, uma posição ou uma profissão e como o poder já era também determinado pelas posses, o que a pessoa podia comprar a definia. Nesse momento, também, as pessoas que tinham dinheiro começam  a usar tecidos e aviamentos mais caros, materiais que antes só a nobreza tinha acesso, não pelo preço, mas por que era essa a vestimenta que a definia. Dois séculos antes, por ser a sociedade tão estratificada e ligada à vínculos de sangue, a roupa era quase um uniforme: se era poderoso/nobre/religioso, tinha o direito de usar certas peças e tecidos. O valor de cada ser humano era definido pelo sangue. Dois séculos mais tarde, esse valor passou a ser definido pela riqueza.

A duquesa vive bem no período de transição (1757-1806) dessa fase, em plena Revolução Francesa, que mudará para sempre os valores em vários terrenos, inclusive no jeito de se vestir. A Inglaterra nesse período era vista como a terra da liberdade. Apropriadamente, uma das palestrantes chamou a atenção para a diferença dos jardins franceses – estruturados e organizadíssimos – para os ingleses – “acidentados”. Podemos tirar daí a metáfora de que nesses jardins “acidentados” coisas inesperadas podem acontecer, coisas que podem alterar a ‘normalidade’ das regras tradicionalmente estabelecidas e seguidas. Interessante notar também que as cenas em que Georgiana aparece livre, correndo, usando cores claras e roupas nem tão estruturadas, são justamente as cenas em que ela aparece no jardim. Assim como as crianças, símbolo do comportamento livre, sempre aparecem brincando ao ar livre.

keira-knightley-the-duchess-press-still_0_0_0x0_470x533the-duchess_l

the_duchess_14334ec4fe8aedef66_Duchess-Top

Essa cenografia e os quadros abertos representam a liberdade, a possibilidade dos ‘acidentes’, de descobrir os caminhos a medida em que se vai andando. Já as cenas internas tem quadros fechados, imagens quase em close, num clima sufocante que dá a impressão que a pessoa não tem espaço nem para abrir os braços. A luz abundante do exterior também faz um contraste com a penumbra do interior. Mesmo dentro de suas casas, estão sempre cercados de pessoas, sem privacidade, nem intimidade. A cenografia está focada em limites visuais. Esses limites visuais metaforizam o limite das emoções, do desejo, da felicidade e das escolhas.

60897_The_Duchess2_122_1062lo_0_0_0x0_420x281  The%20Duchess%20small keira-knightley-the-duchess-of-devonshirethe_duchess_main the-duchess THE DUCHESS feature_00350_the_eighteenth_century_look_from_the_duchess_1 article-0-0286D9DE00000578-480_468x475

A maioria das palestrantes abordou o contexto histórico, tanto das roupas quanto da arquitetura, do paisagismo e até do mobiliário, ressaltando as diferenças e semelhanças entre França e Inglaterra e suas grandes damas da moda: Maria Antonieta e Georgiana. Nesse sentido, o filme sobre Maria Antonieta quis focar muito mais esse aspecto visual e até conseguiu criar um estilo quase “usável” inspirado na nobre que morreu na guilhotina. Georgiana certamente estaria em todos os tabloides e revista de fofoca/moda se vivesse hoje. Sua descendente, Diana, esteve. A moda francesa desse período ainda é muito ligada à sedução, tanto para os homens quanto para as mulheres, que usam brocados, brilhos, volumes, maquiagem carregada (era moda colar “mosquinhas” no rosto para parecer pintas) e grandes perucas. Na Inglaterra, sendo a nobreza muito mais ligada ao campo e suas mansões do que à corte, a roupa tende a ser mais prática, menos brilhante, mas não menos elaborada. Apenas mais discreta se comparada à vestimenta dos que transitavam ao redor do Rei Sol e queriam ‘refletir o seu brilho’.

 Pra relembrar Maria Antonieta, dá uma olhada aqui. Pra ver a matéria da Harpers Bazaar UK sobre A Duquesa, clique aqui. Veja mais fotos do filme na galeria abaixo.

 Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver as palestrantes e seus currículos, clique aqui. As fotos deste artigo foram retiradas do Google Images e seus links permaneceram intactos. Portanto, querendo saber a fonte, passe o mouse sobre a imagem.

    a476becf121819160226175  duchess%205  SPX-015150 the_duchess3-708502 the-duchess_pair Screen-Style-The-Duchess_articleimage   the_duchess14          duchess8

Semana que vem, o último filme… Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.

wim wenders

Peças fáceis e rápidas de tricotar – XALES

Xale nada mais é do que um grande cachecol. Um pouco mais largo e um pouco mais curto (ou não) pode ser feito com os mais diferentes pontos e tipos de fios. Não tem costura, não tem complicação! É uma ótima peça para quem está começando. Nenhuma das peças abaixo tem receita, eu fui fazendo todas de cabeça e resolvendo os problemas a medida que eles apareciam. Elas servem de inspiração pra você montar a sua: faça uma amostra, escolha um fio apropriado e boa sorte!

 XALE COM PONTOS DERRUBADOS

IMG_7738

Este cachecol/xale é bem diferente. Usei seis fios diferentes, tricotados juntos em ponto tricô com agulha 12. O trabalho fica duro e pesado mas pra deixar a peça molinha e gostosa, usei um truque: na penúltima carreira, deixei cair um ponto a cada 3. Arrematei a última carreira normalmente e fui desfiando os pontos derrubados até embaixo. Parecem franjas na horizontal (uma leitora me pediu pra dar a receita do truque… tá aqui!!). Nunca desfie o primeiro nem o último ponto. E sempre acabe com uma carreira tricotada e arrematada, senão a peça se desmancha.

IMG_7737IMG_7432

Os pontos já desfiados e os fios utilizados.

 Dá pra usar de várias formas:

IMG_7734IMG_7735IMG_7736

XALE LISTADO E TORCIDO

IMG_7739IMG_7740

Este é um retângulo, com listas em ton sur ton, feito com a lã Paratapet, que é uma lã para bordados e tapeçarias. Ela é mais grossa, torcida e é 100% lã. Sem o acrílico, fica um pouco pesada e também não tem o mesmo caimento de um fio com poliamida, por exemplo. Então, aproveitei o que ela tinha de melhor: ela esquenta muito e pode ser usada em peças mais estruturadas. Por ser mais pesada, escolhi um xale pequeno. Pra não ficar muito comum, o truque aparece na hora de vestir: um lado fica do direito o outro do avesso. Acho lindo as listas no avesso e assim dá pra mostrar. Prendi com um palito pra cabelo fininho, que entrou entre os pontos e não “machucou” a peça. Usei agulha 7.

XALE COMPRIDO E MULTI-USO

IMG_7741IMG_7743IMG_7744IMG_7745

O legal desse xale é o sentido do trabalho: ele não foi feito no sentido do comprimento, como se faz a maioria dos xales/cachecóis, mas no sentido da largura! Pra isso, foram 150 pontos na agulha 12 e muita dor nos braços, porque o trabalho ficou bem pesado. Essa lã é a Gaia, da Aslan, que já saiu de linha. O efeito é lindo, o dourado com esse rosa é maravilhoso, o caimento é fantástico, mas ela tem um grande defeito: é pesadíssima!! E também não rende nada: pra fazer essa peça gastei quase 5 novelos. Enfim, nem tudo é perfeito. Todo tricotado em cordão de tricô, apenas fiz uma barrinha de ponto meia pra aplicar alguma coisa, talvez uma renda dourada… Ainda não sei, tá bonito assim porque a lã já é bem trabalhada.

Inspirou-se?? Agora, invente o seu!

Peças fáceis e rápidas de tricotar – GOLAS

 LAÇO 

598_golas-trico_01

Material

• Pingouin flocos: 3 nov.m.gris (835)

• Ag. Para tricô Pingouin n° 5

Ponto empregado

• Barra 1/1: * 1 m.; 1 t.*.

Ponto tricô: tric. Todas as carr. em meia.

 Amostra – Um quadrado de 10 cm em p. tricô nas ag. n° 5 = 15 p. x 24 carr.

 Realização

Montar 40 p. nas ag. n° 5 e tric. em p. tricô. A 13 cm do começo, dividir os p. em 2 ag. do seguinte modo: * 1 p. na 1ª ag.; 1 p. na 2ª ag. * (ficam 17 p. intercalados em cada ag.); trabalhar separadamente os p. da ag. n° 1 em barra 1/1. A 20 cm do começo, deixar à espera. Fazer o mesmo trabalho com as p. da ag. n° 2 . Nesta altura, retomar todos os p. para uma ag. intercalando os p. uma vez de uma ag. outra vez de outra, e trabalhar em p. tricô. A 60 cm do começo, trabalhar com os p. divididos em 2 ag. como anteriormente. Estando todos os p. novamente em 1 ag. trabalhar em p. tricô. A 70 cm do começo, rem.

COM ABA

598_golas-trico_02

Material (tamanho único)

• Pingouin Treviso: 3 nov. ressaca (1620)

• Ag. para tricô Pingouin n° 8

 Ponto empregado

Barra 2/2: * 2 m.; 2 t. *.

Ponto tricô: tric. todas as carr. em meia.

Realização

Montar 60 p. nas ag. n° 8 e tric. em barra 2/2. A 23 cm do começo, tric. em p. tricô distribuindo 14 aum. na 1ª carr. Ir aum. em cada 2 carr.: 2 p. (20 v.). A 35 cm do começo, rem.

Modo de armar

Costurar a gola com p. invisíveis.

RULÊ

598_golas-trico_03

Material – (tamanho único)

• Pingouin Treviso: 2 nov. cherry (1356)

• Ag. para tricô Pingouin n° 8

 Ponto empregado

Barra 2/2: * 2 m.; 2 t. *.

 Realização

Montar 68 p. nas ag. n° 8 e tric. em barra 2/2. A 30 cm do começo, rem.

 Modo de armar

Costurar a gola com p. invisíveis

DEGAGÊ

598_golas-trico_04

Material – (tamanho único)

• Pingouin Cristal: 100 g vermelho (315)

• Ag. para tricô Pingouin n° 2 ½

 Ponto empregado

Barra 3/3 : * 3 m.; 3 t. *.

 Realização

Montar 276 p. nas ag. n° 2 ½ e tric. em barra 3/3. A 36 cm do começo, rem.

 Modo de armar

Costurar a a gola com p. invisíveis.

COMO USAR

As novas golas soltas, em geral, são feitas de tricô e foram criada à moda das echarpes. Por seu estilo despojado, ficam perfeitas por baixo de casacões ou jaquetas ou simplesmenete jogadas sobre camisetas ou tops básicos.

 Variando os modelos

Se quiser ficar com os mais simples, basta tricotar uma peça reta, em forma de cilindro. Quanto mais estreito for, mais rente ficará ao pescoço. Caso prefira uma gola de estilos soltinho, faça o cilindro mais largo e com fio mais maleável.

 Para ir além…

Algumas têm uma aba que desce pela parte superior do peito e das costas. Se quiser um look discreto, faça-as de uma cor neutra e jogue sobre tops do mesmo tom. Outras são como laços, feitas em forma de tiras que se entrelaçam.

 598_golas-trico_05

 Novos materiais

A ideia é a mesma, ou seja, fazer uma gola que se adapte a qualquer tipo de blusa. Estas são feitas de pelo de coelho, mas você pode fazer com pelinho falso, à venda em armarinhos, e entremear com fios de couro sintético ou veludo. Fazem um estilo mais chique e ficam bem tanto sobre camisa básica como sobre vestido a rigor.

 Caimento diferente

Ao contrário dos modelos de tricô, estes são em forma de V, o que alonga a silhueta. Estas golas ficam mais bonitas acompanhando as linhas de decote que tenham este formato.

 Ideias da Revista Manequim