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Curso de Adesivos – Nike Pinheiros e SHN

Nos dias 12 e 13 passados, fiz um curso de como fazer seu próprio adesivo na loja da Nike Pinheiros, na Praça dos Omaguás. O curso foi dado pelo coletivo SHN, referência na arte urbana brasileira, presente em várias ruas de São Paulo e de outros centros urbanos.

Eu fui mais como curiosa, para perceber um pouco daquela cultura e aprender um pouco da técnica de silk-screen. O trabalho é super artesanal, braçal e exige tempo e espaço.

Logo no começo, percebi que estava entre pessoas que sabiam o que estavam fazendo. Logo que o pessoal explicou como seria e pediu pra gente desenhar, vi que estava cercada de gente talentosa. Mais que isso, aquele pessoal fazia aquilo com uma leveza que parecia brincadeira. Do meu lado, o André desenhou um macaco com cara de mau em poucos segundos. Na minha frente, a Camila Minhau desenhava um de seus famosos gatos. Aliás, já falei da Minhau aqui e tive o prazer de conhecê-la pessoalmente. Uma linda! Talentosa de tudo! Estava acompanhada do marido, Chivitz, grafiteiro dos bons também. Depois, passem lá no Flickr dela pra conhecerem melhor seu trabalho e seus gatinhos. Teve também quem levou seus desenhos já prontos ou esboçados, como o Tiago, que estava no meu grupo e fez uma coroa.

Só sei que quando vi todo aquele povo desenhando muuuito e fazendo coisas lindas, me senti como uma criança no pré-primário. E minha única reação diante daquilo tudo resultou no meu adesivo:

 

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Mesmo diante de tanta arte competente, não me senti um peixe fora d’água. A turma era bem legal, todo mundo se ajudava, espírito colaborativo total. Aprendi muito e, principalmente, conheci pessoas que estão tentando fazer a cidade ficar mais bonita. Como a Minhau disse “estamos lutando contra o cinza”. Às vezes, uma parede colorida faz toda a diferença numa comunidade carente. Saúde e educação, moradia decente e alimentação saudáveis são o básico para todos. Mas o ser humano não vive só do básico. Isso seria sobrevivência, não vivência. É necessário ter prazer, conseguir sorrir, olhar o mundo de uma forma contemplativa. E isso é impossível se seu estômago ronca e você não tem onde dormir. Mas talvez possa ser a inspiração para lutar por um mundo mais colorido, onde a beleza sirva de inspiração para se realizar como ser humano.

No final, todos trocaram adesivos e endereços eletrônicos e, tenho certeza, saíram enriquecidos com a experiência. O meu ficou assim:

 

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Para saber mais sobre a programação cultural da Nike, clique aqui. Para mais fotos, vá pro Flickr.

 

Brincadeira de Verão

Pra fazer no final de semana e usar na praia: bijus de palitinho de sorvete. Isso mesmo! Pazinhas e palitinhos de sorvete viram acessórios divertidos pra usar no pescoço, na cintura e até como broches no chapéu, no top, na saída de praia…  Até numa produção mais descontraída na cidade.

Ah, é fácil colorir: é só comprar uma tinta pra artesanato em madeira. Faça os furinhos com um prego assim: coloque o palitinho sobre uma superfície de madeira que pode ser danificada e martele o prego sobre o palitinho ou a pazinha pra fazer o furinho. E pronto! É só ir juntando tudo com linha de pescador ou cola quente. A Salinas fez a brincadeira no desfile mas as clientes começaram a procurar o mimo nas lojas da marca e pronto! Sucesso total! Dá uma olhada no desfile da Salinas, no Rio Summer e inspire-se!

 

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Lançamento – Para Francisco

Não era só um lançamento de livro. Era um encontro. Pessoas foram até lá pra ver como é ser alguém que conseguiu superar a perda e a dor por meio da beleza. Porque o texto é lindo e a pessoa que o escreve também. O bate-papo começou descontraído, quase tímido. Poucas perguntas. O que perguntar pra alguém que já disse tudo? O que ainda pode se pedir para ver diante de alguém que nunca se esconde?

 

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Cristiana Guerra sorri pouco. Mas quando sorri, sorri com todos os dentes e toda a vontade. Sua economia de sorrisos não se reflete em suas palavras. Escreve muito, fala muito. O livro foi e é mesmo para Francisco, o filho que ela teve dois meses depois de virar viúva. “Ele vai gostar de ver o que escrevi quando crescer? Não sei”, diz ela, quando perguntada sobre sua exposição. Ela se expõe, ela se admite assim, aberta para a vida e para o mundo. Francisco não escolheu isso. Por isso, embora toda a razão de ser do livro e do blog seja ele, ela quer poupá-lo. Ele pode decidir o que quiser depois que aprender o que é estar nesse mundo.

Embora, como ela mesma diz, seja uma situação tão peculiar – uma mulher grávida que fica viúva – ela descobriu que muitas pessoas lêem o blog e se interessam pela sua trajetória porque, é claro, trata-se de uma história de amor. Um amor que nasce da superação da dor e da perda e da tentativa de lidar com um imprevisto cruel.

O mais incrível de toda essa história é que reuniu pessoas que nunca, provavelmente, se encontrariam. É isso, também, que tornou essa noite tão especial: as pessoas que estavam ali, emocionando-se com a história da Cris, também estavam encontrando novos amigos e começando uma nova história da afeto. Afeto e saber valorizar o que temos de mais importante: é assim que se aprende a viver.

Eu sempre penso nisso e, depois de ontem, vi que esse é um dos grandes segredos para se viver em paz, consigo mesmo e com os outros: saber ignorar o que parece ter importância, mas não tem, e valorizar o momento único e belo que jamais voltará. Lembro-me de uma frase do filme argentino O Filho da Noiva, que o personagem que perdeu a mulher e a filha pequena em um acidente diz para o amigo: “Quando você percebe que nunca irá te acontecer nada pior do que já te aconteceu, você adquire um certo poder”. Acho que a Cris tem esse poder.

Fiquei muito feliz de ter encontrado a Cris e, principalmente, de conhecer essas meninas lindas que começaram a fazer parte da minha vida nesta semana. Meninas de Sampa, vocês sabem onde eu estou. Ana, queria que o Rio fosse mais perto (uns 20 minutos, no máximo). Vamos ficar com as fotos, pra já ir matando as saudades.

 

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Cris Guerra e eu

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Dany, Lilian, Ana e eu com nossos livros autografados

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Ficamos até às 22h só pra bater essa foto

Encontro de Blogueiras

Hoje, aqui em São Paulo, vai ter o lançamento do livro Para Francisco, da Cris Guerra, que escreve o blog do mesmo nome. Aproveitamos para promover um encontro de meninas que só se conheciam pela blogsfera: LouLilian, Lily e a Ana do Hoje Vou Assim Off, que veio lá do Rio de Janeiro.

Sábado, a gente se encontrou, comeu pizza e deu muita risada.

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Na foto, eu, Lou, Ana, Lilian e Lily e os meninos acompanhantes.

 

Ontem, fui com a Ana passear pelas pontas de estoque da vida e para a 25 de março. Pegamos chuva, fomos abordadas por pessoas assustadoras e simpáticas e levamos bico de guarda-chuva na cabeça. O que seria dos passeios sem as surpresas? Pelo menos a gente riu muito!

No sábado, estávamos conversando na mesa sobre o que é escrever um blog e até que ponto podemos nos expor. Sim, concordo que o blog é uma exposição, que mostramos nossa cara, escrevemos nossas opiniões e ficamos à mercê do julgamento alheio. É um risco? Sim, claro, mas, no meu caso pelo menos, é um risco calculado. Sei quanto devo me expôr e até que ponto devo ir. Esta é minha casa on-line, mas só libero a sala de estar para as visitas. Falo e mostro o que quero.

Temos que tomar mesmo cuidado porque nunca se sabe o que se passa na cabeça das pessoas. Faço tudo na maior boa intenção e, como o encontro de sábado provou, ganhei amigas com isso. Um encontro que só foi possível graças à internet e aos blogs, à coragem de se expor (um pouco) e de querer compartilhar.

Para tudo na vida deve haver equilíbrio. Claro que o mundo virtual nunca substituirá o meu mundo real, onde as pessoas se encontram, se olham nos olhos e se abraçam. Mas o mundo virtual PODE proporcionar um encontro real, uma satisfação real, uma amizade real. Deve-se ter o bom senso de saber aproveitar o melhor dos dois mundos, sem que um substitua o outro. Blog e email, por enquanto, são suficientes para mim. Até tenho uma conta no Flickr mas ainda não usei. E tempo pra tudo isso, quem tem? Eu, ainda não. E nem sei se terei um dia. Se for pra passar 12 horas na frente do computador, é melhor pensar duas vezes. Quando vai dar tempo de sair, tomar um chá, bater um papo? Já escrevi sobre isso aqui e continuo tendo a mesma opinião.

Impressões sobre a 5ª Semana de Moda e Cultura

As palestras da 5ª Semana de Moda e Cultura realizadas na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na semana passada foram dirigidas principalmente para profissionais e estudantes de moda, além de áreas afins, como jornalismo, arte, fotografia.

Os palestrantes eram todos destaques do cenário da moda brasileira atual, entre eles Paulo Borges, idealizador e realizador da São Paulo Fashion Week.

Quero destacar a palestra de Fábia Bercsek, que falou de criatividade e customização. O que ficou foi: moda é cada vez mais identidade e é preciso descobrir-se antes de descobrir sua moda. Quem é você? Do que você gosta? Que imagem você quer passar? Sem isso, fica impossível ter estilo. Estilo é, antes de tudo, quem você é e de que forma você escolheu mostrar-se para o mundo. Para isso, é preciso conhecer-se.

Parece fácil? Não é, porque requer um exercício de olhar para dentro antes de olhar para fora. É preciso, às vezes, coragem, para assumir escolhas e definir sua visão de mundo. Mas vale a pena pois é um exercício além de moda, além de roupa. É um exercício de sabedoria. Isso me lembra a entrevista que eu vi com o cineasta David Lynch que disse que a meditação, prática que o acompanha há mais de 20 anos, abriu sua mente para dentro e para fora e que, depois disso, ficou muito mais fácil saber o que ele queria em todos os sentidos: profissionalmente, pessoalmente, emocionalmente… Quase ninguém nos diz isso mas a maioria das neuras que temos e dos problemas que enfrentamos não existiriam se soubéssemos fazer escolhas apropriadas e tomar os rumos certos para nós mesmos.

 

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 Fábia Bercsek

 

Depois da palestra, fomos para a customização de camisetas, e nem preciso dizer que foi uma delícia. A minha ficou assim, depois que eu voltei pra casa e acrescentei algumas coisinhas do meu repertório:

 

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Outro destaque foi a palestra/bate-papo com o estilista André Lima, a jornalista e editora da l’Officiel Brasil Silvana Holzmeister e o fotógrafo Bob Wolfenson sobre Moda, Jornalismo e Fotografia. Uma hora de uma conversa inteligente, multidisciplinar (falou-se até das eleições americanas e do estilo de Michelle Obama) e inspiradora, daquelas que a gente sai com milhares de idéias na cabeça. Não consigo e nem tenho a pretensão de resumir tudo aqui mas acho que consigo expressar a idéia principal em apenas uma frase: moda é referência e não cópia. Claro que existe o fast fashion, aquela idéia das Lojas Marisa ou C&A, mas o legal é usar essas informações para ser criativo, usar suas próprias referências para construir uma imagem (de novo, descobrir-se) e, principalmente, ser curioso. Assista filmes (mesmo os que você acha “esquisitos”), ouça músicas novas, vá ao teatro, ao balé, enfim, faça coisas diferentes do que costuma fazer. Esse quebra-cabeças de informações, sua visão de mundo e suas experiências vão ajudar na criação de um estilo próprio e de um olho treinado para o que é bom. Olhe tudo: desde o mendigo na rua até as nuvens no céu. Tudo é inspiração. Lembro que uma vez o Alexandre Herchcovitch disse que “adorava a combinações de estampas das velhinhas que ele via na rua”. Ele até fez um desfile com essa inspiração. Ou seja, ABRA OS OLHOS!

 

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 André Lima, Silvana Holzmeister e Bob Wolfenson

 

Posso dizer que valeu muito a pena e que saí das palestras com a cabeça a mil, cheia de idéias. Além disso, foi tudo de graça! Precisamos de mais eventos assim, que não selecionam a partir da conta bancária, mas do interesse genuíno em participar e querer adquirir conhecimento.

Os alunos de moda da FMU, do Senac e da Belas Artes tiveram seus trabalhos de conclusão de curso expostos na livraria também. Olha que bonito…

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