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Impressões sobre a 5ª Semana de Moda e Cultura

As palestras da 5ª Semana de Moda e Cultura realizadas na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na semana passada foram dirigidas principalmente para profissionais e estudantes de moda, além de áreas afins, como jornalismo, arte, fotografia.

Os palestrantes eram todos destaques do cenário da moda brasileira atual, entre eles Paulo Borges, idealizador e realizador da São Paulo Fashion Week.

Quero destacar a palestra de Fábia Bercsek, que falou de criatividade e customização. O que ficou foi: moda é cada vez mais identidade e é preciso descobrir-se antes de descobrir sua moda. Quem é você? Do que você gosta? Que imagem você quer passar? Sem isso, fica impossível ter estilo. Estilo é, antes de tudo, quem você é e de que forma você escolheu mostrar-se para o mundo. Para isso, é preciso conhecer-se.

Parece fácil? Não é, porque requer um exercício de olhar para dentro antes de olhar para fora. É preciso, às vezes, coragem, para assumir escolhas e definir sua visão de mundo. Mas vale a pena pois é um exercício além de moda, além de roupa. É um exercício de sabedoria. Isso me lembra a entrevista que eu vi com o cineasta David Lynch que disse que a meditação, prática que o acompanha há mais de 20 anos, abriu sua mente para dentro e para fora e que, depois disso, ficou muito mais fácil saber o que ele queria em todos os sentidos: profissionalmente, pessoalmente, emocionalmente… Quase ninguém nos diz isso mas a maioria das neuras que temos e dos problemas que enfrentamos não existiriam se soubéssemos fazer escolhas apropriadas e tomar os rumos certos para nós mesmos.

 

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 Fábia Bercsek

 

Depois da palestra, fomos para a customização de camisetas, e nem preciso dizer que foi uma delícia. A minha ficou assim, depois que eu voltei pra casa e acrescentei algumas coisinhas do meu repertório:

 

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Outro destaque foi a palestra/bate-papo com o estilista André Lima, a jornalista e editora da l’Officiel Brasil Silvana Holzmeister e o fotógrafo Bob Wolfenson sobre Moda, Jornalismo e Fotografia. Uma hora de uma conversa inteligente, multidisciplinar (falou-se até das eleições americanas e do estilo de Michelle Obama) e inspiradora, daquelas que a gente sai com milhares de idéias na cabeça. Não consigo e nem tenho a pretensão de resumir tudo aqui mas acho que consigo expressar a idéia principal em apenas uma frase: moda é referência e não cópia. Claro que existe o fast fashion, aquela idéia das Lojas Marisa ou C&A, mas o legal é usar essas informações para ser criativo, usar suas próprias referências para construir uma imagem (de novo, descobrir-se) e, principalmente, ser curioso. Assista filmes (mesmo os que você acha “esquisitos”), ouça músicas novas, vá ao teatro, ao balé, enfim, faça coisas diferentes do que costuma fazer. Esse quebra-cabeças de informações, sua visão de mundo e suas experiências vão ajudar na criação de um estilo próprio e de um olho treinado para o que é bom. Olhe tudo: desde o mendigo na rua até as nuvens no céu. Tudo é inspiração. Lembro que uma vez o Alexandre Herchcovitch disse que “adorava a combinações de estampas das velhinhas que ele via na rua”. Ele até fez um desfile com essa inspiração. Ou seja, ABRA OS OLHOS!

 

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 André Lima, Silvana Holzmeister e Bob Wolfenson

 

Posso dizer que valeu muito a pena e que saí das palestras com a cabeça a mil, cheia de idéias. Além disso, foi tudo de graça! Precisamos de mais eventos assim, que não selecionam a partir da conta bancária, mas do interesse genuíno em participar e querer adquirir conhecimento.

Os alunos de moda da FMU, do Senac e da Belas Artes tiveram seus trabalhos de conclusão de curso expostos na livraria também. Olha que bonito…

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Inspiração

Andei dando uma olhada no site da Vogue e me deparei com várias idéias que a gente pode adaptar fácil com o que provavelmente já está no guarda-roupa. Olha só:

 

Mistura de Estampas

 

É claro que você já tem uma saia estampada, uma blusa estampada e um cardigan. A dica para a mistura ficar agradável ao olhar é escolher padronagens que tenham pelo menos uma cor em comum. A mistura acima é ousada e não agrada a todos mas eu acho bem interessante a brincadeira de misturar.

Caro X Barato

Misturar um vestido quase de festa, feito com tecidos nobres e com uma modelagem diferenciada, com outra peça mais com cara de dia a dia dá um efeito “tô nem aí” instanteneamente chique. Eu acho bem legal combinar peças que aparentemente pertencem a universos paralelos.

Mulherzinha

É lindo ficar arrumadinha com aquele tailleur que está há séculos no seu guarda-roupa (ou estava no guarda-roupa da mãe e já foi devidamente reformado). Incremente com colares grandes, broches e sapatos com detalhes no salto ou na fivela. Ah, essa também é sempre uma boa compra de brechó.

Estampas

Mais estampas que eu amo (olha como é fácil misturar listas e bolas) e detalhes de cor que fazem toda a diferença. Uma coisa que sempre gostei é misturar uma peça em preto e branco com uma outra colorida e vibrante (como a última foto). O efeito é sempre surpreendente. Além das estampas coloridas, de cores brilhantes, as estampas gráficas e com toque étnico também estão com tudo.

Delicadeza

Floral com fundo branco é lindo e delicado, coisa de princesa. Repare que a saia e o blazer tem estampas diferentes. Acho lindo também a mistura de estampado floral com fundo branco e renda. Pode ser um colete branco em cima de um vestidinho floral, que tal?

Bijuteria

Bijuterias grandes, marcantes, cheias de personalidade. Se jogue sem medo. Se não achar uma com a sua cara, faça um colar de fuxicos, junte umas flores de miçangas ou de crochê, enfim, enfeite-se! E capriche no óculos retrô!

Preconceito

Todo mundo fala em aceitar as “minorias”, conviver pacificamente com os diversos estilos de vida, não recriminar os alternativos e pregar a aceitação geral. Infelizmente, muitas vezes não é o que eu vejo por aí.

Freqüento muito bazar porque não gosto de pagar caro mas gosto de roupa bonita. Muitas vezes, roupas bonitas e bem cortadas tem seu preço e ele não costuma ser baixo. Por isso gosto tanto de brechó e costureira (viva a costureira!), porque dá pra fazer uma roupa fantástica sem gastar os tubos. Mas às vezes também dá vontade de ter uma roupa que você viu num catálogo ou num desfile. Daí a opção pelos bazares.

Enfim, os bazares costumam ter o mesmo tipo de atendimento que a loja daquela marca costuma dar. E uma coisa é certa: todo mundo julga todo mundo pela aparência. Assim que você entra, te medem de cima a baixo pra ver se você “merece” ou até mesmo “pode” entrar ali e sair desfilando a roupa do fulano. Ou mesmo te olham com aquela cara de “não compra na loja porque não tem $$$ e agora vem pro bazar”. No meu caso, é isso mesmo. Não tenho a menor vergonha de assumir que, mesmo que tivesse dinheiro, talvez pensasse duas vezes. Mas hoje não dá pra gastar R$300, R$400 num vestido.

Algumas grifes já se tocaram e tratam bem suas consumidoras de bazar. Outras, como eu já descrevi, te olham com preconceito, como se pensassem: “aqui é para os pobres”.

Vamos parar com isso, né? Já fiquei revoltada, mas hoje fico chateada porque vejo essa atitude entre “amigos”, colegas e até parentes. Vergonha de sair com o fulano porque ele se veste mal (a pessoa julgando) e ninguém tem a decência de dar uns toques. Vergonha de chamar a fulana pra festa, porque ela vai levar o namorado que é “feio” e vai pegar mal num grupo de pessoas “bonitas” (acreditem, já vi gente pensando assim, deplorável). Vergonha de ter como amigo alguém que não pode comprar determinadas grifes ou freqüentar certos lugares.

Isso é ser raso demais… Mas em alguns lugares e em certos grupos, é regra. Tudo bem, os iguais se atraem. Eu quero ser diferente. Eu gosto de gente que tem personalidade e sai por aí vestido dele mesmo/dela mesma, feliz da vida, sem ter a obrigação de sair em nenhuma página de revista como o “Look do Ano”. Adoro quando as pessoas não seguem regrinhas pra se vestir e ousam. Acho o máximo quando dá vontade e a pessoa obedece essa vontade. Ainda somos tímidos demais pra nos vestirmos (eu acho) e ainda copiamos demais (eu acho).

“Eu não gosto do bom gosto. Eu não gosto do bom senso”, já dizia Adriana Calcanhoto. Caretice, etiqueta, ser “comportadinho” e “certinho”. Ser “aceitável” e, principalmente, ser nulo. Tudo isso pra mim é zero de identidade.

Tudo bem se me medirem dos pés à cabeça (ou da cabeça aos pés) quando eu entrar numa loja. Se eles acham que eu não deveria estar ali o problema é deles que deixaram a porta aberta e convidaram pra entrar. Sou eu que estou escolhendo se quero estar ali. E meu cartão de crédito paga igual ao de todo mundo. Se eu gostar de alguma coisa, ótimo. Se não gostar, tudo bem também. O que eu acho que devia deixar de ser regra é julgar um livro pela capa e não pelo conteúdo.

Se a amiga não tá usando uma roupa que favorece, seja amiga e dê um toque. Mas se esse for o jeito dela e você a ama assim mesmo, os outros que se danem. Mesma coisa para aqueles babacas que não saem com pessoas “feias”, “gordas” ou “pobres”. Feio mesmo é alguém preconceituoso e materialista, gordo ou magro, quem define é o contexto social e a mente e o coração são todos mais ou menos do mesmo tamanho e pobre é quem não tem amor. Essa última foi piegas, mas é do fundo do coração.

Vocês entendem, né? 🙂

ANTES de Comprar, Pare Pra Pensar

Toda essa avalanche de bazares e liqüidações me deixou um pouco aflita. Não sei se é simplesmente a necessidade de pelo menos ver tudo o que estão liqüidando ou a oportunidade de fazer um negócio da China mas, fato é que é um pouco aflitivo acompanhar tudo.

É engraçado mas acabo achando que liqüidação é pra gastar um dinheiro que eu não tenho numa coisa que eu não preciso. É diferente sair de casa para passear, não levar carteira, simplesmente para dar uma volta por aí. Outra, bem diferente, é ir ver o bazar do fulano ou a liqüidação daquela loja, pra tentar encontrar uma peça que seria uma “oportunidade”.

O que eu vejo, e muito, é um monte de roupas caras, a maioria delas com pequenos defeitos (que, se você reclamar, ainda tem que encarar uma cara feia). Escrevo isso motivada por uma visita que eu fiz a um bazar de um estilista fa-moSSSSSSÉEEERRRRi-mo e acabei com a cara no chão. Um festival de roupas feias, mal acabadas, com tecidos de péssima qualidade, e CARAS. Sim, era um bazar com vestidos de malha fria xuê custando mais de R$100 (vestidos que no Bom Retiro você compra por R$19,90), camisetas horrorosas, estampas pavorosas e roupas de frio para um inverno escandinavo, incluindo aí blusas de lã e casacos tããããooo pesados que mal dava pra manter a pose.

Havia, claro, pouquíssimas exceções, entre elas um vestido de seda pura por R$135 (com um rasgo na costura e manchas de ferrugem). Nada, absolutamente NADA que justificasse a minha ida. Confesso que fui movida a propaganda e pela fama do tal estilista. Já tinha ido a um bazar dele ano passado e também não tinha comprado nada. Pensei que este ano daria mais sorte, mas só me fez ter a certeza que ano que vem vou me “poupar a fadiga”.

Por isso, fiz essa reflexão: será que precisamos comprar SÓ porque está em liqüidação? Ou pior, só para ter a chande de carregarmos a etiqueta do fulano no avesso de uma roupa horrorosa? Claro que sou super a favor do bom negócio e, ao encontrar uma peça que valha a pena, eu sou a favor da compra. Mas temos que pensar em pelo menos 3 coisas:

  • Quantas vezes vou usar isso?
  • Estou comprando só porque está em liqüidação? Ou seja, essa peça me chamaria a atenção numa vitrine?
  • O preço é REALMENTE de liqüidação? Não se deixe enganar pelos 70% OFF da etiqueta. Pagar R$100 por uma camiseta ou R$300 por um vestidinho de malha que antes chegavam a preços estratosféricos não vale a pena.

Me lembro de uma coisa que o Kenzo disse quando estava aqui no SPFW: “Roupa no Brasil é muito cara. Na Europa, é fácil se vestir bem e ser elegante mesmo com pouca grana”. O que me faz pensar: o povo brasileiro trabalha até o meio do ano só para pagar impostos, ganha mal e ainda tem que pagar uma fortuna por roupas mal feitas, com tecidos de péssima qualidade, que alcançam um valor altíssimo só por causa da fama dos que as desenharam?

Por isso, brechó e trocas são legais. Mas o mais legal mesmo é não jogar fora uma roupa eterna, tipo aquele vestidinho preto que nunca faz feio, aquela bolsa que sua avó usou quando namorava seu avô, ou aquele broche que já passa de geração em geração. Fuçar o guarda-roupa, tentar combinações diferentes, investir em acessórios que mudam a cara da produção, como meias coloridas e cintos.

Marca e fama não são nada. Tenho dó de pessoas que economizam a vida toda (ou pelo menos alguns anos) só pra comprar a bolsa daquela marca, provavelmente feita de couro ou algum produto de origem animal (mas nem vou entrar nesse mérito). Será que sua bolsa vai dizer quem você é? Não é melhor você mesmo dizer quem você é? Senão, outras pessoas podem falar por você, coisas que você talvez até discorde. E algumas pessoas acabam como a foto acima, sem identidade nenhuma, escondidas atrás dos pacotes.

Temos que começar a pensar que marca não é nada e nossa identidade não pode ser definida por outra pessoa. Tudo bem comprar algo que te agrade, com o qual você se identifica, mas só comprar porque é do fulano, desculpe-me, mas é burrice. E há grupos de pessoas que vivem assim, se reproduzem assim, e conduzem um grupo de pessoas que pensa e vive assim. Num mundo de aparências que não dizem nada, apenas propagam um modo de vida materialista e consumista.

Li no site de tendências WGSN que, no futuro, os jovens consumidores de moda serão materialistas, consumistas desenfreados, com muito poder aquisitivo e conhecimento. Parece um futuro sombrio querer agradar a um bando de mimados.

Enquanto isso, será que não podemos resgatar o que já estava guardado lá no fundo do armário, vestir-se com personalidade e nos assumir? É preciso coragem, mas sei que teremos. John Lennon já deu a fórmula do sucesso há 40 anos: “Pense globalmente, aja localmente”.

Omaguás – Uma Praça com Arte e Muitas Histórias

Tem uma pracinha em Pinheiros que passa quase despercebida nos dias da semana para os mais desatentos. Cheia de árvores frondosas e antigas, é um ótimo lugar para ler um livro ou revista, já que fica bem em frente da Fnac Pinheiros. Também é um bom lugar para namorar, bater um papo… Seria melhor se fosse um pouco mais policiado, pois em algumas ocasiões há pessoas ali que podem causar distúrbio a essa paz.

Mas vamos para o lado bom: no fim de semana, mais precisamente no domigo, acontece ali uma feira de artesanato diferente, pois junta também música ao vivo, sempre com convidados muito especiais. Neste domingo, foi a vez do Chorinho na Praça com o Conjunto Retratos:

 

 

Mas o meu maior interesse é na produção artística mesmo, encontrar produtos interessantes e pessoas brilhantes e aqui estão elas:

 

Marlene – Arte em Seda

Há 8 anos, a Marlene vive de pintar seda. Começou como estagiária num atelier de pintura, desenvolveu a própria técnica e voilá! Além do panô ao lado dela na foto, ela também faz cintos, faixas para a cabeça, vestidos, camisetas e roupas para criança. Um trabalho finíssimo. Além da Praça dos Omaguás no domingo, também expõe na Benedito Calixto aos sábados. Tem site e manda a peça pra você: www.lilimarlene.com.br

 

 

Paulina – Arte em Vidro

A Paulina é uma chilena que ja mora no Brasil há 19 anos e trabalha com vidro, reciclado ou reaproveitado. Utiliza duas técnicas diferentes para confeccionar as peças: a Barcelona, que imita vitral, e a Murano, que imita as decorações dos famosos vidros italianos. Também faz bordado e aplicações de vidro. O que eu achei mais legal é o trabalho com garrafas de vidro antigas, como essas de Coca-Cola. Além disso, se você tiver uma garrafa de estimação, pode levar pra ela que ela pinta e borda! Contato: (11) 8204-2325 ou paulina.ateliertrazluz@hotmail.com. Também expõe na Benedito Calixto aos sábados.

 

 

Hilton – Arte em Havaianas

 

Somos todas loucas por sandálias Havaianas, né? Então pode pirar no trabalho do Hilton! Esse pernambucano que está em São Paulo há 9 anos faz tiras de havainas de tecido, encapa pulseiras e colares de bolinhas que dão um up em qualquer produção basiquinha! E como agora liberou geral a bijuteria grande, se jogue mesmo nos colarzões! E havainas nos pés! Pode mandar email que ele manda as havaianas pra você onde você estiver: pedechineloacessorios@hotmail.com ou (11) 9661-5748. Também expõe na Benedito Calixto aos sábados.

 

 

Maria Helena – Arte em Customização de Bolsas

 

A D. Maria Helena tem uma história linda: depois de fazer dois anos da faculdade de direito, largou tudo e foi seguir seu sonho: ser artista. Começou se formando em Educação Artística e dando aula. Até que um dia, a vida lhe pregou um susto: foi diagnosticada com Mal de Parkison. Os alunos começaram a perceber sua mão tremendo e pediam pra ela não ficar nervosa. E aí que ela ficava! “Cansei de explicar! E resolvi parar de dar aula”, conta ela. Isso foi há 8 anos. Numa véspera de Natal, achou um saquinho de juta que tinha sido embrulho de presente e começou a decorá-lo. Gostou tanto da brincadeira que comprou 50 saquinhos e decorou-os todos num só dia! E, no dia seguinte, vendeu 35 de uma vez! Depois disso, não parou mais. Hoje, compra bolsas prontas e “cruas” e customiza, utilizando o que estiver à mão. Além disso, também trabalha com restos de confecções de lingerie e sobras de tecido. Mas ela também faz as próprias bolsas, como essa de babados cor de rosa logo em primeiro plano na foto. Todas peças únicas. Pra encontrar com ela e conhecer seu trabalho, tem que ir pessoalmente na Benedito Calixto aos sábados ou na Praça dos Omaguás aos domingos. Garanto que vale a pena! Além do trabalho ser LIN-DO (pasmem, ela já fez bolsas pra Ópera Rock e outras grifes badaladas da Oscar Freire) a D. Maria Helena é uma simpatia total! Estava acompanhada da mãe, uma sorridente senhora de 92 anos! Lindas!

 

 

Larrisa – Arte em Crochê

 

Desde menina, Larissa já brincava com fios e linhas. Fez macramê, camisetas, tie-dye e, quando ficou grávida, há seis anos, descobriu o crochê. E não largou mais. Algumas de suas peças misturam crochê com chita e ela tem um ponto lindo! Tudo certinho, sem nenhuma linha pendurada! Os bolerinhos, então, são um primor! Agora, pra primavera/verão, arrasam em cima de qualquer vestidinho básico ou mesmo em cima de uma camiseta. Já confeccionou peças para marcas famosas, inclusive a francesa Rossignol, que é a marca das Olimpíadas de Inverno. Vale muito a pena conhecer o trabalho dela, que é formada em Turismo e Yoga. Linda desse jeito, ficou toda tímida na hora da foto! Contato: (11) 9870-1125 ou larissakarpo@yahoo.com

 

 

Fim (por enquanto) das minhas aventuras na Praça dos Omaguás. Mas com certeza ainda vou falar muito dessa feirinha tudo-de-bom, onde a gente conhece histórias geniais e trabalhos lindos. Ou seria histórias lindas e trabalhos geniais? A feira também tem site: www.feiraomaguas.com.

 

Lindo, meigo, fofolete!! Detalhe do trabalho da Dona Maria Helena
Lindo, meigo, fofolete!! Detalhe do trabalho da Dona Maria Helena