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Preconceito

Todo mundo fala em aceitar as “minorias”, conviver pacificamente com os diversos estilos de vida, não recriminar os alternativos e pregar a aceitação geral. Infelizmente, muitas vezes não é o que eu vejo por aí.

Freqüento muito bazar porque não gosto de pagar caro mas gosto de roupa bonita. Muitas vezes, roupas bonitas e bem cortadas tem seu preço e ele não costuma ser baixo. Por isso gosto tanto de brechó e costureira (viva a costureira!), porque dá pra fazer uma roupa fantástica sem gastar os tubos. Mas às vezes também dá vontade de ter uma roupa que você viu num catálogo ou num desfile. Daí a opção pelos bazares.

Enfim, os bazares costumam ter o mesmo tipo de atendimento que a loja daquela marca costuma dar. E uma coisa é certa: todo mundo julga todo mundo pela aparência. Assim que você entra, te medem de cima a baixo pra ver se você “merece” ou até mesmo “pode” entrar ali e sair desfilando a roupa do fulano. Ou mesmo te olham com aquela cara de “não compra na loja porque não tem $$$ e agora vem pro bazar”. No meu caso, é isso mesmo. Não tenho a menor vergonha de assumir que, mesmo que tivesse dinheiro, talvez pensasse duas vezes. Mas hoje não dá pra gastar R$300, R$400 num vestido.

Algumas grifes já se tocaram e tratam bem suas consumidoras de bazar. Outras, como eu já descrevi, te olham com preconceito, como se pensassem: “aqui é para os pobres”.

Vamos parar com isso, né? Já fiquei revoltada, mas hoje fico chateada porque vejo essa atitude entre “amigos”, colegas e até parentes. Vergonha de sair com o fulano porque ele se veste mal (a pessoa julgando) e ninguém tem a decência de dar uns toques. Vergonha de chamar a fulana pra festa, porque ela vai levar o namorado que é “feio” e vai pegar mal num grupo de pessoas “bonitas” (acreditem, já vi gente pensando assim, deplorável). Vergonha de ter como amigo alguém que não pode comprar determinadas grifes ou freqüentar certos lugares.

Isso é ser raso demais… Mas em alguns lugares e em certos grupos, é regra. Tudo bem, os iguais se atraem. Eu quero ser diferente. Eu gosto de gente que tem personalidade e sai por aí vestido dele mesmo/dela mesma, feliz da vida, sem ter a obrigação de sair em nenhuma página de revista como o “Look do Ano”. Adoro quando as pessoas não seguem regrinhas pra se vestir e ousam. Acho o máximo quando dá vontade e a pessoa obedece essa vontade. Ainda somos tímidos demais pra nos vestirmos (eu acho) e ainda copiamos demais (eu acho).

“Eu não gosto do bom gosto. Eu não gosto do bom senso”, já dizia Adriana Calcanhoto. Caretice, etiqueta, ser “comportadinho” e “certinho”. Ser “aceitável” e, principalmente, ser nulo. Tudo isso pra mim é zero de identidade.

Tudo bem se me medirem dos pés à cabeça (ou da cabeça aos pés) quando eu entrar numa loja. Se eles acham que eu não deveria estar ali o problema é deles que deixaram a porta aberta e convidaram pra entrar. Sou eu que estou escolhendo se quero estar ali. E meu cartão de crédito paga igual ao de todo mundo. Se eu gostar de alguma coisa, ótimo. Se não gostar, tudo bem também. O que eu acho que devia deixar de ser regra é julgar um livro pela capa e não pelo conteúdo.

Se a amiga não tá usando uma roupa que favorece, seja amiga e dê um toque. Mas se esse for o jeito dela e você a ama assim mesmo, os outros que se danem. Mesma coisa para aqueles babacas que não saem com pessoas “feias”, “gordas” ou “pobres”. Feio mesmo é alguém preconceituoso e materialista, gordo ou magro, quem define é o contexto social e a mente e o coração são todos mais ou menos do mesmo tamanho e pobre é quem não tem amor. Essa última foi piegas, mas é do fundo do coração.

Vocês entendem, né? 🙂

Uma Dama Antiga… seus vestidos e suas agonias

 

Duquesa Georgiana de Devonshire
Duquesa Georgiana de Devonshire
 
 

Essa senhora de sorriso enigmático ganhou livro e filme. Parente distante da princesa Diana que viveu no século 18, a duquesa teve uma história quase tão triste quanto a Princesa de Gales. Mal-tratada pelo marido, William, o quinto Duke de Devonshire, era uma figura muito popular da alta sociedade. Todos os homens a amavam, menos seu marido.

Seu casamento era um contrato para que nascesse, dessa união, um filho e herdeiro. Georgiana ainda agüentava a crueldade sexual e emocional imposta pelo marido e conviver com a amante dele, Lady Elizabeth Foster, num dos triângulos amorosos mais famosos da história da Inglaterra.

Uma das cenas mais tocantes do filme é quando a mãe de Georgiana negocia com o Duque o casamento do nobre com a filha adolescente. Um momento depois, o duque aparece cortando, com tesoura, o vestido de seda e a lingerie que a própria Georgiana havia costurado para sua noite de núpcias.

— Não consigo entender porque as roupas das mulheres são tão complicadas — diz ele.

— É o jeito que encontramos para nos expressar — responde ela, imóvel, enquanto ele corta seu corpete.

— Vá logo para cama — ordena ele, acabando de cortar o último pedaço.

Cortar a roupa, a seda e ignorar o capricho de Georgiana é uma cena que denota como seu marido a encara: como um objeto a ser explorado e nada mais.

Keira Knightley foi muito elogiada em sua atuação como a duquesa. Embora o papel fosse difícil, a atriz comenta que o pior foi carregar todo aquele figurino, especialmente as perucas. A atriz comenta que as perucas quase afundavam sua cabeça e que os figurinos completos chegavam a pesar 70 quilos. Mesmo carregando todo esse peso, a atriz conseguiu transmitir o redemoinho de emoções que acontecia dentro de Georgiana. O figurino também foi pensado para expressar os sentimentos e momentos da personagem: quanto maiores os trajes, mais aflitiva a situação. Era como se Georgiana tentasse se esconder sob as roupas e penteados.

“As roupas, as perucas e os chapéus eram tão pesados que doía ficar de pé. Numa das cenas, tive que usar uma peruca de cerca de 80 centímetros, cujo peso afundava minha cabeça no meu pescoço”, revelou a atriz ao Daily Mail. “E isso é justamente o que acontecia naquela época. O resultado pode ser maravilhoso, mas não é fácil vestir-se assim”.

Em relação aos vestidos, explicou que “tinham que ser costurados todas as vezes que eram usados, e suavemente descosturados para poder ser tirados (sem estragar)”.

Isso tudo aconteceu há dois séculos mas algumas coisas não mudaram e muitas “Georgianas” ainda andam por aí…

 

 Keira Knightley como a Duquesa Georgiana de Devonshire

 

Ainda não há previsão de estréia no Brasil.

 

Vamos Comprar Menos?

É legal correr atrás de produtos baratinhos, ficar feliz em comprar uma roupinha nova ou descobrir aquela liqüidação ou ponta de estoque. Mas, muitas vezes, deixamos de descobrir como é legal não comprar.

Isso mesmo! Todos os dias, somos bombardeados por propaganda de tudo quanto é coisa, de roupas, a maquiagem, cremes, eletrodomésticos. A maioria desses produtos que a gente viu sem querer a gente nunca ia precisar e talvez nunca iríamos querer comprar se não soubéssemos que não existia. A publicidade cria em nós uma necessidade. Ela não existia antes e, provavelmente, não existiria se houvesse uma pílula de esquecimento imediato.

Porque nos deixamos ser convencidas que seremos mais bonitas, mais “antenadas”, mais desejadas, se possuirmos isso ou aquilo? Há alguns anos estavam na moda uns óculos de sol que eram praticamente transparentes, lembra? Onde já se viu isso? Óculos de sol que não protegem do sol? É o cúmulo do supérfluo.

Sim, precisamos nos vestir. Sim, é bom usar adornos, brilhos e cores. Maquiagem também pode ser tratamento de pele e faz uma baita diferença na nossa aparência e na nossa auto-estima. Mas se todo mundo está usando sombra verde, porque está na moda, e você detesta verde, porque usar? Não dá pra usar uma coisa só porque está na moda. Agora, se você viu algo que combina com você e, pra ajudar, também está na moda, aproveite.

Não acho desperdício comprar um agrado. Só acho desperdício comprar tanta maquiagem a ponto de os produtos estragarem porque não se tem tempo de usar tudo; entupir o guarda-roupa de peças que não têm muito a ver com você e só foram usadas duas ou três (ou nenhuma) vezes.

Qual foi a última vez que você olhou para o seu guarda-roupa? Quando foi a última vez que você separou o que você usava, o que precisava de ajustes de costura para voltar a ser usado e o que podia sair? Quando foi a última vez que você pensou qual era o seu estilo, que imagem você queria passar para o mundo, quem era você e como suas roupas traduziam isso?

Digo isso porque, com a ajuda prestimosa e indispensável de minha mãe, arrumei meu guarda-roupa. Primeiro, tirei tudo o que estava velho demais, que não tinha mais a ver comigo (tinha peças que estavam comigo há mais de dez anos!) ou que não me serviam mais. Depois, fui selecionando o que ainda estava bonito e me cabia, mas não tinha mais a ver comigo. Inacreditavelmente, foram duas malas grandes lotadas de roupas e, surpresa!, meu guarda-roupa continua cheio!

Olhando tudo arrumadinho, percebi que não preciso de tanto. Foi difícil, devo confessar, me despedir de algumas peças que guardava por puro apego afetivo: peças que me faziam lembrar de ocasiões agradáveis. Mas depois que elas saíram, senti-me mais leve. A boa lembrança que elas me traziam ainda está comigo e isso não ocupa espaço em meu pequeno apartamento de 55m2. Apego traz sofrimento e dá um trabalho danado!

Hoje mesmo, me deparei com um vestido (R$39,90), um cardigan (R$29,90) e uma blusinha (R$24,90) que olhei, gostei e pensei: “Hum… está baratinho”. Não levei. São quase cem reais que eu não preciso gastar, pois já tenho vários vestidinhos, posso tricotar um cardigan ainda mais bonito (tenho muitos novelos pedindo para serem tricotados) e uma blusinha que vai disputar espaço com outras tantas que eu usei pouquíssimas vezes. Já pensou se eu guardar esse dinherinho ao invés de gastá-lo com roupas e acessórios toda vez que eu tiver essas vontades? Dá pra fazer uma viagem, comer num restaurante especial e até presentear alguém querido.

Melhor que entupir o guarda-roupa, é encher o coração de aconchego, a cara de sorrisos, e ainda se sentir mais leve!

Como as pessoas se vestiam

Mary Cassatt - Lydia fazendo crochê
Mary Cassatt – Lydia fazendo crochê

Para quem estuda literatura ou mesmo para quem gosta de ler, é muito interessante prestar atenção à descrição dos detalhes e costumes do passado. Lendo os clássicos da literatura universal, podemos pescar algumas coisas que exemplificam esses hábitos, hoje desaparecidos, que antigamente até mesmo “classificavam” a classe e origem social da pessoa.

As mulheres deviam ser prendadas, saber costurar, bordar, consertar e isso nem faz tanto tempo assim. Fora a parte que denota uma certa imposição de fazer as mulheres ficarem dentro de casa, acho super útil que saibamos costurar, bordar e consertar. Para nós mesmas, para podermos ser auto-suficientes e não ficar dependendo de alguém para dar um simples pontinho ou pregar um botão. Claro que hoje não é mais exigência que uma boa moça de família borde todo o seu enxoval – incluindo lençóis e toalhas com monogramas – mas acho lindo quem tem disposição e arruma um pouco de tempo para bordar aos pouquinhos um detalhe aqui e outro ali da sua casa.

“Mas as mulheres trabalham, são sempre tão ocupadas, quem consegue bordar???”, perguntariam alguns. Eu respondo: nós arranjamos tempo para o que queremos, fazemos nossos planos e arranjos para contemplar nossos desejos. Quando uma pessoa diz que não teve tempo para fazer algo que ela deseja muito, é necessário se perguntar o que está faltando para o desejo se concretizar. Planos simples, como fazer ginástica ou começar um hobby, dependem da nossa força de vontade. Temos que mandar a preguiça ir passear e começar a nos organizar.

Organização, para algumas pessoas, acabou virando sinônimo de chatice. Eu acho que a organização, além de ser necessária inclusive para o nosso prazer, não deve ser encarada como uma vilã. É bom organizar, ter as coisas arrumadinhas, tempo para nós mesmos, disposição para experimentar coisas novas. Temos que assumir a responsabilidade por nossa própria organização de vida, e não deixar que outras pessoas assumam o ônus de cuidar da gente (isso serve para todos aqueles que já tenham condições e formação suficientes).

Por outro lado, ajuda, carinho e uma dose de interesse alheio não fazem mal nenhum. Mal é sentir-se confortável em depender do outro, não buscar seus próprios méritos e não retribuir com carinho o carinho do outro. Para alguns, carinho é dar um presente. Para outros, é dispender uma hora do dia para ouvir o problema de um amigo. Temos que saber entender o carinho do outro.

Puxa, isso foi longe. Comecei falando de como as pessoas se vestiam no passado e acabei falando de relacionamento. Engraçado é que, sempre que falo do passado, essas pequenas atenções me vêem à mente, sorrateiras. Será que tudo isso ficou no passado? Tenho certeza que não. Meus amigos (pouquíssimos, claro) me provam todos os dias que ainda dá pra amar sem grudar, ter carinho sem dar presentes milionários e ajudar um pouquinho, nem que seja emprestando o ombro e o ouvido.

A Beleza e o Poder do Ordinário

Todos os dias nos levantamos, cumprimos nossas rotinas matutinas, trabalhamos, comemos, trabalhamos, jantamos, dormimos… Enfim, todos os dias temos uma rotina a cumprir. A maioria de nós acha que, pelo menos de vez em quando, tem que sair da rotina e fazer coisas diferentes para não pirar. Vi ontem que pelo menos um grupo de pessoas não pensa assim.

Existe uma filosofia zen budista japonesa que cultua a natureza e sua “execução”. Explico: a natureza repete seus ciclos dia após dia, ano após ano, indefinidamente, haja o que houver. Silenciosamente, as flores desabrocham e caem, os animais se reproduzem, a chuva cai, vem o frio e o calor. Observando a natureza, percebemos que raramente as coisas mudam, os comportamentos são previsíveis. Isso acontece porque a natureza é perfeita.

Não é uma questão de repetir uma seqüência infinita e maçante. É a execução de um propósito de vida, feito com perseverança e pontualidade, independentemente se há alguém olhando ou elogiando. A vida é o que importa, a vida de quem faz. Se é o pássaro fazendo o seu ninho, se é o urso que se prepara para hibernar, cada um, cuidando da própria vida, cuida também da harmonia do todo.

Um monge de 104 anos, que hoje comanda o mosteiro que prega essa filosofia, disse: “se quisermos fazer algo, temos que colocar nossa vida em jogo. Só conseguimos atingir uma meta se a nossa vida depende daquilo”. Ao pensarmos assim, não teremos preguiça nem nos perdoaremos por não nos esforçarmos para atingir um objetivo que sabemos possível, porém difícil. Se pensarmos na frase do monge, concluiremos que a nossa vida sempre está em jogo, seja literalmente ou a longo prazo. Ao escolher ficar com alguém, não é a nossa vida? Ao escolhermos um novo emprego, não é o nosso futuro? Vida não é simplesmente o ato de existir, mas o “executar”.

Todos os dias, mesmo aqui em São Paulo, no meio dos prédios e da fumaça da poluição, observo um bando de maritacas que voa sempre no mesmo horário, às 17h30, de uma árvore para outra. Passam gritando, brincando, param nos parapeitos das varandas e conversam. Todos os dias. No inverno, quando chove e a poluição não está tão severa, o sol se põe dando um show todos os dias. Mesmo com tantos obstáculos, a natureza segue cumprindo suas “tarefas”, silenciosamente.

Em nós, a nossa vida é sempre mais importante do que a do outro. Não entendam isso como egoísmo ou “primeiro eu”. Simplesmente, nossa vida tem que ser preservada se quisermos contribuir para um equilíbrio maior e até mesmo ajudar outras pessoas. Quem pode doar? Quem tem. Quem ajuda o que está fraco? Quem está mais forte. Ao zelarmos por nossa saúde física, mental e emocional, contribuímos para a saúde emocional daqueles que amamos, incentivando-os e estendendo a mão, quando for necessário. Aceitar esse ciclo – num dia estamos fortes, noutro estamos fracos – nos faz ter a certeza de, como disse Shakespeare: “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”.

Saúde emocional nos ajuda a superar tropeços, nos faz rir daquilo que podia nos derrubar, nos faz ver beleza no ordinário. O filme A Dama na Água, do diretor indiano M. Night Shyamalan, fala dessa questão de poder acreditar e ver que, mesmo dentro da piscina no quintal da sua casa, pode morar uma ninfa. Esse filme foi muito criticado mas tem sua beleza, especialmente por tentar nos fazer acreditar que a magia não mora nos livros do Harry Potter mas no nosso cotidiano. Magia pode ser fazer uma declaração de amor, poder rir de novo, andar de novo, ver de novo, descobrir que ainda dá tempo. Se olharmos com atenção, todos nós podemos encontrar uma ninfa no quintal, na cozinha, no quarto… Não é acreditar, é fazer, realizar, construir a beleza de todos os dias.

E por falar em China…

 

Quem nunca teve uma blusinha chinesa? Ou um colar com pingente de dragão? Ou a perigosa e irresistível culinária? Hum…

Mesmo magoada com alguns fatos, não nego o quanto a China e seu povo podem produzir coisas lindas. Por um momento, um momento apenas, esqueço que aqueles jardins foram feitos só para demonstrar poder, que as decorações eram símbolos de opressão e que quanta coisa morreu para aquilo estar daquele jeito, ali.

Nesse momento em que me deixo seduzir pela beleza, penso que dá, sim, para viver num mundo belo e macio, sem precisar ferir ninguém. Mas sempre me volta o pensamento que roubando a seda do bichinho, dá pra fabricar verdadeiras carícias, tecidos tão finos e delicados que parecem não existir. Roubando algumas gemas da terra, pingentes, colares, pulseiras e brincos enfeitam o corpo com seu toque gelado. Sim, estamos roubando… Ou será que a Terra está nos presenteando?

Considero alguns objetos produzidos pelas mãos habilidosas de artesãos a partir de suas belezas naturais como um presente que o planeta me deu. Uso-os com carinho, quase como uma homenagem. Meu presente é não desperdiçar recursos e matar o mínimo possível. Mas ainda estou devendo.