Para fazer no final de semana…

Gente, tem coisa mais gostosa que tirar um tempinho no final de semana pra se cuidar?

Por isso, separei um artigo super pertinente para esta época: como hidratar os cabelos queimados de sol! Quem escreveu foi Tiago Parente, que é cabeleireiro, membro da Haute Coiffure Française, Paris, e sócio do salão Fashion Clinic, em Ipanema, no Rio de Janeiro.  Vamos às dicas!!!

 

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crédito da foto

 

Uma das perguntas mais freqüentes no salão é: “como faço para manter meus fios hidratados em casa?”

Hoje em dia, você pode tirar partido dos tratamentos de hidratação que podem ser feitos em casa e, assim, resgatar a vitalidade dos fios. Os cabelos secos sofrem mais, mas todos os tipos de cabelo – normais, oleosos, mistos, ondulados ou lisos – estão sujeitos a perder o aspecto saudável devido ao excesso de sol, vento, cloro, água do mar, poluição, tinturas, escovas ou chapinhas.

Estes agentes externos abrem as escamas da cutícula capilar, permitindo a saída das moléculas de água que hidratam os fios. No final do verão, então, são visíveis os estragos causados pelos prazeres desfrutados na estação mais quente do ano. Eu costumo brincar que os cabelos ficam com sede! Como resultado dos danos à estrutura capilar, os fios tornam-se ressecados, opacos e quebradiços.

A hidratação faz com que as escamas arrepiadas se ajeitem, se encaixem, melhorando a textura. Além das técnicas feitas em salões de beleza, é possível declarar guerra à fragilidade e à falta de brilho no conforto do lar. Na sua casa. É que avanços tecnológicos felizmente aposentaram aqueles antigos coquetéis que empastavam os fios.

 

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Os cremes de tratamento intensivo são uma forma prática de devolver a vitalidade aos fios. Eu, particularmente, prefiro os que levam queratina, aminoácidos da seda ou silicone (este impermeabiliza o fio, fazendo com que ele retenha maior quantidade de água na superfície).

No mercado, existem várias formulações específicas para o tipo e o estado dos fios, como os indicados para cabelos fracos, quebradiços, longos, cacheados, com tratamentos químicos ou tinturas, que permitem acertar no alvo com mais facilidade. O grande segredo é realmente escolher o produto certo.

Na hora de aplicar, é preciso observar as recomendações de cada fabricante. O ideal é lavar o cabelo, passar o creme e fazer algo para aumentar a temperatura, como touca térmica ou uma toalha úmida quente, para que a cutícula do fio se abra e o produto penetre. É especialmente indicado que a aplicação seja feita em meio úmido, como vapor, para que o calor não faça com que o fio perca água para o meio externo, o que pode prejudicar o resultado.

 

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Há dois cuidados que devem ser seguidos à risca. O primeiro é jamais aplicar o creme nas raízes, sempre passando em direção às pontas (da orelha para baixo). A prevenção evita o excesso de oleosidade nas raízes, que pode até desencadear quadros de queda, seborreia ou caspa.

O segundo é realmente limitar-se ao tempo prescrito pelo fabricante. Como a hidratação é feita em casa, muitas pessoas acabam deixando mais tempo do que deveriam. A hidratação excessiva, em vez de embelezar as melenas, pode deixá-las oleosas, ensebadas ou meladas.

A frequência depende das condições de cada cabelo, variando de semanal (para os extremamente danificados) até mensal. Mas, em geral, o ideal é fazê-la quinzenalmente.

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 Entre os produtos que eu uso e recomendo estão a linha de máscaras capilares da Surya que, além de deixarem os cabelos lindos porque são feitos de ingredientes naturais, sem corantes ou parabenos, é totalmente vegan. Isso significa que o recolhimento dos ingredientes na natureza seguiu um calendário que não fosse predatório e nenhuma animal teve que passar por testes. Aliás, sempre fico atenta às empresas que têm essa prática: se usam animais em testes, eu não compro. E passo pra frente. Fiquei sabendo recentemente que a Dove faz testes em animais e fiquei triste. Afinal, com uma campanha tão bonita de valorizar a própria beleza, eu esperava mais. E tanta gente fala de sustentabilidade e ecologia só da boca pra fora, como num golpe de marketing. É preciso ficar atenta.

Aliás, as hennas da Surya, além de dar um tonzinho no cabelo, também são máscaras de hidratação. O cabelo fica com um brilho e uma maciez inacreditáveis! Experimenta que você vai gostar! (eu não estou ganhando nada pra falar isso… ehehe 😉

Então, vai cuidar do cabelão ou do cabelinho neste final de semana e comece a semana que vem toda linda!

 

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Havaianas de Amarrar

   

Finalmente, estão aqui as Havaianas gladiadoras!

Depois de muito matutar, resolvi fazer assim, de forma que, se você quiser, dá pra trocar o tecido. Vamos à receita!

 

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Material

0,50 m de chitão com 1,40 de largura

1 par de chinelos Havaianas

Linha e agulha para costura ou máquina de costura

Botões ou enfeites

 

Modo de Fazer

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Corte tiras de 6 cm de largura na lateral do tecido, sendo que ficarão com 1,40 m de comprimento. Emende mais um pedaço de 70 cm e você terá uma tira com 2,10 m. É necessário uma para cada pé.

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Dobre a fita ao meio e costure, à mão ou à máquina, emendando aquele pedaço de 70 cm à tira de 1,40m.

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Pegue a fita costurada e passa pelo meio das tiras da sandália e faça um nó. Tem que sobrar um pedaço igual de cada lado.

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Vá enrolando, cobrindo toda a tira. Depois de cobrir tudo, dê um nó na última volta.

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Um lado já está pronto.

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Faça o outro lado igual.

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Para cobrir o pedacinho da tira que ficou sem tecido, faça um lacinho ou um fuxico. Se quiser, decore com botões ou chatons.

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Pronto! Aqui estão suas havaianas de amarrar! Eu não gostei do efeito do laço na minha então eu acabei não colocando nada. Acho que o laço lá de cima já dá conta. Mas um fuxiquinho ficaria bonitinho…

 

Dicas

  • Chitão é um tecido que não desliza. Então fica firme na perna e segura bem. Mas, em compensação, é mais trabalhoso de por e tirar se você quiser ficar trocando. Nesse caso, opte por uma malha.
  • Por ser um chinelo bem colorido, é próprio para o verão em situações bem informais.
  • As tiras podem ser amarradas subindo a perna ou mais embaixo, somente no tornozelo. Quanto mais ela sobe, mais curta deve ser a roupa que você está usando, pra não dar a impressão que suas pernas estão achatadas. Ficam lindas com shortinhos.
  • Depois de passar a tira com o tecido, você pode bordar por cima: chatons, vidrilhos, miçangas, pequenas aplicações, florzinhas… 
  • Pra vender, você pode passar cola de contato na tira antes de enrolar o tecido. Aí, ele não sai mais.
  • Usando cola, também dá pra usar tecidos mais finos, como cetim sintético. Use cores escuras pra não manchar.
  • Se quiser, também é legal colocar contas nas pontas das tiras, fazendo um arremate.

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Tenho que agradecer minha mãezinha querida, que costurou a tira à máquina para mim!

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Divirtam-se!!

 

As Cores e Flores da Farm

Rua Harmonia 57, em plena Vila Madalena. No endereço, um enorme painel anuncia: Harmonia gera Harmonia, Amor gera Amor, Gentileza gera Gentileza. Por trás da mensagem, surge a novidade: o terceiro espaço da grife Farm em São Paulo, inaugurado há duas semanas.

A gerente Renata vem me receber com seus faiscantes olhos verdes e seu delicioso sotaque carioca. As meninas que atendem os clientes (todas lindas!) vem nos receber na porta com um sorriso. A sensação é de chegar na casa de amigas, que mais parece um oásis num dia de muito calor: o espaço é refrescante, o verde repousa os olhos, é tudo aberto e ventilado…

A loja – que por causa da localização ganhou o nome de Farm Harmonia – ocupa uma casa de 1060 m2, que segue o conceito de “arquitetura verde”. Lá tudo respira natureza e transpira a alma carioca: da enorme escada feita com tronco de reflorestamento aos provadores em meio a uma mini floresta.

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Os provadores ficam aí dentro, em cubículos que parecem boxes com duchas. Aliás, reparem nas duchas…

A casa, um projeto de escritório franco-brasileiro Triptyque – premiado  no concurso NAJA 2008 – tem um processo de captação da água da chuva  que é tratada e reaproveitada no próprio espaço, através de um sistema de tubulação aparente que irriga a vegetação que adorna o prédio.

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Sua arquitetura é bem peculiar e criativa: são dois enormes blocos envidraçados, unidos por uma passarela metálica sob um área interna que se abre como uma clareira. As cores que predominam no projeto da Farm Harmonia são o amarelo e o verde. Bem brasileiro!

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A praia nos recebe na entrada, com areia e muito espaço. Uma árvore com 500 borboletas dá as boas-vindas aos visitantes. Ao fundo, ainda no primeiro piso, a Farm Harmonia entra no clima da Vila Madalena e vai oferecer um programa inusitado aos domingos: um refrescante banho de mangueira  – com água captada pelos tubos da casa – regado a samba de raiz, cerveja e água de coco, num clima bem carioca.

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Além de roupas da coleção atual, peças únicas (piloto) de coleções passadas também estarão à venda, além de um bazar, no terceiro andar. Outra inovação do espaço é promover, através de exposições e palestras, uma integração maior entre moda e arte.

As roupas são fresquinhas, larguinhas e cheias de detalhes cuidadosos, como bordados e aplicações.

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As havaianas customizadas são de-li-ci-o-sas! Pra comprar e usar muito! Aliás, os preços, tanto da coleção nova, “Rosa dos Ventos”, quanto do bazar, estão muito bons.

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Fico contente de ter aqui na Vila um projeto que reúne moda, bem viver e ecologia. Fico ansiosa pelos cursos e projetos culturais que possam estar chegando por aí. E ter um pedacinho do Rio aqui perto é um privilégio.

Dá uma passadinha: Farm Hamonia – Rua Harmonia, 57, na Vila Madalena. Também dê uma olhada no site, que tem um blog delicioso.

Inspiração para voltar

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas “sou gaivota e fui sereia”
ri-me de ti “então porque não voas?”
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos

A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho “olá”,
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste “ainda bem que voltaste”

A Noite Passada – Sérgio Godinho

Curso de Adesivos – Nike Pinheiros e SHN

Nos dias 12 e 13 passados, fiz um curso de como fazer seu próprio adesivo na loja da Nike Pinheiros, na Praça dos Omaguás. O curso foi dado pelo coletivo SHN, referência na arte urbana brasileira, presente em várias ruas de São Paulo e de outros centros urbanos.

Eu fui mais como curiosa, para perceber um pouco daquela cultura e aprender um pouco da técnica de silk-screen. O trabalho é super artesanal, braçal e exige tempo e espaço.

Logo no começo, percebi que estava entre pessoas que sabiam o que estavam fazendo. Logo que o pessoal explicou como seria e pediu pra gente desenhar, vi que estava cercada de gente talentosa. Mais que isso, aquele pessoal fazia aquilo com uma leveza que parecia brincadeira. Do meu lado, o André desenhou um macaco com cara de mau em poucos segundos. Na minha frente, a Camila Minhau desenhava um de seus famosos gatos. Aliás, já falei da Minhau aqui e tive o prazer de conhecê-la pessoalmente. Uma linda! Talentosa de tudo! Estava acompanhada do marido, Chivitz, grafiteiro dos bons também. Depois, passem lá no Flickr dela pra conhecerem melhor seu trabalho e seus gatinhos. Teve também quem levou seus desenhos já prontos ou esboçados, como o Tiago, que estava no meu grupo e fez uma coroa.

Só sei que quando vi todo aquele povo desenhando muuuito e fazendo coisas lindas, me senti como uma criança no pré-primário. E minha única reação diante daquilo tudo resultou no meu adesivo:

 

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Mesmo diante de tanta arte competente, não me senti um peixe fora d’água. A turma era bem legal, todo mundo se ajudava, espírito colaborativo total. Aprendi muito e, principalmente, conheci pessoas que estão tentando fazer a cidade ficar mais bonita. Como a Minhau disse “estamos lutando contra o cinza”. Às vezes, uma parede colorida faz toda a diferença numa comunidade carente. Saúde e educação, moradia decente e alimentação saudáveis são o básico para todos. Mas o ser humano não vive só do básico. Isso seria sobrevivência, não vivência. É necessário ter prazer, conseguir sorrir, olhar o mundo de uma forma contemplativa. E isso é impossível se seu estômago ronca e você não tem onde dormir. Mas talvez possa ser a inspiração para lutar por um mundo mais colorido, onde a beleza sirva de inspiração para se realizar como ser humano.

No final, todos trocaram adesivos e endereços eletrônicos e, tenho certeza, saíram enriquecidos com a experiência. O meu ficou assim:

 

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Para saber mais sobre a programação cultural da Nike, clique aqui. Para mais fotos, vá pro Flickr.

 

Faça sua Bermuda Saruel!

Pra sair por aí, no verão, e aproveitar uma peça que com certeza você já tem: uma canga!  Acompanhe o passo a passo e faça a sua!

 

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Pegue uma canga que você já tenha. A parte mais estreita tem que ser larga o suficiente para dar a volta na sua cintura.

 

 

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Passe por trás e dê um nó na frente.

 

 

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Agora, pegue o tecido e passe pelo meio das pernas, amarrando na cintura e dando um nó atrás.

 

 

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Dê uma arrumadinha no tecido, para não ficar muito largo. Enfie um pouquinho dentro do primeiro nozinho e faça franzidos.

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Pronto! Taí sua nova bermuda saruel! Fica linda também com um cinto de macramê ou trançado por cima e sandálias rasteiras.

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Se eu quiser ser bem chata, essa não é bem uma saruel, mas é chamada de calça envelope. É muito usada na Índia e no norte da África. A semelhança com a saruel é que ela também tem o característico cavalo baixo. Olha ela aí no desfile da Iódice no SPFW Primavera/Verão 2009:

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