Projetinho de Artesanato para o Final de Semana

Taí uma ideia legal para fazer num final de semana. Quer você esteja procurando uma lembrancinha para dar para alguém, quer seja um mimo para você mesma/mesmo, uma sugestão fácil, divertida e linda para fazer em minutos.

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Para fazer esses chaveiros você pode aproveitar suas sobras. Como dá pra ver no modelo C, é uma trança larga, feita com vários fios. É só isso! Escolha fios de cores diferentes ou contrastantes, ou até mesmo ton sur ton. Antes de começar a trançar, passe os fios pelo mosquetão ou por um elo de metal comum, deixando bem no meio do comprimento dos fios. Aí é só prender o elo com um alicate ou afixar o mosquetão num lugar firme e começar a trançar. Não aperte muito, pra trança não ficar torta.

Você também pode incrementar com pingentes de acrílico, cristal, metal… Use sua imaginação!

Os modelos A e B são cordões torcidos. Também são muito fáceis de fazer, mas vai precisar de outra pessoa pra te ajudar: pegue os fios, passe-os pelo mosquetão, deixando-os na metade do comprimento. Peça pra outra pessoa virar uma das pontas para um lado e você vira no sentido inverso. Depois, juntem as pontas e vejam o cordão se enrolar sozinho! Daí é só fazer um nó bem apertadinho.

Recomendo linhas ou fios de algodão ou com base de algodão. A Paratapet também serve, use menos fios. Lãs muito felpudas não funcionam. O fio Bambu é perfeito para esse trabalho! Pode ser encontrado on-line na Aslan e o novelo custa R$10 .

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O projeto original é do site Berroco e a explicação está em inglês.

Bons artesanatos!

O Amor Maior do Mundo

 

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Ontem, meus pais completaram 36 anos de casamento. Eu, com meus pouco mais de 5 anos de união, sei como é difícil, às vezes, manter a cabeça no lugar. Por mais que amemos quem está ao nosso lado, sempre haverá uma coisa ou outra que irá nos surpreender ou nos desapontar. Mas isso não pode ser um problema maior do que a vontade de amar.

O que aprendi com meu pai foi que devoção pode não ter limites. Ser apaixonado pelo que faz é a chave do sucesso profissional e acreditar em si mesmo é o maior dos elogios. Meu pai é professor por escolha afetiva. Desde que me conheço por gente ele vivia cercado de livros e papéis, que eu também aprendi a amar. Meu pai é um livro aberto de sabedoria e amor.

Com minha mãe, aprendi a cozinhar e a gostar de artesanato. Nas tardes de chuva ou de calor, minha mãe, eu e minhas irmãs passávamos longas horas costurando, tricotando, bordando ou tingindo panos de cores maravilhosas. Minha mãe também me ensinou a amar os animais e as plantas. Tudo era novo, o tempo passava rápido. Minha mãe é um novelo macio de lã.

Hoje, meus pais são minha grande inspiração e meu exemplo. Olhando para trás, vejo que fizeram tudo certo. Casada, eu quero manter em meu relacionamento o amor e o respeito que eles mantiveram no deles. Se um dia tiver um filho, quero ser para ele a mãe e o pai que tive para mim.

Sempre me lembro de Drummond que, como a maioria dos poetas, falou tão bem do amor: “Existem muitas razões para não amar uma pessoa e apenas uma para amá-la”. Que essa razão esteja sempre à frente das dificuldades.

 

Violência Não é BELEZA

Não associo diversão à violência. Mas muitas pessoas, infelizmente, sim. Há pouco tempo, entrou em cartaz um filme chamado “Os Estranhos”, que narra a saga de uma família aterrorizada por um grupo de encapuzados que entra na casa simplesmente para maltratar a mãe, o pai e o filho.

Pouco antes, entrava em cartaz “Violência Gratuita”, um filme que narra, em primeira pessoa e em contato direto com o telespectador (os torturadores olham e conversam com a câmera), a história de dois adolescentes que entram na casa de uma família e os torturam. O pior é o que o negócio é refilmagem.

Tensão, medo, violência. Qual é o propósito disso? Catarse? Para fazer pensar? Refletir? Do jeito que eu vejo, acaba dando idéias pra um bando de “sem noção” que não pensa e acha legal o que acontece no filme. Conseqüência: quem não tem nada na cabeça acaba inventando. E não pensando.

É como dar o remédio certo pro doente errado e piorar a situação. Eu não consigo tolerar violência, não assisto, não prestigio, não recomendo. Na minha opinião, nada justifica. O que é belo torna-se a cada dia mais belo. O que é horrível, continuará a ser horrível, mesmo que “ensine” alguma coisa.

Será que não dá pra aprender com a beleza? Exercitar a sensibilidade ao invés de anestesiar-se diante da violência e da injustiça? Não sou forte, não estou julgando ninguém, apenas expressando minha opinião diante do que vejo e percebo. As pessoas que costumam assistir filmes assim (estou generalizando) também não ligam de maltratar animais e desconsiderar outras pessoas (como não ceder o assento para um idoso ou ceder a vez em alguns casos). Tudo acaba ficando pior.

Ao invés de uma overdose de violência, deveria haver uma overdose de beleza. Mas as pessoas acabam ficando tão insensíveis, tão chapadas e neutralizadas, que passam pela rua e não percebem as flores, o canto de pássaros escondidos entre folhas, o bichano deitado no sol da janela. A beleza é silenciosa e vagarosa. Como é o tempo de uma árvore? Uma gota d’água é pequena pra quem? Já parou pra ouvir o vento? Às vezes, é quase nada…

Se deixarmos, o barulho da violência e a rapidez com que ela se propaga vão acabar destruindo tudo o que é belo, inclusive nossa percepção. Não podemos. Meu jeito de passar a beleza adiante é elogiar estranhos e ser simpática. Não sabemos o poder que um elogio pode ter na vida de alguém. Estava no supermercado um dia e elogiei os óculos que a moça do caixa estava usando (sempre reparo em armações de óculos). Ela estava séria e, depois do meu elogio, não parou mais de sorrir. Sorriso é beleza no rosto de alguém.

Às vezes, sinto um certo desânimo e acabo achando que algumas coisas são inúteis. Eu sei que é besteira minha mas fico triste e melancólica. Engraçado que, sempre que estou assim, alguém entra no blog e faz um elogio. Isso muda o meu dia e meu ânimo e faz aquele momento mais belo. E enche de beleza a minha vida.

Todos os dias encontro beleza nas coisas mais escondidinhas, nas mensagens curtinhas, no sorriso das pessoas ao meu redor. Todos os dias também busco encontrar a minha beleza, que é apenas um enorme bem-estar refletido num corpo saudável e no brilho do olhar. Não busco no espelho. Busco no olhar de quem me vê.

 

O MELHOR PRESENTE QUE EU JÁ GANHEI

 

 

Os orientais dizem que “o passado é história; o futuro é mistério; o presente é uma dádiva. Por isso se chama presente”.  E o meu passado, de momentos e encontros únicos, plenos de alegria e felicidade na casa de meus avós lusitanos, reflete o melhor presente que já ganhei: ter sido adotada por uma família portuguesa, com certeza, que me acolheu em seu seio, acompanhou meus primeiros passos, torceu pelas minhas vitórias, sofreu com meus tropeços, motivando-me sempre a buscar a felicidade alicerçada naqueles momentos singulares, que jamais se repetirão.

Meus avós viraram uma saudosa lembrança, guardada em um baú de recordações, assim como aqueles maravilhosos momentos vividos em diversos natais, em sucessivas páscoas, aniversários, e a cada encontro em família, quando meus primos e eu ríamos muitíssimo do trajar tipicamente trasmontano de tia Maria, a irmã gêmea de meu avô, com suas argolas de ouro, saia longa, lenço colorido na cabeça e tamancas pelos pés; de sotaque engraçado, meio enrolado, o qual custava-me por vezes entender o que dizia, causando-me infindáveis gargalhadas.

Hoje, o melhor presente é poder abrir este baú de minha história, de uma infância prazerosa, e compartilhá-la com minhas filhas, mostrando a elas o quão feliz eu fui, graças à família que me formou, e o quão feliz eu sou, pela família que estou podendo formar.

 

Sandra Caldas Lourenço, com essa história que me encheu os olhos de lágrimas, foi a grande vencedora do concurso da Paperview e vai ganhar R$150 em produtos Paperview e um convite para o site Coquelux.

Quero agradecer a todos que compartilharam comigo suas histórias lindas, especialmente a Raquel Soares dos Anjos, que escreveu sobre sua maravilhosa missão neste mundo, que é cuidar dos animais, e a Aline Dulce, que, em poucas linhas, descreveu que o melhor presente é a gente mesmo que se dá: uma vida feliz e com propósito, cultivada com amor todos os dias.

A todos que estiveram aqui todos os dias, meu muito obrigada!! Ano que vem volto com força total, com muito tricô, customização, dicas de moda e de como viver bem e em paz com a natureza.

 

Que venha 2009!!

 

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Beijinhos da Renata

 

Mãos Dadas

 

Já parou pra pensar o que faz duas pessoas andarem de mãos dadas?

Geralmente, quando ando pela rua ou estou sendo passageira, observo as pessoas. A maioria andando sozinha, apressada, ou acompanhando amigos, colegas de trabalho, conhecidos. Em nosso país, apenas casais e pais/mães/filhos andam de mãos dadas.

Parei pra pensar nos casais: namorados, casados ou simplesmente apaixonados. Alguns, mais do que se darem as mãos, se abraçam. É meio difícil andar pela rua abraçado, ainda mais numa calçada apertada ou muito movimentada. Mas eles não se desgrudam.

Parei pra pensar que a gente busca tanto alguém para amar, para se preocupar conosco, pra dividir com a gente nossos sorrisos e aflições. Depois que a gente encontra alguém, é aflitivo pensar que podemos perder essa pessoa novamente no meio da multidão da qual a resgatamos. Por isso, talvez, as mãos unidas, os corpos colados num abraço apertado. “Não quero te perder”, “quero me certificar que você está ao meu lado”.

Naquele momento do aperto da mão, é um sentimento de segurança e carinho que nos dá o prazer daquela companhia rara, que encontramos e que não queremos perder de vista. Mas temos que pensar que, muitas vezes, pra aquela mão estar ali, é preciso saber largá-la.

Lembrei de uma propaganda de uma companhia de telefonia celular que dizia “Você nunca está sozinho”.  Na hora pensei, “Que horror! E quando eu quiser ficar sozinha?”. Todos precisamos de um espaço, de um momento sozinhos. Temos que aprender todos os dias a gostar de nossa própria companhia, de ouvirmos os nossos sons, de percebemos as nossas sensações. Esse aprendizado vai servir pra perceber melhor a mão do outro, o corpo do outro, a vontade do outro.

A ausência daquela mão a torna mais especial. A ausência dela, em algumas culturas, inclusive na nossa, a transformou em anel. Quando ela não nos segura, o anel simboliza que há outra mão, em outro lugar, usando o mesmo símbolo de ausência e de compromisso: o compromisso de estar ali quando precisarmos e quisermos.

Não podemos colocar nessa mão, por vezes presente, por vezes ausente, nossa felicidade. Temos que fazer nossa própria felicidade para dividi-la com alguém que merece, que também irá dividir a felicidade dele/dela conosco. Como fazemos isso? Nossa felicidade vem de sermos equilibrados, de vivermos uma vida sem contradições, de valorizarmos os momentos e as pessoas do jeito que chegam até nós.

“Felicidade acontece quando o que você faz e o que você fala estão em harmonia”, disse Gandhi. Isso é viver sem contradição. Se você não come carne porque tem dó dos animais, não compre o sapato e a bolsa de couro tããããooo lindos que você viu. Isso é uma contradição. Se você acha que uma pessoa famosa se vestiu mal ou está usando uma maquiagem inapropriada, não precisa ir alardeando para os quatro ventos como ela é cafona, ou isso, ou aquilo. Faça seu comentário, dê sua opinião (sou a favor da opinião e não da fofoca) e ponto final. Pessoas interessantes falam de idéias, pessoas vazias falam de pessoas. Quando não der pra elogiar, tente simplesmente ignorar. E quando der pra elogiar, seja generoso.

Então, que tal dar a mão para aquela pessoa querida que você não quer perder? A vida, muitas vezes, carrega para longe pessoas muito próximas: irmãos, pais, tios, primos… Não podemos procurá-los só no final do ano, quando a maioria passa por aquela fase mais sentimentalista e materialista. Relacionamentos se constróem todos os dias e isso inclui interessar-se pela vida, pelos assuntos e pelos problemas de alguém que você considere que vale a pena amar. Na maioria das vezes, vale mesmo.

Já disse que adoro as coisas que não servem pra nada. Dar a mão, a não ser que você seja uma criança atravessando a rua, só serve pra você demonstrar que você está ali. É óbvio, é redundante, não serve pra nada… mas é tão bom!

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