Ponto Gigante de Tricô

Pingouin Marte

 

Como fazer os pontos do Lucas Nascimento?? A pergunta que não quer calar… Descobri que se forem colocados três ou quatro fios para serem tricotados juntos, o efeito não é o mesmo. Tem uma lã bem grossa, como a Pingouin Marte aí em cima ou a Pingouin Bariloche, que imita bem o efeito. Tricotando com agulha 12 ou 15 em pontos básicos como tricô ou meia, fica lindo. Eu vou tentar fazer um colete com essa lã, assim que encontrá-la para vender. Aliás, não rende nada… Para fazer um colete, calculo que gastarei uns 10 novelos. Fica meio caro mas fica um trabalho muito bonito, cheio e fofo. Para fazer uma pelerine ou xale também fica lindo, mas o resultado fica um pouco pesado, pois são peças grandes. Faça uma peça pequena com um grande efeito, sem precisar gastar torrentes de dinheiro…

 

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Pushing Daisies – Inspiração

Pushing Daisies

No episódio da semana passada, mais uma referência sutil a Amélie Poulan: na tv, passava o Tour de France, a mais famosa corrida de bibicletas da França, talvez do mundo. Só quero ver que pista vão esconder hoje. Aliás, lindo o cabelo preso de um lado só. Fica charmoso, romântico e moderno. Chega de ficar todo mundo com a mesma cara!

O visual da série está cada vez melhor e com referências mais complexas. Dá para assistir só para pescar as dicas que os produtores vão deixando, como um quebra-cabeças. Inspiração é o que não falta.

A última que eu descobri foi a de Magritte, pintor surrealista francês belga que tinha como marca registrada as nuvens fofas no céu azul e os chapéus redondos de abas curtas. Na pintura dele, nem sempre as nuvens eram expressão de pureza ou calmaria. Pelo contrário, muitas vezes invocavam perturbações de espírito. Mas a expressão de Magritte por vezes beira o cômico e singelo, sempre com muita inteligência. É um pintor que vale a pena dar uma olhada. Aliás, o fato de Magritte ser um pintor surrealista tem tudo a ver com a série: afinal, uma pessoa que tem o poder de reviver os mortos por 60 segundos, ressuscitando uma pessoa  que por ele se apaixona e é correspondida, tem um cachorro que é um zumbi e pode até tornar os morangos frescos novamente para colocá-los dentro de uma torta, só pode ser meio surrealista, no sentido mais genérico do termo.

 

Inspiração…

 

Magritte - Mundo AzulPushing Daisies

Pontos de tricô e crochê para cachecol

Cisne Passion

Se alguém tem alguma dúvida sobre com que peça começar no tricô, a resposta é sempre a mesma: comece com um cachecol! Super fácil, não requer contas nem cálculos, é reto toda a vida e fica sempre bonito. É uma peça básica e nunca sai de moda.

Então, eu fiz alguns e a diferença entre eles foram os pontos e as lãs. Algumas lãs, como a Pingouin Fricote ou a Cisne Passion, são lindas sozinhas e podem ser tricotadas com pontos simples que já fica um visual lindo. Outras são mais fininhas, como a Pingouin Cristal, requerem pontos mais elaborados, com tranças e bolas. Nota: embora a Passion seja trabalhada, fica melhor executar o trabalho com uma agulha fina, 3 ou 4, para que não fique esburacado.

Aliás, o ponto bola ou pipoca é super fácil de fazer: é só tricotar o mesmo ponto seis vezes, sempre voltando o ponto na agulha, assim: 1 t., 1 m., 1 t., 1m., 1 t., 1 m. Uma boa idéia é tricotar seu cachecol todo em ponto meia ou cordão de tricô e colocar umas bolas de vez em quando. Simples e lindo.

Pontos fáceis para tricotar seu cachecol:

 

PONTO TRICÔ OU MEIA
Material: Pingouin Sedificada : 3 nov. ravina (1076); ag. para tricô Pingouin nº 6 1/2; ag. para crochê Pingouin nº 4.
Pontos empregados : Ponto tricô : tric. todas as carr. em meia ou tricô. Franja em crochê: seguir o passo a passo.
Amostra – Um quadrado de 10 cm em ponto tricô nas ag. nº 6 ½  = 12 p. x 20 carr.
Realização: Montar 38 p. nas ag. nº 6 ½  e tric. em p. tricô. A 150 cm do começo, rem.. Fazer nas duas laterais menores a franja em crochê seguindo o passo a passo.

Cachecol JK - Pingouin 

PONTO BARRA 1/1

Veja dois posts atrás.

 

PONTO BARRA 2/2
Material: Pingouin Cristal, 100g na cor desejada, agulha para tricô n. 3
Pontos Empregados: Barra 2/2: *2 t., 2 m. *
Amostra: Um quadrado de 10 cm em barra 2/2 na ag. 3: 26 p. x 32 carr..
Realização: Montar 82 p. nas ag. n. 3 e tricotar por 152 cm. em barra 2/2. Rematar.

 

Cachecol Básico Pingouin

Cachecol simples de crochê também fica legal. Veja que simples. Você pode usar essa idéia e também fazer de uma cor só.

 

CORRENTINHA
Material: Pingouin Kalú: 1 nov. preto (100); 1 nov. cru (004); 1 nov. delírios (1250) e 1 nov. nínive (701) ; 1 nov. terracota (2737); ag. para crochê Pingouin nº 2.
Pontos empregados: Correntinha(corr.).Ponto baixo(p.b.): introduzir a ag.; laç.; puxar o p. e com outra laç.; rem. todos os p..Ponto fantasia : seguir o gráfico.
Amostra: Um quadrado de 10 cm em p. fantasia com a ag. nº 2 = 28 p. x 29 carr.
Realização: Fazer uma corr. de aproximadamente 528 p. mais uma corr. para virar e trabalhar em p. fantasia seguindo o gráfico deixando de cada lado 12 cm de fio sem trabalhar para formar as franjas. Trabalhar uma carr. de cada cor na seguinte ordem: preto; terracota; nínive; cru; terracota; 
delírios; nínive; preto; cru; nínive; cru; terracota; delírios; preto; cru; ninive; cru; nínive; terracota; preto; cru; nínive; delírios; cru; nínive; terracota; cru; nínive; cru; nínive; delírios; terracota; preto; cru; nínive; cru; terracota; nínive; cru; delírios; nínive; cru; preto; nínive; cru; nínive; cru; nínive; cru; terracota; delírios; preto; cru; nínive; cru; delírios; nínive; cru; nínive; preto; cru; nínive; terracota; cru; nínive; cru; delírios; terracota; preto; cru; nínive; cru; delírios; terracota; nínive; cru e nínive. A 28 cm do começo, parar.

Cachecol Pingouin

Esquema cachecol

Para fazer as franjas, lembre-se do esquema simples de colocação das franjas. Não faça franjas muito compridas, senão vai ficar parecendo um faroeste! Nem tão curtas, senão ficam espetadas. O melhor é fazer uma franja que fique com 4 a 5 cm. de comprimento. Eis o esquema:

Franja Crochê

 

Tenho umas receitas de cachecol para quem já tem um pouco mais de prática. Já vou postar…

Enquanto isso, divirtam-se!

 

Os novelos da minha infância

 Minha paixão por tricô e crochê é hereditária. Passando uns dias na casa dos meus pais, descobri uma preciosidade sem tamanho: a primeira revista Mon Tricot, de 1973. Isso mesmo, a primeiríssima, absolutamente bem conservada, cheirando à infância. Confesso que me emocionei ao me deparar com os projetos da minha mãe, anotações à beira das receitas, quando grávida de minha irmã mais velha. Vestidos justinhos de crochê, acessórios baratinhos, pequenas distrações.

Chamou-me a atenção a foto de três moças, com suas calças boca de sino, costurando uma colcha feita de infinitos quadradinhos tecidos com agulhas de crochê e tiras de pano. “Um projeto para ser feito entre amigas”, dizia a legenda da foto. As moças/mulheres pareciam cheias de tempo, já completados seus afazeres, para se dedicarem a uma tarde de crochê com as amigas. Tudo parecia mais calmo e mais macio… ou seriam meus olhos de criança?

Revendo aquelas revistas descobri que minha paixão pelo tricô talvez seja um resgate daquele tempo feliz da infância, no apartamento pequeno da Mooca, onde tudo era simples. Nas tardes de frio, novelos de lã. Nas tardes de calor, suco de fruta e bordados em bastidores pequenos. Tudo isso me conforta, inconscientemente, quando me sento para fazer meu tricô. A cada peça que surge, pronta, volta aquela sensação de aconchego e a certeza de que está tudo bem ou que pelo menos dará certo.

A ligação afetiva com as agulhas e novelos começou cedo e sei que continuará assim. Graças a minha mãe, que veio de uma família de “arteiras”. Espero também fazer minha parte nessa “correntinha” do bem e passar esse amor para as gerações seguintes.

Entre as receitas que encontrei e me encantei, na revista Mon Tricot número 3, uma muito atual e fácil, compartilho aqui:

 

Bolsa Carteira de tricô

Tamanho: 27cm x 14 cm.

Material: 120g de Pingouin Família de qualquer cor, ag. para tricô número 4 1/2.

Pontos empregados: ponto arroz: * 1 m., 1 t. *, desencontrando os pontos em cada carr.. A bolsa é feita com dois fios da lã juntos.

Execução: Montar 39 pontos e tric. em ponto arroz. A 28 cm do começo, rem.

Modo de armar: Dobrar a parte inferior do retângulo em 14 cm e fechar os dois lados. Dobrar a tampa da bolsa. Pregar colchetes de pressão para fechar a bolsa.

 

Toque pessoal: coloque um broche ou uma flor de crochê na aba da bolsa. Se quiser, também faça uma alcinha para colocar no pulso como uma pulseira, assim ela vira uma capanga. Faça numa cor bem viva, um azul royal ou vermelho, e coloque esse acessório numa cor contrastante. Fica linda!!

Frio é tempo de tricô!

Continuando as tendências do inciante porém prendada, sugiro três modelos fantásticos de pecinhas para esquentar/enfeitar nos dias frios ou mais ou menos:

 

1. Poncho
Poncho Mantiqueira da Pingoiun

Existem ponchos mais complicados, com franjas e detalhes em crochê etc etc. Mas para quem está começando no tricô, nada melhor do que dois retângulos iguais. Veja só a receita:

Material: Pingouin Marrakesh: 3 nov. rondônia (2076); ag. para tricô Pingouin nº 6 ; ag. para crochê Pingouin nº 4; ag. circular Pingouin nº 5.

Pontos empregados
Ponto tricô: tric. Todas as carr. m. ou t.. Barra 2/2: * 2 m.; 2 t.*; 2 m.. Ponto fantasia: seguir o gráfico. Franja em crochê: seguir o passo a passo.

Amostra
Um quadrado de 10 cm em ponto fantasia nas ag. nº 6 = 15 p. x 21 carr.

Realização
O xale é trabalhado em dois retângulos iguais. Montar 68 p. nas ag. nº 6 e tric. do seguinte modo: 4 p. em p. tricô e 64 p. em p. fantasia seguindo o gráfico. A 65 cm do começo, rem.. Fazer outra parte igual começando pelo ponto fantasia.

Modo de armar
Costurar os retângulos seguindo o esquema de montagem. Fazer a franja em crochê na parte indicada no esquema de montagem. Levantar 72 p. na abertura do xale e tric. em barra 2/2. A 5 cm do começo, rem..

E é só! Que maravilha! Muuuito fácil!

 

2. Cachecol

Cachecol Listrado Pingouin 

Lindo, lindo, lindo o cachecol colorido! E o melhor, dá pra fazer com sobras!! Receita a seguir:

Material: Pingouin Sedificada :1 nov. de cada uma das seguintes cores: pisello (1625); néctar (228); m.bronze (723); cereja (353); nínive (701); ag. para tricô Pingouin nº 6 1⁄2; ag. para crochê Pingouin nº 4.
Pontos empregados: Barra 1/1:* 1 m.; 1 t. *; 1 m..Franja em crochê :seguir o passo a  passo (igual ao de cima). Amostra: Um quadrado de 10 cm em barra 1/1 nas ag. nº 6 1⁄2 = 24 p. x 20 carr.
Realização: Montar 46 p. nas ag. nº 6 1⁄2 e tric. em barra 1/1 na seguinte ordem de cores: * 13 cm pisello, 13 cm néctar, 13 cm m.bronze, 13 cm cereja, 13 cm cru * (2 v.), 13 cm pisello, 13 cm néctar, 13 cm m.bronze, 13 cm cereja. A 182 cmdo começo, rem.. Terminado o cachecol fazer nos dois lados menores a franja em crochê seguindo o passo a passo, usando um fio de cada cor para cada grupo da franja.

 

3. Blusa para fazer charme

Blusa Fiesta - Pingouin

Outra blusa facílima e linda. Faça com um fio brilhante e use com um broche bem bonito à noite. Durante o dia, coloque por cima de uma cacharel justinha, sobre uma calça sequinha, e pronto! Linda em cinco minutos! Receita:

Material: Pingouin Neoné – 12 bolas na cor 702 (ouro); ag. para tricô PINGOUIN nº 4.
Pontos empregados: Barra 1/1 – 1ª carr.: * 1 m., 1 t. *
AMOSTRA: Um quadrado de 10 cm em barra 1/1 = 32 p. x 30 carr.
EXECUÇÃO: Frente e Costas são iguais, começando pela parte inferior. Para a parte da frente, montar 98 p e tric. em barra 1/1. A 25 cm do início, rem. acompanhando o p. Fazer a parte de trás da mesma maneira. Para cada tira da parte superior, montar 98 p. e tric. em barra 1/1. A 120 cm do inicio, rem. acompanhando o p.
MODO DE ARMAR: Fechar os lados da parte inferior. Para formar a Frente, por a tira A sobre a tira B, como mostra o esquema de montagem e prender na beirada da parte inferior da Frente com p. invisíveis. Para formar as Costas, por a tira B sobre a tira A e prender na beirada correspondente da parte inferior.

Fiesta - esquema

Dito isso, vamos ao tricô!! Depois posto algumas fotos das minhas artes por aqui…

Acho que dá…

Modelo da Burda Moden - 1956

Enquanto se leva mais tempo e, às vezes, se gasta mais, para encontrar algo que não incomode suas posturas éticas, está muito em voga a moda vintage. Acho isso ótimo, como já comentei neste blog, porque é uma atitude anticonsumista e extremamente inteligente. Não precisa ter marca famosa, mas pode ter uma ligação afetiva, o que é muito mais relevante.

Se você usa o vestido da sua avó, reformado ou não, esse vestido tem uma história que você está ajudando a contar. Não é sair por aí caçando num brechó de marca um vestido que não tem nada a ver com sua história de vida e seu gosto, e ainda por cima é meio caro. Essa busca é boa quando é feita dentro de casa, sozinha ou com amigas (mãe, pai, irmãos e irmãs também podem ser amigos). Redescobrir a história daquela peça, daquele anel, reencontrar uma foto de alguém usando aquele vestido (“quando e para quem foi essa festa?”) é muito mais do que simplesmente se vestir bem. É viver bem.

Aliás, amei a sapatilha aí de cima e o tom do verde é fantástico… É só tirar o tutu!

Falando em tricô… pink!

Lã Pink

Taí uma cor que, se você gosta, favorece todo tipo de mulher. Qualquer idade e corpo pode usar uma peça ou um look total em pink. Fica divertido, feminino sem ser garotinha e chama a atenção. Acho interessante colocar essas cores de primavera num figurino de frio. Além de dar uma esquentada, lembra que ainda há pouco foi primavera e logo, logo o calor estará aí de novo. Uma nostalgia boa.

Se você quiser escolher uma cor para tricotar seu cachecol, estola ou etc, etc, talvez seja uma boa opção. É uma cor “ame-a ou deixe-a”, portanto, caia de cabeça ou fuja. Não existe meio termo com pink.

Vi por aí uma série de fotos de famosas em alta usando look total, peças ou acessórios em pink. Mas não acho, como já disse antes, que isso seja, por si só, uma definição do que nós podemos ou queremos usar. Se alguém nunca gostou dessa cor e viu a Sarah Jessica Parker com um bolero pink, não precisa sair correndo para comprar um. Claro que o que a gente vê mexe com a nossa cabeça, mas é o fim do mundo querer uma coisa só porque “todo mundo está usando”. Há quem viva assim, eu não. Engraçado, comentei com uma amiga minha quando, no auge do verão e da onda azul “bic”, fomos comprar uma saia e a vendedora mostrou logo a azul. Reproduzo o diálogo, muito simples:

– Olha a azul! Tá todo mundo usando! (vendedora)

– É por isso mesmo que eu não quero! rs (eu)

Não é uma questão de princípios, nem de ser do contra. É simplesmente a vontade de não usar uma coisa SÓ porque todo mundo está usando. Moda não é só isso e não é assim que a gente mostra personalidade. Se eu gostasse da cor azul bic, compraria a saia e faria uma customização para que ela ficasse com a minha cara: colocaria uma flor em algum lugar, passamanarias ou sianinhas coloridas e, de repente, a sainha azul que “todo mundo estava usando” teria ficado só com a minha cara.

Dá pra pegar algumas peças chave da estação, como cintura alta ou manga e saia balonê, e não parecer um clone de um editorial de moda. Dá pra usar com personalidade. Quer uma balonê? Use. Casaquinho fofinho? Tudo bem. Mas arrume o cabelo, faça uma maquiagem, coloque um brinco de 20 anos atrás junto. O que você veste tem que contar um pouco da sua história de vida e mostrar quem é você. Um corpo coberto de um monte de “tendências” enterra a personalidade de vez.