As Estampas do Tibet, do Butão…

Fiquei encantada com as fotos que encontrei no blog Viajologia do fantástico Haroldo Castro, legítimo cidadão do mundo. (http://www.viajologia.globolog.com.br/archive_2008_03_08_27.html

Os tibetanos sabem misturar! E que cores! Que estampas! Inspire-se!!

 

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Você sabe qual o tamanho do estrago que você causa ao ambiente?

 

Normalmente, não ligo para datas. Aniversários, dia dos namorados, dos pais e das mães passam em branco. Ultimamente, tenho pensado nos aniversários, apenas. Acabou me ocorrendo que seria legal comemorarmos a passagem do tempo, o tempo do amadurecimento, pensar nas conquistas da vida. Acho que eu amadureci um pouco e parei de pensar como um poeta romântico, que o tempo só acaba trazendo o inevitável: a velhice e a morte. Que papo depressivo! Mas confesso que pensava assim, e por isso evitava aniversários. Hoje, olho para essas datas com carinho e agradecimento, por um amadurecimento que veio e que fez diferença na maneira de viver e enxergar as coisas.

Por que estou falando tudo isso? Simples, porque hoje é uma data que deveria ser considerada. Hoje, 5 de maio, é dia do Meio Ambiente. Sempre pensei que se algo tinha UM dia dedicado a ele, é porque no resto do tempo era esquecido, maltratado e até mesmo humilhado. Pensava assim do dia as mulheres e do dia do índio. Agora, o meio ambiente passa a ser objeto de homenagem por um dia.

Todos os dias podemos reciclar o lixo. Todos os dias podemos reutilizar sacolas. Todos os dias podemos evitar sujar as ruas, lavar a louça sem deixar a torneira aberta, plantar ou cuidar de alguma planta. Todos os dias podemos valorizar a vida, respirar e ser um pouco mais consciente do planeta que nos cerca. Parece papo de ecochato mas é verdade. Só porque professores de yoga e vegetarianos falam assim, não significa necessariamente que todo mundo precisa fazer yoga e parar de comer carne (se bem que eu não veria nenhum problema nisso…). Não precisamos ser “esquisitões” para pensar de maneira ecologicamente correta, não sujar a rua, não poluir o ar, não ter preguiça de buscar alternativas.

Enquanto isso, coloco a seguir a matéria da redação do UOL sobre a data e um link para calcular qual é o dano que estamos causando ao planeta. Não se trata do que vamos deixar para as futuras gerações. As conseqüências do nosso comportamento recairão sobre nós mesmos.

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Neste dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a ONG WWF-Brasil lança oficialmente em seu site uma calculadora de “pegada ecológica”. O conceito, criado na década de 1990 pelos especialistas William Rees e Mathis Wackernagel, ajuda a identificar a quantidade de recursos da natureza que usamos toda vez que fazemos compras, comemos, andamos de carro e assim por diante.

O tamanho de uma “pegada” varia de acordo com o país em que se vive. Os parâmetros analisados no cálculo incluem dados como o tamanho da população, a quantidade de florestas existentes no território, áreas de pastagens e agricultura, além das diversas formas de consumo dos habitantes

“Pesquisas mostram que o ser humano, atualmente, utiliza 25% a mais do que o planeta pode oferecer em recursos naturais”, explica Irineu Tamaio, coordenador do programa de educação para sociedades sustentáveis do WWF-Brasil. Ou seja, precisamos de um planeta e mais um quarto dele para sustentar nosso estilo de vida atual.

No Brasil, o índice segue a tendência. Já nos Estados Unidos, o estilo de vida proporciona um impacto muito maior. “Se todas as pessoas do mundo tivessem os mesmos hábitos do americano, seriam necessários cinco planetas para nos sustentar”, diz.

O cálculo da “pegada ecológica” pode ser feito no site www.pegadaecologica.org.br.

Cachecol com pipoca!!

Especialmente para a Francieli, que me pediu uma receita de cachecol com pipocas… Se sobrar ânimo e tempo, faça o conjunto inteiro! Boas tricotadas! 

Cachecol Vientos del Sur – Tamanho único

 

Material
Pingouin Família :4 nov. purple (477), ag. para tricô Pingouin nº 4 ½.

 

Pontos empregados
Ponto tricô: tric. todas asa carr. em t. ou m..Ponto fantasia : seguir o gráfico. Franja em crochê : seguir o passo a passo.
Amostra -Um quadrado de 10 cm em p. meia nas ag. nº 4 ½ = 20 p. x 24 carr.

 

Realização
Montar 55 p. nas ag. nº 4 ½ e tric. do seguinte modo: 2 p. em p. tricô; 51 p. em p. fantasia seguindo o gráfico e 2 p. em p. tricô.A 170 cm do começo rem. Fazer nas duas bordas menores a franja em crochê seguindo o passo a passo.

 

 

 

Gorro Vientos del Sur – Tamanho único

Material – Pingouin Família :1 nov. purple (477 ), ag. para tricô Pingouin nº 4 ½ .

Ponto empregado
Ponto fantasia :seguir o gráfico.
Amostra -Um quadrado de 10 cm em p. fantasia seguindo o gráfico nas ag. nº 4 ½ = 20 p. x 24 carr.

Realização
Montar 87 p. nas ag. nº 4 ½ e tric. em p. fantasia seguindo o gráfico. A 19 cm do começo, tric. os p. de 2 em 2 durante 3 carr., em seguida passar um fio por dentro de todos os p. e amarrar todos juntos.
Costurar a parte de trás do gorro.

 

 

Luvas Vientos del Sur – Tamanho único

Material
Pingouin Família :2 nov. purple (477), ag. para tricô Pingouin nº 3 ½ e 4 ½ .

 

Pontos empregados
Barra 1/1 :* 1 m.; 1 t.*; 1 m. Ponto meia : direito em m.; avesso em t..Ponto fantasia : seguir o gráfico.
Amostra -Um quadrado de 10 cm em p. meia nas ag. nº 4 1/2 = 20 p. x 24 carr.

 

Realização
Montar 42 p. nas ag. nº 3 ½ e tric. em barra 1/1. A 8 cm do começo, passar para as ag. nº 4 ½ e tric. do seguinte modo: 5 p. em p. meia, 9 p. em p. fantasia e 28 p. em p. meia.A 12 cm do começo para o polegar tric. do seguinte modo: 1ª carr.: 21 p. acompanhando os p.; 1 laç.; 1 p. meia; 1 laç.; 20 p. acompanhando os p.. 2ª carr. (avesso): 20 p. acompanhando os p.; 1 laç.; 3 p. em p. em t.; 1 laç.; 21 p. acompanhando os p.. 3ª carr.: 21 p.acompanhando os p.; 1 laç.; 5 p. meia; 1 laç.; 20 p. acompanhando os p.. 4ª carr. (avesso) : 20 p. acompanhando os p.; 1 laç.; 7 p. em p. em t.; 1 laç.; 21 p. acompanhando os p.. 5ª carr.: 21 p. acompanhando os p.; 1 laç.; 9 p. meia; 1 laç.; 20 p. acompanhando os p.. 6ª carr. (avesso) : 20 p. acompanhando os p.; 1 laç.; 11 p. em p. em t.; 1 laç.; 21 p. acompanhando os p.. Nesta altura temos a quantidade de pontos para o polegar. Trabalhar em p. meia, somente nos 13 pontos do polegar deixando o restante dos p. à espera. A 6 cm do começo, do polegar passar um fio por dentro de todos os p. e amarrar todos juntos. Retomar os p. à espera nas ag. nº 4 ½ e tric. acompanhando. A 23 cm do começo, dividir o trabalho ao meio e trabalhar cada lado separadamente, rem. de cada lado cada 2 carr.: 1 p.( 5 v.). A 27 cm do começo, rem. os p. restantes. Fazer o outro lado igual.

 

Modo de armar
Costurar o dedo, o lado e a parte de cima da luva.

 

Ponto Gigante de Tricô

Pingouin Marte

 

Como fazer os pontos do Lucas Nascimento?? A pergunta que não quer calar… Descobri que se forem colocados três ou quatro fios para serem tricotados juntos, o efeito não é o mesmo. Tem uma lã bem grossa, como a Pingouin Marte aí em cima ou a Pingouin Bariloche, que imita bem o efeito. Tricotando com agulha 12 ou 15 em pontos básicos como tricô ou meia, fica lindo. Eu vou tentar fazer um colete com essa lã, assim que encontrá-la para vender. Aliás, não rende nada… Para fazer um colete, calculo que gastarei uns 10 novelos. Fica meio caro mas fica um trabalho muito bonito, cheio e fofo. Para fazer uma pelerine ou xale também fica lindo, mas o resultado fica um pouco pesado, pois são peças grandes. Faça uma peça pequena com um grande efeito, sem precisar gastar torrentes de dinheiro…

 

Pushing Daisies – Inspiração

Pushing Daisies

No episódio da semana passada, mais uma referência sutil a Amélie Poulan: na tv, passava o Tour de France, a mais famosa corrida de bibicletas da França, talvez do mundo. Só quero ver que pista vão esconder hoje. Aliás, lindo o cabelo preso de um lado só. Fica charmoso, romântico e moderno. Chega de ficar todo mundo com a mesma cara!

O visual da série está cada vez melhor e com referências mais complexas. Dá para assistir só para pescar as dicas que os produtores vão deixando, como um quebra-cabeças. Inspiração é o que não falta.

A última que eu descobri foi a de Magritte, pintor surrealista francês belga que tinha como marca registrada as nuvens fofas no céu azul e os chapéus redondos de abas curtas. Na pintura dele, nem sempre as nuvens eram expressão de pureza ou calmaria. Pelo contrário, muitas vezes invocavam perturbações de espírito. Mas a expressão de Magritte por vezes beira o cômico e singelo, sempre com muita inteligência. É um pintor que vale a pena dar uma olhada. Aliás, o fato de Magritte ser um pintor surrealista tem tudo a ver com a série: afinal, uma pessoa que tem o poder de reviver os mortos por 60 segundos, ressuscitando uma pessoa  que por ele se apaixona e é correspondida, tem um cachorro que é um zumbi e pode até tornar os morangos frescos novamente para colocá-los dentro de uma torta, só pode ser meio surrealista, no sentido mais genérico do termo.

 

Inspiração…

 

Magritte - Mundo AzulPushing Daisies

Pontos de tricô e crochê para cachecol

Cisne Passion

Se alguém tem alguma dúvida sobre com que peça começar no tricô, a resposta é sempre a mesma: comece com um cachecol! Super fácil, não requer contas nem cálculos, é reto toda a vida e fica sempre bonito. É uma peça básica e nunca sai de moda.

Então, eu fiz alguns e a diferença entre eles foram os pontos e as lãs. Algumas lãs, como a Pingouin Fricote ou a Cisne Passion, são lindas sozinhas e podem ser tricotadas com pontos simples que já fica um visual lindo. Outras são mais fininhas, como a Pingouin Cristal, requerem pontos mais elaborados, com tranças e bolas. Nota: embora a Passion seja trabalhada, fica melhor executar o trabalho com uma agulha fina, 3 ou 4, para que não fique esburacado.

Aliás, o ponto bola ou pipoca é super fácil de fazer: é só tricotar o mesmo ponto seis vezes, sempre voltando o ponto na agulha, assim: 1 t., 1 m., 1 t., 1m., 1 t., 1 m. Uma boa idéia é tricotar seu cachecol todo em ponto meia ou cordão de tricô e colocar umas bolas de vez em quando. Simples e lindo.

Pontos fáceis para tricotar seu cachecol:

 

PONTO TRICÔ OU MEIA
Material: Pingouin Sedificada : 3 nov. ravina (1076); ag. para tricô Pingouin nº 6 1/2; ag. para crochê Pingouin nº 4.
Pontos empregados : Ponto tricô : tric. todas as carr. em meia ou tricô. Franja em crochê: seguir o passo a passo.
Amostra – Um quadrado de 10 cm em ponto tricô nas ag. nº 6 ½  = 12 p. x 20 carr.
Realização: Montar 38 p. nas ag. nº 6 ½  e tric. em p. tricô. A 150 cm do começo, rem.. Fazer nas duas laterais menores a franja em crochê seguindo o passo a passo.

Cachecol JK - Pingouin 

PONTO BARRA 1/1

Veja dois posts atrás.

 

PONTO BARRA 2/2
Material: Pingouin Cristal, 100g na cor desejada, agulha para tricô n. 3
Pontos Empregados: Barra 2/2: *2 t., 2 m. *
Amostra: Um quadrado de 10 cm em barra 2/2 na ag. 3: 26 p. x 32 carr..
Realização: Montar 82 p. nas ag. n. 3 e tricotar por 152 cm. em barra 2/2. Rematar.

 

Cachecol Básico Pingouin

Cachecol simples de crochê também fica legal. Veja que simples. Você pode usar essa idéia e também fazer de uma cor só.

 

CORRENTINHA
Material: Pingouin Kalú: 1 nov. preto (100); 1 nov. cru (004); 1 nov. delírios (1250) e 1 nov. nínive (701) ; 1 nov. terracota (2737); ag. para crochê Pingouin nº 2.
Pontos empregados: Correntinha(corr.).Ponto baixo(p.b.): introduzir a ag.; laç.; puxar o p. e com outra laç.; rem. todos os p..Ponto fantasia : seguir o gráfico.
Amostra: Um quadrado de 10 cm em p. fantasia com a ag. nº 2 = 28 p. x 29 carr.
Realização: Fazer uma corr. de aproximadamente 528 p. mais uma corr. para virar e trabalhar em p. fantasia seguindo o gráfico deixando de cada lado 12 cm de fio sem trabalhar para formar as franjas. Trabalhar uma carr. de cada cor na seguinte ordem: preto; terracota; nínive; cru; terracota; 
delírios; nínive; preto; cru; nínive; cru; terracota; delírios; preto; cru; ninive; cru; nínive; terracota; preto; cru; nínive; delírios; cru; nínive; terracota; cru; nínive; cru; nínive; delírios; terracota; preto; cru; nínive; cru; terracota; nínive; cru; delírios; nínive; cru; preto; nínive; cru; nínive; cru; nínive; cru; terracota; delírios; preto; cru; nínive; cru; delírios; nínive; cru; nínive; preto; cru; nínive; terracota; cru; nínive; cru; delírios; terracota; preto; cru; nínive; cru; delírios; terracota; nínive; cru e nínive. A 28 cm do começo, parar.

Cachecol Pingouin

Esquema cachecol

Para fazer as franjas, lembre-se do esquema simples de colocação das franjas. Não faça franjas muito compridas, senão vai ficar parecendo um faroeste! Nem tão curtas, senão ficam espetadas. O melhor é fazer uma franja que fique com 4 a 5 cm. de comprimento. Eis o esquema:

Franja Crochê

 

Tenho umas receitas de cachecol para quem já tem um pouco mais de prática. Já vou postar…

Enquanto isso, divirtam-se!

 

Os novelos da minha infância

 Minha paixão por tricô e crochê é hereditária. Passando uns dias na casa dos meus pais, descobri uma preciosidade sem tamanho: a primeira revista Mon Tricot, de 1973. Isso mesmo, a primeiríssima, absolutamente bem conservada, cheirando à infância. Confesso que me emocionei ao me deparar com os projetos da minha mãe, anotações à beira das receitas, quando grávida de minha irmã mais velha. Vestidos justinhos de crochê, acessórios baratinhos, pequenas distrações.

Chamou-me a atenção a foto de três moças, com suas calças boca de sino, costurando uma colcha feita de infinitos quadradinhos tecidos com agulhas de crochê e tiras de pano. “Um projeto para ser feito entre amigas”, dizia a legenda da foto. As moças/mulheres pareciam cheias de tempo, já completados seus afazeres, para se dedicarem a uma tarde de crochê com as amigas. Tudo parecia mais calmo e mais macio… ou seriam meus olhos de criança?

Revendo aquelas revistas descobri que minha paixão pelo tricô talvez seja um resgate daquele tempo feliz da infância, no apartamento pequeno da Mooca, onde tudo era simples. Nas tardes de frio, novelos de lã. Nas tardes de calor, suco de fruta e bordados em bastidores pequenos. Tudo isso me conforta, inconscientemente, quando me sento para fazer meu tricô. A cada peça que surge, pronta, volta aquela sensação de aconchego e a certeza de que está tudo bem ou que pelo menos dará certo.

A ligação afetiva com as agulhas e novelos começou cedo e sei que continuará assim. Graças a minha mãe, que veio de uma família de “arteiras”. Espero também fazer minha parte nessa “correntinha” do bem e passar esse amor para as gerações seguintes.

Entre as receitas que encontrei e me encantei, na revista Mon Tricot número 3, uma muito atual e fácil, compartilho aqui:

 

Bolsa Carteira de tricô

Tamanho: 27cm x 14 cm.

Material: 120g de Pingouin Família de qualquer cor, ag. para tricô número 4 1/2.

Pontos empregados: ponto arroz: * 1 m., 1 t. *, desencontrando os pontos em cada carr.. A bolsa é feita com dois fios da lã juntos.

Execução: Montar 39 pontos e tric. em ponto arroz. A 28 cm do começo, rem.

Modo de armar: Dobrar a parte inferior do retângulo em 14 cm e fechar os dois lados. Dobrar a tampa da bolsa. Pregar colchetes de pressão para fechar a bolsa.

 

Toque pessoal: coloque um broche ou uma flor de crochê na aba da bolsa. Se quiser, também faça uma alcinha para colocar no pulso como uma pulseira, assim ela vira uma capanga. Faça numa cor bem viva, um azul royal ou vermelho, e coloque esse acessório numa cor contrastante. Fica linda!!