Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário ver toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.
Martin Luther King Jr.
Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário ver toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.
Martin Luther King Jr.




Primeira pergunta que você deve se fazer antes de começar a fotografar: quem sou eu? Segunda pergunta: qual é o meu estilo? Depois de respondidas, olhe para o equipamento que você tem. Leia o manual (é chato, eu sei), conheça sua máquina, pesquise, teste, tire muuuitas fotos. Explore todas as possibilidades. Avançando um pouco mais, experimente um programa de edição de imagens. Se não puder comprar, use um on line, como o Picnik.
Tirando muuuitas fotos, você vai aprender a posicionar seu corpo no melhor ângulo, fazer a melhor cara, olhar do melhor jeito. A seguir, apresento algumas dicas, mas lembre-se: vale tudo desde que se respeite o seu estilo e quem você é.




BOAS FOTOS!
Todas as fotos são daqui.
As flores refletem bem o que é o amor. Quem deseja possuir uma flor, irá vê-la murchar.
Mas quem olhar uma flor no campo, terá esta beleza para sempre.
Paulo Coelho
Tenho dó das estrelas
Luzindo há tanto tempo,
Há tanto tempo…
Tenho dó delas.
Não haverá um cansaço
Das coisas,
De todas as coisas,
Como das pernas ou de um braço?
Um cansaço de existir,
De ser,
Só de ser,
O ser triste brilhar ou sorrir…
Não haverá, enfim,
Para as coisas que são,
Não a morte, mas sim
Uma outra espécie de fim,
Ou uma grande razão –
Qualquer coisa assim
Como um perdão?
Fernando Pessoa, poeta português
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
Cecília Meireles
O foco, assim como os planos, é muito importante para criar clima. A maioria das máquinas é automática e regula o foco por aproximação ou afastamento do objeto. Mas com um pouquinho mais de treino, dá pra brincar bastante e produzir imagens muito bonitas. O quadro, ou enquadramento, direciona o olhar e dá outros pontos de vista.
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IMAGEM DE SONHO – SEM FOCO

Já percebeu que quando uma imagem é delicada e evoca sonhos e desejos, ela é geralmente meio embaçada? Isso porque se alude à impressão de que nem sempre nos lembramos claramente de nossos sonhos e nossos desejos não estão tão bem definidos em nossas mentes. Dá pra reproduzir esse clima na fotografia com foco difuso, meio embaçada, geralmente cheia de luz. Incluir no quadro elementos macios, transparentes e de cores suaves enfatizam esse clima. Foto daqui.
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FOCO ESPECÍFICO PARA DETALHES

Sabendo regular o foco, podemos apontá-lo para evidenciar uma cor, um objeto, um detalhezinho qualquer. Na foto acima, não há dúvidas que o objetivo foi mostrar a pulseira, já que todo o resto da foto está “embaçado”. A foto fica com textura, repare: dá a impressão que dá pra sentir o frio da pedra da pulseira, em contraste com o calor do casaco vermelho e a maciez da pele. Foto daqui.
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ENQUADRAMENTO


O enquadramento também serve para detalhar e evidenciar, seja ‘cortando’ um pedaço da imagem ou ‘estourando’ um detalhe no quadro todo. De qualquer jeito, a imagem fica geométrica: as linhas diagonais, horizontais e verticais ficam bem definidas, assim como as linhas de perspectiva. A imagem cheia (como a primeira) fica um pouco chapada e deve ser bem trabalhada com a luz. A segunda imagem, cortada, evidencia o detalhe e deve ter o foco bem cuidado. Fotos daqui e daqui.