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Básicos do tricô – Colocando pontos na agulha

Eu sempre passo aqui receitas bem facinhas para principiantes do tricô fazerem sem problemas. Mas algumas leitoras me escreveram pedindo uma coisa que vem antes mesmo de começar a tricotar: colocar os pontos na agulha! Nada mais justo! Quer aprender? Assista o vídeo!

 

 

Boas tricotadas!! 😉

 

Tingimento 1, 2, 3!

Diversas técnicas de tingimento apareceram nos últimos desfiles nacionais, tanto de verão quanto de inverno. Então, se você quer aprender um pouco da técnica pra customizar algumas peças, pode arregaçar as mangas!

Pra parte mais teórica, o site das Tintas Guarany é ótimo: dá todas as dicas de que tinta usar, como fixar, pintar, tingir e fazer efeitos especiais de cor, além de sugestões de trabalhos.

Aqui, apresento algumas criações da minha mãe, que já está craque no tingimento doméstico!

 

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Que tal aproveitar o final de semana e colocar mais cor naquela blusinha que já está precisando de um carinho? 😉

 

História em Flashes e YSL

Eu adoro fotografia. Já fotografei muito com máquinas que usavam filmes e exigiam que você estudasse matemática para calcular o tempo do flash. Por isso, quando surge uma exposição, sempre vou dar uma olhada. Imprensa, então, é paixão! Olha essa reportagem que saiu na Veja São Paulo…

 

O ex-ministro José Dirceu quando era líder estudantil, Ronaldo Fenômeno magro e astro do futebol espanhol, Rita Lee com cara de menina. A mostra Fotografia em Revista, na Faap, apresenta 600 imagens e personagens que ilustraram as publicações da Editora Abril nas últimas quatro décadas

Por Alessandro Duarte

 

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A foto acima, de Jorge Butsuem, publicada na revista REALIDADE de agosto de 1968, mostra a ocupação da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo por estudantes. Nela, veem-se vários símbolos do passado: a máquina de escrever, a colaboração pedida em cruzeiro novo (moeda que circulou no país entre fevereiro de 1967 e maio de 1970) e o acento circunflexo em burguêsa, que viria a cair na reforma ortográfica de 1971. Aliás, a própria palavra virou relíquia. José Dirceu, então presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), tinha basta cabeleira e a mesma tendência a querer controlar tudo, inclusive a imprensa.

 

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Na última cena da peça M. Butterfly, de David Henry Hwang, o ator Raul Cortez (1932-2006) espalhava no rosto uma máscara branca e fazia olhar de teatro kabuki. Esse momento foi retratado por Nana Moraes num perfil para a ELLE, em 1990. Mas, segundo conta, a expressão sisuda não é por causa do drama vivido por seu personagem, um diplomata francês que se apaixona por uma cantora da Ópera de Pequim sem saber que se trata de um homem. “Raul estava com muita dor nas costas”, lembra Nana. “Meu pai sempre disse que as melhores fotos são aquelas que doem mais.”

 

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Quando a PLACAR publicou a reportagem “Ronaldinho na cabeça”, em dezembro de 1996, o craque brilhava na equipe do Barcelona, da Espanha. A foto de Pisco Del Gaiso mostrava o corte rente copiado por uma multidão de torcedores, brasileiros e espanhóis. O Fenômeno ainda não havia se submetido às cirurgias no joelho que fizeram um sem-número de técnicos, comentaristas esportivos e curiosos em geral anunciar o fim de sua carreira.

 

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Pouco antes de estrear a terceira parte de Os Sertões, de Euclides da Cunha, em 2005, o diretor José Celso Martinez Corrêa posou para a BRAVO! como criador e criatura. “Ele havia deixado crescer a barba e o cabelo para as primeiras partes do espetáculo”, relembra o fotógrafo Nino Andrés. “Mas cansou de ser chamado de Papai Noel nas ruas e optou pela peruca e barba postiça.”

 

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Em meados da década de 80, Osmar Santos tinha um dos rostos – e uma das vozes – mais conhecidos do país. Além de narrar jogos de futebol e apresentar programas esportivos, o autor de bordões como “ripa na chulipa” e “pimba na gorduchinha” foi o locutor da campanha das diretas já, em favor do voto popular para presidente da República. Sérgio Berezovsky, então editor de fotografia da PLACAR, diz que tentou fugir da imagem convencional para essa reportagem de 1985: “Propus uma brincadeira e ele topou na hora”. Nove anos depois, o apresentador sofreria um devastador acidente de automóvel, que paralisou o lado direito do seu corpo e limitou sua fala.

 

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Republicada pela BIZZ em 2007, esta foto de J. Ferreira da Silva é um registro da fase áurea dos Mutantes, no fim dos anos 60. Formada por uma encantadoramente sardenta Rita Lee e pelos irmãos Arnaldo (à esq.) e Sérgio Dias Baptista, a banda era o retrato da época – será por isso que parecia ter vindo de outro planeta? O trio manteve-se unido até 1972, quando Rita (então casada com Arnaldo) foi expulsa do grupo.

 

CLIQUE AQUI PARA VER MAIS IMAGENS

 

APROVEITE O FINAL DE SEMANA E VAI LÁ: Fotografia em Revista. Museu de Arte Brasileira. Rua Alagoas, 903, Higienópolis, 3662-7198. Terça a sexta, 10h às 20h; sábado, domingo e feriados, 13h às 17h. Grátis. Até 12 de julho. www.faap.com.br.

 

E pra quem tá no Rio, não perca YSL no Museu! Para manter viva a memória do estilista, o CCBB, no Rio de Janeiro, inaugura a exposição “Yves Saint Laurent – Viagens Extraordinárias”. A mostra integra as comemorações do Ano da França no Brasil e tem curadoria da Fundação Pierre Bergé – Yves Saint Laurent (com sede em Paris, no mesmo local onde funcionou por 40 anos a maison YSL).

A mostra reunirá cinquenta figurinos completos de coleções inspiradas na África, Ásia, Espanha, Marrocos, Rússia e Índia, em manequins projetados pelo próprio estilista, croquis originais e dois vídeos, ambos de 2002 – uma entrevista realizada e dirigida por David Teboul, e o registro de seu último e monumental desfile, realizado no Centro Pompidou. Todas as peças pertencem ao acervo da Fundação Pierre Bergé – Yves Saint Laurent. Leia a matéria completa sobre o estilista.

 

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Para ver mais fotos, clique aqui!

 

Exposição Yves Saint Laurent – Voyages Extraordinaires – De 26 de maio a 19 de julho de 2009
2º andar e térreo do CCBB – Mais informações: No site do CCBB

CCBB – Rua Primeiro de Março, 66, Centro do Rio de Janeiro.

Telefone: (21) 3808.2020.

Camisetas Customizadas com Renda

Já que ontem falei de renda, escolha a sua e customize uma camiseta neste final de semana, que tal?

A seguir, algumas sugestões fáceis ou que requerem um pouco mais de prática, pra você se inspirar!

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Ideia linda e fácil de fazer da Antes de Paris. Recorte numa renda sintética o formato de uma camiseta regata (pode até usar uma como molde). Depois, costure com pontinhos pelo contorno em cima de outra camiseta, de preferência 100% algodão ou que tenha a mesma elasticidade da renda de cima. E pronto! Se quiser sofisticar, borde umas miçangas, vidrilhos ou paetês por cima da renda já costurada.

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Outra ideia da Antes de Paris: uma golinha de renda, sobreposta ao decote. Pode ser uma popeline coberta de renda sintética preta, pra ficar firminha. Ou pode ser um recorte na própria camiseta, imitando gola (aí já é mais difícil…)

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 Bata Rendada

 Ideia linda (que eu não me lembro onde peguei!! Se alguém reconhecer, grita!!), de renda guipure. Sobreponha a renda no decote da regata. A renda guipure é cheia de bicos e, se você recortar com jeitinho, não precisa arrematar, fica lindo! Costure com pontinhos bem discretos, da cor da renda. Fica lindo também colocar a renda branca sobre a blusa preta ou ao contrário.

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Blusa - Nanette - close

 Essa blusa é de uma marca chamada Nanette e olha que ideia: fazer uma “blusinha” de renda por cima do top tomara-que-caia! A renda acaba no cinto, que também é costurado na peça. É uma ideia ótima pra aproveitar uma sobra de renda, inclusive daquela camisola que não serve mais! Acrescente acessórios mais pesados (reparou que o cinto é de veludo?) pra não ficar com muita cara de lingerie.

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Blusa VSBlusinha Forever 21

Nessas duas blusinhas acima, a ideia é a mesma: pala de renda numa batinha. A da esquerda (Victoria’s Secret) parece renda guipure e a da direita (Forever 21) é um bordado sobre tule. Pra fazer essas, é preciso saber um pouquinho de costura. Mas nada extravagante! Num final de semana dá pra se divertir! 😉

Tem um artigo legalzinho sobre renda aqui, explicando as tendências e o que foi mostrado nos desfiles este ano, no Brasil e no Mundo. 

Bons trabalhos rendados! 😉

O Mundo das Rendas

 

Os delicados fios trançados são valorizados pela moda romântica, artesanal e vintage. Conheça um pouco da história desse nobre tecido

 

Renda Filé (leia-se filê)

Renda Filé

crédito da foto

 

Este tipo de renda é como se fosse uma versão feminina das redes de pesca feitas pelos homens e muito usada em saídas de praia, xales e lenços. Sobre uma rede feita à mão, o artesão preenche os espaços vazados. As feitas com fibras naturais, como seda, linho e fios de algodão, são as mais valiosas.

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Renda Guipure

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crédito da foto

 

De origem francesa, é formada por arabescos em ponto túnel, unidos por finas correntes de fios, com o fundo vazado. Pode ser artesanal ou industrial e, em geral, é feita de linho, algodão ou qualquer outro fio bem fino. É muito usada em vestidos de noiva e roupas de festa.

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Renda Renascença

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crédito da foto

 

Muito trabalhosa, feita à mão com agulha de costura, é uma das rendas mais valiosas. Comum em Recife, a Renascença está ainda mais apreciada hoje por causa da moda artesanal e é exportada para muitos países, incluindo Europa, Emirados Árabes, Estados Unidos e Japão.

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Renda Richelieu

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crédito da foto

 

Usada em saídas de praia e mantas, ela lembra um crochê bem fino. É formada em tela, com formas arredondadas e desenhos delicados, como um bico. O ponto é feito enrolando a linha na agulha, com um fio passando por dentro e formando cordões em diferentes volumes.

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Renda de Bilro

renda de bilro 

crédito da foto

 

Originária da Itália, esta renda é muito popular no Nordeste brasileiro. Totalmente artesanal, é feita com o uso de uma almofada onde as agulhas são fixadas para guiar a trama, elaborada pelos movimentos dos bilros (pecinhas de madeira presas aos fios), orientadas pela posição das agulhas. Presença forte na moda e na exportação.

 

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Vestido com renda de bilro, criação de Walter Rodrigues, 2001. Aplicações de renda de bilro produzidas pelas rendeiras da Associação das Rendeiras de Morros da Mariana, Piauí, no projeto Moda e Artesanato. Crédito da foto.

 

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As mãos da artesã tecendo a renda. Crédito da foto.

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Renda Soutache

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crédito da foto

 

Feita de materiais sintéticos, é uma renda rebordada com o fio soutache, um fio chato e fino, evidenciando os contornos da renda de baixo. É uma renda em alto-relevo e, embora cubra apenas pedaços do tecido, tem um caimento pesado. Fica ótima em detalhes, como golas e punhos.

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Renda Chantilly

renda chantilly

crédito da foto

 

Uma das mais nobres e conhecidas, a renda chantilly é um misto de viscose e poliamida, o que a deixa com um caimento incrível e um toque aveludado. É um bordado em cima de um tule bem fininho e geralmente tem um pouco de elasticidade. Pode chegar a valores astronômicos: a da foto acima custa módicos R$670 o metro (!).

 

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Olha ela aí, no desfile do Samuel Cirnansck, no SPFW 2008.

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Rendas Sintéticas

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crédito da foto

 

Mais baratas e fáceis de encontrar em diversos desenhos e cores. As de poliéster são bem populares mas não tem elasticidade e são ásperas. Boas para usar em detalhes em cima da roupa, sem contato com a pele. As rendas feitas com poliamida, como a da foto acima, são mais texturizadas e macias.

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E você, gosta de renda e looks com renda? Qual é a sua preferida? 😀

 

Algumas das informações acima foram retiradas de uma revista Manequim de 2006.

Inspiração cinematográfica

Já que quarta-feira é o momento inspiração e eu só estou pensando na relação moda/cinema esta semana, inspiração de looks cinematográficos que todo mundo já copiou ou quis ter na vida, desejos em suas épocas ou até hoje… Deleitem-se!

 

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Kate Winslet e o luxo de Titanic, 2001.

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Os cabelos lisos e repartidos no meio, a cintura alta e os bordados da Julieta de Franco Zefirelli, 1968.

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Marylin e seu vestido voador em O Pecado Mora ao Lado, 1955.

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O cabelo joãozinho e os vestidos delicados de Mia Farrow em O Bebê de Rosemary, 1964.

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O pretinho de Givenchy em Audrey – Bonequinha de Luxo, 1961.

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Rita Hayworth e o strip-tease mais memorável do cinema – Gilda, 1946.

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O figurino futurista de Blow Up – Depois daquele beijo, 1966.

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Anita e seu decote coração na Fontana di Trevi – La Dolce Vita, 1960.

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Olhando pra essa cara de brava, você pode não acreditar. Mas Theda Bara, com sua Cleópatra (1917), foi uma das primeiras divas a lançar moda: o cabelinho chanel negro com franja e os vestidos franzidos. Até Elizabeth Taylor, quase 50 anos depois, se inspirou nela para fazer a rainha do Egito.

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As pin-ups safadinhas e os bad boys de Grease (1978). Gente, olha a wet legging aí!!!

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Amelie

O filme francês O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de 2001, não só influenciou a moda, como também a decoração, a música e a fotografia.

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E você? Lembra de mais algum?