“Uma pessoa comum maravilha-se com coisas incomuns; um sábio maravilha-se com o que é corriqueiro”.
Confúcio (551-479 a. C.), filósofo e teórico político chinês.
“Uma pessoa comum maravilha-se com coisas incomuns; um sábio maravilha-se com o que é corriqueiro”.
Confúcio (551-479 a. C.), filósofo e teórico político chinês.
Os orientais dizem que “o passado é história; o futuro é mistério; o presente é uma dádiva. Por isso se chama presente”. E o meu passado, de momentos e encontros únicos, plenos de alegria e felicidade na casa de meus avós lusitanos, reflete o melhor presente que já ganhei: ter sido adotada por uma família portuguesa, com certeza, que me acolheu em seu seio, acompanhou meus primeiros passos, torceu pelas minhas vitórias, sofreu com meus tropeços, motivando-me sempre a buscar a felicidade alicerçada naqueles momentos singulares, que jamais se repetirão.
Meus avós viraram uma saudosa lembrança, guardada em um baú de recordações, assim como aqueles maravilhosos momentos vividos em diversos natais, em sucessivas páscoas, aniversários, e a cada encontro em família, quando meus primos e eu ríamos muitíssimo do trajar tipicamente trasmontano de tia Maria, a irmã gêmea de meu avô, com suas argolas de ouro, saia longa, lenço colorido na cabeça e tamancas pelos pés; de sotaque engraçado, meio enrolado, o qual custava-me por vezes entender o que dizia, causando-me infindáveis gargalhadas.
Hoje, o melhor presente é poder abrir este baú de minha história, de uma infância prazerosa, e compartilhá-la com minhas filhas, mostrando a elas o quão feliz eu fui, graças à família que me formou, e o quão feliz eu sou, pela família que estou podendo formar.
Sandra Caldas Lourenço, com essa história que me encheu os olhos de lágrimas, foi a grande vencedora do concurso da Paperview e vai ganhar R$150 em produtos Paperview e um convite para o site Coquelux.
Quero agradecer a todos que compartilharam comigo suas histórias lindas, especialmente a Raquel Soares dos Anjos, que escreveu sobre sua maravilhosa missão neste mundo, que é cuidar dos animais, e a Aline Dulce, que, em poucas linhas, descreveu que o melhor presente é a gente mesmo que se dá: uma vida feliz e com propósito, cultivada com amor todos os dias.
A todos que estiveram aqui todos os dias, meu muito obrigada!! Ano que vem volto com força total, com muito tricô, customização, dicas de moda e de como viver bem e em paz com a natureza.
Que venha 2009!!

Beijinhos da Renata
Já parou pra pensar o que faz duas pessoas andarem de mãos dadas?
Geralmente, quando ando pela rua ou estou sendo passageira, observo as pessoas. A maioria andando sozinha, apressada, ou acompanhando amigos, colegas de trabalho, conhecidos. Em nosso país, apenas casais e pais/mães/filhos andam de mãos dadas.
Parei pra pensar nos casais: namorados, casados ou simplesmente apaixonados. Alguns, mais do que se darem as mãos, se abraçam. É meio difícil andar pela rua abraçado, ainda mais numa calçada apertada ou muito movimentada. Mas eles não se desgrudam.
Parei pra pensar que a gente busca tanto alguém para amar, para se preocupar conosco, pra dividir com a gente nossos sorrisos e aflições. Depois que a gente encontra alguém, é aflitivo pensar que podemos perder essa pessoa novamente no meio da multidão da qual a resgatamos. Por isso, talvez, as mãos unidas, os corpos colados num abraço apertado. “Não quero te perder”, “quero me certificar que você está ao meu lado”.
Naquele momento do aperto da mão, é um sentimento de segurança e carinho que nos dá o prazer daquela companhia rara, que encontramos e que não queremos perder de vista. Mas temos que pensar que, muitas vezes, pra aquela mão estar ali, é preciso saber largá-la.
Lembrei de uma propaganda de uma companhia de telefonia celular que dizia “Você nunca está sozinho”. Na hora pensei, “Que horror! E quando eu quiser ficar sozinha?”. Todos precisamos de um espaço, de um momento sozinhos. Temos que aprender todos os dias a gostar de nossa própria companhia, de ouvirmos os nossos sons, de percebemos as nossas sensações. Esse aprendizado vai servir pra perceber melhor a mão do outro, o corpo do outro, a vontade do outro.
A ausência daquela mão a torna mais especial. A ausência dela, em algumas culturas, inclusive na nossa, a transformou em anel. Quando ela não nos segura, o anel simboliza que há outra mão, em outro lugar, usando o mesmo símbolo de ausência e de compromisso: o compromisso de estar ali quando precisarmos e quisermos.
Não podemos colocar nessa mão, por vezes presente, por vezes ausente, nossa felicidade. Temos que fazer nossa própria felicidade para dividi-la com alguém que merece, que também irá dividir a felicidade dele/dela conosco. Como fazemos isso? Nossa felicidade vem de sermos equilibrados, de vivermos uma vida sem contradições, de valorizarmos os momentos e as pessoas do jeito que chegam até nós.
“Felicidade acontece quando o que você faz e o que você fala estão em harmonia”, disse Gandhi. Isso é viver sem contradição. Se você não come carne porque tem dó dos animais, não compre o sapato e a bolsa de couro tããããooo lindos que você viu. Isso é uma contradição. Se você acha que uma pessoa famosa se vestiu mal ou está usando uma maquiagem inapropriada, não precisa ir alardeando para os quatro ventos como ela é cafona, ou isso, ou aquilo. Faça seu comentário, dê sua opinião (sou a favor da opinião e não da fofoca) e ponto final. Pessoas interessantes falam de idéias, pessoas vazias falam de pessoas. Quando não der pra elogiar, tente simplesmente ignorar. E quando der pra elogiar, seja generoso.
Então, que tal dar a mão para aquela pessoa querida que você não quer perder? A vida, muitas vezes, carrega para longe pessoas muito próximas: irmãos, pais, tios, primos… Não podemos procurá-los só no final do ano, quando a maioria passa por aquela fase mais sentimentalista e materialista. Relacionamentos se constróem todos os dias e isso inclui interessar-se pela vida, pelos assuntos e pelos problemas de alguém que você considere que vale a pena amar. Na maioria das vezes, vale mesmo.
Já disse que adoro as coisas que não servem pra nada. Dar a mão, a não ser que você seja uma criança atravessando a rua, só serve pra você demonstrar que você está ali. É óbvio, é redundante, não serve pra nada… mas é tão bom!
“Sempre fui muito vaidosa, desde mocinha, e foi uma forma fácil de conseguir tudo o que eu queria por um preço bom”. É com essa simplicidade que a adorável Magaly Camargo explica a origem do seu brechó Passado Presente que, aos 30 anos de idade, é um dos mais antigos da cidade de São Paulo.
No começo você pode ficar confuso, mas mesmo quem nunca foi a um brechó pode se divertir e encontrar peças bacanas. Vide o caso de Márcia Keller, marinheira de primeira viagem com quem topamos no dia da reportagem. “É a primeira vez que venho a um brechó; tem muita coisa linda aqui”, ela comentou, enquanto experimentava uma boina da década de 1930.
– O legal desses lugares é ver, remexer, vasculhar; deixe para ir quando você estiver com tempo livre
Passado Presente
Rua Augusta, 2690, lojas 17 e 21
(11) 3081-6253
Quer mais opções de brechós em São Paulo? Confira o guia e boas compras!
Minha Avó Tinha
Especialidade: Roupas vintage, até os anos 80
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Mais de 10 mil peças
Preço: Varia muito
Provador: Sim
Endereço: Rua Dr. Franco da Rocha, 74. (11) 3865-1759. Seg. das 12h às 19h30; ter. a sex. das 10h às 19h30; sáb. das 10h às 17h. Filial na Rua Itapicuru, 766
Spazio 1717
Especialidade: Roupas de época, da década de 10 à de 80
Aluguel ou venda: Grande parte do acervo é só para locação, mas também trabalha com vendas
Acervo: “Definitivamente mais de 3 mil peças”
Preço: Locação de R$ 36 a R$ 150; venda a partir de R$ 90
Provador: Sim
Endereço: Rua Rodésia, 76, Vila Madalena, São Paulo. (11) 3815-8480. De seg. a sáb., das 10h às 19h
Juisi by Licquor
Especialidade: Roupas vintage – até os anos 90
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Cerca de 2,5 mil peças
Preço: De R$ 10 (acessórios) a R$ 2,5 mil
Provador: Sim
Endereço: Al. Tietê, 43, loja 08. (11) 3063-5766, São Paulo. Seg. a sáb. das 11h às 19h.
Capricho à toa
Especialidade: Roupas e acessórios de grifes de luxo, nacionais e internacionais, tudo de coleções recentes. Também tem cama, mesa e banho e eletrônicos
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 55 mil
Preço: A partir de R$ 6 (uma bermuda)
Provador: Sim
Endereço: Rua Heitor Penteado, 1.096, casa 8. (11) 2137-5926. De seg. a sáb. das 9h30 às 18h30
Vó Judith
Especialidade: Moda feminina
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Não soube estimar
Preço: A partir de R$ 10
Provador: Sim
Endereço: Rua do Carmo, 122. (11) 3105-4753. De seg. a sex., das 9h às 18h30
Camarim
Especialidade: De tudo um pouco roupas, sapatos, acessórios, cama, mesa e banho
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Não soube estimar
Preço: Varia muito
Provador: Sim
Endereço: Rua Antonio de Macedo Soares, 1.554. (11) 5543-5304. De seg. a sexta das 10h às 20h; sáb. das 9h às 19h
(Vânia)
Trash Chic
Especialidade: Roupas e acessórios de grifes internacionais de luxo (Armani, Balenciaga, Chanel, Dior, etc)
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 1,5 mil peças
Preço: De R$ 49 a R$ 2,5 mil
Provador: Sim
Endereço: Rua Capitão Prudente, 223. (11) 3815-3202. De seg. a sex. das 10h às 18h; sáb. das 10h às 15h
(Paloma – gerente)
Re Portela Depot
Especialidade: Roupas e acessórios de grifes internacionais de luxo (Chanel, Dior, Valentino, etc). Destaque para as bolsas de coleções recentes
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 800 peças
Preço: De R$ 60 a R$ 3100
Provador: Sim
Endereço: Rua Oscar Freire, 686, cj 06. (11) 3081-5083. De seg. a sex. das 10h às 18h; sáb. das 11h às 17h
(Renata Portela – dona)
Degriffée
Especialidade: Roupas e acessórios de grifes de luxo, nacionais e internacionais, tudo de coleções recentes
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 3 mil peças
Preço: De R$ 19 (um cinto) a R$ 1000 (bolsa Dolce & Gabbana), mas varia muito
Provador: Sim
Endereço: Av. Ibirapuera, 1.110. (11) 5083-4747. De ter. a sex. das 10h às 19h; Sáb. das10h às 17h
por Sarah Lee, do msn.onne.com.br
O Daniel Piza postou no blog dele hoje um link bem legal, das paredes grafitadas mais interessantes de São Paulo, com mapa interativo e tudo! Eu gosto de grafites, como já disse aqui e acho triste o que aconteceu nesse Beco da Vila Madalena, famoso por suas paredes artisticamente grafitadas. Não é que uns pichadores foram lá e sujaram tudo com rabiscos de spray? Por cima dos lindos desenhos, esses garranchos horrorosos… Depois, tem gente que reclama que a cidade não é limpa. Os próprios habitantes a sujam! Revoltante.
Mas ainda há muita beleza, criatividade e cor. Clica aqui e faça o “city tour” pelas paredes e muros especiais da cidade, com áudio!
Rua Pedro Taques
Acabo de ver que haverá um lançamento nos Estados Unidos de um filme chamado Austrália, com Nicole Kidman e Hugh Jackman. O filme se passa durante a segunda guerra mundial e está chamando a atenção pelo par protagonista e pelo figurino. Catherine Martin, que já levou o Oscar na categoria por Moulin Rouge, está fazendo um trabalho muito especial novamente. As roupas que a personagem de Nicole usa são avançadas para a época, inclusive o escândalo das calças, e lindas. As primeiras fotos divulgadas já dão o que falar.
Vestido com inspiração chinesa e as pantalonas de cintura alta
Este ano, assisti outro filme de época cujo figurino me chamou muito a atenção: O Despertar de uma Paixão (The Painted Veil). O filme se passa na China, onde um casal de ingleses vai morar. Ele (Edward Norton), médico, vai trabalhar no combate ao cólera, ela (Naomi Watts), socialite, fica infeliz e acaba se apaixonando por outro homem, que a ilude. O tempo passa, o cenário de miséria e doença não muda, e histórias de vida vão se juntando à história de vida do casal. No fim do mundo, longe de tudo e de todos, eles acabam, finalmente, descobrindo o que é o amor. O livro é baseado no romance de Sommerset Morgan, um dos escritores mais apaixonantes da língua inglesa.
Mas não conto o final do filme pra não estragar a surpresa. Procurem pra assistir que vale a pena. E reparem no figurino, dos mais lindos.
Outro livro de Sommerset Morgan que também virou filme foi The Wings of the Dove (As Asas do Amor), que também vale muito a pena pela linda história do que é o verdadeiro amor e pelo figurino. Além disso, o filme se passa em Veneza… precisa dizer mais alguma coisa?
Pra assistir bem acompanhado… *suspiro*