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Teen in the 80’s

Eu vivi os anos 80. Como diz meu pai, o que para alguns é história, pra mim é memória! E digo que não havia nada mais perigoso em termos de look do que ser adolescente nos anos 80. Era cabelón, cintura altíssima, saia justérrima, calça baggy e por aí vai. Mas existem coisas que sempre me fazem lembrar dessa época com carinho especial.

Uma delas é a música. Algumas coisas realmente ficaram. Bon Jovi é uma delas. Aquele Bon Jovi, com cabelo de poodle selvagem, calças mais justas que Deus, ombreiras gigantes, muito brilho e muito sex appeal. Imagine o que uma imagem dessas não causa na cabeça de uma menina de 13 anos, minha idade na época do lançamento de Born to be my baby. O toque folk das músicas de Slippery when wet, até hoje meu álbum mais querido, é de arrepiar. A trilha sonora de Jovens Pistoleiros também marcou época. As letras realmente diziam alguma coisa, eram poesia pura.

Sempre que tenho saudade do vigor e da vontade de vencer, eu me lembro da frase de Living on a Prayer, do mesmo álbum: “We’re half way there” – Estamos quase lá. E aquela corridinha que o Jon sempre dava nos palcos, incansável, com a voz absolutamente irretocável. Naquela época era no gogó, nada de playback! Pra guardar no coração.

 

Olha que tudo a jaqueta tipo Balmain do David (sim, eu sei os nomes), as tachas, correntes, ombreiras e wet leggings!

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Comecinho da década: montação com cores e estampas. Rolava até make!

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Posso falar? Ele tava muito mais bonito assim do que trabalhado na chapinha como tá agora.

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Que época boa… Pra relembrar, passa no canal Jon Bon Jovi no Vevo pra assistir tudo em alta resolução.

Still de Wanted Dead or Alive, uma das melhores (se não a melhor) músicas de todos os tempos do Bon Jovi.

 

Alfred Hitchcock

Hoje se completam 30 anos da morte do famoso diretor inglês, que mudou a história do suspense na tela.  Hitchcock não mudou apenas a maneira de fimar e de contar histórias, mas mexeu muito com a moda. Quem não se lembra das musas loiras do mestre do suspense? Dos conjuntinhos de Doris Day em O Homem que Sabia Demais aos vestidos glamurosos de Grace Kelly em Ladrão de Casaca? E seu ator preferido, Cary Grant, sempre elegantemente vestido e com o cabelo impecável, até quando era perseguido por um helicóptero, em North by Northwest?

 

 A legenda diz: “Cary Grant não está correndo para se exercitar!”

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Tippi Hedren, a protagonista de Os Pássaros, acabou até virando Barbie!

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O casal protagonista mais lindo de todos: Cary Grant e Ingrid Bergman em Interlúdio

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É praticamente impossível escolher um favorito. Na fase inglesa, meu voto vai para Os 39 Degraus.

E depois disso, qualquer um com Cary Grant e Jimmy Stewart é pra rever indefinidamente.

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 Pra ver todas as loiras de Hitchcock, dá uma olhada na página oficial dele neste site especializado em cinema.

E assista a reportagem especial do Jornal Hoje, que apresenta, entre muitas coisas, mais um dos grandes mistérios de Janela Indiscreta.

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Tem sempre uma pegadinha nos filmes de Hitchcock: ele sempre aparecia de figurante numa cena qualquer. É um grande barato tentar encontrá-lo durante o filme. Alguns, até hoje, eu nunca consegui achar! E você? Qual é o seu filme preferido e em qual cena mais insólita viu o diretor? Eu já respondo a minha: repare no começo de Os Pássaros que Hitchcock sai de uma loja que vende pássaros como se tivesse acabado de comprar dois cachorros enormes!

 

Vintage

E por falar em vintage, conheço um blog que é uma delícia pra quem gosta de imagens de antigamente: o The Tarnished Angels é um grande apanhado de informações, notícias, fotos e curiosidades. E o que é melhor: a maioria é brazuca mesmo! Muito legal ver imagens de gente hoje famosa e consagrada no comecinho da carreira. Corre lá e passe horas e horas exclamando: “Olha o fulano! Que novinho!”

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Aliás, alguém consegue descobrir quem é a mocinha das fotos aí embaixo? A resposta aparece quando você passa o mouse em cima… Mas tente adivinhar primeiro! 😉

 

 

 

Fotos + Vintage me lembra o concurso de fotos antigas que o Sartorialist tá fazendo. Já viu? É muita beleza e histórias comoventes…

Customizando com Zíper

Todo mundo viu como o zíper apareceu nos últimos desfiles brasileiros. Menos como aviamento, mais como enfeite, seguindo a tendência dos metais. Eu aproveitei a onda e inventei o meu brochinho:

 

 

Pra fazer a flor, temos que começar fazendo pequenos elos de pedaços de 9 cm (mais ou menos a metade do zíper). Daí é só ir fazendo os elos e costurando uns nos outros com potinhos simples. Tem gente que usa cola quente, também dá certo, mas eu sou tradicional e sempre prefiro costurar. Além disso, estava experimentando, por isso desmanchei várias vezes pra saber o que ficava mais bonito. Se eu tivesse usado cola, teria perdido todo o material. Por isso, eu sempre digo que, com linha e agulha, não tem erro! O tecido do zíper é bem resistente e aguenta super bem ser “desmanchado”, se for o caso.

Pra fazer o miolinho, enrolei um pedacinho de zíper e fui dando um ponto a cada meia volta. Depois que a flor estava pronta, costurei o miolinho.

No total, usei 3 zíperes de 18cm cada. Como não consegui encontrar o tipo destacável, tive que cortar o “carrinho” e aparar as pontinhas, mas ficou bom. A marca do meu zíper é YKK e cada um custou R$0,84. Atrás, coloquei um fecho de broche, que é facilmente encontrado em lojas de peças de montagem de bijuteria. Esse fecho pode ser substituído por um alfinete.

E também inventei um enrolado de zíperes que pode ser usado como broche ou como pingente, alfinetado numa fita:

 

E como tem gente criativa nesse mundo! A Dri postou um broche de lacinho lindinho feito com zíper! E no site dela tem outros links, inclusive um vídeo, em inglês, de uma crafter ensinando a fazer flor de zíper com cola quente no programa da Martha Stewart e uma designer incrível que faz peças inacreditáveis.

Aproveite o feriadão e faça o seu! 🙂

 

Treinando o olhar

Muita gente se engana achando que saber moda é saber folhear “as revistas certas” e assistir desfiles. Não sou, nem quero ser, uma expert em moda, mas posso garantir que moda, assim como toda e qualquer manifestação artística, é sempre carregada de cultura e subjetividade. Legal mesmo é quando a gente reconhece um caminho desenhando por alguém em uma roupa, entende de onde veio a inspiração que virou estampa, forma e cor. Mais legal ainda é a gente compartilhar com o criador alguns segredos e poder conversar com essa obra de arte que veste corpos e se mexe. Isso, quando a roupa é, literalmente, uma obra de arte.

Que McQueen era genial, isso todo mundo já sabe. Mas a última e póstuma coleção, mostra quão bem ele sabia olhar pra arte, destituir as pinturas, esculturas ou decorações de seus atributos e significados originais, e reconstrui-las em forma de estampa, primando pela cor e pela forma. As estampas acima foram recortadas e remontadas a partir dos entalhes decorativos de Grinling Gibbons e das cores e figuras de Stephan Lochner, como no tríptico Adoração, abaixo:

(clica na imagem pra ver em alta resolução)

No mesmo desfile, outra figura marcante da História da Arte deu as caras:

Hieronymus Bosch (ativo entre os séculos 15 e 16) é um pintor único. Com suas figuras monstruosas e suas visões do inferno, deixou uma legião de admiradores e dezenas de artistas tiveram seu trabalho como inspiração. Pintava as figuras obscuras como aviso, num típico clima religioso medieval, para lembrar os que pecavam que Deus está observando (como diz uma de suas obras mais conhecidas, uma mesa decorada com o olho de Deus no centro e os sete pecados capitais ao redor). McQueen escolheu o tríptico mais famoso de Bosch, O Jardim das Delícias (os dois primeiros detalhes abaixo), que retrata o paraíso, uma vida de pecados e o inferno, e o também famosíssimo As Tentações de Santo Antão (acima).

Por isso, moda, assim como música, cinema, arte, livros etc, etc… conversam o tempo todo, a toda hora, em qualquer lugar. Quanto mais você conhece do mundo, mais aguçados vão ficar seus olhos. Assim, você vai treinando o olhar pra encontrar beleza até no inferno de Bosch.

 As imagens dos desfiles são do site oficial do McQueen e as fotos das obras de arte do meu acervo pessoal.

Burda – Customizando…

A edição francesa da Burda sempre dedica 4 páginas à projetos de customização. Nunca me deparei com um projeto difícil… É tudo fácil e rápido de fazer. E o que é melhor: fruto de muito olho atento no que está acontecendo e, sempre, bom gosto. Dá uma olhada.

Sabe o jeans manchado, delavê, que o Balmain desfilou e todo mundo amou? Pegue uma calça escura, enrole não muito apertado, coloque no tanque ou num balde grande. Coloque uns 4 litros de água e 1 litro de água sanitária. Deixe de 5 a 8 horas e voilá! Sua calça Balmain está pronta!

Enfeite de correntes multi-uso! Dá pra usar na cintura, no colete, como colar, na blusa de babados (que ficou linda)… Você inventa. Seis correntinhas diferentes presas à uma argola. Mais fácil impossível…

Já essa ideia é pra transformar uma bolsa de tecido com uma decoração folk. Aplicação de tecido, enfeites e brochinhos…

Essa também é fácil e dá um super efeito. Parecida com os colarzões poderosos que aparecerem por aí. Aliás, o molde do meu saiu daí. Uma gola, com um furinho acabado com ilhós de cada lado, cheia de broches e enfeites. Corte a sua em feltro ou lã e junte todos os brochinhos que você tem em casa. Mas lembre-se que deve haver um mínimo de harmonia de cor.

Que tal tentar um desses projetos no final de semana?