Lavou, Tá Novo

O maravilhoso mundo dos brechós

“Sempre fui muito vaidosa, desde mocinha, e foi uma forma fácil de conseguir tudo o que eu queria por um preço bom”. É com essa simplicidade que a adorável Magaly Camargo explica a origem do seu brechó Passado Presente que, aos 30 anos de idade, é um dos mais antigos da cidade de São Paulo.

A julgar pela quantidade de peças amontoadas nas araras e prateleiras da loja, dá para ver que dona Magaly leva a sério essa história de ter “tudo o que eu queria”. Casacos, corseletes, chapéus, bolsas, bijuterias, jogos de chá, castanholas, quadros antigos: no Passado Presente há de tudo um pouco (de tudo um muito, na verdade; é tanta coisa que fica difícil decidir para onde olhar primeiro).

 

No começo você pode ficar confuso, mas mesmo quem nunca foi a um brechó pode se divertir e encontrar peças bacanas. Vide o caso de Márcia Keller, marinheira de primeira viagem com quem topamos no dia da reportagem. “É a primeira vez que venho a um brechó; tem muita coisa linda aqui”, ela comentou, enquanto experimentava uma boina da década de 1930.

Hoje em dia, não é difícil encontrar brechós modernosos, “de luxo”, que só vendem roupas e acessórios de grifes famosas e de coleções recentes. O Passado Presente da dona Magaly faz parte do grupo de brechós tradicionais, que têm de tudo e trabalham com peças vintage (originais das décadas de 1930, 40, 50 e 60). Seja qual for o seu estilo – e orçamento -, confira as dicas para aproveitar ao máximo o maravilhoso mundo dos brechós:

 

– O legal desses lugares é ver, remexer, vasculhar; deixe para ir quando você estiver com tempo livre

– Antes de comprar, experimente a peça e confira se ela está em bom estado. Brechós geralmente não aceitam devolução
– Está difícil encontrar roupas legais? Invista nos acessórios! Óculos escuros, chapéus, boinas, gravatas e bijuterias vintage chamam a atenção e garantem um look bacana que não custa os olhos da cara
– O esquema é “gostou-comprou”. Cada peça é única, e se você deixar para comprar uma outra vez, ela pode não estar mais lá

 

SERVIÇO

Passado Presente
Rua Augusta, 2690, lojas 17 e 21
(11) 3081-6253

Quer mais opções de brechós em São Paulo? Confira o guia e boas compras!

Minha Avó Tinha
Especialidade:
Roupas vintage, até os anos 80
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Mais de 10 mil peças
Preço: Varia muito
Provador: Sim
Endereço: Rua Dr. Franco da Rocha, 74. (11) 3865-1759. Seg. das 12h às 19h30; ter. a sex. das 10h às 19h30; sáb. das 10h às 17h. Filial na Rua Itapicuru, 766

Spazio 1717
Especialidade:
Roupas de época, da década de 10 à de 80
Aluguel ou venda: Grande parte do acervo é só para locação, mas também trabalha com vendas
Acervo: “Definitivamente mais de 3 mil peças”
Preço: Locação de R$ 36 a R$ 150; venda a partir de R$ 90
Provador: Sim
Endereço: Rua Rodésia, 76, Vila Madalena, São Paulo. (11) 3815-8480. De seg. a sáb., das 10h às 19h

Juisi by Licquor
Especialidade:
Roupas vintage – até os anos 90
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Cerca de 2,5 mil peças
Preço: De R$ 10 (acessórios) a R$ 2,5 mil
Provador: Sim
Endereço: Al. Tietê, 43, loja 08. (11) 3063-5766, São Paulo. Seg. a sáb. das 11h às 19h.

Capricho à toa
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes de luxo, nacionais e internacionais, tudo de coleções recentes. Também tem cama, mesa e banho e eletrônicos
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 55 mil
Preço: A partir de R$ 6 (uma bermuda)
Provador: Sim
Endereço: Rua Heitor Penteado, 1.096, casa 8. (11) 2137-5926. De seg. a sáb. das 9h30 às 18h30

Vó Judith
Especialidade:
Moda feminina
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Não soube estimar
Preço: A partir de R$ 10
Provador: Sim
Endereço: Rua do Carmo, 122. (11) 3105-4753. De seg. a sex., das 9h às 18h30

Camarim
Especialidade:
De tudo um pouco roupas, sapatos, acessórios, cama, mesa e banho
Aluguel ou venda: Os dois
Acervo: Não soube estimar
Preço: Varia muito
Provador: Sim
Endereço: Rua Antonio de Macedo Soares, 1.554. (11) 5543-5304. De seg. a sexta das 10h às 20h; sáb. das 9h às 19h
(Vânia)

Trash Chic
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes internacionais de luxo (Armani, Balenciaga, Chanel, Dior, etc)
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 1,5 mil peças
Preço: De R$ 49 a R$ 2,5 mil
Provador: Sim
Endereço: Rua Capitão Prudente, 223. (11) 3815-3202. De seg. a sex. das 10h às 18h; sáb. das 10h às 15h
(Paloma – gerente)

Re Portela Depot
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes internacionais de luxo (Chanel, Dior, Valentino, etc). Destaque para as bolsas de coleções recentes
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 800 peças
Preço: De R$ 60 a R$ 3100
Provador: Sim
Endereço: Rua Oscar Freire, 686, cj 06. (11) 3081-5083. De seg. a sex. das 10h às 18h; sáb. das 11h às 17h
(Renata Portela – dona)

Degriffée
Especialidade:
Roupas e acessórios de grifes de luxo, nacionais e internacionais, tudo de coleções recentes
Aluguel ou venda: Só venda
Acervo: Cerca de 3 mil peças
Preço: De R$ 19 (um cinto) a R$ 1000 (bolsa Dolce & Gabbana), mas varia muito
Provador: Sim
Endereço: Av. Ibirapuera, 1.110. (11) 5083-4747. De ter. a sex. das 10h às 19h; Sáb. das10h às 17h

por Sarah Lee, do msn.onne.com.br

Grafite

O Daniel Piza postou no blog dele hoje um link bem legal, das paredes grafitadas mais interessantes de São Paulo, com mapa interativo e tudo! Eu gosto de grafites, como já disse aqui e acho triste o que aconteceu nesse Beco da Vila Madalena, famoso por suas paredes artisticamente grafitadas. Não é que uns pichadores foram lá e sujaram tudo com rabiscos de spray? Por cima dos lindos desenhos, esses garranchos horrorosos… Depois, tem gente que reclama que a cidade não é limpa. Os próprios habitantes a sujam! Revoltante.

 Mas ainda há muita beleza, criatividade e cor. Clica aqui e faça o “city tour” pelas paredes e muros especiais da cidade, com áudio!

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Rua Pedro Taques

Moda de Época

Acabo de ver que haverá um lançamento nos Estados Unidos de um filme chamado Austrália, com Nicole Kidman e Hugh Jackman. O filme se passa durante a segunda guerra mundial e está chamando a atenção pelo par protagonista e pelo figurino. Catherine Martin, que já levou o Oscar na categoria por Moulin Rouge, está fazendo um trabalho muito especial novamente. As roupas que a personagem de Nicole usa são avançadas para a época, inclusive o escândalo das calças, e lindas. As primeiras fotos divulgadas já dão o que falar.

 

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Vestido com inspiração chinesa e as pantalonas de cintura alta

 

Este ano, assisti outro filme de época cujo figurino me chamou muito a atenção: O Despertar de uma Paixão (The Painted Veil). O filme se passa na China, onde um casal de ingleses vai morar. Ele (Edward Norton), médico, vai trabalhar no combate ao cólera, ela (Naomi Watts), socialite, fica infeliz e acaba se apaixonando por outro homem, que a ilude. O tempo passa, o cenário de miséria e doença não muda, e histórias de vida vão se juntando à história de vida do casal. No fim do mundo, longe de tudo e de todos, eles acabam, finalmente, descobrindo o que é o amor. O livro é baseado no romance de Sommerset Morgan, um dos escritores mais apaixonantes da língua inglesa.

 

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Mas não conto o final do filme pra não estragar a surpresa. Procurem pra assistir que vale a pena. E reparem no figurino, dos mais lindos.

 

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Outro livro de Sommerset Morgan que também virou filme foi The Wings of the Dove (As Asas do Amor), que também vale muito a pena pela linda história do que é o verdadeiro amor e pelo figurino. Além disso, o filme se passa em Veneza… precisa dizer mais alguma coisa?

 

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Pra assistir bem acompanhado… *suspiro*

Lançamento – Para Francisco

Não era só um lançamento de livro. Era um encontro. Pessoas foram até lá pra ver como é ser alguém que conseguiu superar a perda e a dor por meio da beleza. Porque o texto é lindo e a pessoa que o escreve também. O bate-papo começou descontraído, quase tímido. Poucas perguntas. O que perguntar pra alguém que já disse tudo? O que ainda pode se pedir para ver diante de alguém que nunca se esconde?

 

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Cristiana Guerra sorri pouco. Mas quando sorri, sorri com todos os dentes e toda a vontade. Sua economia de sorrisos não se reflete em suas palavras. Escreve muito, fala muito. O livro foi e é mesmo para Francisco, o filho que ela teve dois meses depois de virar viúva. “Ele vai gostar de ver o que escrevi quando crescer? Não sei”, diz ela, quando perguntada sobre sua exposição. Ela se expõe, ela se admite assim, aberta para a vida e para o mundo. Francisco não escolheu isso. Por isso, embora toda a razão de ser do livro e do blog seja ele, ela quer poupá-lo. Ele pode decidir o que quiser depois que aprender o que é estar nesse mundo.

Embora, como ela mesma diz, seja uma situação tão peculiar – uma mulher grávida que fica viúva – ela descobriu que muitas pessoas lêem o blog e se interessam pela sua trajetória porque, é claro, trata-se de uma história de amor. Um amor que nasce da superação da dor e da perda e da tentativa de lidar com um imprevisto cruel.

O mais incrível de toda essa história é que reuniu pessoas que nunca, provavelmente, se encontrariam. É isso, também, que tornou essa noite tão especial: as pessoas que estavam ali, emocionando-se com a história da Cris, também estavam encontrando novos amigos e começando uma nova história da afeto. Afeto e saber valorizar o que temos de mais importante: é assim que se aprende a viver.

Eu sempre penso nisso e, depois de ontem, vi que esse é um dos grandes segredos para se viver em paz, consigo mesmo e com os outros: saber ignorar o que parece ter importância, mas não tem, e valorizar o momento único e belo que jamais voltará. Lembro-me de uma frase do filme argentino O Filho da Noiva, que o personagem que perdeu a mulher e a filha pequena em um acidente diz para o amigo: “Quando você percebe que nunca irá te acontecer nada pior do que já te aconteceu, você adquire um certo poder”. Acho que a Cris tem esse poder.

Fiquei muito feliz de ter encontrado a Cris e, principalmente, de conhecer essas meninas lindas que começaram a fazer parte da minha vida nesta semana. Meninas de Sampa, vocês sabem onde eu estou. Ana, queria que o Rio fosse mais perto (uns 20 minutos, no máximo). Vamos ficar com as fotos, pra já ir matando as saudades.

 

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Cris Guerra e eu

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Dany, Lilian, Ana e eu com nossos livros autografados

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Ficamos até às 22h só pra bater essa foto

Encontro de Blogueiras

Hoje, aqui em São Paulo, vai ter o lançamento do livro Para Francisco, da Cris Guerra, que escreve o blog do mesmo nome. Aproveitamos para promover um encontro de meninas que só se conheciam pela blogsfera: LouLilian, Lily e a Ana do Hoje Vou Assim Off, que veio lá do Rio de Janeiro.

Sábado, a gente se encontrou, comeu pizza e deu muita risada.

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Na foto, eu, Lou, Ana, Lilian e Lily e os meninos acompanhantes.

 

Ontem, fui com a Ana passear pelas pontas de estoque da vida e para a 25 de março. Pegamos chuva, fomos abordadas por pessoas assustadoras e simpáticas e levamos bico de guarda-chuva na cabeça. O que seria dos passeios sem as surpresas? Pelo menos a gente riu muito!

No sábado, estávamos conversando na mesa sobre o que é escrever um blog e até que ponto podemos nos expor. Sim, concordo que o blog é uma exposição, que mostramos nossa cara, escrevemos nossas opiniões e ficamos à mercê do julgamento alheio. É um risco? Sim, claro, mas, no meu caso pelo menos, é um risco calculado. Sei quanto devo me expôr e até que ponto devo ir. Esta é minha casa on-line, mas só libero a sala de estar para as visitas. Falo e mostro o que quero.

Temos que tomar mesmo cuidado porque nunca se sabe o que se passa na cabeça das pessoas. Faço tudo na maior boa intenção e, como o encontro de sábado provou, ganhei amigas com isso. Um encontro que só foi possível graças à internet e aos blogs, à coragem de se expor (um pouco) e de querer compartilhar.

Para tudo na vida deve haver equilíbrio. Claro que o mundo virtual nunca substituirá o meu mundo real, onde as pessoas se encontram, se olham nos olhos e se abraçam. Mas o mundo virtual PODE proporcionar um encontro real, uma satisfação real, uma amizade real. Deve-se ter o bom senso de saber aproveitar o melhor dos dois mundos, sem que um substitua o outro. Blog e email, por enquanto, são suficientes para mim. Até tenho uma conta no Flickr mas ainda não usei. E tempo pra tudo isso, quem tem? Eu, ainda não. E nem sei se terei um dia. Se for pra passar 12 horas na frente do computador, é melhor pensar duas vezes. Quando vai dar tempo de sair, tomar um chá, bater um papo? Já escrevi sobre isso aqui e continuo tendo a mesma opinião.

Hoje, viva

 

“Tudo o que pertence ao passado é do âmbito da morte. Portanto, meu caro Lucílio, age como dizes na tua carta: sê o proprietário de todas as tuas horas. Serás menos escravo do amanhã se te tornares dono do presente. Enquanto a remetemos para mais tarde, a vida passa. Nada, Lucílio, nos pertence: só o tempo é nosso”.

Sêneca escrevendo a Lucílio. As cartas estão no livro As Relações Humanas, da Editora Landy.

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