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Brechó Varal do Beco – Reflexões

 

Em novembro do ano passado, a Revista Cláudia publicou um especial de roupas de festa por até R$380. E só deu Varal do Beco!

Confira as fotos:

 

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Vendo essas fotos, podemos tirar algumas conclusões sobre roupa de brechó:

  • A não ser que você esteja indo para uma festa temática, não se vista inteiramente com peças de época. Misture elementos bem contemporâneos com as peças antigas. Reparou na primeira foto? A blusa de renda do brechó foi usada com uma calça saruel.
  • Cuide do cabelo e da maquiagem. Arrume-se, faça um penteado e uma maquiagem caprichada. Senão, vai ficar com uma cara triste e isso vai passar para a roupa, que como num passe de mágica (muito do mal) acaba parecendo “velha” em vez de “antiga” ou “de época”.
  • Não tenha medo. Mesmo peças bem datadas (como o vestido de seda anos 70 de mangas bufantes aí em cima) podem fazer milagres por você numa produção bem feitinha. Quando é o caso de uma peça inteira, como um vestido, capriche nos acessórios: sapatos e bolsas impecáveis.
  • Não se engane: fazer uma boa combinação com peças vintage exige tempo e paciência. Se você não está a fim, não force. É preciso gostar de garimpar para entrar nesse mundo maravilhoso dos brechós!

 

Liquidações Mil

Nessa época de liquidações e bazares a perder de vista o que não podemos é esquecer o bom senso. Comprar por impulso é um erro bobo que causa arrependimentos e muita chateação.

 

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Separei dois artigos muito bons sobre o consumo e como se planejar para não estourar o orçamento:

 

SEM LIQUIDAR O BOLSO

 

Reserve só uma hora para a compra.

Caso contrário, vira passeio, você vê algo em que não havia pensado e, zapt, lá se foi o planejamento

 

VOCÊ, LEITOR, voltou de férias coletivas, depois de comer peru no Natal e beber champanhe no Ano-Novo. Gastou muito, é claro, porque quem consegue viajar, fazer ceia e comprar presentes com pouco dinheiro? Ninguém.

No retorno ao trabalho, percebe que suas gravatas têm cara de inimigo secreto. As meias estão no fim da vida e falta um terno decente para reuniões de negócios.

Ou você, leitora, se dá conta de que o armário está cheio. Mas que também não tem roupas apresentáveis para seminários, workshops e outros eventos de trabalho.

Comprar, nesses casos, é fundamental. Mas como não torrar o que ainda nem foi ganho? Como não virar náufrago do cartão de crédito?
Bem, há as liquidações de janeiro, período fraco para as vendas, porque muitos estão em férias, na praia ou na serra, preocupados com o lazer, não com o trabalho. Mas liquidação não é uma palavra abençoada, que absolve qualquer compra. Antes de pisar na loja, responda algumas perguntas básicas:

1 Do que preciso mesmo?

2 Quais tecidos e cores pretendo comprar?

3 Tenho sapatos que combinam com essas roupas?

4 Quantos arranjos posso fazer com o que comprarei?

5 Quanto pretendo gastar?

6 Quanto posso gastar?

7 Em que condições vou pagar?

Respondeu tudo, sinceramente? Então você está pronto (a) para comparar preços, condições de pagamento etc. Só vale a pena fechar a compra depois de conhecer a média de preços cobrados pelas lojas.

Não aposte nos quilos que perderá no futuro. Resigne-se em comprar roupas que sirvam de verdade em você. Cuidado com cores exóticas: ficam “marcadas” rapidamente e não combinam com nada que você já tem. Prefira peças clássicas.

É bem mais fácil para os homens: terno azul-marinho ou preto, gravata vermelha ou azul, camisa social branca ou azul-claro. Talvez um blazer azul, para usar com calça de sarja ou jeans. Mas nós, mulheres, não temos o terno como uniforme. Então, é necessário planejar ainda mais o que comprar. Normalmente, ambientes de trabalho pedem roupas mais sóbrias.

Uma dica: depois de decidir tudo, reserve uma hora, no máximo, para a compra. Caso contrário, virará um passeio, você verá algo interessante em que não havia pensado, e, zapt, lá se foi o planejamento das compras.

Atenção às falsas liquidações. Aquelas que indicam reduções de até 50% do preço. Mas que reduziram produtos muito caros. Ou que colocam um valor baixo na vitrine, por exemplo, R$ 50, e, em tamanho quase ilegível, dez vezes.

Liquidação, para valer a pena, tem que dar descontos reais, para bons produtos. Nem é preciso dizer que oferecer uma roupa que será pouco usada por um preço mais ou menos é enganação pura.

Portanto, olho vivo, planeje, compare, escolha e boas compras.

http://mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br

 

 

ARTIGO DA INFOMONEY

 

Janeiro chegou e nesta época do ano muita gente aproveita para renovar o guarda-roupa, trocar a mobília da casa ou comprar aquele eletrodoméstico que estava namorando há tempos tentando aproveitar os baixos preços das liquidações de início de ano. Entretanto, entidades de defesa do consumidor alertam que o que seria uma tentativa de economizar, pode se tornar uma grande dor de cabeça, se o consumidor não estiver atento.
De acordo com o técnico em defesa do consumidor do Procon-SP, Raúl Dalaneze, neste período, é muito comum a compra por impulso, que consequentemente, mais tarde, resulta em arrependimento. “Por ser ostensivamente exposto a propagandas de ofertas e liquidações, o consumidor é levado a adquirir, muitas vezes, produtos que não está precisando e nem vai utilizar posteriormente. Por isso, é preciso pensar bem antes de comprar e verificar se a mercadoria é realmente necessária”, diz. A advogada da ProTeste – Associação de Consumidores, Vanessa Vieira, concorda e acrescenta: “É muito importante que mesmo quando se trata de liquidações, o consumidor faça uma boa pesquisa de preços para verificar se realmente a compra é vantajosa.”

Direitos e liquidações

Vanessa também alerta para a necessidade do cliente avaliar com cuidado se o que está comprando se encontra realmente em boas condições, já que é muito comum a oferta de produtos do mostruário ou com pequenos defeitos nestas promoções. Segundo ela, se a loja anunciou e especificou com detalhes na nota fiscal que a mercadoria possui algum problema, o consumidor não poderá exigir troca depois.

Por outro lado, diz o técnico do Procon-SP, se o problema constatado não estiver especificado em nota, o consumidor poderá cancelar a compra, pedir abatimento no preço ou mesmo a troca do produto, se o caso não for resolvido pelo fornecedor em um período máximo de 30 dias.

Liquidações virtuais

No caso de compras realizadas em saldões virtuais, mesmo que na descrição conste os eventuais defeitos ou problemas do objeto, o consumidor poderá desistir da compra em até sete dias, pois, segundo os especialistas, o comprador não teve a oportunidade de manusear a mercadoria em questão.

Independente se a compra foi presencial ou não, é importante que o consumidor sempre peça nota fiscal e guarde panfletos, e-mails ou anúncios que comprovem a oferta anunciada, caso tenham algum problema posteriormente.

Para tirar melhor proveito das liquidações, a ProTeste listou alguns cuidados, que podem ser conferidos abaixo:

  • Não tenha pressa. Avalie com cuidado os produtos. No caso de roupas, prefira modelos mais clássicos e cores neutras;
  • Não compre por impulso, só porque é barato, pois esta atitude pode comprometer o orçamento familiar;
  • Faça pesquisa de preço para verificar se não se trata de “falsa liquidação”;
  • Avalie se realmente compensam as promoções do tipo “pague dois, leve três”, ou que dêem brindes e descontos em uma segunda compra;
  • Tenha cuidado redobrado com o estado das mercadorias, especialmente aquelas em exposição. Confira se não há defeitos que comprometam a utilização.

 

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O Amor Maior do Mundo

 

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Ontem, meus pais completaram 36 anos de casamento. Eu, com meus pouco mais de 5 anos de união, sei como é difícil, às vezes, manter a cabeça no lugar. Por mais que amemos quem está ao nosso lado, sempre haverá uma coisa ou outra que irá nos surpreender ou nos desapontar. Mas isso não pode ser um problema maior do que a vontade de amar.

O que aprendi com meu pai foi que devoção pode não ter limites. Ser apaixonado pelo que faz é a chave do sucesso profissional e acreditar em si mesmo é o maior dos elogios. Meu pai é professor por escolha afetiva. Desde que me conheço por gente ele vivia cercado de livros e papéis, que eu também aprendi a amar. Meu pai é um livro aberto de sabedoria e amor.

Com minha mãe, aprendi a cozinhar e a gostar de artesanato. Nas tardes de chuva ou de calor, minha mãe, eu e minhas irmãs passávamos longas horas costurando, tricotando, bordando ou tingindo panos de cores maravilhosas. Minha mãe também me ensinou a amar os animais e as plantas. Tudo era novo, o tempo passava rápido. Minha mãe é um novelo macio de lã.

Hoje, meus pais são minha grande inspiração e meu exemplo. Olhando para trás, vejo que fizeram tudo certo. Casada, eu quero manter em meu relacionamento o amor e o respeito que eles mantiveram no deles. Se um dia tiver um filho, quero ser para ele a mãe e o pai que tive para mim.

Sempre me lembro de Drummond que, como a maioria dos poetas, falou tão bem do amor: “Existem muitas razões para não amar uma pessoa e apenas uma para amá-la”. Que essa razão esteja sempre à frente das dificuldades.

 

Violência Não é BELEZA

Não associo diversão à violência. Mas muitas pessoas, infelizmente, sim. Há pouco tempo, entrou em cartaz um filme chamado “Os Estranhos”, que narra a saga de uma família aterrorizada por um grupo de encapuzados que entra na casa simplesmente para maltratar a mãe, o pai e o filho.

Pouco antes, entrava em cartaz “Violência Gratuita”, um filme que narra, em primeira pessoa e em contato direto com o telespectador (os torturadores olham e conversam com a câmera), a história de dois adolescentes que entram na casa de uma família e os torturam. O pior é o que o negócio é refilmagem.

Tensão, medo, violência. Qual é o propósito disso? Catarse? Para fazer pensar? Refletir? Do jeito que eu vejo, acaba dando idéias pra um bando de “sem noção” que não pensa e acha legal o que acontece no filme. Conseqüência: quem não tem nada na cabeça acaba inventando. E não pensando.

É como dar o remédio certo pro doente errado e piorar a situação. Eu não consigo tolerar violência, não assisto, não prestigio, não recomendo. Na minha opinião, nada justifica. O que é belo torna-se a cada dia mais belo. O que é horrível, continuará a ser horrível, mesmo que “ensine” alguma coisa.

Será que não dá pra aprender com a beleza? Exercitar a sensibilidade ao invés de anestesiar-se diante da violência e da injustiça? Não sou forte, não estou julgando ninguém, apenas expressando minha opinião diante do que vejo e percebo. As pessoas que costumam assistir filmes assim (estou generalizando) também não ligam de maltratar animais e desconsiderar outras pessoas (como não ceder o assento para um idoso ou ceder a vez em alguns casos). Tudo acaba ficando pior.

Ao invés de uma overdose de violência, deveria haver uma overdose de beleza. Mas as pessoas acabam ficando tão insensíveis, tão chapadas e neutralizadas, que passam pela rua e não percebem as flores, o canto de pássaros escondidos entre folhas, o bichano deitado no sol da janela. A beleza é silenciosa e vagarosa. Como é o tempo de uma árvore? Uma gota d’água é pequena pra quem? Já parou pra ouvir o vento? Às vezes, é quase nada…

Se deixarmos, o barulho da violência e a rapidez com que ela se propaga vão acabar destruindo tudo o que é belo, inclusive nossa percepção. Não podemos. Meu jeito de passar a beleza adiante é elogiar estranhos e ser simpática. Não sabemos o poder que um elogio pode ter na vida de alguém. Estava no supermercado um dia e elogiei os óculos que a moça do caixa estava usando (sempre reparo em armações de óculos). Ela estava séria e, depois do meu elogio, não parou mais de sorrir. Sorriso é beleza no rosto de alguém.

Às vezes, sinto um certo desânimo e acabo achando que algumas coisas são inúteis. Eu sei que é besteira minha mas fico triste e melancólica. Engraçado que, sempre que estou assim, alguém entra no blog e faz um elogio. Isso muda o meu dia e meu ânimo e faz aquele momento mais belo. E enche de beleza a minha vida.

Todos os dias encontro beleza nas coisas mais escondidinhas, nas mensagens curtinhas, no sorriso das pessoas ao meu redor. Todos os dias também busco encontrar a minha beleza, que é apenas um enorme bem-estar refletido num corpo saudável e no brilho do olhar. Não busco no espelho. Busco no olhar de quem me vê.

 

O MELHOR PRESENTE QUE EU JÁ GANHEI

 

 

Os orientais dizem que “o passado é história; o futuro é mistério; o presente é uma dádiva. Por isso se chama presente”.  E o meu passado, de momentos e encontros únicos, plenos de alegria e felicidade na casa de meus avós lusitanos, reflete o melhor presente que já ganhei: ter sido adotada por uma família portuguesa, com certeza, que me acolheu em seu seio, acompanhou meus primeiros passos, torceu pelas minhas vitórias, sofreu com meus tropeços, motivando-me sempre a buscar a felicidade alicerçada naqueles momentos singulares, que jamais se repetirão.

Meus avós viraram uma saudosa lembrança, guardada em um baú de recordações, assim como aqueles maravilhosos momentos vividos em diversos natais, em sucessivas páscoas, aniversários, e a cada encontro em família, quando meus primos e eu ríamos muitíssimo do trajar tipicamente trasmontano de tia Maria, a irmã gêmea de meu avô, com suas argolas de ouro, saia longa, lenço colorido na cabeça e tamancas pelos pés; de sotaque engraçado, meio enrolado, o qual custava-me por vezes entender o que dizia, causando-me infindáveis gargalhadas.

Hoje, o melhor presente é poder abrir este baú de minha história, de uma infância prazerosa, e compartilhá-la com minhas filhas, mostrando a elas o quão feliz eu fui, graças à família que me formou, e o quão feliz eu sou, pela família que estou podendo formar.

 

Sandra Caldas Lourenço, com essa história que me encheu os olhos de lágrimas, foi a grande vencedora do concurso da Paperview e vai ganhar R$150 em produtos Paperview e um convite para o site Coquelux.

Quero agradecer a todos que compartilharam comigo suas histórias lindas, especialmente a Raquel Soares dos Anjos, que escreveu sobre sua maravilhosa missão neste mundo, que é cuidar dos animais, e a Aline Dulce, que, em poucas linhas, descreveu que o melhor presente é a gente mesmo que se dá: uma vida feliz e com propósito, cultivada com amor todos os dias.

A todos que estiveram aqui todos os dias, meu muito obrigada!! Ano que vem volto com força total, com muito tricô, customização, dicas de moda e de como viver bem e em paz com a natureza.

 

Que venha 2009!!

 

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Beijinhos da Renata