Inspiração para os apaixonados…

 

 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

.

Florbela Espanca (1894-1930), poetisa portuguesa

 

Dia Mundial do Meio Ambiente

Tá, colocaram no calendário que hoje é dia mundial do meio ambiente. A gente vê listas de muitas coisas em todos os lugares, listas de coisas que poderíamos fazer todos os dias, como economizar água, plantar uma árvore, reciclar o lixo.

Acho digno que haja uma data para nos lembrar, mas acho péssimo que muita gente precise dela. Acho ótimo que haja um dia de mobilização, de conscientização, mas acho horrível que o esquecimento aconteça.

Lembrar do planeta é lembrarmos de nós mesmos. Você algum dia já esqueceu de viver, de respirar, de comer? Às vezes, durante nosso dia a dia atarefado, a gente esquece de se cuidar, come bobagem, não toma água. Mas a gente se recrimina, se lembra que tem que se cuidar direito, não é? Com o planeta deveria ser assim: descuidar pode até ser uma bobeada, uma vacilada, mas não a regra.

Dia Mundial do Meio Ambiente = Dia Mundial da Humanidade, das Plantas, dos Animais e do Planeta. Dia da gente se lembrar de cuidar da nossa casa. Sugestão: plante uma árvore!

 

Tingimento 1, 2, 3!

Diversas técnicas de tingimento apareceram nos últimos desfiles nacionais, tanto de verão quanto de inverno. Então, se você quer aprender um pouco da técnica pra customizar algumas peças, pode arregaçar as mangas!

Pra parte mais teórica, o site das Tintas Guarany é ótimo: dá todas as dicas de que tinta usar, como fixar, pintar, tingir e fazer efeitos especiais de cor, além de sugestões de trabalhos.

Aqui, apresento algumas criações da minha mãe, que já está craque no tingimento doméstico!

 

IMG_5876 IMG_5877 IMG_5880 IMG_5882 IMG_5883 IMG_5885 IMG_5887 IMG_5890 IMG_5892 

 

Que tal aproveitar o final de semana e colocar mais cor naquela blusinha que já está precisando de um carinho? 😉

 

O Chique na Berlinda

Em entrevista à Folha de São Paulo, o filósofo australiano Peter Singer diz que o consumo de luxo aumenta a pobreza

SÉRGIO DÁVILA – DE WASHINGTON

Peter Singer acha que as pessoas que gastam [dinheiro] com vinhos caros e viagens luxuosas em vez de ajudar crianças pobres são, de certa maneira, responsáveis pela morte destas. É o que ele defende em seu livro mais recente, “The Life You Can Save” [A Vida Que Você Pode Salvar, Random House, 206 págs., US$ 22, R$ 47], um manifesto humanitário embasado nos preceitos da bioética. É a mais nova faceta do polêmico filósofo australiano de 62 anos, que ensina esse ramo da ética na Universidade Princeton, em Nova Jersey (EUA).

As outras são a do militante pelos direitos dos animais, posição defendida em outro livro, “Animal Liberation” [Libertação Animal, Random House, 1975], considerada a obra que iniciou a faceta radical desse movimento, e “Should the Baby Live? – The Problem of Handicapped Infants” (Deve o Bebê Viver? – O Problema das Crianças com Deficiências, Oxford Univesrity Press, 1985), em que defende a eutanásia.

Leia abaixo trechos da entrevista que concedeu à Folha por e-mail.

FOLHA – Segundo a Unicef, 27 mil crianças morrerão hoje. O que devemos fazer a respeito e não fazemos?
PETER SINGER – Essas mortes são evitáveis. Elas são decorrência de situações que podem ser mudadas -ausência de água limpa, falta de postos médicos locais, ausência de redes contra a malária e assim por diante. Acima de tudo, acontecem por conta da extrema pobreza, e isso também pode ser mudado. Nós deveríamos usar uma parte de nossa riqueza para ajudar a tirar as pessoas da armadilha da extrema pobreza. É errado gastarmos tanto com coisas supérfluas, enquanto outros não têm o suficiente para comer ou não têm condições de mandar suas crianças para a escola.

FOLHA – Ao mesmo tempo, 20 mil americanos perderão seus empregos hoje. O quão difícil é ser coerente em uma época de derretimento econômico?
SINGER – O problema não é coerência, mas fazer com que as pessoas pensem outras enquanto estão preocupadas com os próprios interesses. Somos egoístas por natureza, e não espero que as pessoas se tornem altruístas se estão preocupadas em pagar o aluguel.

FOLHA – O sr. dá um terço de seus rendimentos à rede de assistência global Oxfam. É suficiente? Recomenda que outros façam o mesmo?
SINGER – Eu não diria que é o suficiente; se eu fosse uma pessoa melhor, daria mais. Ao mesmo tempo, porém, não seria preciso que ninguém desse tanto quanto eu dou se apenas as pessoas mais ricas doassem algo de suas rendas. Então, em meu livro, recomendo uma porcentagem muito menor, começando por 1% da renda das pessoas. É possível ver a tabela completa no livro ou no site www.thelifeyoucansave.com, onde você pode fazer sua doação também.

FOLHA – O sr. escreveu: “Quando nós gastamos nossa sobra de dinheiro em shows, sapatos da moda, jantares sofisticados, vinhos caros ou em viagens de férias para lugares distantes, estamos fazendo algo errado”. Mas pode-se argumentar que, ao fazer isso, ajudamos a criar ou manter empregos, algo que hoje em dia é mais do que necessário. Como equilibrar esforço humanitário e capitalismo?
SINGER – A maior parte do que gastamos no que você menciona vai para pessoas que já são ricas. Se o que você compra ajuda realmente os mais pobres -talvez por meio de um esquema de comércio justo-, tudo bem, não me oponho. Mas é importante ajudar os pobres diretamente também, pois de outra maneira eles não podem se integrar à economia global. Os países mais pobres não têm a infraestrutura necessária para essa integração.

FOLHA – O sr. acha que uma das consequências da atual crise pode ser que as pessoas passem a ter uma vida mais frugal?
SINGER – Seria bom em certo sentido, especialmente do ponto de vista do ambiente, do aquecimento global.
Mas duvido que aconteça. A crise vai passar, e em alguns anos voltaremos aos nossos hábitos antigos.

Vamos pensar?

 

Inspiração para os carentes

Até onde vai a carência das pessoas…

Numa sociedade como o a do Japão, onde as pessoas estudam e trabalham até cair (ou já mesmo caídas), muitos sentem falta do que deveriam buscar: carinho e troca afetiva. Infelizmente, mesmo sendo uma das nações mais ricas do mundo, o Japão muitas vezes passa a imagem de um país de solitários. Cheios da grana, sim, mas sozinhos. Quem já não ouviu falar dos hotéis casulos, das pessoas que moram em cyber cafés, dos executivos que só vivem para o trabalho? A riqueza financeira não consegue subornar a carência emocional.

Fiquei sabendo que há no Japão, hoje, os “Cat Cafés”, bares que “alugam” gatos para passar algumas horas com as pessoas. O negócio é um sucesso: por $10 dólares, pode-se passar uma hora com o bichano que você escolher, ou tirar fotos com seus felinos preferidos. Em um deles, o Ja La La Café, no agitado bairro de Akihabara, em Tóquio, cerca de 12 gatos fazem as honras da casa. Os japoneses amam gatos e cuidam muito bem deles.

O lugar é muito frequentado por homens e mulheres que moram sozinhos, são tímidos e introvertidos, que desejariam ter um gato mas que trabalham e/ou viajam muito a trabalho. Além disso, por causa do espaço reduzido, fica difícil ter um animal de estimação. Alguém consegue adivinhar porque o tamagochi fez tanto sucesso há uns 15 anos?

O legal de ter um animal é poder estabelecer uma rotina com ele, conhecer seus hábitos e manias, até sua comida favorita. Quem tem gatos sabe que eles adoram rotinas e ficam meio perdidos quando alguma coisa fica diferente. Também acostumam-se com seus donos, conhecem seus hábitos, cheiros e conseguem até detectar mudanças de humor. Os gatos têm personalidade forte, assumem papéis quando em contato ou convivência com outros gatos e “mandam” no dono, no bom sentido. É que gatos têm vida própria, embora entrem em acordo com os humanos que vivem com eles. Por isso gostam, como qualquer ‘pessoa’ gostaria, que as coisas sejam feitas à sua maneira.

Ver um gato de vez em quando é muito bom mas tê-lo ao seu lado todos os dias é bem melhor. Para o humano e para o gato. Quando as pessoas escolhem paliativos para suas carências acabam desconsiderando o que seria ideal para a outra parte, neste caso, o gato. Por mais que as pessoas digam que o gato é um animal independente (e é mesmo) ele adora ter um dono, um colo e alguém para amar. Nós, humanos, também somos independentes e gostamos disso, mas de vez em quando também queremos colo, segurança e amor. Com os gatos é a mesma coisa. E quando queremos ficar sozinhos, podemos gritar, brigar e até mesmo fazer coisas que depois nos arrependamos. Com um gato também é assim: se ele te arranhar depois de meia hora de alisamento de pêlo, ele quer dizer “agora chega que eu quero paz”. Temos que entender os gestos, já que não falamos o mesmo idioma. Considerar o gato traiçoeiro ou dizer que não se pode confiar é o mesmo que admitir que se é ignorante no assunto e não quer aprender. É a mesma coisa que falar que uma pessoa de cor ou religião diferente da sua é inferior ou menos capaz. Ou seja, é o fim do mundo.

Fora isso, admiro a ideia: já que não se pode ter ou cuidar de um animalzinho, que seja assim. É também uma atitude altruísta, pensando que é melhor que o gato fique num lugar onde ele é bem tratado do que trancado num cubículo, só pra você poder chamá-lo de seu. Se eu estivesse no Japão, visitaria um “bar de gatos”. São essas coisas que fazem do Japão um dos lugares mais interessantes do mundo.

Fiquem com as fotos dos “Cat Café” e depois podem ir abraçar o seu bichano ou seu cachorrinho. Se não tiver um bichinho, vai abraçar o pai, a mãe, ou o namorado/a. Carência se resolve com contato.

 

cat-cafe-01

 

cat-cafe-02

 

cat-cafe-03

 

cat-cafe-04

 

cat-cafe-05

 Todas as fotos são do UOL

 

História em Flashes e YSL

Eu adoro fotografia. Já fotografei muito com máquinas que usavam filmes e exigiam que você estudasse matemática para calcular o tempo do flash. Por isso, quando surge uma exposição, sempre vou dar uma olhada. Imprensa, então, é paixão! Olha essa reportagem que saiu na Veja São Paulo…

 

O ex-ministro José Dirceu quando era líder estudantil, Ronaldo Fenômeno magro e astro do futebol espanhol, Rita Lee com cara de menina. A mostra Fotografia em Revista, na Faap, apresenta 600 imagens e personagens que ilustraram as publicações da Editora Abril nas últimas quatro décadas

Por Alessandro Duarte

 

exposicao1

A foto acima, de Jorge Butsuem, publicada na revista REALIDADE de agosto de 1968, mostra a ocupação da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo por estudantes. Nela, veem-se vários símbolos do passado: a máquina de escrever, a colaboração pedida em cruzeiro novo (moeda que circulou no país entre fevereiro de 1967 e maio de 1970) e o acento circunflexo em burguêsa, que viria a cair na reforma ortográfica de 1971. Aliás, a própria palavra virou relíquia. José Dirceu, então presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), tinha basta cabeleira e a mesma tendência a querer controlar tudo, inclusive a imprensa.

 

exposicao2

Na última cena da peça M. Butterfly, de David Henry Hwang, o ator Raul Cortez (1932-2006) espalhava no rosto uma máscara branca e fazia olhar de teatro kabuki. Esse momento foi retratado por Nana Moraes num perfil para a ELLE, em 1990. Mas, segundo conta, a expressão sisuda não é por causa do drama vivido por seu personagem, um diplomata francês que se apaixona por uma cantora da Ópera de Pequim sem saber que se trata de um homem. “Raul estava com muita dor nas costas”, lembra Nana. “Meu pai sempre disse que as melhores fotos são aquelas que doem mais.”

 

exposicao3

Quando a PLACAR publicou a reportagem “Ronaldinho na cabeça”, em dezembro de 1996, o craque brilhava na equipe do Barcelona, da Espanha. A foto de Pisco Del Gaiso mostrava o corte rente copiado por uma multidão de torcedores, brasileiros e espanhóis. O Fenômeno ainda não havia se submetido às cirurgias no joelho que fizeram um sem-número de técnicos, comentaristas esportivos e curiosos em geral anunciar o fim de sua carreira.

 

exposicao4

Pouco antes de estrear a terceira parte de Os Sertões, de Euclides da Cunha, em 2005, o diretor José Celso Martinez Corrêa posou para a BRAVO! como criador e criatura. “Ele havia deixado crescer a barba e o cabelo para as primeiras partes do espetáculo”, relembra o fotógrafo Nino Andrés. “Mas cansou de ser chamado de Papai Noel nas ruas e optou pela peruca e barba postiça.”

 

exposicao5

Em meados da década de 80, Osmar Santos tinha um dos rostos – e uma das vozes – mais conhecidos do país. Além de narrar jogos de futebol e apresentar programas esportivos, o autor de bordões como “ripa na chulipa” e “pimba na gorduchinha” foi o locutor da campanha das diretas já, em favor do voto popular para presidente da República. Sérgio Berezovsky, então editor de fotografia da PLACAR, diz que tentou fugir da imagem convencional para essa reportagem de 1985: “Propus uma brincadeira e ele topou na hora”. Nove anos depois, o apresentador sofreria um devastador acidente de automóvel, que paralisou o lado direito do seu corpo e limitou sua fala.

 

exposicao6

Republicada pela BIZZ em 2007, esta foto de J. Ferreira da Silva é um registro da fase áurea dos Mutantes, no fim dos anos 60. Formada por uma encantadoramente sardenta Rita Lee e pelos irmãos Arnaldo (à esq.) e Sérgio Dias Baptista, a banda era o retrato da época – será por isso que parecia ter vindo de outro planeta? O trio manteve-se unido até 1972, quando Rita (então casada com Arnaldo) foi expulsa do grupo.

 

CLIQUE AQUI PARA VER MAIS IMAGENS

 

APROVEITE O FINAL DE SEMANA E VAI LÁ: Fotografia em Revista. Museu de Arte Brasileira. Rua Alagoas, 903, Higienópolis, 3662-7198. Terça a sexta, 10h às 20h; sábado, domingo e feriados, 13h às 17h. Grátis. Até 12 de julho. www.faap.com.br.

 

E pra quem tá no Rio, não perca YSL no Museu! Para manter viva a memória do estilista, o CCBB, no Rio de Janeiro, inaugura a exposição “Yves Saint Laurent – Viagens Extraordinárias”. A mostra integra as comemorações do Ano da França no Brasil e tem curadoria da Fundação Pierre Bergé – Yves Saint Laurent (com sede em Paris, no mesmo local onde funcionou por 40 anos a maison YSL).

A mostra reunirá cinquenta figurinos completos de coleções inspiradas na África, Ásia, Espanha, Marrocos, Rússia e Índia, em manequins projetados pelo próprio estilista, croquis originais e dois vídeos, ambos de 2002 – uma entrevista realizada e dirigida por David Teboul, e o registro de seu último e monumental desfile, realizado no Centro Pompidou. Todas as peças pertencem ao acervo da Fundação Pierre Bergé – Yves Saint Laurent. Leia a matéria completa sobre o estilista.

 

33627

Para ver mais fotos, clique aqui!

 

Exposição Yves Saint Laurent – Voyages Extraordinaires – De 26 de maio a 19 de julho de 2009
2º andar e térreo do CCBB – Mais informações: No site do CCBB

CCBB – Rua Primeiro de Março, 66, Centro do Rio de Janeiro.

Telefone: (21) 3808.2020.

Design a site like this with WordPress.com
Iniciar